domingo, 25 de maio de 2008

Santo Antônio e o pão dos pobres


Santo Antônio e o pão dos pobres

13 de junho


“Sem o pão, uma mesa não é farta. Assim também, sem a caridade, as demais virtudes não são completas” (Sto. Antônio de Pádua).
Antônio de Pádua ou de Lisboa, tanto faz, o que importa é o quanto nosso santo é querido e amado em todo o mundo. Santo Antônio foi um sinal visível do amor de Cristo, seu olhar sempre em direção às coisas do alto, não o impediu de estar atento aos apelos e aflições de seu povo.
Os devotos de Santo Antônio lhe devotam um carinho tão grande que ele já faz parte integrante de suas vidas, alguém muito íntimo e muito próximo, partilhando momentos de alegrias e consolando as dores.
Enquanto viveu na terra, Santo Antônio foi incansável em seu zelo de pregador e missionário da Boa Nova de Jesus Cristo. Destacava-se como um profundo conhecedor das escrituras, um apaixonado pelo pão da palavra e da eucaristia.
O pai dos pobres, como era chamado, além de suprir as necessidades espirituais e temporais do povo, interferiu com coragem e determinação em leis opressoras e discriminatórias. Ex: A dos devedores que não tinham condições de saldar suas dívidas e eram jogados nas prisões. A lei que proibia o casamento de pobres com ricos. Suas considerações e argumentos convenceram os legisladores da época e as leis foram mudadas (Santo Antônio é o patrono dos vereadores).
“Quando dou pão aos pobres chamam-me de santo, quando pergunto pelas causas da pobreza, me chamam de comunista (Dom Helder Câmara)”.

O pão dos pobres

“Agora o Senhor está à porta, na pessoa de seus pobres, e bate. Abre-se-lha, quando se dá de comer ao pobre. A refeição do pobre é o descanso de Cristo.” Ao pronunciar estas palavras no sermão da Páscoa, por certo, Santo Antônio chocou a muitos.
Três são os episódios que provavelmente deram origem ao “Pão de Santo Antônio”. O primeiro nos diz que Santo Antônio, comovido com as misérias dos pobres, distribuiu entre eles todo o pão da dispensa, não reservando nenhum para os frades: na hora da refeição, o irmão cozinheiro presenciou a realização do milagre da multiplicação.
O segundo conta que um menino caíra e se afogara num tanque cheio de água. A mãe em prantos recorreu a Santo Antônio, prometendo que se o menino recuperasse a vida, ela tomaria uma quantidade de farinha de trigo equivalente ao peso do menino e faria pão para distribuir aos pobres. O milagre aconteceu, e a promessa foi cumprida. Por isso, o costume teria no início o nome de “Pondus Pueri” (Peso do menino).
O terceiro episódio aconteceu em Toulon (França). Uma senhora, muito devota de nosso santo, certo dia, não conseguindo abrir a porta de seu estabelecimento, fez uma promessa a Sto. Antônio que, se não fosse preciso arrombar a porta, daria certa quantidade de pão aos pobres. Conseguiu a graça, cumpriu a promessa... colocou ainda em seu estabelecimento, uma imagem de Santo Antônio e um cofre com a inscrição: “Pão de Santo Antônio”. Todas as esmolas que os fregueses ali depositavam eram usadas para comprar pão para os pobres.

“O Pão é místico
O Pão não é um alimento qualquer
Na comunhão diz-se ‘O Corpo e o Sangue de Cristo
No Pai-Nosso, reza-se de mãos abertas pedindo:
‘O Pão-Nosso de cada dia nos daí hoje’
Na miséria implora-se pelo amor de Deus:
‘Um pedacinho de pão’
Na penitência sustêm-se o corpo a pão e a água.”


Antônio dos pobres, ensina-nos a partilhar da palavra e do pão, o pão que é símbolo de vida, alimento do corpo e da alma.

Paz e Bem!
Marcio Antonio Reiser O.F.S.

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