segunda-feira, 30 de abril de 2012

São Luis Maria Grignion De Morfort


"São Luis Maria Grignion De Monfort"

"28 de Abril"

O Doutor Mariano

"Deus reuniu todas as águas do 0ceano e chamou de mar, reuniu todas as graças e virtudes e chamou de Maria." (São Luis Maria G. de Monfort)
No rigoroso inverno do ano de 1673, mais precisamente no dia 31 de janeiro, nasceu Luiz Grignion, filho dos nobres João Batista Grignion de Bachelleraie e Joanha Visuelle de Chesnais, em Monfort na França.
A família dos Grignion era bastante numerosa, eram 17 filhos dos quais 3 (três) se tornaram sacerdotes e 1 religiosa. Um dos sacerdotes foi Luis Grignion.
O jovem Luis acrescentou ao nome "Maria" em homenagem a Ssma. Virgem, de quem era fiel devoto. Passou então a se chamar Luis Maria Grignion.
Seus estudos foram iniciados no renomado colégio dos jesuítas em Rennes, lá se dedicou inteiramente aos estudos, trabalhos e orações.
Foi no colégio de Rennes que o jovem Luis descobriu sua vocação sacerdotal. Dizem, que por uma revelação da própria Virgem Maria. Foi lá que ingressou na congregação Mariana.
Era um jovem destemido, corajoso e de temperamento difícil a ponto de ele dizer que :"se Deus o tivesse destinado para o mundo teria sido um homem terrível." Foi graças a devoção e pela intenção da Virgem Maria que conseguiu dominar seu difícil temperamento.
Luis era um jovem extraordianriamnete forte e robusto, sendo preciso muita penitência e sacrifícios para domar seus impulsos. Descobriu na pintura que, aliás, se saiu muito bem, a fórmula ideal de expressar seus mais belos sentimentos.
Para completar seus estudos em teologia viajou 10 dias até Paris e lá iniciou o curso no seminário de São Sulpício. No seminário foi-lhe confiado o cuidado com os velórios e enterros dos paroquianos.
Foi ordenado em 1700, contando apenas com 27 anos, foram tempos difíceis de penúria e extrema pobreza. Pe. Luis por esse tempo experimentou o amor incondicional de Nossa Senhora, por ela aprofundou seus estudos em mariologia, concluindo que a vida do cristão deve ser uma vida dedicada e unida só a Maria.
Como seminarista Luis Maria, por inspiração divina e com a devida autorização dos superiores, introduziu a "Consagração dos escravos de Jesus em Maria". A referida consagração ocorreu no dia 25 de março (festa da Anunciação do Senhor) e daquele dia em diante passou a assinar simplesmente : "Escravo de Jesus em Maria".
Nos anos seguintes, Pe. Luis Maria experimentou todo tipo de injúrias, calunias e sofrimentos morais. Carregou, com facilidade a sua cruz a ponto de dizer: "No meio do sofrimento estou repleto de gozo".
Pe. Luis Maria iniciou o seu trabalho apostólico como missionário, porém foram tantas as decepções e ingratidões que chegou a experimentar uma terrível crise vocacional. Mais uma vez foi Maria,a  Mãe Ssma .a trazer-lhe consolo e conforto naqueles momentos.
Tomado por um novo ânimo e com um novo sopro do Espírito, fundou uma congregação de irmãs de caridade chamadas: "as filhas da sabedoria".
O trabalho missionário tomou um novo rumo, Pe Luis dedicou-se de corpo e alma as santas missões, que pela graça as conversões eram incontáveis e extraordinárias. Quando falava da Ssma virgem, os ouvintes ficavam encantados e tocados pela graça.
No ano de 1705, Pe. Luis Maria fundou a companhia de sacerdotes cujo carisma seria a dedicação as santas missões militando sob o estandarte da Virgem Maria.
As missões, as pregações os sermões cheios de entusiasmo e encantamento transformavam corações, reatavam relações e enchiam de ternura materna os ouvintes.
O tempo do Pe. Luis era todo ocupado pela oração, penitência, pregações e sacrifícios que em pouco tempo cosumiu todas as suas forças.
Já quase sem forças, fez seu último sermão  falando da ternura de Jesus por nós. As lágrimas corriam dos olhos dos ouvintes, Pe. Luis  não conseguiu terminar a alocução. As forças chegavam ao fim.
Cercado pelos seus mais íntimos beijou o crucifixo, seus lábios pronunciavam os nomes de Jesus e Maria, exclamou: "minha carreira terminou; não pecarei mais." Foram suas últimas palavras...
Era a primavera de 1716, dia 28 de abril o próprio Senhor colhia mais uma flor de seu jardim, talvez a flor mais preciosa do coração de sua Santíssima Mãe, Luis Maria Grignion de Monfort.
Escreveu São Luis Maria, o livro mais primoroso sobre a devoção a Virgem Maria, que ficou quase 200 anos escondido pela astúcia da serpente infernal, chama-se "Tratado da verdadeira devoção a bem aventurada Virgem Maria".
A expressão "Totus Tuos", usada pelo beato João Paulo II, em seu pontificado foi retirada do referido livro e da consagração a Jesus por Maria.
No ano de 1888 foi beatificado por Leão XIII , em 1947 foi canonizado por Pio XII. Foi inserida sua festa no calendário romano universal e sua festa acontece no dia 28 de abril.
"Sou todo teu, ó Maria, e tudo quanto tenho vos pertence..."

