domingo, 25 de abril de 2010

Maria Auxílio dos Cristãos à Auxiliadora de Dom Bosco
























Maria Auxílio dos Cristãos
À
Auxiliadora de Dom Bosco

24 de Maio

Auxilium Christianorum! – Auxilio dos Cristãos, reza com toda a segurança a ladainha de Nossa Senhora. Experimentastes repetir essa jaculatória nos teus momentos difíceis? Se o fizeres com fé, com ternura, de filha ou filho, verificaras a eficácia da intercessão de tua Santa Mãe Maria, que te levara a vitória.” (São José Maria Escriva).

Auxilia

Os antigos romanos chamavam “auxilia” as tropas aliadas que combatiam com suas legiões. Assim o nome “auxilia”, evoca lutas em campos de batalha, onde a vida pode se tornar heroísmo em defesa de um ideal.
A Igreja aqui na terra é também uma milícia; e os cristãos lutam pela defesa e propagação da fé. Nossa Senhora é o seu poderoso auxilio e é “temível como um exercito em ordem de batalha” (Cant 6,10)
Nos grandes momentos da história, povos e nações inteiras recorrem a Nossa Senhora para pedir seu auxílio no meio de graves calamidades.
A História

No ano de 1571 o então imperador dos turcos - Selim I, após conquistar várias ilhas do mediterrâneo segue em direção a Europa. O Papa Pio V conseguiu unir a Espanha com Veneza sob o comando de João da Áustria, e no estreito de Lepanto, destruiu-se totalmente a força naval da Turquia.
Durante a batalha o Papa rezava com toda sua corte, o Rosário de Nossa Senhora, depois da vitória, Pio V mandou incluir na ladainha Lauretana a invocação: “Maria Auxilio dos Cristãos”, era o dia 7 de outubro do mesmo ano.
O Papa Pio VII foi deportado de Roma por ordem do Imperador Napoleão Bonaparte e aprisionado na França entre os anos de 1809 a 1814. Tendo experimentado o poderoso Auxílio da Mãe de Deus, recuperou a liberdade e no dia 24 de maio de 1814 fez a triunfal e solene entrada em Roma.
A invocação “Auxilio dos Cristãos” é a forma pública e social da mediação que a Ssma. Virgem exerce não só a favor de pessoas, instituições e países, mas também para o bem de toda a Igreja Católica e do Papa, principalmente nos momentos mais trágicos da humanidade.

A Auxiliadora de Dom Bosco

Desde o colo materno que São João Bosco experimentou o carinho e a proteção da Ssma. Virgem. Foi de sua Mãe Margarida que herdou tão confiante devoção.
Quando completou nove anos teve um sonho profético com relação a sua vocação e missão, em que o próprio Cristo lhe diz: “Eu te darei a mestra, sob cuja doutrina podes tornar-te sábio, e sem a qual todo o saber torna-se estultice.”.
São João Bosco colocou a invocação de “Maria Auxilio dos Cristãos” no centro da espiritualidade das congregações que fundara, e carinhosamente a chamava de: “Nossa Senhora Auxiliadora”.
Em honra a Virgem Auxiliadora, Dom Bosco construiu, em Turim, uma belíssima basílica e sem dispor de um centavo. Em tudo Dom Bosco exclamava: “Foi Maria quem tudo fez”.
Outro monumento vivo em honra da Virgem Auxiliadora foi à fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora junto com Santa Maria Domingas Mazzarello.
A todos que recorriam a São João Bosco, ele recomendava a infalível novena a Ssma. Virgem Auxiliadora, e como reconhecimento pelas graças alcançadas oferecer alguma esmola para obras assistenciais.
Na majestosa Basílica de Turim, o monumento maior é a belíssima pintura da Virgem Auxiliadora sobre o Altar-Mor, com sete metros de altura por quatro metros de largura, do célebre pintor italiano Lorenzone, seguindo a orientação de Dom Bosco
Hoje a família Salesiana, espalhada pelos cincos continentes, promove e mantem acesa a chama de tão singular devoção.
Itajaí tem o privilégio de contar com três obras sociais e educativas Salesianas, são elas: Colégio Salesiano, Parque e Paróquia Dom Bosco e lar Pe. Jacó (Filhas de Maria Auxiliadora).
O Papa João XXIII recorreu a Maria Auxilio dos Cristãos na abertura do Concilio Ecumênico Vaticano II.
Vamos recorrer a Virgem Auxiliadora, pelo nosso Papa Bento XVI, e pela Santa Igreja, que sofre e sangra em suas estranhas. É o corpo de Cristo mais uma vez sendo flagelado e escarnecido!
Amém!
Paz e Bem!

