domingo, 8 de junho de 2008


Beata Ana Maria Taigi

10 de junho

Padroeira das mães de família


Todos somos chamados a viver com intensidade a Graça do Santo Batismo. Sabemos também que o Batismo é a fonte de todas as vocações, e que ao descobrirmos nossa vocação devemos trabalhar pela nossa santificação no estado de vida a que fomos chamados.

A vida!

O dia 29 de maio de 1769 foi marcado por uma grande alegria para o grande farmacêutico da bela cidade de Sena na Itália: nascia Ana Maria Antonia Gesualda, sua única filha e que se tornara um facho de luz divina para o mundo.
Quando Ana Maria era muito pequena, seus pais perderam todos os bens, e em situação de extrema pobreza partiram para Roma em busca de dias melhores.
Os seus pais conseguiram trabalho numa casa de família, onde exerciam os serviços domésticos, tinham moradia, alimentos e algum dinheiro para as poucas despesas.
A pequena Ana Maria passava o dia em uma instituição que atendia crianças, filhos de famílias sem recursos.
Com a idade de treze anos, Ana começou a trabalhar e ganhar seu próprio dinheiro, primeiro trabalhou em uma fábrica de tecidos de seda e depois empregou-se na casa de uma nobre dama.
Quando atingiu a idade adulta, passou a desejar belas roupas e freqüentar muitas festas com danças e diversões. Adorava ser cortejada e admirada por todos.
Aos 18 anos apaixonou-se pelo jovem Domingos Taigi, homem de bons costumes, gênio vivo, trabalhava na casa da família Chigi. Viviam felizes, o matrimônio, estavam apaixonados e juntos, sonhavam muitas coisas.
A jovem Ana Maria converteu-se de uma forma inesperada, o Senhor a tocou profundamente e para um bom começo, nada melhor que uma boa confissão e um passar a vida a limpo. Seus sonhos agora eram outros: desejava servir a Deus em cada oportunidade, nos deveres de esposa, mãe de 7 filhos e filha, pois seus pais moravam com eles.
Seu lar transformou-se numa verdadeira igreja doméstica, com orações pela manhã, os que podiam iam à Santa Missa diariamente, e a noite estava reservada para as orações, leituras e reflexões com revisão do dia.
Como mãe zelosa, cuidava dos filhos e os vigiava para não se perderem, sabia que da vida dos filhos o Senhor lhe pediria contas.
Ana Maria era tudo para todos, tanto em casa com para os pobres do Senhor, que não cessavam de bater-lhe à porta. Para todos além do necessário para suprir o corpo, dispensava palavras de consolação para suprir a alma.
Com o passar do tempo o Senhor a escolheu de maneira especial e para ela manifestou alguns dons sobrenaturais. Deus a gratificou com maravilhosa intuição sobre os seus desígnios no que diz respeito aos perigos que ameaçavam a igreja, sobre acontecimentos futuros e sobre os mistérios da fé. Todas estas coisas foram manifestadas em um sol místico que se descortinava diante de seus olhos, no qual viu também as iniqüidades que os homens cometiam continuamente contra Deus.
Durante estas manifestações, oferecia sacrifícios e orações em desagravo às ofensas cometidas contra Deus.
Era com freqüência que lia os pensamentos dos que a procuravam, revelando-lhes o que traziam no coração e os ajudava.
Sua casa era visitada por uma imensidão de pessoas que diariamente a ela recorriam em suas angústias. Entre eles, São Vicente Strambi, a quem ela revelou a data exata de sua morte.
Ana Maria Taigi, em suas visões proféticas, foi amada por muitos e incompreendida por outros tantos, porém sempre procurou revelar a verdade, e às vezes, a verdade dói demais.
Três pontífices nutriam por ela grande estima, muitos chefes de estado a visitavam.
Aos 68 anos de idade, 48 de matrimônio, seu corpo extasiado pelas contínuas penitências e sacrifícios oferecidos ao Senhor, assistida pelo marido, filhos, netos e por sacerdotes amigos, entregava sua alma ao Senhor. Era 09 de junho de 1837.
Foi beatificada em 1920, e seu sepulcro se encontra em Roma, na Igreja de São Crisóstemo, dos padres trinitários em cuja ordem a Beata Ana Maria era terceira. Seu corpo se conservou milagrosamente incorrupto e está até hoje em exposição na referida igreja.
Que todas as mães possam, a exemplo de Maria Taigi, zelar pela santificação de seus filhos.

Amém!

Paz e Bem!

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