sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Cristo Rei


Cristo Rei

25 de novembro

“És, portanto, Rei?” respondeu Jesus: “Sim, Eu sou Rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.” Disse-lhe Pilatos: “Que é a verdade?...” (Jo. 18, 37-38)


Ó Feliz Verdade!

Um Rei desde toda a eternidade, revestido de esplendor e de majestade, decide, por amor e somente por amor, trocar o seu reino, seu trono real para nascer num cocho de feno e morrer no trono áspero e cruento da cruz. E tudo por amor, para que nós pudéssemos participar de sua realeza, revestidos de suas vestes reais.
Devemos sempre aprender com a doutrina do senhorio de Cristo, que viemos para servir, somos chamados a servir a Deus nos irmãos. “O Cristo, bom pastor, veio não para ser servido, mas para servir... e dar a vida pelas ovelhas”.
“Onde está o Rei dos Judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”.
(Mat. 2,2)
Um reino ameaçado desde o inicio; um pequeno Rei é exilado desde os primeiros dias de vida, seus guardiões são seus pais, o carpinteiro José, e a humilde jovem Maria de Nazaré, que fogem para salvar a esperança de um povo; Maria aperta o seu filho de encontro ao coração. A guardiã do reino oferece ao rei o colo materno como seu trono real.
Um Rei que se fez obediência: “E crescia Jesus em sabedoria e estatura, e em graça diante de Deus e dos homens. O lar de Nazaré era o Seu reinado, porém quanto aos Seus pais... lhes era submisso”. (Lucas 2,51)
Os pobres eram amados e acolhidos no pequeno reino de Nazaré, o lar da Sagrada Família era um simples palácio real de portas abertas, onde todos partilhavam o pouco que era de todos!
O Rei operário que, de rústicas a móveis e ásperas tábuas, transformava em belos e elegantes móveis, preparava-se para transformar vidas e corações.
Um Rei sem exército, sem armas, sem palácio e sem coroa sai às ruas ao encontro dos Seus e lhes anuncia que o reino esta nos corações com um grão de mostarda, como um tesouro escondido.
Um Rei que acolhe, que perdoa, que ama, que vai ao encontro dos excluídos, que brinca com as crianças e que enfrenta os poderosos com autoridade, olhando-os nos olhos e enxergando os corações.
Um Rei que escolhe doze, não entre os capacitados, mas capacita os que escolhe, amando suas limitações, ajudando nas suas dificuldades, abrindo seus corações para o acolhimento do Reino, e lavando seus pés na sua última ceia.
Um Rei é perseguido e condenado, Suas vestes reais, que foram tecidas pelas mãos de Sua mãe Maria, são arrancadas! O Rei é despido de sua dignidade humana, Seu corpo é cruelmente flagelado, o sangue real e da nova aliança, é derramado sobra a coluna, e fecunda a terra! É o sangue redentor.
Uma coroa para o rei, porém de espinhos, um manto de púrpura e um cetro de cana verde, são motivos de escárnio, e já disforme em seu aspecto é apresentado: “Ecce Homo”.
Os seguidores fogem, os discípulos covardes, se escondem e negam o seu Rei, o apóstolo amado e algumas mulheres permanecem, junto com Maria aos pés da cruz!
O último trono, a cruz, o Rei presta contas ao Pai dizendo: “Pai perdoai-os, eles não sabem o que fazem!”.
O tesouro do Rei é aberto. O lado é transpassado e dele jorra o oceano da misericórdia! A fonte dos sacramentos e a chave do Seu reino!
Um Rei glorioso retorna ao seu reino celeste, desta vez gloriosamente revestido de humanidade e abre as portas para todos nós com a única chave possível! A chave em forma de cruz.
“Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel!”. (Jo. 12, 13).


Paz e Bem!

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