quarta-feira, 23 de julho de 2008


São Sebastião

20 de janeiro


“Todos os atletas se impõem a si muitas privações; e o fazem para alcançarem uma coroa corruptível. Nos o fazemos por uma coroa incorruptível. Assim eu corro, mas não sem rumo certo”. (1 Cor 9, 25-26)

O exemplo e o testemunho dos primeiros cristãos deveriam nos entusiasmar e nos servir de estimulo quanto ao anuncio do Evangelho de Jesus Cristo.
Com coragem e determinação, nossos primeiros Santos nos ensinaram que as horas do mundo são passageiras e que devemos, sim, aspirar a gloria dos Céus.

Histórico

Filho de pais ilustres e cristãos, da pequena cidade de Narbona, nasceu São Sebastião por volta do ano 260. Desde a mais tenra infância, sentia-se desejoso de dar testemunho de sua fé, em Jesus Cristo, ainda que fosse derramado o seu sangue em martírio.
Sebastião segue a carreira militar por força das circunstancias, e não por desejo seu. Alias, Sebastião tinha aversão pela carreira militar.
Corria o ano de 284, época em que dois imperadores, Carino e Diocleciano, dividiam entre si o Império Romano, o primeiro reinando na Gália e o segundo em Roma. O imperador Carino tinha colocado Sebastião no numero de seus oficiais, e após sua morte, Diocleciano conservou Sebastião no mesmo posto. Logo, Diocleciano reconheceu as belas qualidades de coração e de espírito de que seu súdito dava provas continuas, pelo que lhe aumentou as honras, dando-lhe o comando da primeira corte das guardas pretorianas, encarregadas de vigiar ao redor do palácio. Gozava, pois, Sebastião de grande favor junto a Diocleciano e as portas do palácio lhe estavam sempre abertas dia e noite.
Durante todo o tempo, que Sebastião desempenhou seu oficio de comandante de guardas imperiais, cuidava atentamente em ocultar a Diocleciano a religião que praticava, porém, somente ocultava para proteger os cristãos e alertar a coragem dos que por sua causa da fé cristã, eram presos, maltratados e trucidados. Andava, pois, de casa em casa, sustentando os fieis na luta pela fé, defendendo a causa de Cristo e a pregação do Evangelho.
Trabalhou incessantemente em converter os pagãos conquistando discípulos para Jesus.
Os irmãos Marcos e Marcelino, quando foram conduzidos à casa do notário Nicostrato, a cuja guarda tinham sido entregues. Ora aconteceu que no momento em que Sebastião animava os irmãos mártires à fidelidade, a casa de Nicostrato ficou iluminada duma luz brilhante e todos os presentes ficaram pasmados. No meio dessa luz apareceu Jesus Cristo acompanhado de sete anjos, e aproximando-se de São Sebastião, deu-lhe o osculo da paz, assegurando-lhe que estaria sempre com ele.
No mesmo instante, Zoé, a esposa de Nicostrato, que havia três anos perdera a fala, ficou tão impressionada com a luz de Cristo, que desejou aceitar Jesus, ao que Sebastião traçou sobre seus lábios o sinal da Cruz e no mesmo instante recobrou a fala e, juntamente com seu esposo, pediu batismo.
Sebastião que sempre encoraja os cristãos à não abandonar a fé, sente chegar também sua hora de derramar seu sangue em martírio.
Denunciado a Diocleciano, pelo apostata Fabiano, é cruelmente amarrado a um poste e atravessado com flechas pelos próprios soldados da guarda. Seu corpo é coberto de flechas e seu sangue escorre por todo o corpo, as forças vitais desaparecem, os olhos se fecham e a cabeça se inclina para o peito. Os soldados, julgando-o morto, se retiram deixando o corpo do mártir em pleno campo. À noite, uma piedosa senhora vai procurar o corpo para dar-lhe uma sepultura honrosa; porem logo percebe que o Santo esta vivo, tira-lhe as setas, o leva para casa, lá unge suas feridas e, em pouco tempo, Sebastião recupera a saúde e as forças.
Deus, em seus desígnios, preserva São Sebastião da morte, porem, tão logo, se vê recuperado, retorna ao palácio de Diocleciano para exortar o imperador do perigo de adorar os falsos deuses. O imperador atônito, pois julgava que Sebastião estivesse morto, e sem saber o que pensar, ao que Sebastião respondeu: “Nosso Senhor, dignou-se a me chamar de novo a vida, para que eu viesse, na presença de todo o povo, protestar contra a iniqüidade e barbaridade da perseguição que ateastes contra os servos de Jesus Cristo."
Em sua fúria, o imperador ordenou que conduzissem Sebastião ao hipódromo do palácio, onde, com golpes de bastão, o torturaram e o açoitaram até lhe arrancar as carnes.
Sebastião permanecia fiel e silencioso até a morte, ou, o feliz encontro com Jesus Cristo.
Durante a noite, os algozes levaram o corpo e o lançaram numa cloaca, onde ficou suspenso por um gancho: estavam com receio que os cristãos lhes deferissem as honras do martírio. Deus, porem, não permitiu que os despojos mortais de seu servo fossem sepultados em lugar ignominioso; e São Sebastião apareceu durante o sono de uma senhora chamada Luciana, a quem pediu que retirasse seu corpo e o enterrasse no cemitério de São Calixto, aos pés dos apóstolos São Pedro e São Paulo.
Atravessar as catacumbas de São Sebastião e chegar a sua igreja, em Roma, é percorrer um caminho de fé e testemunho. Uma fé corajosa que nos leva a questionar a importância de anunciar o evangelho até as ultimas conseqüências.
Que nosso soldado e mártir da fé, São Sebastião, nos ensine a perseverança, a coragem, e o amor incondicional a Jesus Cristo.

Amém!
Paz e Bem!
Marcio Antônio Reiser

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