quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Os Servos de Maria


Os Servos de Maria

“17 de fevereiro”


“E desde aquela hora a recebeu como mãe, como mãe dolorosa. Sejamos discípulos de Jesus, em verdade. Acompanhemos com amor Maria Santíssima nas suas dores, para que, sofrendo como ela, consigamos aliviá-la em suas tribulações” (São João Crisóstomo).

A bela Florença, capital da região da Toscana, na Itália é considerada o berço do Renascimento Italiano; é uma das cidades mais belas do mundo. Florença deu à Igreja, vários papas e deu ao mundo das artes Dante Alighieri.
Naquele tempo a Itália achava-se dividida em muitos partidos que se odiavam e perseguiam. Cidades declaravam guerras umas contra as outras, e sempre os jovens eram convocados a dar um testemunho heróico diante da sociedade. Todos almejavam as glórias terrenas.
Foi justamente nesse palco de armas e guerras, de belas artes e modas, que o Senhor suscitou, na sociedade Florentina, a sete jovens redescobrir o valor do Evangelho.
No dia 15 de Agosto de 1233, Nossa Senhora apareceu a cada um dos sete jovens, exortando-os a abraçar um gênero de vida mais perfeito. Ainda estavam extasiados com as palavras da Santíssima Virgem, quando foram até o bispo e relataram o fato. Eram eles: Bonfílio Monaidio, Bonajuncta, Manetto Antellense, Amideo, Uguccio, Sosteneo e Aleixo.
Decidem por levar uma vida austera, trocando seus belos trajes de nobreza por hábitos rudes e pobres, indo habitar em uma modesta casa de campo. Era o dia da natividade de Maria Santíssima.
A sociedade Florentina divide-se em opiniões sobre o novo jeito de ser e de viver dos sete jovens, que passam também a esmolar pelas ruas.
Quando andavam pelas ruas, num belo dia, um grupo de crianças, num só coro, exclamaram: “Eis os servos de Maria”.
Em pouco tempo decidem retirar-se para o Monte Senário, distante 4 léguas de Florença. O que motivou a mudança foi a necessidade de silêncio para orações e vida de solidão e penitência, conforme tinham prometido a Deus.
Dirigem-se a Santa Sé, pois desejam o reconhecimento canônico e uma regra escrita.
Diz uma antiga tradição que, numa noite de sexta-feira Santa, Maria Santíssima apareceu aos seus servos, vestida de luto. Em sua companhia viram anjos, alguns deles com instrumentos martirizantes da paixão e morte de Jesus; outros com o livro aberto da Regra de Santo Agostinho e com o título escrito em ouro: “Servos de Maria”; outros, ainda, traziam um habito preto e uma palma.
O hábito preto e a palma, Maria deu aos religiosos dizendo: “Escolhi-vos meus servos, para que, usando do meus nome, ides trabalhar na vinha de meu Filho. Eis aqui o hábito que vos dou. Sua cor negra lembrar-vos-á das dores que sofri aos pés da Cruz. A Regra de Santo Agostinho servirá de norma para vossa vida; a palma, far-vos-á lembrar da Glória Eterna”.
Maria apareceu ao bispo e ordenou o proceder da vestição do hábito dos Servos de Maria; e esta aconteceu no dia da Páscoa. Em 1251, o Papa Inocêncio IV aprovou a regra e a ordem, 70 anos depois, contava com 10.000 religiosos em toda a Europa.
Os Nossos Servos trocaram as coroas de glorias das armas e se armaram com a coroa das dores da Santíssima Virgem Maria.
Que os Santos Servitas nos inspirem sempre um grande amor à Paixão do Senhor, assim como as dores da Nossa Senhora.
Paz e Bem!
Amém

Um comentário:

Dj Vitally disse...

Nossa, me ajudou bastante !
no trabalho da escola !