quarta-feira, 4 de maio de 2011

Santa Joana D’Arc




Santa Joana D’Arc

30 de maio de 11

Mártir da pátria e da fé

“Chamo de martírio os sofrimenos e as adversidades que sofro na prisão e não sei se mais poderei sofrer, mas em tudo eu me confio a Nosso Senhor.” (Santa Joana D’Arc)

Na celebração dos Santos Reis do ano de 1412, a cidade de Domremy na Lorena, bela colônia de camponeses da França, foi o berço de sua heroína e mártir Joana D’Arc.
Filha de pobres e humildes camponeses Jacques D’Arc e Isabelle Romée, Joana teve uma educação primorosa alicerçada em princípios éticos, e piedosos. Eram tementes a Deus!
A França estava dominada pelos ingleses, a situação do Rei Carlos VII era crítica. Deus, porém, vai salvar a grande nação católica, servindo-se de uma humilde camponesa.
Quando completou 13 anos, Joana D’Arc teve suas primeiras experiências místicas, por diversas vezes a menina ouviu vozes celestiais e apareceram-lhe o Arcanjo São Miguel e outros Anjos, que prepararam-na para a grande e extraordinária missão para qual Deus a tinha destinado.
A jovem menina Joana recebe ordens das vozes angelicais que exigem dela a libertação de Orleans, a salvação da França e a condução do Rei a Reims, para ser solenemente coroado.
Aparentemente esta tarefa parecia impossível de ser cumprida por uma jovem inexperiente e tímida! As vozes tornaram-se cada vez mais insistentes e exigiram de Joana, um pronto cumprimento da vontade de Deus. Por várias vezes teve visões e revelações de Santa Catarina e Santa Margarida, que ainda mais a convenceram a cumprir os planos de Deus.
Quando Joana contou aos pais e familiares o que Deus esperava dela, e também o teor das visões e revelações foi um “Deus nos acuda”. Todos foram unânimes em tentar convencê-la a desistir de seus intentos. Tudo foi em vão! Joana segue adiante, é hora de falar com o Rei Carlos VII.
Foi somente, com muita dificuldade que conseguiu uma audiência com o Monarca. O Rei ouviu com muita atenção tudo que Joana revelava. Percebia-se nele, um misto de dúvida e incredulidade, porém se convenceu que a missão era divina, quando a jovem revelou um segredo, só por ele e por Deus conhecido.
Joana D’Arc conquista a confiança do Rei e de toda a corte. Muitas profecias e revelações foram feitas e todos a viam como um ser angelical. A jovem pediu autorização ao Bispo e ao Rei para abrir o altar de Santa Catarina Fierbois, onde segundo revelações, estaria a espada de que se serviria para a luta contra os ingleses. Lá estava à espada para espanto de todos.
De acordo com o costume da época, Joana D’Arc revestida de uma armadura de aço, montada num belo cavalo branco e empunhando a espada e o estandarte com a Cruz de Cristo e nele os santíssimos nomes de Jesus e Maria. Mesmo sem nenhum conhecimento militar, a jovem com jeito de anjo, chefiou o Exército de Carlos VII e reconquistou Orleans das mãos dos ingleses.
Nunca se tinha visto tanta disciplina e respeito num campo de batalha. A jovem Joana acompanhou Carlos VII até Reims para ser coroado Rei da França logo após a coroação e depois de quase um ano de batalha, Joana desejou voltar para sua aldeia e para os seus familiares.
O Rei Carlos VII desejava reconquistar a cidade de Paris, e para tanto e depois de muita insistência conseguiu convencer Joana a continuar a chefiar o Exército Real.
A reconquista de Paris foi um fracasso, Joana D’Arc ferida, caiu nas mãos dos adversários que a entregaram a preço de ouro aos ingleses.
A crueldade dos oficiais ingleses e de alguns sacerdotes e prelados a submeteram a terríveis humilhações e torturas. Tinham como objetivo induzi-la a negar sua missão divina e também suas visões e revelações. Joana suportou com fé, coragem e determinação os deboches e insultos, não renegou sua missão divina.
Joana D’Arc foi levada a julgamento, abandonada inclusive pelo Rei Carlos VII, sofre nas mãos do Bispo Pedro Chuchon de Beauvais, que outro interesse não tinha se não agradar os ingleses. O tribunal que julgaria a jovem Joana fora escolhido a dedo pelo Bispo (Iníquo) Pedro. Joana foi condenada a morte e seria queimada em praça pública.
-Na sentença lida pelo Bispo;
Joana D’Arc foi considerada como feiticeira, blasfema e herética.
Na hora solene da execução no dia 30 de maio de 1431, com apenas 19 anos de idade, Joana D’Arc – em alto e bom tom e ardendo em chamas, pronuncia os nomes de Jesus e Maria.
Estamos todos nós perdidos”! exclamou em voz alta, um nobre oficial inglês, e prosseguiu: “Ela é uma Santa”.
Depois de algum tempo, a família de Joana foi ao Papa Calixto III e este, impressionado com as declarações dos familiares de Joana, pediu uma revisão do processo, e constatou-se uma total falta de argumentos e provas condenatórias.
A Santa Sé e o Papa Calixto III declararam publicamente que ouve erros gravíssimos no processo de Rouen e que Joana D’Arc era inocente, além de proclamar sua fé e suas virtudes heróicas.
O Papa Pio X beatificou Joana D’Arc em 10 de Abril de 1909 e Pio XI em 1924 a declarou Santa Joana D’Arc.
Para a França Joana é sua maior heroína e para Igreja uma de suas maiores mártires da fé.

