sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Nhá Chica


Francisca de Paula de Jesus

“14 de junho”

“Nhá Chica, um diamante preciosos das Minas Gerais”.

“...Não relaxais o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao senhor, sede alegra na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Socorro às necessidades dos fieis. Esmerai-vos na Pátria da hospitalidade”. (Rom. 12, 11-13)

Definimos nos versículos acima, o ideal de vida e a busca incenjante de santidade de nossa serva, Nhá Chica. Mulher de fé, cheia de Graça de Deus, distribuidora de todos os dons e carismas que Deus acumulou para o bem comum. Vamos conhecer um pouco da vida e da missão da serva de Deus: “Nhá Chica”.

Quem foi

No pequeno distrito de São João Del Rey, chamado Santo Antonio do Rio das Mortes, distante um pouco mais de 5 minutos de Caxambu, nascia à 26 de abril de 1810 à pequena Francisca de Paula de Jesus, filha da Senhora Isabel Maria, uma pedra preciosa vinha ao mundo para ser um sinal luminoso, no circuito das águas das Minas Gerais.
No dia 26 de abril é também batizada pelo Pe. Joaquim José Alves, e na Pia Batismal recebe o nome de Francisca de Paula de Jesus. Ainda muito pequena, com apenas 8 anos de idade, mudou-se com sua mãe e seu irmão para Baepend. Como eram muito pobres, procuravam um lugar mais prospero e com melhores condições de sobrevivência.
A pequena Francisca sofre com o falecimento prematuro de sua mãe, e com seu irmão Teotônio, é recolhida pelos parentes, que os tratavam com muito amor e carinho. Desde muito cedo recebeu o apelido de Nhá Chica devido à sua distinção e modéstia, sendo muito admirada pela população que a considerava o “anjo da cidade”.
Recebera de sua mãe uma forte influencia religiosa, era devotissíma de Nossa Senhora da Conceição, e sempre recorria à Maria como mãe, uma vez que sua mãe Isabel estava no céu.
Nhá Chica era de estatura média, vivaz, era alegre e a todos encantava com sua simplicidade e sua sabedoria. Não sabia ler nem escrever como a maioria das pessoas pobres de seu tempo por falta de escolas. Era profunda reconhecedora das escrituras, apesar de não alfabetizada, pois meditava o que ouvia nos sermões e nas leituras da Santa Missa.
Era mulher orante e atuante, participava da vida da comunidade paroquial, atendia a todos que vinham em busca de suas orações e de suas palavras de profecia e ciência. Nhá Chica sempre tinha em suas mãos, o seu terço de contas simples, e nele meditava os mistérios da vida de Jesus e Maria, enquanto rezava as Ave-Marias.
Apesar de sua humildade, não ficou oculta aos olhos do mundo, pois suas virtudes irradiavam tamanho esplendor que, nos seu modesto retiro, recebia multidões de visitantes a procura de seus conselhos; ao que sempre dizia que: “Quem dava os conselhos era Nossa Senhora, ela apenas os repetia.”
No ano de 1867, com 57 anos, resolveu erguer um templo em honra a Nossa Senhora da Conceição, sua padroeira, e a referida Igreja, apesar das muitas dificuldades financeiras, só ficou pronto em 1898, três anos após a sua morte.
Nhá Chica levava uma vida austera de pobreza, tinha em sua pobre casa apenas o necessário para viver. Seus imóveis eram rústicos, utensílios escassos, e tinha apenas uma muda de roupa, que para lavar, trancava-se dentro de casa até que a roupa secasse.
Sua casa era um entra e sai de pessoas, onde tudo era de todos, o que ganhava dos seus filhos espirituais repartia com generosidades não reservando nada para si. Mulher penitente e de grandes sacrifícios pela salvação das almas, em tudo colocava o amor de Jesus e por Jesus.
Com idade avançada, Nhá Chica, sofria com a deformação de suas mãos pelo reumatismo, sempre com um lenço dobrada sobre a cabeça, seu corpo encurvada pelo tempo, porem mantinha sempre viva e alegre dos ser cristão, de estar a serviço do reino dos irmãos, e por horas intermináveis, pessoas que não paravam de chegar de todos os cantos do Brasil.
Nhá Chica completaria 85 anos, e o peso dos anos e a saúde frágil declinava dia-a-dia, seu coração que tanto amou Jesus no irmão, já batia com dificuldade, seu olhar contemplava o céu.
No dia 14 de junho de 1895, Baependi e toda Minas Gerais, é surpreendida com a noticia do falecimento de Nhá Chica. Pelas ruas, caravanas vão chegando e pouco a pouco uma grande multidão cercava a pobre casa de Nhá Chica. Cânticos e louvores, lagrimas de dor e de saudade, eram seus milhares de filhos espirituais que vinham para o ultimo adeus.
Todos os que se aproximavam do corpo de Nhá Chica, sentiam um perfume suave de rosas frescas e seu corpo só foi sepultado no dia 18 de junho, pois todos os que chegavam queriam ver “a Santa de Baependi”.
Desde sua morte, Nhá Chica é venerada pelo povo mineiro e de varias regiões do Brasil. No ano de 1991 foram reconhecidas suas virtudes heróicas oficialmente pela congregação das causas dos santos, da Vaticano.
No livro das graças encontram-se mais de 16000 graças registradas, porém a causa da beatificação aguarda o primeiro milagre, confirmado pela ciência, para declamar: “Nhá Chica Bem-aventurada”.
Rezemos para que o milagre aconteça pela intercessão de Nhá Chica junto ao coração de Jesus.
Mais uma vez nos encantamos com as maravilhas que o Senhor opera em seus servos fieis. Louvemos e exaltemos o nosso Deus.

Oremos

Ó Pai, que mostrais a bondade e a sabedoria do Vosso Filho Jesus, naquelas pessoas que o procuram seguir, e que “ocultais as novidades do reino aos sábios e inteligentes, e as revelais aos pequeninos”, nos vos pedimos que a Igreja a possa reconhecer oficialmente as virtudes de amor ao próximo, de fé profunda e de grande sabedoria de vida que concedestes à vossa filha e serva Francisca de Paula de Jesus, Nhá Chica.
Por ter sido de uma vida exemplar, fiel seguidora de Jesus Cristo, devota de Maria Santíssima, e de grande amor à Igreja, nos vos pedimos que, pela sua valiosa intercessão, vos nos concedais a graça de que temos mais necessidade.
Concedei-nos também, ó Pai, que a seu exemplo, o nosso coração esteja cheio de ardente amor a vos e ao nosso semelhante. Tudo isso vos pedimos por intermédio de Jeusus Cristo, vosso Filho, em união com o Espírito Santo. Amém.

“Isto acontece porque rezo com fé.”
Nhá Chica

Um comentário:

Brenda Emilly Evangelista disse...

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo pela linda História de amor, Humildade e simplicidade de Santa Nhá Chica.