domingo, 18 de abril de 2010

Virgem Dolorosa


Virgem Dolorosa

A Lança rasga o peito do filho inanimado, e treme ao lhe cravar o coração”. (Pe. José de Anchieta)

Ouve-se o balançar da tabua, que traz a inscrição: “Jesus Nazareno Rei dos Judeus”. O vento sopra insistente e cruelmente dilacera as chagas abertas do Senhor Jesus.
Os olhos do Senhor, cheios de compaixão, e mareados pelo sangue que escorria dos espinhos, contemplam a presença frágil e corajosa de Maria, sua mãe. Os olhos de Maria, lavados pelas lagrimas de dor, não conseguem esconder a ternura e o pranto.
Uma espada de dor transpassará sua alma”. Maria relembra a profecia de Simeão no templo e refaz o seu caminho no tempo. Caminho de dores e de alegrias, momentos de duvidas e incertezas... “Tudo ela guardava no Imaculado e doloroso coração”.
Jesus contempla o choro de dor de sua mãe, porém é naquele momento que ela gera a humanidade em seu ventre. Jesus olha a humanidade representada em João, e vendo-a desprotegida diz a sua mãe: “Mulher, eis ai teu filho” – cuida dele.
No dia da anunciação, vemos Maria coroada com uma coroa de rosas brancas; vêmo-la como a virgem puríssima e imaculada que, cheia de jubilo e gratidão entoa o seu sublime cântico, O Magnificat.
Sobre o calvário, porem, vemo-la coroada de rosas vermelhas – como Rainha dos Mártires e mãe dos sacerdotes, “Que acaba de oferecer o sacrifício e de cujas mãos goteja o sangue divino de seu próprio filho”.
São Bernardo nos exorta dizendo que: “O Martírio da Virgem Maria, comemora-se tanto na profecia de Simeão, como no próprio fato da paixão de Nosso Senhor.”
Podemos adaptar à Virgem das Dores as exclamações do profeta Jeremias “A quem te compararei, ou a quem te assemelharei, ó filha de Jesuralem? A quem te igualarei e como te consolarei, ó Virgem, filha de Sião? É grande como o mar a tua tribulação!” (Lam 2,13).
Aos pés da Cruz do Senhor encontramos, além de sua mãe e de João (Maria de Cleófas (concunhada de Maria e Mãe de Tiago, Judas Tadeu, José entre outros), Maria Salomé (filha de Maria de Cleófas e mãe de João e Tiago – Filhos de Zebedeu) e Maria Madalena. Alguns soldados e aguardava a hora derradeira...
Eis ai tua mãe!”, Jesus deixa a João o acolhimento de Maria em sua casa e em sua vida. Concluímos que se Jesus tivesse outros irmãos, tal recomendação seria desnecessária.
Tudo esta consumado! Em tuas mãos entrego meu espírito! Rasga-se o véu do firmamento; o corpo de Jesus já não tem mais vida.
Um soluço abafado de dor é ouvido por toda extensão do universo, é a mãe que tem o coração dilacerado pela espada da paixão.
Silenciosa Maria assiste ao nascimento da igreja como fonte sacramental, do rasgar do lado esquerdo do peito de onde jorrou sangue e água – “Foi uma explosão de amor”.
Paciente, recebe em seus braços, o corpo gelado e coberto de chagas, nenhuma gota de sangue...
Maria, abrindo o tesouro de seu coração, relembra o momento do nascimento do seu menino em Belém. “Sangue do meu sangue, e carne da minha carne.” Do coxo de madeira ao madeiro da cruz, assistimos a mais bela história de amor de todos os tempos.
A Virgem Dolorosa toma em suas mãos, as mãos que tantos milagres realizaram, e que agora sem vida trás para junto de seu peito dilacerado de dor.
O Senhor sempre tem um olhar compassivo e generoso para com todas as mães. As lagrimas e as dores de uma mãe não ficam no esquecimento de Deus. Em cada mãe que sofre o Senhor contempla o olhar de Maria aos pés da cruz.
Amem!
Paz e Bem!