Nossa Senhora Medianeira De Todas As Graças



Nossa Senhora Medianeira De Todas As Graças

Padroeira Do Rio Grande Do Sul

“Medianeira de todas as graças que na terra derramam os céus, esperamos em ti que nos faça ó Maria subir até Deus” (D. Aquino Corrêa).

Sempre que professamos a nossa fé rezando a oração do Creio, proclamamos que Jesus Cristo, filho de Deus, nasceu da virgem Maria. Queremos por ventura, nos referir a duas pessoas diversas: a pessoa do filho de Deus e daquele que nasceu da virgem Maria? Absolutamente não! Trata-se de uma só e mesma pessoa a qual, sendo Deus e Homem, é filho de Deus segundo a natureza divina e é filho de Maria, segundo a natureza humana. Foi baseado nesta verdade que os santos Padres ensinam que a virgem é mãe de Deus.
É bom sempre lembrar que, Deus querendo resgatar o gênero humano, depôs o preço do resgate nas mãos de Maria. Santo Alberto Magno nos diz que: “Maria companheira na paixão tornou-se cooperadora na redenção”.
Na idade média encontramos uma série de teólogos que falam explicitamente na mediação e na corredenção de Nossa Senhora.
Um experiente teólogo conhecido apenas por Arnaldo nos diz que no calvário “Havia dois altares: um no coração de Maria e outro no corpo de Jesus. Enquanto o Cristo imolava sua carne, Maria imolava sua alma”.
No dia 22 de março de 1918, o então Papa Bento XV classicamente expressa a doutrina da corredenção de Maria na encíclica “ Intersodalícia”, que diz: “de tal modo Maria padeceu e quase morreu com seu filho paciente e moribundo; de tal modo renunciou ao seus direitos maternos, e, para aplacar a justiça divina, concorreu quanto estava ao seu alcance para a imolação de seu filho, que justamente se pode dizer que com Cristo resgatou o gênero humano”.
Alguns anos antes, ou seja, em 08 de setembro de 1894 o Papa Leão XIII, usando a frase de São Bernardino de Siena, assim concluiu a sua encíclica, “Incunda Semper”: -“Toda a graça que se concede a este mundo tem uma tríplice procedência: pois numa belíssima ordem, do Pai é passado ao Filho, do Filho à Santíssima Virgem e dela, por fim, para nós”. É uma mediação por meio de intercessão.
Diz-se que Jesus Cristo para honrar sua mãe determinou que todas as graças que ele nos mereceu, não fossem dispensadas a humanidade senão por meio dela.
Concluímos que o Espírito Santo desceu sobre a Virgem Maria e os apóstolos, quando estavam em oração no cenáculo, momento solene do nascimento da Igreja. Assim por sua maternidade divina, Maria se tornou co-redentora, obteve a função de medianeira e se tornou Mãe da Igreja, da qual ela é o modelo perfeito.
A festa de Nossa Senhora Medianeira de todas as graças, foi instituída pelo Papa Bento XV em 1921, e sua data 30 de maio.

O QUADRO DA MEDIANEIRA

O cardeal Primaz da Bélgica idealizou o ícone que hoje conhecemos, e para tanto buscou na Sagrada Escritura os símbolos nele apresentados.
Dom Mercier encontrou no livro do profeta Ezequiel uma visão que fala: “A glória de Deus enchia todo o templo”. No quadro vemos a trindade santa, onde Deus Pai é um ancião (eternidade de Deus), coroado (todo poderoso) que recebe o sacrifício de Jesus na cruz. Único sacrifício agradável a Deus q eu seria oferecido do nascer ao por do sol, como profetizou Malaquias. O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, está entre os dois, em forma de pomba. Aos pés de Deus, seis querubins de seis asas, conforme o profeta Isaías: “ Querubins com seis asas esvoaçavam no templo, dizendo: Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos.”
As letras Alfa e Ômega, a primeira e a última do alfabeto grego, nos lembram que Deus é o princípio e o fim de todas as coisas. Todos os privilégios de Nossa Senhora vêm dos merecimentos de Jesus na cruz. Por isso, as graças como raios, descem do crucificado sobre Maria e dela sobre o mundo.
Lembra-nos a frase de São Bernardo: “A vontade de Deus é que recebamos tudo por Maria”.
Percebemos Nossa Senhora de braços abertos, posição de oração intercedendo por nós, dia e noite, levando a Jesus nossos anseios e nos trazendo as bênçãos e graças divinas. O ícone foi pintado pela irmã franciscana Angelita Stefani.

NO RIO GRANDE DO SUL

A devoção foi trazida no ano de 1928, pelo Jesuíta Frei Inácio Valle da Bélgica e introduzida no seminário São José, na cidade de Santa Maria. Dois anos depois, ou seja, em 1930, a cidade estava sendo ameaçada por uma luta armada, quando um grupo de romeiros foi ao seminário rezar a Medianeira. Os ânimos serenaram e a paz voltou a reinar.
Num gesto de gratidão, um grupo bem maior voltou ao seminário para agradecer a intercessão da Virgem Medianeira.
Desde aquela época um número cada vez maior, até os dias de hoje participa da romaria estadual de Nossa Senhora Medianeira, no segundo domingo de novembro. O povo do Rio Grande manifesta sempre mais o seu amor e sua gratidão a padroeira do estado.
Maria Imaculada, Medianeira de todas as graças, rogai por nós que recorremos, a vós.

Paz e Bem!