quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O banho do Menino Jesus


O banho do Menino Jesus!


Desde a saída de Belém, quando o anjo lhes avisa dos perigos e ameaças do tirano Rei Herodes, que a Sagrada Família não goza de sossego e descanso; Lá se vão dias de viagem, o Sol é escaldante durante o dia e o calor do deserto implacável. Quando o Sol se põe e a noite avança a temperatura do deserto despenca consideravelmente.
O pequeno Jesus é levado no colo por sua terna e dedicada mãe, é dela que é nutrido com o leite virginal e se delícia como se fosse um manjar celeste.
José segue silencioso e vigilante, e apesar do cansaço, não deixa de estar atento a todas as adversidades da viagem. Nossa Senhora apesar do cansaço tem um olhar para o futuro, um futuro de esperança, e ela mais do que ninguém, tem pleno conhecimento da verdade que traz nos braços: “O Príncipe da Paz”, “o Emanuel – Deus Conosco”.
Os dias se tornam, por demais longos, o pequeno Jesus dá sinais de incômodo, José e Maria rezam a Deus para encontrarem um lugar para descansar, e as horas avançam! Mais adiante avistam uma pequena moradia! Louvado seja Deus! Enfim poderiam descansar, lavar as roupas e também dar descanso ao burrico “Sórec”, tão prestativo e tão fiel.
Quanto mais se aproximam da casa, mas São José percebe algo estranho com as pessoas que a circundam. Naquele momento, tudo o que precisavam parecia que encontrariam ali! Ao chegarem, e sob olhares desconfiados, saúdam os moradores e humildemente pedem por um pouco de descanso.
Lá de dentro da moradia ouviu-se o choro de uma criança e a voz de uma mulher, o que muito confortou o coração de Maria. A dona de casa vai até a porta e acolhe, cheia de alegria, a Sagrada Família fazendo-os entrar. Maria sente-se em casa e logo vai arrumando suas bagagens e as roupas para o banho do menino Jesus.
São José, meio desconfiado, permanece lá fora retirando o resto da bagagem, alimentando e dando água ao burrico. O que mais preocupava São José era o aspecto meio suspeito dos homens que lá viviam. Até que enfim, água morna e limpa para o banho do menino, Deus é bom! Jesus menino balançava as perninhas e batia as mãos na água, em sinal de contentamento.
A dona da Casa esmerava-se com o jantar, afinal as visitas eram raras! Aquelas pessoas pareciam especiais e que em tudo transpareciam “Paz”.
A beleza do menino Jesus encantou a dona da casa, que não cansava de observá-lo. O filho do casal estava bastante doente, seu olhar era triste e distante, sua pele branca como cera e seus membros, sem movimentos. O choro do menino era de dor.
Quando Maria Ssma. terminou o banho e ia jogar a água da bacia fora foi interceptada pela dona da casa, que sentiu em seu coração o desejo de lavar o seu menino na mesma água que lavou o menino Jesus. Assim o fez; e quando colocou o Menino na bacia, ela imediatamente percebeu que a cor da pele do menino voltou a ser rosada, seus olhos adquiriram um novo brilho e seus braços e pernas tornaram-se vigorosos. Milagre!
Por alguns dias ali permaneceu a Sagrada família, sendo acolhida fraternalmente por aquelas pessoas, que cada dia se encantavam com seus hóspedes.
Todas as roupas tinham sido lavadas, as forças estavam recuperadas, o burrico bem nutrido, tudo pronto para seguirem caminho.
A dona da casa prepara pães, e alimentos para a viagem, e tomando as mãos de Maria, beija-as com gratidão e entre lágrimas exclama: -“Meu filho tinha os dias contados, vivíamos dia e noite implorando a Deus pela sua cura; hoje temos certeza de que o Senhor nos ouviu e nos visitou”. –“Maria tomando as mãos da dona da casa, beijo-as em gratidão e disse: -“Por tua bondade e a de teu Marido, o Senhor te visitou e te abençoou! Shalon!”
Felizes retomam o caminho para o Egito levando no peito a certeza de que ali, naquela casa o amor de Deus foi grandemente manifestado.
Os anos passaram, os dois meninos tomaram rumos diferentes, o menino Jesus nós sabemos de sua vida e missão, o outro, porém!
O outro, na verdade era filho de um ladrão e salteador. As desconfianças de São José, não eram infundadas, pois ali, onde eles se hospedaram era o reduto de um bando de ladrões. Por fim o outro tomou o mesmo caminho do pai e seguiu pelas vielas do pecado e da condenação.
Deus, que é imensamente bom e misericordioso, e que não deixa de atender as súplicas de uma mãe em lágrimas, ouve o pedido daquela mãe, que hospedara a sagrada família, de que o seu filho tivesse tempo de se arrepender antes de morrer.
Jesus, ao ser pregado na cruz, é colocado entre dois ladrões, e um deles pede a Jesus que se lembre dele em seu reino, ao que o Senhor responde: “Ainda, hoje estarás comigo no paraíso”. O ladrão arrependido é o menino que fora curado pela água do banho do menino Jesus. É ele, o Dimas o bom ladrão.
O Senhor falou que todo o bem que fizermos não ficará no esquecimento, e que até um copo d’água terá sua recompensa. Confiemos!
É tempo de espera, o Senhor está para chegar!
Feliz Natal!
Abençoado 2011.
Paz e Bem!

A Virgem de Guadalupe


A VIRGEM DE GUADALUPE
A PADROEIRA DAS AMÉRICAS


12 DE DEZEMBRO


“Guadalupe e Juan Diego possuem um profundo sentido eclesial e missionário, e constituem um paradigma de evangelização perfeitamente inculturada”. (João Paulo II)

Podemos dizer, sem medo de errar que as aparições e a própria impressão da imagem da Virgem Maria na Tilma ou Manto, do índio Juan Diego, são uma carta de amor a humanidade.
As circunstâncias e os fatos das referidas aparições, nos dão a clara certeza de que “foi ao humilde pedido de Maria, que Jesus em Caná, mudou água em vinho: ele começou e continuou seus milagres por Maria, e por Maria os continuará até ao fim dos séculos” (São Luis M. G. Monfort).

“GUADALUPE”

O nome “Guadalupe” é espanhol e um pouco misterioso, visto na época não existir nenhuma localidade com esse nome junto de Cuauhtitlan, a aldeia de Juan. A palavra deriva de uma palavra Nahuatl, Coatlaxo Peuh, que soa parecido a Guadalupe que em espanhol significa “aquela que esmaga a serpente” (a serpente pode ser identificada com satanás ou com o deus-serpente Asteca Quetzalcoatl).

“O VIDENTE DA VIRGEM”

Juan Diego nasceu em 1474 em Cuauhtitlan, no México. Como indígena recebeu o nome de Cuauhtlatoatzin, após o seu batismo no ano de 1524, aos 50 anos de idade, recebe o nome de Juan Diego. Era chamado pelos dois nomes.
Ao se tornar cristão, cumpria fervorosamente suas obrigações inerentes a religião, sua fé na Eucaristia e seu amor a Santa Missa o faziam percorrer 20 Km até a localidade de Tlatelolco.
Numa dessas idas, na madrugada de 9 de dezembro de 1531, Juan Diego ao passar pelo monte Tepeyac, ouve, como que um coro de vozes celestiais, e, em seguida uma voz melodiosa e terna o chama: “Juanito, Juan Dieguito!”
Olhando, assustado, ao redor viu uma linda senhora, que o convida a se aproximar. Juan Diego, como que maravilhado com tanta beleza, ouve da senhora a seguinte pergunta: “Juan Diego, o menor dos meus filhos, aonde vais?”
Surpreso, respondeu-lhe: “Senhora, devo ir à vossa casa na cidade, para participar da Santa Missa, e da doutrina.
“Quero que tu, o menor dos meus filhos, saibas que eu sou a Virgem Marie. Desejo que aqui seja construído um templo... Através deste templo mostrarei todo o meu amor, porque eu sou Vossa Piedosa Mãe e de todos os habitantes da terra”.
A Ssma. Virgem recomendou que ele transmitisse ao bispo o seu desejo de que ali fosse construído o referido templo. A bela senhora prometeu recompensá-lo grandemente e fazê-lo feliz. É sempre bom lembrar que Nossa Senhora sempre se comunicou com Juan Diego, em sua língua nativa.
O piedoso índio inclinou-se respeitosamente e exclamou: “Minha Senhora, irei imediatamente cumprir Vossa ordem”.
Dom Juan de Zumárraga ouve o relato de Juan Diego com certa incredulidade, o que deixa o índio com a sensação de fracasso.
Retornando muito triste e desanimado relatou a Senhora o acontecido, e solicitou que a Virgem Maria escolhesse outro mensageiro com mais preparo. Ela o encoraja e pediu que em seu nome, retomasse a visita ao bispo e reafirmasse o seu pedido.
Era uma manhã ensolarada de domingo, dia 10 de dezembro, Juan Diego chegara muito cedo para a missa, e ao final da mesma, insiste em falar com o bispo e de tanto insistir, conseguiu!
Juan Diego, banhado em lágrimas de comoção, ajoelha-se diante do bispo, e repete a solicitação da bela senhora. O senhor bispo pede que a Senhora lhe dê um sinal confirmando o seu desejo. Juan Diego retorna mais animado e confiante revela a Senhora o desejo do bispo.
Ouvindo atentamente, Nossa Senhora pede ao índio que retorne no outro dia, que seria 11 de dezembro. No dia 11, bem cedo, Juan Diego vê-se em apuros, por causa da saúde de seu tio e por todo o dia anda em busca de um médico, e também de um sacerdote para os últimos sacramentos.
Na quarta aparição, que já era no dia 12 de dezembro, o nosso índio com vergonha da Senhora por não ter ido ao encontro no dia anterior, segue por outro caminho, um atalho. Juan Diego ouve a voz que lhe pergunta: “Que houve meu pequeno? Para onde está indo?”
Cheio de desculpas, e falando do tio doente, garante que mais tarde atenderia ao seu pedido. A Ssma Virgem o conforta quanto a doença do tio, pois ela mesma cuidaria dele, garantindo a sua recuperação.
Nossa Senhora ordenou-lhe que subisse a colina e lá colhesse todas as rosas que encontrasse e as trouxesse para ela em seu poncho (Tilma). E assim o fez, e ficou impressionado com a beleza e as cores das rosas.
Ao chegar com seu poncho carregado das mais belas rosas, entrega a Ssma. Virgem que, com todo o cuidado arruma as flores, dobra o ponche e ordena que Juan Diego entregue nas mães do Senhor bispo, e somente para ele.
Nosso índio, feliz da vida em poder servir a bela senhora, e portando o sinal solicitado pelo bispo, chega ao palácio episcopal.
Agora diante de Dom Zumárraga reverente se inclina e apresenta o sinal, e ao desdobrar o ponho de rosas caem no chão, para espanto de todos. Os olhares admirados, porém, se voltam para o poncho e a bela imagem que estava impressa, era a Virgem Maria.
As rosas frescas, colhidas em pleno inverno, já por si só, já seria um grande sinal. Dom Zumárraga cai de joelhos e com lágrimas de emoção, beija a borda do poncho e a milagrosa imagem.
O poncho tecido em fibra vegetal foi levado para a capela do bispo, que solicitou que Juan Diego no dia seguinte lhes mostrasse o local das aparições.
Quando Juan Diego chegou em casa, encontrou se tio curado e afirmando ter sido cuidado por uma bela senhora que se chamava: "A sempre Virgem Maria de Guadalupe".
As notícias dos milagres espalharam-se com muita rapidez tanto que logo se iniciou a construção do templo. As conversões eram em massa, todos ficavam encantados com a imagem impressa no poncho.
Hoje o santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México, é o mais visitado no mundo, e, o que lá acontece é realmente extraordinário.
O quadro da Virgem de Guadalupe é um dos poucos, no mundo, que não foram feitos por mãos humanas.
Os cientistas de todo o mundo se sentem desafiados pelos mistérios inexplicáveis que envolvem o quadro. O prêmio Nobel de química, Richard Kuhn escreveu, depois de muitos exames, que os corantes da pintura: "não são deste mundo".
OREMOS

"Santíssima Mãe de Guadalupe, concedei aos nosso lares a graça de amarem e respeitarem a vida nascente, com o mesmo amor com que vós em vosso sei concebestes a vida do Filho de Deus. Virgem Santa Maria, Mãe do amor formoso, protege as nossa famílias....., e abençoai a educação dos nosso filhos".