Santa Maria Domingos Mazzarello


Santa Maria Domingos Mazzarello
14 de maio
“Fundadora das Filhas de Maria Auxiliadora
Irmãs Salesianas”


Na primavera do ano de 1837, a bela Mornese ao norte da Itália, assistia o nascimento de sua filha mais ilustre; "Maria Domingas Mazzarello", a primogênita dos 10 filhos, do casal José Mazzarello e Maria Madalena Calcagno.
Os tempos eram muito difíceis para os camponeses e tecelão daquela região. Todos eram muito pobres, porém o que tinham de mais precioso e valoroso era a fé  e a vida de oração.
Maria, desde muito pequena demonstrou ser bastante extrovertida e alegre. Cuidava dos irmãos menores, cuidava dos afazeres domésticos com a mãe e dos vinhedos com o seu pai.
Foi no ano de 1850 que Maria fez a sua primeira comunhão, sempre foi uma referencia de piedade e dedicação ao catecismo.
Por volta do ano de 1860, Maria estava com 23 anos, quando o tifo apareceu na região em que moravam seus tios. Todos contraíram a doença, e mesmo com todo risco de contaminação, Maria Mazzarello vai ajudá-los, e logo contrai a doença, que depois de algum tempo, fica curada porém com algumas sequelas.
A jovem Maria começa a despertar o interesse de alguns jovens, que conhecedores de seus talentos e virtudes, a escolhem como esposa, porém o casamento não estava em seus planos.
Seu coração inquieto, ainda não conhecia os planos de Deus, porém certa vez ao caminhar pelas colinas de Bargo Alto, vê diante de si, em visão, um alto edifício com muitas meninas correndo e brincando num grande pátio interno e ouve nitidamente estas palavras: "Tome conta destas meninas". Ao revelar a visão ao padre Pestarino este logo afirma ser fruto de sua imaginação.
Por quase todos os dias Maria e outras jovens desciam de Valponasca, antes do sol nascer, para participar da Santa Missa.
Quando Pe. Pestarino celebrava a noite, Maria Mazzarello, não podendo ir, ficava da janelinha de sua casa contemplando, ao longe, os vitrais iluminados pelas chamas das velas da igrejinha, e assim adorava o Senhor Jesus.
Foi no ano de 1853 que Maria Mazzarello ingressou, a convite da jovem Angela Maccagno, na Pia União das Filhas da Imaculada. Eram jovens dedicadas e piedosas que se encontravam para rezar e promover obras assistenciais.
O bispo de Acqui, Dom Contrato aprova o estatuto do grupo das Filhas de Maria dia 20 de Maio de 1857.
No ano de 1854, em Turim, Dom Bosco e mais alguns padres fizeram o firme propósito de atuarem no meio dos jovens com total dedicação e assim nasce a Sociedade de São Francisco de Salles - Salesianos.
A jovem Mazzarello arregaça as mangas e com sua amiga Petronilla, resolve aprender corte e costura para poderem ensinar a outras jovens o ofício de costureira.
Logo em seguida alugaram uma sala e começaram as aulas de costura e assim muitas meninas iam para o curso, aprendiam o ofício e também os mais valiosos preceitos cristãos.
Dom Bosco foi a Mornese com seus meninos e antes de partir falou com Maria e Petronilla, ficou conhecendo o trabalho das jovens e recomendou, além da oração, muito trabalho. Dom Bosco falou também de seu projeto: Construir em Mornese um colégio para meninos.
Em pouco tempo o colégio estava em construção e Pe. Pestarino, que se tornara Salesiano, estava a frente da obra. De repente Dom Bosco chama Pe. Pestarino a Turim para informar o que Papa havia aprovado a fundação de uma congregação feminina e determina que o colégio em obras, seja delas.
No dia 05 de agosto de 1872, na capela do colégio, 11 Filhas da Imaculada fazem os seus votos a Deus. São as primeiras Filhas de Maria Auxiliadora.
Os tempos eram difíceis, a alimentação era escassa, porém a confiança na Virgem Auxiliadora é que ás sustenta.
Pouco a pouco outras jovens aderem ao sonho de Dom Bosco e de Irmã Maria Mazzarello. As oficinas são um referencial em Mornesse e por toda a Itália.
De outros lugares surgem pedidos para que as irmãs assumam outras obras e assim em 1874, um grupo segue para São Martinho e em 1877 Dom Bosco envia um grupo de voluntárias para as missões na América Latina.
Irmã Maria Mazzarello é a superiora da congregação e o coração da mesma. Seus olhos brilham de entusiasmo e seu coração pulsa de alegria e júbilo pelo que o Senhor tem feito pelas Filhas de Maria Auxiliadora.
Visitava as novas casas e sempre escolhia os trabalhos mais difíceis e pesados para realizar. Era mãe, irmã e filha de todas. Era uma chama viva de amor a Jesus Eucarístico e a virgem Maria.
No ano de 1881, sabendo que seu fim estava próximo, pediu à Madre Josefina que viajasse para América em seu lugar. Irmã Maria Domingas Mazzarello faleceu no dia 14 de maio de 1881, com 44 anos.
Suas últimas palavras foram: "Adeus, até o céu!". Foi beatificada por Pio XI em 1939 e canonizada por Pio XII em 1951. Seu corpo encontra-se no altar da grandiosa basílica de Nossa Senhora Auxiliadora em Turin.
Que seu bom exemplo e testemunho nos inspirem, ò Santa Maria Domingas Mazzarello.