domingo, 7 de julho de 2013

Santa Maria Goretti

Santa Maria Goretti
6 de julho
No outono de 1890, o vento frio parecia impiedoso a soprar nos campos de Corinaldo; o céu apresentava um espetáculo de cores e luzes em tons dourados, era um lindo final de tarde daquele 16 de outubro, quando veio ao mundo o sétimo filho do casal Luís Goretti e Assunta Carlini; nasceu uma linda menina, que na pia batismal recebeu o nome de Maria (em homenagem a Virgem Mãe do Senhor); Maria Goretti.
Seus pais eram trabalhadores braçais, na agricultura encontravam o meio de sustento da numerosa família. A luta era sempre muito árdua...
A busca pela sobrevivência fez com que, por várias vezes buscassem em outras terras o sustento por meio do trabalho pesado no campo.
Foi na aldeia de Agro Pontinho, que depois de uma curta enfermidade, o senhor Luís Goretti veio a falecer; era o dia 6 de maio de 1900. A pequena Maria Goretti com apenas 9 anos, era quem consolava a mãe e lhe dizia para confiar na providência.
Foram tempos de muita penúria e dificuldades. Dona Assunta, com o coração despedaçado, e os olhos lavados pelas lágrimas da dor, encontra na mesa da eucaristia e aos pés da Ssma. Virgem, a coragem necessária para dar segurança aos seus filhos.
O trabalho se torna muito pesado, Dona Assunta, sozinha, não tem como lavrar a terra. É ai que surge a oportunidade de partilhar o trabalho e o lucro da terra com um viúvo e seus dois filhos. Eram eles: o Pai João e seus filhos, Gaspar e Alexandre.
Devemos esclarecer que o que uniu as duas famílias, foi tão somente o trabalho.
Com o trabalho partilhado, ambas as famílias saíram lucrando. Tudo, parece correr bem! Dona Assunta, sempre, muito determinada só tem olhos para o trabalho e as lidas da casa.
Maria Goretti, além do trabalho na lavoura, se desdobra em cuidados com a casa e com os irmãos menores apesar da pouca idade, Maria é muito responsável e piedosa. Seus dias são de oração e trabalho.
Durante o varrer do quintal, ouve-se ao longe sua voz e melodiosamente entoando hinos sacros e ladainhas.
No remendar as roupas, unia os pontos as contas do rosário, por fim incontáveis ave-marias eram rezadas ao dia.
O jeito doce e meigo de Maria Goretti despertou a malícia de Alexandre, o filho mais novo de seu João, o sócio de Dona Assunta. Seu olhar perseguia a jovem menina, que percebendo, evitava ficar sozinha com ele.
Os dias foram passando e Alexandre certo dia, solicitou que Maria pregasse os botões de sua camisa. A jovem se dispôs a  consertá-la. Alexandre, com toda a família, foi para o campo.
Tudo foi premeditado, Alexandre arruma uma desculpa e volta para casa. Chegando próximo da casa,  avista Maria, sentada, na porta cantando e pregando os botões.
Alexandre cheio de maldade, toma em sua mãos uma barra de ferro com um ponta de lâmina afiada, e chama por Maria.
Maria treme de medo, o olhar de Alexandre é de fúria, por duas vezes ele já havia tentado agarra-la, porém sempre sem sucesso, o que aumentou a sua paixão louca.
Maria tentou fugir, Alexandre ao ver que a menina não atendeu o seu chamado tomou-a violentamente pelos braços tapou-lhe a boca e com a mão arrastou-a para dentro de casa, enquanto com o pé fechava a porta.
A jovem menina com todas as suas forças implorava: Não! Não! Isso é pecado... Não! Que estas fazendo Alexandre... Por favor não! Irás para o inferno. E com um gesto de coragem lutou varonilmente.
Alexandre, em desespero, agarrou a jovem e cravou a lâmina da barra de ferro, repetidas vezes em seu corpo virginal. Maria com os olhos cheios de lagrimas exclamava:
-Meu Deus! Meu Deus! Estou morrendo... Minha mãe! Minha mãe!
Alexandre descontrolado, aperta a garganta da menina e acerta mais alguns golpes mortais. Alexandre foge, e Maria, com seu sangue, conserva o dom precioso da virgindade.
Alguns vizinhos ouviram uns gemidos e quando chegaram, encontraram a jovem, num mar de sangue. Chega também Dona Assunta, que tomando a filha em seus braços pergunta: Minha filha, o que aconteceu, quem... Foi... Diga-Me? Quase sem forças respondeu: Foi Alexandre! Ele queria fazer coisas más, e eu não quis e não deixei.
Em poucas horas Alexandre foi preso, confessou o seu crime, e foi levado para a prisão antes que o linchassem.
Maria Goretti, levou 14 golpes, foram lesões muito profundas, a pobre menina estava despedaçada. Foi levada ao hospital de Netuno e ainda viveu por mais 24 horas, somente por um milagre.
Naquela noite, cheia de alegria, recebeu a fita e a medalha de Filha de Maria. Aquela medalha suavizou suas dores e seus tremores.
Na manhã seguinte, era um domingo, dia 6 de julho, Maria recebeu a sagrada comunhão. Em seguida sua mãe perguntou-lhe:
-Maria, você perdoa de todo o seu coração o seu agressor (Alexandre)?
-Sim... Perdoo... Lá do céu rogarei para que se arrependa, e quero que um dia esteja comigo na eterna glória.
Ao ouvir tão doce revelação, o sacerdote que a tudo assistia, derramou copiosas lágrimas.
Por volta das 15:45, do dia 6 de julho de 1902, Maria Goretti entregou sua inocente e virginal alma ao Senhor da vida. Seu enterro foi uma verdadeira manifestação de fé e de amor.
Alexandre foi condenado a 30 anos de prisão, ao final dos 30 anos teve um sonho com a jovem mártir e se converteu indo viver com um monge até o final de seus dias.
No ano de 1950, estavam na Praça de São Pedro, Dona Assunta e seus filhos, assim como Alexandre Serenelli, sentado ao seu lado, assistindo a celebração eucarística da canonização de Santa Maria Goretti.

Que neste mês de julho, mês da Jornada Mundial da Juventude, possamos apresentar aos nossos jovens o modelo de Maria Goretti, e que ela interceda por todos. Amém!