Amém!

Nossa Senhora de Altagracia


NOSSA SENHORA DE ALTAGRACIA
“PADROEIRA DA REPÚBLICA DOMINICANA”

Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as suas graças e chamou-as de Maria”. (São Luis Maria Grignion de Monfort).

Encontramos no catecismo da Igreja Católica (1996) a definição de que: “A nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é o favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: torna-nos filhos de Deus.... Participantes da natureza Divina, da vida eterna”.
Sabemos que é pela graça que somos de Cristo e, em Cristo unidos aos outros membros de seu corpo místico. A graça é o sangue que nos une à cabeça, é o circular da vida Divina.
O que podemos, então dizer daquela que o próprio Arcanjo Gabriel saudou como “Cheia de Graça”. Ela estava inundada pela graça de Deus. Podemos chamá-la de Mãe da divina Graça porque foi toda agradável a Deus.
“Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto de Deus”. O Anjo lhe disse. A virgem Maria foi agraciada por Deus, que lhe ofereceu a mais alta graça, a maternidade divina!
São Tomas de Aquino ao interpretar a oração da Ave-Maria, concluiu: “A Santíssima Virgem superou aos anjos pela plenitude da graça, que com mais abundância existe nela do que em qualquer anjo. Para manifestá-lo disse Gabriel:, isto é, eu te reverencio por que me avantajas em abundância de graça.”

A ALTAGRACIA

A República Dominicana é um país do Caribe e tem como única fronteira terrestre o Haiti. Sua capital é Santo Domingo, e foi o primeiro território americano a ser descoberto por Cristóvão Colombo em 1492.
A população dominicana é constituída por 80% de negros – 5 % brancos – 15% outras raças. A religião predominante é a católica, com quase 79% da população, e tem como padroeira a Virgem de La Altagracia.
A imagem da “Altagracia” representa a cena do nascimento de Jesus na manjedoura de Belém, nela percebe-se em destaque a maternidade divina.
O rosto da SSma. Virgem demonstra serenidade, seus olhos baixos e suas mãos postas em arco, nos indicam adoração e contentamento. Sobre a sua cabeça vemos um véu azul escuro, coberto de estrelas como no céu. Em seu peito nota-se uma luz branca, em forma de triângulo, expressão do nascimento virginal de Jesus, que emana da manjedoura.
Uma coroa de pérolas adorna sua cabeça em referência a sua condição de Rainha e Mãe do Rei Jesus. No fundo do quadro encontramos a estrela de Belém e mais doze estrelas que a circulam.
Diante da mãe, contemplamos o Menino Jesus, dormindo sobre as palhas, e mais ao fundo São José trazendo em suas mãos uma lamparina.
O referido quadro possui 33cm de largura por 45cm de altura e segundo a opinião de especialistas, ele foi pintado no século XV.
No ano de 1978 o quadro foi levado para a Espanha e lá foi magnificamente restaurado.
O quadro da Altagracia teve o privilégio de ser coroado duas vezes, em 15 de agosto de 1922 por Pio XI e em 25 de janeiro de 1979, por João Paulo II.
Documentos, históricos comprovam que no ano 1502, na ilha de Santo Domingo, já se prestava culto a Virgem de La Altagracia, cuja imagem pintada a óleo foi trazida da Espanha pelos irmãos Alfonso e Antonio Trejo. Foi no ano de 1572 que se concluiu o Santuário Altagraciano, e em 1971 foi consagrada a atual basílica.
A piedade popular nos revela que um rico senhor de terras e gado, costumava viajar para negociar em Santo Domingo. Numa de suas viagens perguntou as filhas, que presentes gostariam de ganhar. A filha mais velha pediu roupas, sapatos, adornos, e a mais nova encomendou-lhe uma imagem da Virgem de La Altagracia.
Retornando da viagem, o comerciante estava indignado por não conseguir o presente da filha; o quadro da Virgem Altagracia.
Em uma hospedaria, em conversa com um velho amigo, narrou-lhe sua decepção em não atender um pedido tão simples de sua filhinha. Ouvindo a conversa, um velhinho exclama: “Como não conhecem a Altagracia? Eu a trago comigo!” Foi então que o ancião tirou do bolso, um pequeno lenço enrolado e disse: “Isto é o que você buscava”. Era a Virgem de Altagracia.
Já em casa e feliz, o comerciante entrega os presentes, e foi debaixo de uma laranjeira, que existe até hoje, que a imagem foi entregue a filha. Ali naquele local em Higuey é que foi construído o primeiro santuário.
Que a Virgem de Altagracia, volva sempre o seu olhar sobre as Américas e estenda o seu manto azul sobre seus filhos.
São José e Nossa Senhora, primeiros adoradores de Jesus, o verbo encarnado o Emanuel = “Deus Conosco”. Amém!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Santa Cecília


SANTA CECÍLIA

“A Padroeira da Música Sacra”

“22 de Novembro”

“... o ruído que ouvi era como o som de músicos tocando harpa.” (AP 14,2)

Cecília nasceu de uma nobre família romana dos Metelos. Seus pais pertenciam á nobresa Cristã, eram generosos com os menos favorecidos da sociedade e em tudo procuravam viver o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A pequena Cecília, apesar do meio pagão em que vivia, era um testemunho para todos os que a conheciam. Uma menina de beleza angelical e de dons artísticos incomparáveis. Distinguia-se das demais crianças, por sua piedade e simplicidade aliadas a uma inteligência invejável.
Tão profunda era sua convicção religiosa, tão sincera sua dedicação a causa de Jesus, por quem nem por um segundo teria hesitado em sacrificar sua vida, se as circunstâncias exigissem.
Cecília dedicava-se a estudar as sagradas escrituras dia e noite, e foi justamente nos Santos Evangelhos que nossa jovem romana, encontrou sua vocação, decidiu consagrar sua vida ao Cristo.
A vocação de Cecília não estava em conformidade com a vontade de seus pais, pois sem que ela soubesse ou desse o seu consentimento, prometeram-na em casamento a um jovem patrício romano, chamado Valeriano.
O casamento do jovem casal foi marcado pelo luxo, pelos belos trajes, pela festa de vários dias e principalmente pela aparência triste e sombria da noiva que não conseguia esconder seu desgosto.
Cecília estava abatida pois havia jejuado por três dias, os dias que antecederam as bodas foram de intensa oração e jejum absoluto.
Na noite de núpcias e estando a sós com o noivo, disse-lhe Cecília com toda firmeza e delicadeza: “Valeriano, eu estou sob proteção de meu anjo da guarda, e que guarda minha virgindade”. E acrescentou: “Fiz voto de fidelidade a Jesus Cristo, e, a ele prometi guardar-me sempre pura.” Valeriano, a princípio, pareceu indignado com tal revelação da noiva, porém manifestou o desejo de conhecer o anjo guardião de Cecília e fez uma promessa de se tornar cristão se o seu desejo fosse alcançado.
Cecília respondeu que para ver o anjo guardião, Valeriano deveria ser batizado. Cecília o encaminhou ao Papa Urbano que prontamente lhe conferiu o batismo depois de um tempo de preparação.
Certo dia, Valeriano chegando em casa encontrou Cecília em oração, e qual não foi sua surpresa, quando de fato viu ao seu lado o anjo da guarda, e ficou maravilhado como ser celestial.
O anjo uniu os noivos e cingiu-lhes, com duas coroas de rosas e lírios e exortou-lhes à perseverança.
O irmão de Valeriano, chamado Tiburci, ao ouvir o relato do irmão e da cunhada, desejou ser batizado e tornou-se um cristão convicto e corajoso.
O prefeito de Roma chamava-se Almáquio e era irmão de Valeriano e Tiburcio, ao saber de suas conversões citou-os perante o tribunal e exigiu que abandonassem o cristianismo.
Os irmãos foram decapitados diante de Cecília e esta corajosamente enfrentou o cunhado e foi também condenada a vários métodos de tortura, porém sempre se mostrou irredutível em sua fé.
Por fim Almáquio ordenou que fosse golpeada até a morte, três golpes não conseguiram separar o corpo da cabeça, e Cecília ficou ferida no chão por três dias.
Todos os bens do casal foram distribuídos aos pobres e seu corpo foi sepultado no cemitério perto da via Apia.
No ano de 1599, o túmulo de santa Cecília foi aberto por ordem do cardeal Sfrondati, e o corpo encontrava-se na mesma posição descrita pelo Papa Pascoal I, em 817.
Os anjos de Deus, em coro cantaram as virtudes de Cecília e Valeriano, o jovem casal foi acolhido pelos céus ao som de harpas e citaras, como bem aventurados.
Tocai Cecília, tocai; para nós as melodias celestiais que encantaram Valeriano e que elas possam nos encantar hoje e sempre. Amém!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

NOSSA SENHORA DO ROCIO


NOSSA SENHORA DO ROCIO

PADROEIRA DO PARANÁ

15 DE NOVEMBRO

“Virgem Senhora do Rocio, Santa Mãe querida, abençoa-nos, protege-nos, e leva-nos ao encontro eterno com teu filho Jesus.”

No livro dos Juízes (Jz 6,36-40), encontramos Gedeão pedindo o sinal que Deus lhe falava. Naquela noite, o orvalho ou Rocio caiu somente em cima do velo (velo ou tosão é a pele do carneiro com a lã) e a terra toda ficou seca. O Senhor desceu sobre a virgem, assim como o orvalho (Rocio) desceu sobre o velo de Gedeão.
No ofício da Imaculada Conceição, encontramos no hino do 1º coro da terça - hora, Maria SSma sendo chamada de velo de Gedeão, como referência bíblica. Sobre esta invocação o escritor espanhol Augusto Nicolas escreveu: “Maria é o branco Velo de Gedeão, que recebe o Rocio do céu, enquanto nenhuma parte da terra o desfruta todavia. Orvalho ou Rocio, de que dizia o profeta: ‘Céus, façam chover o justo.’ ‘E do qual cantava o Rei Davi:’ descerá como o Rocio sobre a lã dos rebanhos...”

