domingo, 1 de janeiro de 2017

Belém - Casa do Pão:


 “Em Belém, na Judéia, porque assim  foi escrito pelo profeta:’E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará  Israel, meu povo’(Miq  5,2)”.

As Sagradas Escrituras nos contam que  o  Imperador Cesar Augusto, decretou  um edito ordenando o recenseamento em todo o  território de seu domínio, importava saber o numero exato de habitantes para também saber o quanto se arrecadaria de impostos.E todos iam se alistar, cada um na própria cidade.José recebe a noticia com certa apreensão, deveria ele  partir com sua esposa Maria, que  estava grávida e próxima de completar o tempo.O destino do jovem casal era Belém da Judéia, terra do Rei DAVI, eles(José e Maria) pertenciam a linhagem real do grande Rei de Israel. Não tinham escolha, sairiam de Nazaré da Galiléia para uma aventura sem precedentes na História do povo de DEUS.
Pobres, como eram,   arrumaram seus humildes e simples pertences sobre o lombo do jumentinho faceiro, ainda sobre o lombo e sobre as mantas e provisões, José ajeita cuidadosamente a futura mamãe e partem; Pensam que logo estariam  de volta, então não levariam muita bagagem, porem...
Ao longo do caminho ouve-se um cantar festivo de pássaros diversos que anunciam a manhã de um novo dia, eram tão harmoniosos que  mais pareciam fazer parte de um grande coro de sons  diversos.
José, que traz com toda a segurança as rédeas do jumentinho, olha para Maria e com um sorriso franco no rosto diz: Maria, você percebeu como os pássaros cantam jubilosos parecendo saudar-te? Penso que eles, assim como toda a natureza, reconhecem o fruto divino que trazes em teu ventre, O Filho de DEUS!
A jovem Maria, também esboçando um lindo e luminoso sorriso responde: Não é de hoje que percebo tais manifestações da natureza, e o que mais me encanta são os movimentos do  Menino, em meu ventre, parece gostar de tudo isso, sente-se lisonjeado.
Ouve-se  o soprar do vento frio de uma manhã ensolarada de inverno, o jumentinho segue em frente, orgulhoso  por carregar a sua rainha,as marcas  de   suas ferraduras ficam impressas no caminho pedregoso , marcas que o tempo registrara para sempre, pois foi o caminho trilhado pelo filho de DEUS.
Devemos parar um pouco, o animal precisa de água e nós de um pouco de descanso, exclamou José. Maria gesticula, positivamente, com a cabeça,  e fazem a primeira parada.Todo o pouco que trouxeram para comer é preparado por Maria com carinho para o seu dedicado esposo.Saboreiam  a refeição e descansam a sombra de viçosas palmeiras.
Enquanto José cochila, Maria arruma o que sobrou nos vasilhames e prepara tudo para seguir viagem.Por alguns momentos Maria se detém a contemplar o horizonte, acaricia seu ventre falando com seu filhinho palavras de amor, ao que o pequeno responde com gestos de ternura.O tempo parece se cumprir, a jovem mãe sente em seu coração que a hora se aproxima, é preciso partir, e assim acorda José, que encilhando o jumento, toma Maria em seus braços e a coloca sobre o dócil animal!
E lá se vão, Belém que nos aguarde! José olha para Maria com ternura e diz: Sabe Maria, tudo o que estamos vivendo parece um sonho,  o sonho que tive quando o anjo me comunicou que você estava grávida e que o filho de suas entranhas era o Filho de DEUS, o Messias esperado, parece que ainda não terminou, essa doce espera me traz um misto de alegria e ao mesmo tempo de preocupação, afinal, quem sou eu  para merecer tão grande privilégio?
-José, meu bom José, disse Maria, o Senhor nos escolheu, nos preparou e nos chamou, somos instrumentos de seus planos de amor, o nosso sim total  permite que o Senhor nos conduza e nos leve para onde bem entender, nossas vidas, nossos sonhos...tudo enfim esta nas mãos de DEUS.
