terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Santo Antão


Santo Antão

17 de Janeiro

O Apostolo da Solidariedade e da Caridade

“Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e da-los aos pobres e terás um tesouro dos céus. Depois, vem e segue-me” (Mt 19,21).
O catecismo da Igreja Católica 2654 diz que: “Os padres espirituais, para fraseando Mt 7, 7, resumem assim as disposições do coração alimentando pela palavra de Deus na oração:”
“Procura pela leitura, e encontrareis meditando; bate, orando e vos será aberto pela contemplação.”
Nos primórdios do cristianismo, já na época dos apóstolos, iniciou-se por parte dos religiosos e leigos uma busca de Deus na contemplação em retiros e na solidão.
Muito se deve também pelas perseguições dos romanos o que fez com que os cristãos abandonassem familiares e tudo o que possuíam para viver conforme o evangelho, e conforme o conselho de Jesus: “Quando vôs perseguirem numa cidade, fugi para outra” (Mt 10,23)
Diz uma antiga tradição que o Egito dos séculos III e IV contava com algumas comunidades cristãs bastante numerosas e atuantes, inclusive conforme, também, uma antiga tradição, em Alexandria existia uma sede patriarcal fundada pelo evangelista São Marcos.
Nascendo em um lar cristão onde se vivia e praticava os exercícios de piedade, e caridade no ano de 251 no Egito nosso pequeno Antão vinha ao mundo para ser um luzeiro de testemunho e fé!
Cedo perde seus pais e herda uma discreta fortuna, procura de todas as formas descobrir o sentido da vida e foi justamente numa celebração eucarística que se sentiu tocado pelas palavras do evangelho: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e da-los aos pobres e terás um tesouro dos céus. Depois, vem e segue-me” (Mt 19,21).
Tomando para si este conselho evangélico, Antão, retirando-se para o deserto, inicia uma vida de oração, trabalho e penitencia.
Logo sua fama de santidade se espalhou por toda a região e se vendo muito procurado e admirado, Antão mudou-se mais para o interior do deserto; porém sua vida e exemplo atraíam seguidores e discípulos.
Os Discípulos de Santo Antão, levavam uma vida comunitária pois, cada um tinha sua cabana isolada e todos sobre a direção espiritual de nosso santo.
Santo Antão refugiou-se, mais uma vez para o deserto, aspirando a uma maior solidão, vivendo ininterruptamente por dezoito anos de contemplação, oração e extrema solidão.
Tanto no Egito como na Ásia menor, muitos outros discípulos decidiram viver com Santo Antão, uma ascese fascinante.
Não podemos imaginar, Santo Antão, como um alienado ou despreocupado com os problemas comuns, pois mesmo na solidão Antão foi procurado pelo clero e magistrados em busca de conselhos. Ele não estava alheio as luta que afligiam a Igreja do seu tempo.
No tempo da perseguição de Diocleciano aos cristãos, visitou varias vezes Alexandria a fim de consolar e fortalecer os irmãos na fé, defendeu Atanásio bispo de Alexandria quando perseguido e caluniado pelos arianos.
Depois de muitas provações, decepções e lutas espirituais Santo Antão, ao longo de seus 105 anos de idade, e sentindo a morte se aproximar, chama seus discípulos e deu-lhes o último conselho:
“Lembrai-vos dos meus ensinamentos e do meu exemplo evitai o veneno do pecado e conservai integra a vossa fé viva na caridade como se tivesses de morrer a cada dia”.

Paz e Bem!



3 comentários:

jose rodolfo disse...

muito bonita essa linda historia SANTO
ANTÂO NOS AJUDE

Isaías (Pernambuco) disse...

É uma história de FÉ e de abnegação muito bonita.
É o que estamos precisando no tempo de hoje em meios á esse capitalismo desenfreado.

Isaías (Pernambuco) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.