NOSSA SENHORA DO ROCIO

Rocio é uma aldeia situada ao oeste da província da Andaluzia (Espanha), cerca de 15 Km distante da antiga cidade de Almonte.
Segundo a tradição, a imagem da virgem do Rocio, foi encontrada por um caçador no tronco de uma árvore, onde provavelmente tinha sido escondida pelos moradores de Almonte durante a dominação dos Sarracenos.
A bela imagem, envolvida em um manto de linho, tinha no pedestal a inscrição: “Nossa Senhora Redentora.”
Os habitantes de Almonte crêem com segurança que foi a virgem do Rocio que os livrou da peste em 1637, de uma grande seca de 1730, das epidemias em 1738 e 1744, da invasão de Napoleão em 1810 e da fúria dos vermelhos em 1936.
EM PARANAGUÁ

Sabemos que os índios carijós, que eram de índole mansa, habitavam no território de Paranaguá muito antes dos homens brancos invadirem, eles já haviam sido evangelizados pelos jesuítas vindos de Cananéia.
Foi com a descoberta do ouro de lavagem que iniciou-se ali o povoado, que foi elevado à categoria de vila em 1648. No final desse mesmo século a vila Paranaguá já se tornara um importante centro.
Naquela ocasião vivia na baía de Paranaguá, um humilde pescador conhecido por pai Berê. Foi exatamente pelos anos de 1648 que pai Berê, ao lançar as redes para delas tirar o seu sustento, encontrou no meio das vegetações aquáticas, a bela imagem da virgem Maria.
Pai Berê, cheio de emoção, leva a pequena imagem para sua cabana, e lá instituiu terços em sua honra, os vizinhos e moradores da vila vinham em busca de graças e milagres.
O sítio onde morava pai Berê era conhecido por Rocio, pois todas as manhãs a terra e as vegetações amanheciam cobertas de orvalho (Rocio). Assim a virgem encontrada, passou a ser chamada de Nossa Senhora do Rocio.
É possível associar a vinda do Salvador, que foi concebido no seio castissimo da virgem Maria, para encharcar o mundo com o orvalho (Rocio) de sua graça.
A primeira igreja foi edificada em 1813, o atual santuário foi construído em 1920.
Tendo em vista os incontáveis milagres e graças alcançadas pela mediação da virgem do Rocio, que em 1977, o então Papa Paulo VI declarou para a eternidade, Nossa Senhora do Rocio, padroeira do Paraná.
A imagem da virgem do Rocio é semelhante a virgem do Rosário, mede aproximadamente 38cm e é coberta com um manto em tons rosados e azuis.
O santuário é dirigido e administrado pelos padres redentoristas.
Que a virgem do Rocio nos proteja e nos guarde, hoje e sempre.
Amém!

SÃO BENEDITO (O MOURO)


SÃO BENEDITO (O MOURO)

05 DE OUTUBRO


Benedito, entre todos bendito! De todos os santos Bendito! Socorre o fiel no pranto, e o coração se enche de encanto, dos devotos de todos os cantos!
O pão não deixa faltar; A alegria devolve ao lar, os enfermos deseja curar, pois sua bondade sem par, socorre a quem invocar. Benedito, hoje e sempre,a todos deseja amar.

SUA VIDA

Seus pais eram africanos da Etiópia e foram arrancados de sua pátria e vendidos como escravos, na Sicília-Itália. O pai foi vendido para um rico fazendeiro, chamado Vicente Manasseri. Na época os escravos tinham que adotar o sobrenome do seu senhor, assim sendo o pai de Benedito era Cristóvão Manasseri.
A mãe de Benedito, quando chegou à Itália, foi libertada pelo seu senhor, porém sempre conservou o sobrenome herdado – Diana Larcan.
Foi na Sicília que os dois se conheceram, e se apaixonaram. Tornaram-se Cristãos e se casaram na Igreja Católica. O jovem casal era exemplo de honestidade, lealdade e de fé!
No ano de 1526, nasce o primeiro filho do casal e na pia batismal recebe o nome de Benedito = “Abençoado”, e o maior presente que o pequeno Benedito recebeu foi a carta de alforria do senhor Manasseri.
Logo em seguida nasceram; Marcos, Baldassa e Fradella. Foram desde muito cedo orientados na fé e nos princípios cristãos, foi no joelho de D. Diana que os pequenos aprenderam a rezar.
Eram muito pobres e jamais tiveram condições de estudar, trabalhavam no arado da terra e com o pastoreio de ovelhas.
Nosso Santo era humilhado e escarnecido por seus colegas da lavoura. O preconceito era escandaloso contra Benedito, ele tudo suportava por amor.
Um dia entre os insultos dos jovens, uma voz enérgica se fez ouvir:
-AH! Hoje zombais desse pobre negro! Mas logo vereis sua fama correr pelo mundo! Era frei Jerônimo Lanza, o eremita; Que assim profetizava.
O jovem Benedito sente o chamado e se alegra com as palavras do Frei Jerônimo, deixa o arado e o trabalho com os bois e implorando a bênção dos pais parte para o eremitério dos Franciscanos.
A cada dia os frades se alegravam com a presença do irmão Benedito, ele tornara-se tudo para todos. Era generoso, simpático e muito piedoso.
Depois de 5 anos, irmão Benedito fez sua profissão religiosa, professando a irmã pobreza, a obediência, a castidade e vida de contínua penitência.
No eremitério tudo era muito pobre, viviam em extrema pobreza e alimentavam-se com o pão que mendigavam e as verduras que plantavam. Viviam a perfeita pobreza como ensinava a regra do seráfico Pai Francisco de Assis.
Aos poucos o povo da cidade e região foi percebendo naquele irmão negro, de olhar brilhante e sorriso luminoso, algo de extraordinário e sobrenatural.
O povo cada vez mais queria ouvir os conselhos do irmão Benedito e ser por ele abençoado, longas filas eram formadas todos os dias na porta do mosteiro.
Com a morte de frei Jerônimo, os eremitas procuraram abrigo em outros conventos franciscanos.
Frei Benedito foi para o convento de Santa Maria de Jesus, na Sicília, onde permaneceu até a morte.
O primeiro trabalho de Benedito foi como cozinheiro, ele transformou a cozinha num santuário de oração.
Quando tudo faltava na dispensa, Benedito rezava e o milagre acontecia, os frades a cada dia eram surpreendidos com manifestações extraordinárias, como peixes frescos que apareciam nos jarros, pães que se multiplicavam, o vinho que não terminava, a lenha para o fogo no rigor do inverno.
Os frades gritavam = “Milagre, milagre!”
No dia de natal e tendo a visita do Bispo para o almoço, o convento estava em festa e Benedito de joelhos na capela, contemplava em êxtase, a cena do nascimento do Menino Jesus. Perde-se no tempo e esquece do almoço, todos estão a sua procura e o encontram em oração. Benedito sai correndo e com toda confiança na providência fecha a cozinha.
Os frades quando olham pela janela, ficam extasiados pois contemplam dois seres luminosos na cozinha ajudando frei Benedito. O almoço servido parecia um manjar dos céus!
Frei Benedito foi eleito por unanimidade, superior da província. Ficou profundamente angustiado, e suplicou que revissem a escolha, pois era grande a responsabilidade para um pobre e analfabeto irmão.
Em nome da Santa obediência, frei Benedito aceita, com respeito e amor a responsabilidade inerente de um superior.
Benedito torna-se um pai para todos os frades e um modelo de acolhimento para todos os fiéis que visitavam o convento.
Uma senhora saía do convento em uma charrete e trazia em seus braços seu filhinho adormecido. Um susto fez com que os cavalos derrubassem da charrete, a mãe com a criança.
A criança morreu para desespero da mãe, que aos berros chamava Frei Benedito. O bondoso frei tomou o menino nos braços, orou com grande fervor e o menino voltou a vida.
Um jovem com o pescoço coberto de tumores foi levado diante de Frei Benedito para que o curasse; o frade respondeu: -“eu não curo ninguém, mas vamos rezar aos pés de Jesus Sacramentado e da Virgem Maria, eles é que curam.
O milagre aconteceu, para espanto de todos. E assim, em sua biografia encontram-se incontáveis fatos e milagres extraordinários.
Benedito dedicava-se incansavelmente na promoção e na defesa da vida, exortava os fiéis na busca da salvação.
No ano de 1589, Frei Benedito com 63 anos percebe que é chegada a hora de sua partida para a pátria celeste.
Suas forças chegam ao fim, com o olhar fixo no alto, implora o perdão dos confrades e tendo o rosto transfigurado, entrega sua santa alma a Deus.
O povo da cidade só soube da morte do santo depois do sepultamento. Todos estavam numa festa na cidade vizinha.
Em poucos dias, centenas de milhares de pessoas chegaram ao mosteiro pêra rezar diante de seu túmulo. O povo já aclamava Frei Benedito como Santo.
Foi beatificado em 1763 e canonizado em 1807. No Brasil a devoção ao bem-aventurado Frei Benedito, chegou em 1686 na Bahia, com a ereção canônica da Irmandade dos Homens Pretos.
SÃO BENEDITO, ROGAI POR NÓS!

A VIRGEM DO PILAR


A VIRGEM DO PILAR

“A PATRONA DA ESPANHA’
“12 DE OUTUBRO”


“E assim em nome do Todo Poderoso, prometo a todos os fiéis que aqui vierem, grandes Bênçãos, Proteção e amparo, por que este há de ser meu templo e minha casa... E em testemunho desta verdade e promessa, ficará aqui esta coluna, e colocada sobre ela e minha imagem, permanecerá até o fim do mundo como sinal de fé!” (Nossa Senhora a São Tiago).

“SÃO TIAGO E A VIRGEM MARIA”

Tiago e João, filhos de Zebedeu e Maria Salomé, eram parentes de Jesus por parte de São José, e eram tidos em muita estima por Nossa Senhora.
Sabemos que a partir de Pentecostes, os apóstolos tornaram-se pela ação do Espírito Santo, discípulos e missionários de Jesus Cristo.
João evangelista recebeu do mestre a missão mais sublime, a de cuidar de sua mãe, a mãe de Jesus, a mãe da Igreja e de todos nós.
Tiago Maior, seu irmão, foi o primeiro apóstolo a ser martirizado e a ele foi confiada a evangelização das terras da Europa, mais precisamente na Península Ibérica.
Tiago, assim como os outros apóstolos antes de partir, foi pedir a benção à Nossa Senhora que a todos confortava e consolava como mãe carinhosa. Maria era a Referência da Igreja que se tornava Missionária.
A Virgem Santíssima, depois de abençoar o apóstolo Tiago, sentenciou: “Vai meu filho, cumpre a ordem de teu mestre, e por ele roga que, naquela cidade da Espanha em que maior numero de almas converteres à fé cristã, edifiques em minha memória, conforme o que eu te manifestar.”
São Tiago após ter difundido o Santo evangelho em alguns lugares, dirigiu-se para Saragoça, à margem do Ebro. Ao final de sua pregação, retirou-se para orar com oito nobres varões; recém-convertidos, por alguns dias. Certa noite enquanto descansavam, ouviu de repente vozes angelicais que cantavam “Ave Maria”. Todos colocaram-se de joelhos e viram a Virgem Maria, sentada em uma coluna ou pilar de mármore, que acenou pedindo que o apóstolo se aproximasse.
Nossa Senhora depois de saudá-lo carinhosamente, mostrou-lhe o local onde deveria ser edificada a construção e que conservasse aquela coluna ou pilar de mármore e a colocasse no altar do templo e lá ele iria permanecer até o final dos tempos; era o dia 12 de outubro!
Logo em seguida São Tiago iniciou a construção da capela e fez exatamente como Nossa Senhora recomendou, colocou o pilar na parte superior do altar. O referido pilar encontra-se no majestoso santuário de Saragoça, que é um dos mais belos do mundo.
Nossa Senhora do Pilar é o mais antigo título da Virgem Maria, pois surgiu ainda quando a SSMA Virgem Vivia. Tal acontecimento se deu aproximadamente 40 anos DC.
João Paulo II ao visitar Saragoça disse; “Ela (Maria), tem que ser cada vez mais a pedagoga do evangelho... A pedagoga que nos conduz pela mão, e que nos ensina a cumprir o mandato missionário de seu filho”.

