quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Madona de Aquiropita


Madona de Aquiropita


15 de Agosto

“As gerações hão de chamar-me Bendita, pois maravilhas fez em mim o Poderoso”.

Quando nos deparamos com as passagens que as Santas Escrituras apresentam da Santíssima Virgem Maria, ficamos impressionados com a enormidade de títulos que a ela se referem, ou que lhe são atribuídos: Nova Eva, Arca da Aliança, Escada de Jacó, Mulher vestida de sol, Virgem Mãe de Emmanuel, Velo de Gedeão, etc..
Também quando nos referimos aos fatos de sua vida e sua trajetória histórica como Mãe do Salvador, Maria da Anunciação, da Visitação, de Belém, do Sim, de Nazaré, das Bodas de Caná, do Desterro, Mãe de Deus, aos pés da Cruz, da Ressurreição, do Cenáculo, da Glória, Assunção...
Muitos títulos referem-se a aparições, a lugares, a situações específicas: Lourdes, Fátima, Loreto, Aparecida, Guadalupe, Lujan, do Monte Carmelo, da Caridade do cobre, Monteserrat, etc..
O título que apresentamos para o mês de Agosto é o de Nossa Senhora de Aquiropita, uma devoção tipicamente dos imigrantes italianos que se estabeleceram em 1926 na capital paulista.
Conta-nos a tradição que o eremita Santo Efrém, viveu na região da Calábria, na Itália, pelo século VI. O eremita vivia nas grutas das encostas das montanhas, alimentava-se de ervas, hortaliças e frutas nativas. Toda a sua vida era de penitência e sacrifícios. Era devotíssimo da Virgem Maria.
Corria o ano de 580 quando uma terrível tempestade acompanhada por um forte vendaval, obrigou o capitão Maurício Tibério a aportar na aldeia calabresa. O santo eremita impulsionado pelo Espírito Santo, foi ao encontro do Capitão e disse-lhe: “Não foram os ventos que te conduziram para nossas terras, foi sim a Virgem Maria, para que tu – uma vez Imperador - , construas aqui um templo em sua honra”.
A profecia foi cumprida e dois anos mais tarde, de fato, Maurício tornou-se Imperador e tão logo tratou de cumprir o que Santo Efrém havia pedido. As obras logo começaram e em tudo o Imperador exigiu o melhor. Vários artistas, escultores foram trazidos de Bizâncio para embelezar o templo e pintar a imagem da Virgem Maria.
Por vários dias, os artistas pintaram o quadro da Virgem, porém, durante a noite, a pintura desparecia, como que sugada pelas pedras das paredes.
A segurança da construção foi redobrada durante a noite. Os guardas estavam em pontos estratégicos do templo. Já com o avançar das horas, apareceu na porta do templo, uma senhora, de rara beleza e parecendo uma nobre rainha, pediu licença para fazer suas orações.
Apesar da resistência do guarda, a senhora o convenceu e entrou e de lá nunca mais saiu. O dia já estava amanhecendo, o guarda, preocupado, entrou no templo para procurar a nobre senhora e, não a encontrando, foi ao encontro dos outros, que também nada encontraram.
O que viram, e ficaram extasiados, foi a pintura na parede, mais bela e mais luminosa, e nela o guarda reconheceu os traços da nobre e bela senhora que entrara para rezar.
Todos foram informados do acontecido e para lá correram, o Imperador, religiosos, artistas, Santo Efrém e o povo em geral.
O espanto era de todos, os artistas não reconheciam naquela magnífica pintura os seus traços. A tinta usada era de uma pigmentação luminosa, parecia celestial.
Diante de tamanho prodígio, e entre lágrimas, o povo gritava, “Madona de Aquiropita”, Aquiropita quer dizer imagem não pintada por mãos humanas.
A imagem passou a ser conhecida realmente pela Igreja, como Aquiropita, e uma centena de milhares de fiéis devotos passou a visitar a igreja do retrato da própria Virgem.
Para confundir os sábios e os poderosos, Deus faz usos de meios simples e eficazes e em grande número, utilizou-se da beleza e da ternura de sua Mãe. Maria sempre atrai os filhos para si e depois leva-os ao seu filho Jesus.
Rogai por nós Virgem de Aquiropita.
Amém e Paz e Bem!

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