-Você tem razão Maria! Se assim não fosse, porque estaríamos tendo que ir a Belém então? O que será que nos espera na cidade do grande Rei Davi? Sinto que meu coração vai explodir quando penso nisso! –Disse José. Não se angustie, tudo vai correr muito bem, pois a palavra de DEUS nos garante isso.-Falou Maria!.
A noite ia avançando e eis que surge por detrás das montanhas, a singela e bela Belém de Judá, José suspira aliviado, estamos próximos, e assim  logo outros peregrinos se juntam ao jovem casal e entram juntos na cidade! Belém parece estar em festa, é grande o numero de pessoas, descendentes do Rei Davi, que vieram para o recenseamento.
Naquele aglomero de gente, um frio cortante e o cansaço, fizeram com que José logo buscasse abrigo para  que ambos pudessem descansar, principalmente Maria...
Todas as hospedarias estão lotadas, as estalagens não comportam mais ninguém.Algumas vagas surgem, porem os recursos  que eles dispõem são escassos, não cobrem as exigências.Os campos, ao redor da cidade, estão lotados, porem lá, Maria não poderia ficar, seu estado não permite.E lá se vão eles pela noite em busca de um lugar...
Alguém informa sobre uma estrebaria, um pouco mais afastada da cidade, e para lá partem, cheios de esperança.Encontram o local, num primeiro momento parece impróprio, afinal é um lugar onde se guardam animais e assim sendo, tem excrementos, feno, ferramentas, algumas ovelhas e um cheiro não muito bom.Maria insiste com Jose para que fiquem por ali mesmo, o cansaço já era muito, precisam descansar.
Dormem bem o sono dos justos, e logo pela manha, José acorda e sai em busca de um lugar melhor.Maria levanta e cheia de alegria começa a preparar a estrebaria, limpando,lavando e arrumando tudo a seu gosto. Sai em busca de gravetos para fazer um fogo, ferve água, prepara um caldo de legumes, reforçado, para Jose, alguns pães, mel e frutas.Tudo esta pronto para a chegada de seu esposo José.Quando ele chega e encontra tudo bem diferente, sente um novo entusiasmo e se lava para a refeição.Tudo estava delicioso, um manjar divino.
Já estavam no fim da refeição, quando de repente ouvem um grito autoritário. Era o dono da estrebaria  que furioso por ver os “hospedes”, sai para cima deles para expulsá-los.
-Saiam imediatamente de minha propriedade!
-José argumenta, oferece os poucos trocados que tem, porem não tem acordo, o homem estava irredutível. Devo guardar minha vaca e ir para minha casa, estou cansado disse ele!
-Maria, toma Jose pelo braço e o convence a arrumar seus pertences e ir embora. E assim o fazem, partem sem saber para onde. O dono da vaca e da estrebaria, luta por tentar colocar o animal para dentro da estrebaria, e nem com todo esforço empregado, ele  consegue. A vaca não se move do lugar, recusa-se  entrar no lugar de onde  a Mãe do Senhor  foi expulsa!

O homem, já sem paciência, vai ao encontro de Jose e Maria e pede que eles retornem, afinal a jovem mãe esta em estado avançado de gravidez. Exige os trocados oferecidos por José e diz que se eles quiserem podem tomar do leite daquela vaca teimosa, por certo disse ele, ela tem um coração melhor do que o meu.Fiquem por ai o tempo que desejarem, eu vou pra minha casa.
Retornam a estrebaria felizes da vida, e tão logo eles entram a vaquinha entra atrás e naquela mesma noite o Filho de DEUS veio ao mundo, anunciado pelos anjos, saudado pelos astros celestes! Era tão pequenino e indefeso que só encontrava consolo nos braços ternos de Maria, era alimentado pelo leite virginal de Maria e adorado por aquele que fez as vezes de DEUS aqui na terra, José , o justo esposo da sempre Virgem Maria.Paz e bem e Feliz Natal.


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