O GRANDE MILAGRE DA VIRGEM DO PILAR

Era o dia 3 de agosto de 1637 quando o jovem agricultor Miguel Juan Pellicer, da cidade de Calanda, caiu de um reboque, em Castelon de la Plana. Uma roda atingiu-lhe a perna direita, esmagando o centro da tíbea. Logo foi levado ao hospital de Valência.
Mesmo sentindo dores insuportáveis, decidiu viajar até Saragoça para se colocar sob a proteção da Virgem do Pilar. Foram cinqüenta dias de viagem, de carona em carona.
Ao final da viagem estava extenuado e arrastando-se, chegou aos pés da Virgem do Pilar e entre lágrimas e dores, exclamou: “Salve-me, pois estou morrendo!”
Miguel foi internado no hospital de Saragoça e apesar de todos os esforços e meios, ao final de um mês sua perna foi amputada “quatro dedos acima do joelho”. Somente recebeu alto do hospital 1 ano depois, saiu do hospital de muletas e com uma carteirinha para poder mendigar.
Esmolando na frente do santuário esteve Miguel por dois anos, até que alguns peregrinos de sua cidade o levaram de volta.
Seus pais jantavam muito felizes, comemorando a volta do filho, e com eles, mais dois vizinhos e um soldado que estava de passagem e lhe fora oferecido hospedagem, iria dormir no quarto de Miguel.
Miguel adormeceu no quarto de seus pais, pouco depois sua mãe entrou no quarto e sentiu um forte perfume de flores, olhou para a cama e viu dois pés, por debaixo das cobertas. Chamou o marido e ambos achavam que o soldado teria errado de quarto, mais, ao levantarem a coberta, descobriram que era o próprio filho e que a perna amputada, reaparecera, com as mesmas características e cicatrizes além de um círculo vermelho no local onde fora amputada.
Antes de adormecer, Miguel elevou suas preces a Virgem do Pilar em reconhecimento e gratidão; adormeceu e em sonho ele se viu na Capela de Zaragoza, untado em óleo das lâmpadas que estavam acessas diante da imagem da Virgem Maria, o Doloroso da perna amputada.
O grande milagre espalhou-se por toda Espanha, médicos, cientistas e muitos outros estudiosos vieram comprovar o fato. No hospital de Saragoça os médicos desenterraram a perna de Miguel, e comprovaram o inexplicável milagre.
Aquilo que nós não conseguimos imaginar se possível; Deus realiza! Para Deus o impossível não existe!
Que a Virgem do Pilar nos alcance de Deus, Bênçãos e Graças. Amém!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Arcanjo Rafael


ARCANJO RAFAEL (DEUS CURA)

29 DE SETEMBRO

“ARCANJOS, PARA VÓS/
UM CANTO DE VITÓRIA, /
PORQUE NO CÉU REINAIS, /
IMENSA É A VOSSA GLÓRIA.
CONOSCO, Ó RAFAEL,/
À PÁTRIA CAMINHA,/
AOS CORPOS DAÍ SAÚDE,/
AS MENTES LIBERTAIS”.
(LITURGIA DAS HORAS).


Dentre os anjos que conforme narra a Sagrada Escritura, se revelaram aos homens como mensageiros de Deus e executores dos seus desígnios, destaca-se o glorioso São Rafael.
A sua principal missão no mundo foi a guia dos homens, amparo e defesa contra todos os males corporais e espirituais que lhe possam ameaçar.
Foi com esse objetivo que se apresentou ao jovem Tobias para servir de guia ao país de Medas. Foi, também no meio do caminho que Rafael livrou Tobias das garras do enorme Peixe que surgiu a frente. Quando Tobias foi lava os pés no rio, um grande peixe lançou a cabeça fora da água e ameaçou devorá-lo. Tobias gritou desesperadamente:
-“Senhor, o que é isso que vem contra mim!”. O Arcanjo lhe disse: “Apanha-o, e arrasta-o para fora”.
Tobias assim cumpriu o que o anjo lhe ordenara. O anjo continuou: “Estirpa-lhe esse peixe; Porém guarda fel, porque será empregado como remédio”.
Rafael livrou Sara, filha de Raguel, das artimanhas do inimigo e permitiu o seu casamento com Tobias, filho de seu primo Tobit da tribo de neftali, dos deportados de Nínive.
Tobias na noite de núpcias convidou Sara para orarem juntos, e juntos fizeram a seguinte oração:
“Senhor Deus de nossos pais, bendigam-vos o céu, a terra, o mar, as fontes e os rios, com todas as criaturas que neles existem. Vós fizestes Adão do limo da terra e deste-lhe Eva por companheira.
“Ora, vós sabeis, ó Senhor, que não é para satisfazer a minha paixão que recebo a minha prima como esposa, mas unicamente com o desejo de suscitar uma posteridade, pela qual o vosso nome seja eternamente bendito.” E Sara acrescentou: “Tende piedade de nós, Senhor; Tende piedade de nós e fazei que cheguemos juntos a uma ditosa velhice!”
O velho Tobit, que havia ficado cego, aguardava o retorno de seu filho e sua nora.
Rafael, acompanhava o jovem casal de volta para às terras de Tobias, quando o anjo sugeriu que os dois fossem a frente assim recomendou: “leva contigo o fel do peixe, porque vais precisar dele.” E assim partiram.
Tobias foi advertido pelo anjo e lhe disse que logo que entrasse em sua casa, adoraria o Senhor Deus e a ele renderia graças, e em seguida recomendou que colocasse o fel do peixe sobre os olhos de seu velho pai.
Assim foi feito, e Tobit voltou a enxergar nitidamente e não cessava de louvar e bendizer a Deus.
Pai e filho foram ao encontro de Rafael e querendo retribuir por tantos favores, dele ouviram a seguinte revelação: “Agora o Senhor enviou-me para curar-te e livrar do demônio a mulher de teu filho, Sara. Eu sou o anjo Rafael, um dos sete anjos que assistimos na presença do Senhor.” E acrescentou: “A paz esteja com vocês, não temais. É chegada o tempo de voltar para aquele que me enviou. Vós porém, bendize a Deus e anunciai as suas maravilhas
Durante a revolução de 1930, o povo católico, em sua maioria parte invocou a proteção de São Rafael. O povo brasileiro ansiava por uma reforma constitucional.
Forma 21 dias de confronto sangrento, o movimento armado liderado pelos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, culminou com o golpe de estado, que depôs o presidente Washington Luís e impediu a posse de Julio Prestes, era o dia 24 de outubro de 1930, naquela época festejava-se, neste dia, São Rafael Arcanjo.
Com o fim da revolução, o povo brasileiro vibrou de alegria. É sempre bom lembrar que o arcanjo Rafael foi, e será sempre o anjo da guarda do Brasil.
Na basílica velha de Aparecida, aos pés de Nossa Senhora, assiste o Arcanjo Rafael, como primeiro Ministro de seu Reino.
Peçamos ao arcanjo Rafael pelo futuro do Brasil, e que diante do trono de Deus ele interceda pelo povo brasileiro, principalmente na escolha de seus governantes.
São Rafael, príncipe arcanjo do Senhor, que prendestes e algemastes o demônio que atormentava Sara, defendei-nos de todos os males, do corpo e da alma, pois grande é o nosso Deus e grande é o seu Poder. Amém!”

Paz e Bem!

Nossa Senhora da Caridade do Cobre


NOSSA SENHORA DA CARIDADE DO COBRE
“PADROEIRA DE CUBA”
08 DE SETEMBRO

Hoje é dia de festa na terra em que pisaste e viveste, hoje é dia de festa no céu em que reinas em teu trono entre os anjos.”

No último dia 08 de agosto P.P, os bispos de Cuba transmitiram aos católicos cubanos, o feliz comunicado do Santo Padre o Papa Bento XVI, em que ele concederá indulgência plenária aos que participarem da peregrinação e “Missão Nacional”. A referida peregrinação será com a imagem de Nossa Senhora da Caridade do Cobre e percorrera todo o território cubano, em preparação das comemorações dos 400 anos da aparição da imagem, que acontecerá em 2012.

História

A Sagrada imagem da Virgem da Caridade do Cobre, sempre ocupou o coração do povo cubano, a ponto de ser proclamada padroeira ilha no ano de 1916.
Até os dias de hoje persiste o debate sobre a origem da imagem. O que se sabe é que naquela época em que foi encontrada a imagem, não havia, no Caribe, alguém que tivesse a capacidade de esculpir com tanta categoria e beleza.
Nas magníficas histórias da colonização da ilhas do Caribe e de Cuba, encontramos uma do ano de 1509, que nos diz que um certo soldado espanhol, estando muito doente foi levado para a região da macaca para ser tratado pelos curandeiros da tribo indígena. Durante sua longa recuperação, o soldado aprendeu a língua dos nativos e em troca lhes ensinou o evangelho.
Os nativos se sentiram estimulados pelo testemunho do soldado, e ergueram uma pequena capela, e lá colocaram o crucifixo e a pequena imagem da Virgem Maria, que o soldado lhes dera. Ao redor da capela nasceu a vila, hoje El Cobre.
A Vila do Cobre encontra-se a 18 Km de Santiago de Cuba, e ao sul dessa região encontra-se o Santuário Basílica de Nossa Senhora da Caridade do Cobre.
Conta-nos, também a tradição que em uma manhã do ano de 1612, os dois irmãos índios, Juan Rodrigo e Juan Diego Hoyos e o negro Juan Moreno, depois de terem passado 3 dias e 3 noites em alto mar enfrentando terrível tempestade, e depois também, de terem clamado o auxílio do alto, vêem despertar um novo dia, com um sol esplendoroso e um mar sereno.
Decidem partir, e lá se vão os três em busca do sal que se encontra bem distante do golfo. Já com certa distância avistaram um feixe de ramos secos flutuando; Ó grata surpresa! Um dos irmãos exclama que se trata de uma estátua da Virgem Maria com o menino Jesus nos Braços.
Cheios de emoção e alegria aproximam-se do achado e ao apanhá-la percebem que, apesar de estar flutuando, o seu manto, que era de tecido não estava molhado, e no pedestal da imagem estava escrito: “EU SOU A VIRGEM DA CARIDADE”.
A emoção foi tão grande, que recolheram tão somente um terço do sal que precisavam e partiram para Barajagua.
A pequena imagem, de 15 polegadas de altura (mais ou menos 40 cm), tem o rosto redondo e sustenta em seu braço esquerdo o menino Jesus, que trás em suas mãos o globo.
Em poucos dias foi construída em pequena ermida, e também em muito pouco tempo centenas de pessoas, diariamente visitavam a Virgem da Caridade do Cobre.
O atual santuário foi construído em 1703, no exato lugar indicado pela virgem, por revelação. Na sala do milagres encontra-se a tábua em que a imagem foi achada flutuando, a medalha do prêmio Nobel de 1954, Emingway e também há um ex-voto da Sra. Lina Ruz, mãe de Fidel Castro.
No ano de 1899 o santuário foi profanado, além de saquearem todos os objetos de valor, cortaram a cabeça da Virgem para retirar um diamante.
A Virgem da Caridade do Cobre foi declarada oficialmente Padroeira de Cuba no ano de 1916, pelo papa Bento XV e sua festa, datada em 08 de setembro.
No ano de 1960, o regime comunista proibiu as procissões e manifetações públicas de fé, o que fez aumentar sempre mais a fé e devoção do povo cubano. Contrariando Fidel Castro, o papa Paulo VI elevou o Santuário a categoria de Basílica.
Foi graças a intervenção do papa João Paulo II, durante sua visita apostólica à Cuba, foi revogada a antiga proibição dos cultos públicos e procissões, em todo o país.
A imagem peregrina passará por todos os campos, povoados, cidades e vilas da ilha de Cuba, convocando o seu povo à unidade e ao amor. Este mesmo trajeto foi feito entre os anos de 1951-1952 para celebrar os 50 anos da independência de Cuba.
Peçamos a Virgem da Caridade que proteja seus filhos cubanos e que a Liberdade possa acontecer em sua plenitude; cívica, moral, intelectual, de expressão e religiosa. “Pois um país que perde a devoção a sua padroeira entra em agonia”.

A Natividade de Nossa Senhora


A NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA
08 DE SETEMBRO

PARABENS VIRGEM MARIA”
“Hoje é o teu dia: Nasceste; Vieste sem mancha à luz: com teu natal tu nos deste o do teu filho Jesus.”

Durante o ano, quando celebramos as festas marianas, e cada dia em várias ocasiões, nós, os cristãos, pensamos muitas vezes na Ssma. Virgem. Ela é a criatura, por excelência, privilegiada na história da salvação, porque foi em Maria que o verbo se fez carne e habitou em nós.
Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o rei descesse para habitá-la. Uma linda casa, porque, se a sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio, que é Maria, está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo.

ONDE NASCEU A VIRGEM MARIA?

A disputa recai sobre três grandes cidades; Belém, Séforis ou Jerusalém, afinal qual das três teve a honra de ter sido o local do nascimento.
A primeira é Belém. Deve-se essa tradição ao fato de Nossa Senhora ser da estirpe real, da casa de Davi. Tal hipótese não se sustenta.
Outra tradição nos diz que ela nasceu em Séforis a poucos quilômetros ao norte de Belém, pois seus pais Ana e Joaquim lá residiram. Também, só por esse fato, tal hipótese não se sustenta.
A hipótese mais aceita por um grande número de historiadores, é a de que a Virgem Maria nasceu em Jerusalém.
Uma antiga tradição nos diz que seus pais moravam em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santa Ana, e foi ali que nasceu a sempre Virgem Maria.
Na Igreja, somente em três casos comemoramos o dia do nascimento: o de Jesus Cristo, o de Nossa Senhora e o de João Batista.
Diz-se que a festa da natividade, teve início no ocidente no ano de 430 por iniciativa de São Maurílio. A tradição nos diz que um respeitado senhor de Angers na França, encontrava-se na pradaria de Marillais, na noite de 08 de setembro daquele ano, quando ouviu os anjos cantando no céu, perguntou-lhes qual o motivo do cântico, responderam-lhe que cantavam em razão do aniversário de Nossa Senhora.
A comemoração espalhou-se rapidamente por toda a Igreja, porém somente no ano de 1245, durante o Concílio de Lyon que o Papa Inocêncio IV estendeu oficialmente a festividade a toda igreja.
A pequena princesa era acalentada em seu sono por seus orgulhosos pais; afinal era a tão esperada por eles. Dizem que os anjos de Deus montavam guarda junto ao seu berço, e que para ela entoavam as mais belas melodias para embalar seus sonhos.
Dia 08 de setembro, exatamente nove meses após a comemoração da Imaculada Conceição de Maria, a igreja celebra a sua natividade. Maria é o elo de ligação entre a trindade e a humanidade.
Com o nascimento da Virgem Maria Cumpria-se a profecia de Isaias que diz: “Da cepa dez vezes secular de Jessé, da raiz de Davi, brotará um novo ramo...” e desse ramo, mais tarde brotará o verdo de Deus encarnado, o Cristo Jesus.
A bela menina de olhos vivos, e encantadores, a todos cativava, e conforme os versos do beato José de Anchieta lemos; “ Contempla! Ei-la que nasce essa menina de beleza encantadora cujo olhar clareia o mundo em trevas mergulhado”.
Deram-lhe o nome de Maria!
No antigo testamento somente uma mulher tinha o nome de Maria. A irmã de Moisés. Essa Maria (Mirjam ou Mirian) era venerada pelo povo Hebreu. Já no novo testamento encontramos, além da mãe de Jesus, muitas outras.
Na língua egípcia, Maria (Mery ou Meryt), significava: muito amada, já no Hebraico Miriam=Maria – soberana.
O teu nascimento ó Virgem Maria, nos trouxe a certeza da salvação.
Feliz Aniversário!

domingo, 29 de agosto de 2010

Santa Ana e São Joaquim


Santa Ana e São Joaquim
Os Avós de Jesus
26 de Julho

Ana, fecunda raiz, que de Jessé germinou, produz o ramo florido do qual o Cristo brotou. Mãe da mãe santa de Cristo, e tu, Joaquim, Santo Pai, pelas grandezasda filha, nosso pedido escutai”

Deus sempre e fiel em suas promessas, e o Salmo 131 nos diz que: “O Senhor jurou a Davi; verdade da qual nunca se afastará”, O fruto do teu ventre hei-de colocar sobre o teu trono![...] Realmente o Senhor escolheu Sião, desejou-a para sua morada: “Este será para sempre o lugar do meu repouso, aqui habitarei, porque o escolhi.”
Ana e Joaquim, sem dúvida , pertenciam ao grupo daqueles Judeus piedosos que esperavam a consolação de Israel, e precisamente a eles foi dada a tarefa especial, na História da Salvação: Foram escolhidos por Deus, para gerar a IMACULADA que, por sua vez, é chamada a gerar o Filho de Deus.
Os nomes e alguns aspectos da vida dos pais da Bem-Aventurada Virgem Maria, nos foram transmitidos através de um texto não canônico, o Protoevangelho de Tiago.
Diz-se que, Ana, cujo nome em Hebraico significa “Graça” , pertencia à familia do Sacerdote Aarão e seu marido Joaquim pertencia à familia real de DAVI. Podemos dizer que Ana e Joaquim formavam um casal exemplar, piedosos e tementes ao Deus de Israel.
Cumpriam com todos os preceito prescritos na lei e em tudo eram obedientes.
O que causava dor e sofrimento era motivo de súplicas incessantes do já idoso casal era a ausencia de filhos. Joaquim, por várias vezes, foi censurado pelo sacerdote Ruben, por não ter descendente.
Um certo dia Joaquim retirou-se para o Deserto para rezar e fazer penitência e entre lágrimas e súplicas clamava ao Deus de seus pais em quem depositava toda sua confiança.
Enquanto Joaquim, em humilde oração e com o rosto no chão entoava canticos e louvores, o Anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus escutou as suas preces e que voltasse para casa pois sua esposa Ana logo engravidaria.
A paciência e a resignação com que sofreram a ausência de filhos, foram a razão de serem premiados com uma linda menina, que haveria de ser a mãe do Messias, o Emanuel “Deus Conosco”.
Uma antiga tradição nos diz que o Santo Casal, Ana e Joaquim, moravam em Jerusalem, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basilica de Santa Ana, e foi ali que, também, segundo uma antiga tradiçao nasceu-lhes um linda filhinha que recebeu o nome de MIRYAN= em hebraico= Maria= Soberana.
A Pequena Princesa era acalentada em seu sono por seus orgulhosos pais, era a tão esperada; Dizem que os Anjos de Deus montavam guarda junto ao seu berço, e que entovam as mais belas melodias para embalar seus sonhos.
Quando a pequena Maria completou três anos, seus pais decidiram leva-la ao Templo para o cumprimento da promessa; Joaquim e Ana, com os corações apertados, carregavam nos braços aquela que seria a nova Arca da Aliança.
Ana, plenamente convicta de sua decisão, disse ao Sacerdote Zacarias: “Recebei-a e conduz nos sacrais do Templo do Senhor, e guardai-a. Ela me foi dada em fruto e prometida; conduzi-la com alegria, a ELE com fé”.
A pequena Maria beija, com afeição e carinho as mãos de seus pais, e deles implora suas bençãos... E lá permaneceu até a idade de 12 anos.
Pouco tempo depois Joaquim e Ana mudaram-se para Nazaré da Galileia, e la viveram por mais algum tempo juntos. Joaquim, já com idade bastante avançada, veio a falecer antes mesmo que Maria retornasse do Templo.
Dona Ana, ficando viúva, não tinha outra preocupação que não fosse sua filha , a Jovem e Bela Maria, agora de Nazaré. Tão logo Maria retornou do Templo, e em comum acordo com os Sacerdotes , Ana pensou no futuro de sua menina, pensou que ela precisaria de proteçao e amparo, pois Ana também já estava com idade avançada.
Entre todos os pretendentes da jovem Maria, um jovem chamado José, cuja profissão era desempenhada com arte e beleza, era homem simples , honrado e estimado por todos, era conhecido com JUSTO.
Ana, por certo, acompanhou todos os momentos decisivos da História da Salvação, desde a Anunciaçaõ do Anjo, que foi em sua casa, o casamento de Maria e Jose, preparou os alimentos e agasalhos para a viagem de sua filha e seu genro ate Belem.
Seu coração de mãe ficou apertado ao ver, Maria já no final da gravidez, partir sentada no burrinho Sorec e puxado por José.
Ana recebe noticias: Maria e José, são obrigados a fugir para o Egito!
Foram cinco anos de espera, Ana aguardava ansiosa pelo momento de ter em seus braços, seu neto, o Messias esperado.
Com a chegada da Sagrada Familia, a casa de Ana em Nazare enche-se de alegria, Ana afaga o pequeno menino, coloca em seu colo de Vó, conta historias de herois e com ele troca segredos ,e prepara deliciosas guloseimas que somente as Avós, sabem fazer.
No colo de Ana o Menino Jesus adormece acariciado por suas mãos enrugadas e marcadas pelo tempo, sua voz cansada acalenta seus sonhos com cantigas de ninar, e seus labios não cessam de beijar seus cabelos.
Jesus experimentou a ternura e o amor de sua Vó ANA!
Que Deus abençoe todos os Avós!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Nossa Senhora Czestochowa


Nossa Senhora Czestochowa


“Jasna Gora”
“A Padroeira da Polônia”


26 de Agosto


“Recomendo a nossa Pátria, toda Igreja e a mim mesmo a sua proteção maternal, totu tuus”! (João Paulo II – escreveu este bilhete à Jasna Gora 1 dia antes de morrer)
Jasna Gora em polonês significa: “Montanha de Luz” ou “Monteclaro”; e Czestochowa é o nome da cidade que ao longo dos séculos, cresceu e tornou-se um ponto de referência. Portanto Nossa Senhora de Czestochowa, ou Monte Claro é a mesma Rainha e Padroeira da Polônia.
Os Monges Paulinos construíram um Mosteiro no Monte Claro ou Montanha de Luz e foi para este mosteiro que foi doado o famoso quadro da Virgem Maria.
O quadro esta cercado de histórias e lendas, uma muito interessante nos diz que foi São Lucas Evangelista quem o pintou utilizando, inclusive, a madeira de uma pequena mesinha da casa de Nazaré.
Alguns historiadores chegam até afirmar que o quadro, depois de longas viagens foi entregue a Santa Helena, Mãe do Imperador Constantino e, no Palácio Imperial de Constantinopla, permaneceu até o ano de 431.
Porém o que se pode afirmar com certeza é que o quadro lembra alguns ícones Bizantinos do V século. A tradição nos diz também que o famoso quadro foi doado pelo Rei de Constantinopla ao Príncipe Russo Lew, que o levou para sua casa, e com sua família permaneceu até os ataques dos Tátaros.
Com a invasão e os ataques dos Tátaros o quadro foi levado para Polônia e lá permanece até os dias de hoje.
Segundo algumas fontes, o quadro foi doado ao Mosteiro dos Paulinos, de Montes Claros em 1382 e desde que lá chegou recebeu o título de “Porta dos Milagres”. Um grande número de Príncipes e também o povo simples começaram a peregrinas até o Santuário, em busca de milagres.
Quando contemplamos o quadro da Santíssima Virgem de Czestochowa percebemos que sobre o seu rosto encontram-se dois cortes que segundo a tradição, foram feitos pela espada do Chefe do Exército dos Hussistas (Sectários da Heresia de João Huss).
Conta-se que no ano de 1430, o quadro foi quebrado e o templo saqueado e praticamente destruído. Os religiosos juntaram os pedaços do quadro, e a pedido do Rei Jagielo trouxeram vários pintores estrangeiros para restaurá-lo. Achou-se por bem deixar as marcas na face como sinal de vitória.
Em 1655 foi a vez dos Suécos invadirem a Polônia, e também tinham o desejo de destruir o Mosteiro Luminoso e seus Monges (Aproximadamente 200). Eis que o Exército Suéco com 3000 homens foi derrotado pela intercessão da Jasna Gora. No ano seguinte o Rei Polonês oficialmente declarou Nossa Senhora de Monte Claro – Rainha e Padroeira da Polônia.
A Polônia tornou-se o Baluarte da Santa Sé na Europa Oriental, permanecendo ao lado do Papa todas as vezes que a Igreja precisou de seu auxílio. Desde 966 quando o Príncipe Miesko I, sob a influência de sua esposa tcheca, Dobrowa, a Polônia converteu-se ao Cristianismo.
No ano de 1966, em pleno regime Comunista, os Poloneses corajosamente fizeram peregrinações e romarias ao Santuário de Jasna Gora e participaram de todos os festejos em Czestocjowa apesar das proibições e boicotes do governo comunista polonês. Afinal estavam celebrando o milênio do Cristianismo de sua pátria.
O Rosto da Virgem Maria é escuro, e este detalhe explica-se pelo fato do quadro ter sido pintado sobre uma madeira que no decorrer do tempo escureceu. Os poloneses e todos os peregrinos carinhosamente a chamam de “Madona Preta”.
O mais expressivo devoto da Virgem da Czestochowa foi sem dúvida o Polonês Karol Wojtyla, eleito Papa como João Paulo II. Nos últimos tempos mais de 4 milhões de peregrinos visitam anualmente o santuário, e centenas vão a pé.
Foi aos pés da Virgem que João Paulo II entregou seu pontificado. Foi aos pés da Nossa Senhora Czestochowa, que os poloneses iniciaram o 1º Cerco de Jericó em preparação da visita do Papa à sua terra natal em 1979. Ainda sob o regime comunista.
João Paulo II em 4 de Junho de 1979, em sua consagração a Nossa Senhora de Jasna Gora assim falou: “Ó Mãe da Igreja! Faz que a Igreja goze de liberdade e Paz cumprimento da sua missão santifica, e que para este fim atinja nova maturidade de Fé e de unidade interior ajuda-nos a vencer as oposições e dificuldade. Ajuda-nos a descobrir de novo toda a simplicidade e dignidade da vocação Crista”! “Santifica as Famílias”. “Olha pelos jovens e pelas crianças”.
Que a Virgem de Jasna Gora de Czestochowa nos oriente e nos conduza!
Amém
Paz e Bem!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Santa Maria Madalena


Santa Maria Madalena

22 de Junho

Mulher, Porque choras? A quem procuras?

As escrituras do Novo Testamento nos apresentam 7(sete) mulheres que tem o prenome comum de Maria(Mirjam, em Hebraico). O apelido “Madalena ou Magdalena”, se refere à sua origem ou seja de MAGDALA- que fica no litoral oeste do Lago de Genesare.
Sabemos pelos textos sagrados que Jesus nunca tratou as mulheres como subordinadas. O Evangelista Lucas faz menção em sua narrativa que mulheres como JOANA, SUZANA, MARIA SALOME-mãe de TIAGO E JOÃO Evangelista, e MARIA MADALENA, eram discípulas do Mestre.
Segundo, também a tradição, no tempo de Jesus havia nas margens do lago de Genesare uma vivenda chamada Magdala, residência de Maria Madalena uma jovem rica, nobre e de beleza invejável.
Ficando orfã muito jovem e sem alguem que lhe orientasse, adquiriu certa independencia e foi o alvo de interesse de muitos jovens, desde os mais distintos ate os que queriam tão somente se aproveitar da situação.
Os anos se passaram e Madalena, apesar de toda a sua riquesa e seus amores, sentia em seu coração um angustiante vazio. As festas e os prazeres humanos não supriam a solidão, os “ Amigos” ja lhe causavam certa repulsa.
As escrituras nos dizem que o Senhor abomina o pecado, porem ama o pecador. Sendo assim , quis a Providencia Divina que seu olhar cruzasse com o olhar terno e afetuoso de JESUS. Bastou um breve olhar para fazer o gelo de seu coração começar a derreter.
A converssão aconteceu de fato durante um banquete.Madalena aproxima-se do Mestre trazendo em suas mãos , trêmulas , um vaso de alabastro cheio com os mais preciosos unguentos, para, segundo o costume ungir a testa e os cabelos dos que estavam à mesa.
O dono da casa praticamente ignorou a presença de Madalena, olhou para ela com despreso. Com o seu olhar baixo, Maria Madalena se aproxima de JESUS, ajoelha-se a seus pes e diante do Senhor da vida e da morte, derrama lagrimas de arrependimento e dor. Nenhuma palavra consegue proferir… A dor embarga a sua voz!
Prostrada aos pés de Jesus, encharca-os com suas lagrimas e seus unguentos preciosos e enxuga-os com seus longos e belos cabelos…Soluços discretos atravessam o silencio da sala do banquete. Olhares maliciosos voltam-se para ela, o despreso e geral. O unico olhar que lhe importava realmente, era o olhar do Senhor, e este sim lhe foi dirigido cheio de Misericordia .
O Senhor Jesus repreende o dono da casa enaltecendo o gesto de Madalena e a ela dirige as consoladoras palavras:” Muitos dos teus pecados te foram perdoados por que muito amor demonstras-te”.
Os olhos embaçados de Madalena adquirem um novo brilho, o brilho da graça santificadora. Silenciosa se levanta e inteiramente restaurada inclina-se , em gesto de gratidão ao Senhor, retira-se da sala repetindo as palavras do Salvador: “Tua fé te salvou, Vai em Paz”.
Maria Madalena passa a seguir Jesus tornando-se assim sua discipula unida as outras mulheres do grupo. Por certo foram estas discipulas que prepararam a ultima ceia. Foi no momento da Paixão do Senhor que Maria Madalena demonstrou coragem e determinação. Não era possivel abandonar seu Mestre logo naquele momento, a cena da unção e do perdão recebido não a deixavam partir!
Sai correndo ao encontro de JOÃO Evangelhista e de NOSSA SENHORA e foi no caminho do Calvario que encontraram MARIA DE CLEOFAS(concunhada de Nossa Senhora) e sua filha MARIA SALOME( Mãe de Tiago e João).
Tudo acontece muito rapido, o olhar de dor de Jesus encontra a ternura de sua Mãe, a coragem de João, a gratidão de Madalena e a compaixão das outras Marias.
Jesus morre na cruz e dela é descido , ungido e sepultado. De acordo com os três primeiros evangelhos, Maria Madalena e outras mulheres chegaram ao túmulo de Jesus, onde um anjo apareceu a elas e anunciou a mensagem da Páscoa. No Evangelho de João, Maria Madalena primeiro foi sozinha até a sepultura, na manhã de Páscoa. Quando a encontrou aberta, ela chamou Pedro e o discipulo amado (João). Depois que eles saíram, Maria Madalena ficou lá sozinha e chorou; então dois anjos apareceram, mas ela achou que era o jardineiro. Quando ela depois de ouvir o chamado de Jesus: “Maria” ela exclama: ‘Raboni’. Jesus a proibiu de tocá-lo. Maria Madalena imediatamente foi proclamar a ressureição de Jesus.
A narrativa da Páscoa do Senhor apresenta Maria como a Anunciadora primeira da Ressurreição.
Provavelmente Madalena esteve presente no domingo de Pentecostes e como discipula testemunhou o evangelho na força do Santo Espirito.
Uma antiga lenda nos diz que após pentecostes, Maria Madalena teria fixado residência em Marselha e por mais de 30 anos viveu em uma caverna, como penitente.
O amor de Jesus por Maria Madalena foi uma amor divino, um amor misericordioso. O amor incondicional do bom Pastor por suas ovelhas.
Eu Vi o Senhor
Amém!

Nossa Senhora de Montserrat (Barcelona)


Nossa Senhora de Montserrat (Barcelona)


11 de Julho


“Nossa Senhora do Monte, que estais no monte a rezar, pedi por nós, vossos filhos, que não vos cessam de amar.” (Hino)


Foi tocado pela graça que Inácio de Loyola dirigiu-se a Barcelona e retirando-se na solidão de Manresa pendurou sua espada e prostou-se aos pés da Virgem de Montserrat. Foi também aos pés da Ssma. Virgem que Inácio traçou as linhas gerais de seu célebre livro “Exercícios Espirituais”.
Outros tantos santos estiveram em Barcelona e no majestoso Santuário de Nossa Senhora de Montserrat, encontraram as respostas de tantos anseios, entre eles destacamos: São João de Matha, São José de Calasanz, São Vicente Ferrer, São Pedro Claver etc.
Origem da Devoção
O culto a Virgem Senhora do Montserrat remonta aos primeiros tempos do cristianismo e faz referencia ao apóstolo São Pedro, que segundo a tradição, levou em sua viagem a península Ibérica uma imagem da Virgem Maria, esculpida em madeira e conhecida como a Senhora Jerusalemitana.
Pelo ano de 546, na Cataluña, ao sul da Espanha, um monge chamado Querino, fundou um rudimentar mosteiro consagrado a referida imagem, que alguns séculos antes, fora trazida por São Pedro.
No tempo das invasões, pelos árabes a imagem foi escondida numa caverna e só encontrada dois séculos depois por pastores da região, que a levaram de volta ao mosteiro em solene procissão.
Conta-se que os referidos pastores de Obesa passavam pela montanha quando ouviram cânticos celestiais e foram atraídos por uma luz esplendorosa que saía do interior do rochedo. Encantados com o som e com as luzes subiram o monte e pasmados caíram de joelhos diante da imagem da Virgem Maria. Estava a imagem em uma cavidade natural na elevação da montanha.
Rapidamente desceram o monte e cheios de alegria foram ao encontro do bispo de Manresa e revelaram o ocorrido.
Em companhia dos pastores, o Senhor Bispo sobre o monte e comprova o fato, e extasiado pela beleza da imagem e pelos detalhes, pode confirmar que a imagem era a mesma da igreja de Barcelona e que tinha sido escondida para não ser profana pelos infiéis.
Tão logo os habitantes da redondeza souberam da noticia, correram ao local e tentaram retirar a imagem e transportá-la para um local mais elevado da montanha. Apesar de todos os esforços não conseguiram move-la do lugar. Todos foram unânimes em concordar que havia algo de sobrenatural e assim sendo, a imagem permaneceu no Plateau da montanha, onde foi erguida uma capela sob a proteção dos monges de ministrol.
Subiram o Montserrat para prestar culto e veneração a Virgem Morena, príncipes prelados e altos servidores da corte. Até os reis católicos de Aragão, de Castella e de Navarra subiram o monte humildemente, e foi com os donativos da nobreza que foi erguido o majestoso edifício do Mosteiro de Montserrat, que foi entregue aos beneditinos.
Foi erigido em Abadia, quando do Papa Bento XV que também lhe conferiu grandes prerrogativas. Leão XIII declarou-a, canonicamente como padroeira da Catalunha.
La Morenata, como é chamada carinhosamente pelo povo da Catalunha e cuja entronização ocorreu em 1947.
A Imagem assim como a cadeira onde ela está sentada são de madeira escura. O manto é de ouro, sua túnica interior e o véu dourados. O menino Jesus em seu regaço, também foi esculpido em madeira escura.
O tradicional mosteiro se eleva entre as gigantescas rochas, que o rodeiam, e que seus picos em forma de serra circundam o trono da Virgem Morena, La Moreneta de Montserrat.
No Brasil o culto a Virgem de Montserrat chegou com os dominadores espanhóis. Foi em 1590 que D. Francisco de Souza fiel e fervoroso devoto da Virgem, divulgou o culto da Senhora de Montserrat por onde passou. Foi em Tacagipe na Bahia, em São Sebastião do Rio de Janeiro, e ergueu uma ermida na vila de São Paulo de Piratininga, bem no local onde se encontra hoje o Mosteiro de São Bento.
Aos passar em viagem pelas capitanias do sul, visitou a de Santos, onde também mandou erguer uma Capelinha em honra a Virgem de Montserrat, a devoção atravessou o tempo até ser declarada oficialmente a padroeira da cidade de Santos.
Foi dos lábios de minha Avó Chiquinha que ouvi relatos prodígios e dos milagres operados por intercessão da Virgem de Montserrat. Por muitos anos ela morou em Santos e incontáveis vezes prostou-se aos pés da Virgem, entre lágrimas...
Ainda conservo comigo uma pequena Imagem que sempre a acompanhou... Eu herdei o amor por Nossa Senhora, de minha Avó e Madrinha.
“Aos vossos pés suplicando, erguemos a humilde voz: Nossa Senhora do Monte, rogai a Jesus por nós.”
Amém! Paz e bem!

Santa Brígida da Suécia


Santa Brígida da Suécia


23 de Julho


Recebi em meu corpo, cinco mil, quatrocentos e oitenta ferimentos. Queres honrá-los em verdade, reze 15 Pais-nossos e 15 Ave-Marias diariamente, durante um ano. Ao terminar, tereis venerado cada uma das minhas chagas.” (Nosso Senhor a Santa Brígida)


Sua Vida!
Brígida nasceu em 1302 na majestosa província de Uppsala(Suécia), no Castelo de Finsta em Norrtälje. Seus pais pertenciam a Família Real, eram cristãos fervorosos e extremamente piedosos, em tudo conciliavam a fé com a vida. Era uma família admirada por toda a corte e até em outros reinos.
A Pequena Brígida até os 3 anos de idade, não falava, de repente falou com facilidade e desenvoltura. Aos 7 anos de idade teve a sua primeira experiência mística, ela viu Nossa Senhora que lhe sorriu e colocou sobre sua cabeça sua majestosa coroa e depois desapareceu.
Com a idade de 10 anos depois de ouvir um sermão na igreja local sobre a Paixão de Cristo, ficou muito impressionada com as crueldades e terríveis sofrimentos.
Alguns dias depois, teve uma visão de Cristo pregado na cruz, coberto de chagas, e o Senhor lhe disse essas palavras: “Olha em que estado me encontro, minha filha.” Ela perguntou: “Jesus quem te fez isto?” – Nosso Senhor respondeu: “Aqueles que me ofendem e não querem o meu amor”. Essa visão deixou uma profunda e indelével marca em seu coração.
Também aos 10 anos, experimentou a dor da separação, sua Mãe adoece gravemente e falece em 1312. Seu pai sentindo-se desorientado, enviou a pequena Brígida a casa de sua cunhada Catarina, em Aspanäs.
Ao completar 14 anos de idade, e atendendo as ordens de seu pai e parentes casa-se com Ulf Ulväsa, príncipe da Nércia. Foi com quem viveu um matrimônio feliz por 28 anos e como frutos desse casamento tiveram 8 filhos (4 meninos e 4 meninas).
Carlos, o mais velho, tornou-se homem de vida desregrada. Dois meninos morreram ainda crianças e o quarto era Gudmaro. As mulheres se casaram porem a terceira ficando viúva tornou-se religiosa e santa e foi canonizada como – Santa Catarina da Suécia e a quarta entrou para a Ordem de Cister, também como religiosa.
Brígida com seu marido, realizaram muitas peregrinações a lugares Santos, inclusive Santiago de Compostela.
Em comum acordo, fazem votos a Deus e a ele se consagram interamente. Foram morar em uma humilde casa perto do Mosteiro de Alvastra. Ulf é acometido de grave enfermidade e não suportando, vem a falecer no ano de 1344. Brígida permanece na mesma casa por mais 4 anos em oração e penitência.
Foi nessa época, e depois de distribuir todos os seus bens, que as visões se tornaram mais numerosas e freqüentes. As revelações Divinas não eram mais através de sonhos, mas sim quando estava desperta e em oração. Muitas vezes ficava em êxtase.
Certa vez Jesus lhe disse: Brígida o que eu te falo, não é somente para ti, ... Mas por meio de ti falarei ao mundo.
Brígida era a primeira na fila à sucessão Real, for indicada a tornar-se Princesa. Invocando o Espírito Santo consegue se esquivar da realeza para se dedicar unicamente ao Reino de Deus.
As visões e revelações de Santa Brígida se referiam aos assuntos mais polêmicos de sua época; muitos reconheceram que graças a essas visões muitos acordos de Paz foram firmados, acertos políticos entre estados, se deram graças as revelações de Brígida. Todas essas visões foram escritas em latim pelo prior do Mosteiro de Santa Maria, Pe. Pedro de Skninge, era o confessor e confidente de Santa Brígida.
Segundo Brígida, e por revelação Divina, fundou-se em Vadstena um Monastério e, mais adiante, a ordem do Ssmo. Salvador. Seu ministério apostólico compreendeu sua austeridade, sua devoção e peregrinação aos Santuários, sua severidade consigo e sua bondade com o próximo e sua entrega e sua entrega total aos cuidados dos pobres e doentes.
Em 1349, Brigída viajou para Roma a fim de conseguir autorização do Papa para fundar a nova ordem. Enquanto aguardava a volta do Papa de Avijnon, ela foi residir perto da Igreja de São Lourenço e nas imediações esmolou em favor dos pobres e necessitados.
Foi nesse tempo de espera que visitou Assis, Nápoles etc. Somente em 1368 conseguiu de Urbano V, que depois de varias modificações; a aprovou das regras.
Em 1371 viajou a Terra Santa, regressou a Roma em 1373, estava com 71 anos, Brígida sente suas forças desaparecer, vindo a falecer logo em seguida, foi sepultada na Igreja de São Lourenço, em Roma, e mais tarde transladado para a Suécia em atenção ao seu pedido. Em 1377, foi publicada a primeira edição de suas “Aparições Celestiais”. Santa Brígida foi Canonizada em 1391, e elevada a categoria de patrona da Suécia e Copatrona da Europa.
A Ordem por ela fundada perdura até hoje com o nome de: “Ordem do Santo Salvador Chamada Ordem Brigidina”.
“Senhor Nosso Deus, que revelastes a Santa Brígida, os mistérios celestes, quando meditava a paixão do vosso filho, concedei-nos exultar de alegria na revelação de vossa glória.”

Amém!
Paz e Bem!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Imaculado Coração de Maria


Imaculado Coração de Maria

12 de Junho

“Sua Mãe guardava todas as palavras em seu coração”. (Lucas 2,51)

Com seu exemplo, Maria nos convida a voltarmos o nosso olhar para os acontecimentos e descobrir neles a luz que ilumina o caminho de nossa vida a serviço do evangelho de Jesus, ao guardar tudo em seu coração, Maria espera que o futuro desvende os seus segredos.

A festa do Imaculado Coração de Maria foi introduzida em 1944 pelo Papa Pio XII na oitava da assunção. No novo calendário passou a ser determinado com a categoria de “Memória”, no sábado depois da solenidade do Coração de Jesus. Sábado após a festa da Santíssima Trindade.
Muito já se escreveu e muito já se falou sobre o Imaculado Coração de Maria, porém foi nosso Papa Bento XVI quem sintetizou esta tão singela devoção da seguinte forma: “Vemos que Coração de Maria é visitado pela graça do Pai, é penetrado pela força do Espírito Santo e impulsionado interiormente pelo Filho; isto é, vemos um coração humano perfeitamente introduzido no dinamismo da Santíssima Trindade.”
São João Eudes (1601-1680) foi o grande promotor do culto litúrgico que se devia tornar em devoção e patrimônio dos fiéis, o culto ao imaculado coração de Maria.
A festa tornou-se pública em 1648 entrando assim na liturgia comum, e a partir daí, muitos bispos autorizaram nas próprias dioceses o culto ao Coração de Maria.
Devemos reconhecer que foi a partir das aparições da Virgem Maria, em Fátima, que a devoção tomou um novo impulso conforme escreveu o Cardeal Cerejeira: “A missão especial de Fátima é a divulgação no mundo do culto ao Imaculado Coração de Maria.”
Foi no dia 13 de Junho, em Fátima que a Ssma. Virgem apresentou o coração circundado de espinhos pedindo reparação e pronunciando estas palavras: “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”... E disse a Lúcia: “Eu jamais te abandonarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzira a Deus”.
No ano de 1942, durante a segunda guerra mundial, o Papa Pio XII consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria.
No dia 4 de maio de 1944, o mesmo Papa Pio XII ordenou que a festa fosse observada em toda Igreja para que Maria intercedesse, pela paz entre as nações, a liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores.
Foi no dia 25 de março de 1984 que o Papa João Paulo II, consagrou solenemente o mundo ao Coração Imaculado de Maria.
Por fim concluímos que; ao celebrarmos a festa do Imaculado Coração de Maria, experimentamos a insondável bondade de Deus que desejou amar com um coração humano, o coração da Virgem de Nazaré.
O Coração de Maria é fonte de graças e virtudes, devemos contemplá-lo e imitá-lo na entrega total aos desígnios de Deus: “Faça-se”.
Maria ao mostrar-nos o seu coração é sobretudo à vida que ela mostra. Ela quer nos mostrar que o amor repara os pecados, reanima a esperança, une, constrói, perdoa, santifica, defende os pequeninos e liberta os humilhados.
Quantas vezes podemos imaginar Jesus recostado no colo de sua mãe, adormecendo com o sonoro pulsar do coração imaculado e amoroso.
Os corações unidos de Jesus e Maria batem no mesmo ritmo, com a mesma intensidade e o mesmo amor.
Doce Coração de Maria sede Nossa Salvação.

São Leopoldo Mandic OFM CAP


São Leopoldo Mandic OFM CAP

“O Santo da Reconciliação”

12 de maio

Recebei o Espírito Santo. A quem perdoares os pecados, serão perdoados; a quem retiverdes, lhes serão retidos.” Jô 20 22-23

O pequeno Bogdan nasceu no dia 12 de maio de 1866 em Castelnovo. (Herzegnovi) antiga Iuguslávia. Seus pais eram muito pobres, o casarão onde moravam foi recebido por herança. O único bem que a família possuía eram os 12 filhos, e Bogdan era o último.
O nosso santinho nasceu pequenino e franzino que parecia não sobreviver. Foi batizado um mês depois do nascimento e na Pia Batismal recebeu o nome de Bogdan que significa: “Dom de Deus.”
Apesar de sua frágil saúde, o pequeno Bogdan sempre se mostrou de grande caráter e sensibilidade. Seu olhar irradiava ternura e de sua boca jamais se ouviu blasfêmias, insultos, palavrões entre outros.
Certa vez junto com outras crianças, brincavam e jogavam na prainha em frente a sua casa. Nos jogos faziam apostas de patacões, e num determinado momento o perdedor, com raiva disse um palavrão.
Bogdan indignado, tirou do bolso os seus patacões e deu ao perdedor dizendo: “São todos teus se prometeres que nunca repetiras tal palavrão e nem outros”. Pacto firmado e cumprido entre bons amigos!
O jovem Bogdan em 1882 partiu para o seminário de Údine e de lá dois anos depois, parte para o convento de Bassano Del Grappa para fazer o noviciado. No seminário adota o nome de Leopoldo – Frei Leopoldo.
Foram tantas as dificuldades que teve que enfrentar nos tempos de formação que somente alguém com muita persistência suportaria. Frei Leopoldo tudo enfrentou com coragem.
Depois de duras e longas provas, Frei Leopoldo é ordenado sacerdote no dia 20 de setembro de 1890. Desejava celebrar entre os seus a 1ª Missa em Castelnovo, não foi possível, e conformado envia uma foto da celebração para seus familiares.
O sacerdócio foi para Frei Leopoldo a total realização pessoal. As celebrações eram cheias de piedade e na hora da consagração aquele Padre fransino parecia elevar-se e tornar-se um gigante da fé.
Frei Leopoldo era uma fonte de bênçãos, em tudo dava graças a Deus e a todos abençoava. Todos que dele se aproximavam sentiam o toque da graça, o seu olhar penetrava a alma, e descortinava o coração.
O confessionário foi desde os primeiros dias de sua ordenação, o lugar preferido de Frei Leopoldo. Devolver a graça perdida pelo pecado, e readquirida pela absolvição, era a sua realização.
Por alguns anos ficou em Veneza, depois foi enviado a diversos conventos de sua província. Trabalhou em Zara, Bassano, Del Grappa, Capodistria e Thiene.
A obediência, a vida de oração e a disponibilidade, fizeram de Frei Leopoldo um exemplo para seus confrades e um conforto para os seus superiores.
Deseja somente fazer o bem, e o bem poderia ser feito em qualquer lugar desde que estivesse em conformidade com a vontade de Deus.
Todos os seus penitentes eram unânimes em considerá-lo como diretor espiritual e o tinham como pai afetuoso.
Quando era transferido uma multidão lamentava a sua partida, do confessor amigo, e por muitos anos escreviam cartas e até faziam caravanas para visitá-lo.
Frei Leopoldo com muita caridade e simplicidade dirigia os seus filhos espirituais. Os corações eram escancarados e os segredos revelados, com o simples olhar do confessor.
As horas no confessionário eram incontáveis, por vezes chegou a confessar por dezesseis horas seguidas. Seu corpo e sua saúde eram bastante frágeis, sofria dores terríveis, causada pela artrose reumática. Porem seu rosto estava sempre sereno e luminoso.
Seus amigos eram incontáveis, as suas correspondências, que não eram poucas, ocupavam o precioso tempo de seu sono. Quando seus superiores o repreendiam, Frei Leopoldo, olhando para o crucifixo dizia: “E ele então! Ele chegou a morrer pelas almas!”
O sonho de Frei Leopoldo era as santas missões. Conformou-se não ser escolhido por sua frágil saúde. Sua estatura era pequena, aproximadamente 1,50 m.
Em todos os lugares que passou, deixou um testemunho de fé. O tempo que não estava no confessionário era ocupado por horas de adoração eucarística, e outras tantas rezando incontáveis terços diante da imagem da Ssma. Virgem. Jesus e Maria eram para ele seus “Patrões Abençoados”.
Por ser Franciscano, nutria por nosso seráfico Pai São Francisco de Assis uma devoção especial.
O seu confessionário era frio e úmido, seus móveis pobres e velhos, porém o altar da patroa: Virgem Maria estava sempre adornado de belas flores. A ela escrevia bilhetes e recomendava os penitentes de coração duro.
No ano de 1909 foi transferido para Pádua, e lá permaneceu pelo resto de sua vida. O sonho de missionário permaneceu no sonho. Por obediência e sempre de bom humor dizia que: “Se sentia com um pássaro na gaiola e o coração além das fronteiras.”
O confessionário do Frei Leopoldo era chamado de “Saleta da cortesia”. Ele sempre com um sorriso chamava: “Venha, senhor (a), venha”.
Certa vez, Frei Leopoldo saiu da Saleta, e quando voltou o penitente estava em sua cadeira. Nosso Santo, para não constranger o penitente, ouviu a confissão de joelho no genuflexório.
Frei Leopoldo estava bastante cansado e doente, de nada reclamava, e tudo estava bom demais.
No dia 29 de julho de 1942, confessou aproximadamente 50 pessoas, seu corpo dava sinais de desgaste. No dia seguinte, ás 7:00 da manha, enquanto se paramentava para a Santa Missa, sofreu um colapso e expirou pronunciando as palavras da Salve Rainha.
Seu sepultamente foi gigantesco! Os paduanos saudavam o cortejo fúnebre com lagrimas e acenos.
Quando seu tumulo foi aberto para o processo de beatificação, encontraram tão somente a sua mão direita intacta.
A mão que tanto abençoou e tantos pecados absolveu, permaneceu como sinal de amor e da misericórdia de nosso Deus. Para a eternidade.
Foi beatificado por Paulo VI em 2 de maio de 1976, e canonizado em16 de outubro de 1983 pelo Papa João Paulo II, e por ele foi denominado como: “O Herói do confessionário”.

Amém

domingo, 2 de maio de 2010

Santo Isidro ou Santo Isidoro


Santo Isidro

Patrono dos lavradores

11 de maio

Passei as noites vigiando, passei frio e calor para aumentar teus bens. Pouco possuías, quando entrei no teu serviço e vês agora como estás rico”. (Gen 30,30)

Devemos aproveitar todas as ocasiões que o Senhor nos propõe como meio de santificação. No livro do gênesis o Senhor sentencia ao homem um meio eficaz; “Tiraras da terra, com trabalhos penosos, o teu sustento todos os dias de tua vida... Comerás o teu pão com o suor de teu rosto.” (Gen 3, 18-19)
O Senhor nos apresenta o trabalho como meio santificador, é no cotidiano e nas pequenas ocasiões que encontramos os meios eficazes para alcançá-la.
O lavrador possui todos os meios de salvação, todos os elementos da natureza são fontes de inspiração e que permitem uma maior intimidade com o Criador. O contato com a terra e seus frutos etc.

E Quem foi Santo Isidro?

A Bela e encantadora Madri, capital da Espanha, foi o berço natal de Isidoro o lavrador. Seus pais eram muito pobres, nada possuíam em bens, e todo bem que possuíam era por graça de Deus; o tesouro da fé.
A Isidro não foi permitida a frequência na escola, a extrema pobreza o chamou desde os primeiros anos de idade, ao trabalho pesado, no campo.
Foi a assistência do Espírito Santo, merecida pela sua extraordinária humildade, que substituiu-lhe perfeitamente a falta livros. Isidro, na ânsia de conhecer as verdades da fé, não perdia ocasião de ouvir a palavra de Deus, que tão profundamente lhe calava na alma.
A paciência nas contrariedades, o modo afável de tratar o próximo, a prontidão em perdoar ofensas à fidelidade nos patrões.
A pontualidade no cumprimento dos deveres, o respeito e a modéstia e antes de tudo a grande caridade para com todos, assim Isidro trilhava o árduo caminho da santidade.
Isidro transformava em oração os trabalhos mais pesados, tudo oferecia por amor ao seu Deus e para cumprir sua vontade.
Enquanto a mão dirigia o arado o coração estava elevado em Deus, era tanta intimidade, que os outros empregados e seus patrões tinham a impressão de que ele estava em êxtase. Seu olhar era iluminador e suas palavras cheias de ternura e mansidão.
Seu patrão chamava-se João de Vagas e soube sempre ser reconhecido ao seu mais ilustre servo Isidoro. João refletia o versículo do Eclesiastes, como conselho que diz: “Como tua alma ama e estima um empregado prudente.” Isidro obteve de seu patrão a autorização de assistir a missa todos os dias. Levantava-se de madrugada para cumpri suas primeiras obrigações com Deus e seu patrão.
Apesar de sua pobreza, dava o que possuía aos mais pobres e sempre com o coração cheio de alegria.
Casou-se com Maria Turíbia que em tudo se parecia com seu santo esposo.
O único filho do casal morreu ainda criança, e logo em seguida morre Maria Turíbia, com fama de santidade.
Certo dia enquanto Isidro detinha-se em sua contemplação e oração, seu patrão foi a campo e testemunhou o grande prodígio, de ver um anjo arando a terra.
Isidro adoeceu gravemente e com exatidão predisse a sua morte, para a qual se preparou com todo o zelo. Era dia 11 de maio de 1170, estava com 60 anos.
Muitos milagres lhe confirmaram a grande santidade. Era por todos muito amado.
Quarenta anos depois de sua morte, o corpo foi transportado do cemitério para a Igreja de Santo André e mais tarde colocado na capela do Bispo.
Isidro foi canonizado em 1622 pelo Papa Paulo V.
Que os homens do campo, lavradores, agricultores, a exemplo de Santo Isidoro, façam do seu trabalho diário um meio perfeito de santificação.
E que Santo Isidro interceda por todos quantos tiram a terra o seu sustento e o alimento de milhares de mesas. Amém!

domingo, 25 de abril de 2010

Maria Auxílio dos Cristãos à Auxiliadora de Dom Bosco
























Maria Auxílio dos Cristãos
À
Auxiliadora de Dom Bosco

24 de Maio

Auxilium Christianorum! – Auxilio dos Cristãos, reza com toda a segurança a ladainha de Nossa Senhora. Experimentastes repetir essa jaculatória nos teus momentos difíceis? Se o fizeres com fé, com ternura, de filha ou filho, verificaras a eficácia da intercessão de tua Santa Mãe Maria, que te levara a vitória.” (São José Maria Escriva).

Auxilia

Os antigos romanos chamavam “auxilia” as tropas aliadas que combatiam com suas legiões. Assim o nome “auxilia”, evoca lutas em campos de batalha, onde a vida pode se tornar heroísmo em defesa de um ideal.
A Igreja aqui na terra é também uma milícia; e os cristãos lutam pela defesa e propagação da fé. Nossa Senhora é o seu poderoso auxilio e é “temível como um exercito em ordem de batalha” (Cant 6,10)
Nos grandes momentos da história, povos e nações inteiras recorrem a Nossa Senhora para pedir seu auxílio no meio de graves calamidades.
A História

No ano de 1571 o então imperador dos turcos - Selim I, após conquistar várias ilhas do mediterrâneo segue em direção a Europa. O Papa Pio V conseguiu unir a Espanha com Veneza sob o comando de João da Áustria, e no estreito de Lepanto, destruiu-se totalmente a força naval da Turquia.
Durante a batalha o Papa rezava com toda sua corte, o Rosário de Nossa Senhora, depois da vitória, Pio V mandou incluir na ladainha Lauretana a invocação: “Maria Auxilio dos Cristãos”, era o dia 7 de outubro do mesmo ano.
O Papa Pio VII foi deportado de Roma por ordem do Imperador Napoleão Bonaparte e aprisionado na França entre os anos de 1809 a 1814. Tendo experimentado o poderoso Auxílio da Mãe de Deus, recuperou a liberdade e no dia 24 de maio de 1814 fez a triunfal e solene entrada em Roma.
A invocação “Auxilio dos Cristãos” é a forma pública e social da mediação que a Ssma. Virgem exerce não só a favor de pessoas, instituições e países, mas também para o bem de toda a Igreja Católica e do Papa, principalmente nos momentos mais trágicos da humanidade.

A Auxiliadora de Dom Bosco

Desde o colo materno que São João Bosco experimentou o carinho e a proteção da Ssma. Virgem. Foi de sua Mãe Margarida que herdou tão confiante devoção.
Quando completou nove anos teve um sonho profético com relação a sua vocação e missão, em que o próprio Cristo lhe diz: “Eu te darei a mestra, sob cuja doutrina podes tornar-te sábio, e sem a qual todo o saber torna-se estultice.”.
São João Bosco colocou a invocação de “Maria Auxilio dos Cristãos” no centro da espiritualidade das congregações que fundara, e carinhosamente a chamava de: “Nossa Senhora Auxiliadora”.
Em honra a Virgem Auxiliadora, Dom Bosco construiu, em Turim, uma belíssima basílica e sem dispor de um centavo. Em tudo Dom Bosco exclamava: “Foi Maria quem tudo fez”.
Outro monumento vivo em honra da Virgem Auxiliadora foi à fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora junto com Santa Maria Domingas Mazzarello.
A todos que recorriam a São João Bosco, ele recomendava a infalível novena a Ssma. Virgem Auxiliadora, e como reconhecimento pelas graças alcançadas oferecer alguma esmola para obras assistenciais.
Na majestosa Basílica de Turim, o monumento maior é a belíssima pintura da Virgem Auxiliadora sobre o Altar-Mor, com sete metros de altura por quatro metros de largura, do célebre pintor italiano Lorenzone, seguindo a orientação de Dom Bosco
Hoje a família Salesiana, espalhada pelos cincos continentes, promove e mantem acesa a chama de tão singular devoção.
Itajaí tem o privilégio de contar com três obras sociais e educativas Salesianas, são elas: Colégio Salesiano, Parque e Paróquia Dom Bosco e lar Pe. Jacó (Filhas de Maria Auxiliadora).
O Papa João XXIII recorreu a Maria Auxilio dos Cristãos na abertura do Concilio Ecumênico Vaticano II.
Vamos recorrer a Virgem Auxiliadora, pelo nosso Papa Bento XVI, e pela Santa Igreja, que sofre e sangra em suas estranhas. É o corpo de Cristo mais uma vez sendo flagelado e escarnecido!
Amém!
Paz e Bem!