quinta-feira, 7 de julho de 2011

São Tiago Maior

São Tiago Maior

25 de julho

O Apóstolo da Espanha


Estando um dia com o pai e o irmão a consertar redes, passou Jesus e disse-lhes: “Segui-me”. João e Tiago imediatamente obedeceram; deixaram o pai e as redes e seguiram Jesus, como fiéis discípulos, para todo o sempre.
Tiago e João eram filhos de Zebedeu e Maria Salomé, que por sua vez era filha de Alfeu ou Cleofas, irmão de São José, e de Maria, Maria de Cleofas. Podemos assim entender a proximidade de Jesus aos filhos de Zebedeu; eles sempre estavam no grupo dos três, Pedro, Tiago e João. Eram, talvez, os mais íntimos.
Podemos entender também o pedido, feito a Jesus, por Maria Salomé de que os colocasse no seu Reino, um à sua direita e o outro à sua esquerda. Era um pedido de mãe; porém, provavelmente ela expressou o desejo mais íntimo dos dois apóstolos.
Naquele momento, Jesus, sem considerar o parentesco, repreendeu-os ainda e disse: “Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que eu hei de beber?”. Eles prontamente responderam: “Podemos”. Por fim o Senhor afirma que tal decisão cabe tão somente ao Pai.
Sempre que Jesus se referia aos irmãos Tiago e João, ele os chamava de “Boanerges”, que significa “Filhos do trovão”. O evangelista Lucas narra um fato que caracteriza bem a índole dos dois irmãos, como também sua dedicação e fidelidade ao Mestre.
O fato faz referência à chegada deles a uma cidade da Samaría, quando seu povo não os deixou entrar. João e Tiago viram nisso uma injúria feita ao Mestre e exprimiram a indignação nestas palavras: “Senhor, queres que mandemos cair fogo do céu sobre esta cidade para consumi-la?”.
Jesus mais uma vez chamou-lhes a atenção dizendo: “Não sabeis de que espírito sois animados. O filho do homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para salvá-las”.
Com Pedro, Tiago e João foram privilegiados, pois estavam com Jesus na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração no Monte Tabor e também no Horto das Oliveiras.
Tiago, o irmão mais velho, sempre foi uma referência para João evangelista e para os demais discípulos, pois era corajoso e determinado. Santo Epifânio afirma que Tiago viveu sempre em perfeita castidade.
Após o nascimento da Igreja institucional, em Pentecostes, Tiago, assim como os outros Apóstolos, saiu para todos os lugares para pregar o Evangelho de Jesus Cristo.
Uma antiga tradição afirma que Tiago viajou para a Espanha e lá plantou as sementes do Cristianismo. Diz-se que antes de partir em missão, os apóstolos visitavam a mãe do Senhor, e dela imploravam suas bênçãos. Nossa Senhora os recomendava ao Senhor e os encorajava na defesa da fé, no Cristo vivo e ressuscitado.
Com Tiago, a Santíssima Virgem manifestou o desejo de ir a seu encontro lá pelas terras da Espanha, dizendo: “Vai, meu filho, cumpre a ordem de teu Mestre, e por Ele te rogo que, naquela cidade da Espanha em que maior número de almas converteres à Fé, edifiques em minha memória conforme eu te manifestar”.
Tendo pregado por algum tempo, dirigiu-se a Saragoça, à margem do Ebro. Lá, converteu ao cristianismo oito varões, com os quais se retirava para orar. Certa noite, enquanto descansavam, ouviram de repente vozes angélicas que cantavam “Ave Maria”.
Tiago e seus discípulos puseram-se de joelhos e eis que viram a Virgem Santíssima entre um coro de anjos e sentada sobre um pilar de mármore.
A Mãe do Senhor chamou o apóstolo Tiago e indicou-lhe o lugar onde queria que fosse edificada a sua igreja; disse-lhe que conservasse aquela coluna e a colocasse no altar do templo, pois aquele pilar permaneceria ali até o fim do mundo.
Devemos lembrar que a aparição aconteceu no tempo em que a Virgem Maria ainda viva no mundo.
Ainda hoje podemos contemplar o belíssimo pilar na Basílica de Saragoça.
Para o apóstolo Tiago, o pior estava por vir, pois alguns dos seus o traíram e na Páscoa do ano de 42 foi decapitado ao lado de seu acusador que por fim arrependeu-se; estavam a caminho de Jerusalém!
Segundo uma antiga tradição, o bispo Teodomiro de Iria, em princípios do século IX, teria encontrado o corpo do apóstolo Tiago num lugar chamado Campo de estrelas (Compostela).
Foi naquele lugar que o rei Afonso II erigiu, sobre o túmulo do apóstolo uma igreja. Suas relíquias estão guardadas num dos mais conhecidos santuários do mundo – o de Compostela.
Que o apóstolo Tiago, padroeiro da Espanha, nos ensine a fazer a vontade do Senhor e a buscar as bênçãos da Santíssima Virgem, em cada nova missão.

São Francisco Solano



São Francisco Solano


14 de Junho

Em Montília, na Andaluzía – Espanha, no amanhecer do dia 10 de março de 1549, veio ao mundo, Francisco Solano, o primogênito do casal Mateus Sanches Solano e Ana Gimenez. Um menino que seria um testemunho de fé, nas terras recém descobertas do continente americano.
Seus pais eram cristãos católicos que viviam da fé. Francisco desde muito cedo foi educado pelos jesuítas, no colégio aprendeu vários idiomas além da música e da oratória.
Seus dons e talentos contribuíram, em muito, para a escolha de sua vocação. Nutria em seu coração o desejo de se tornar sacerdote, o que realmente o fez pedir admissão na Ordem Franciscana; foi o desejo de se tornar um sacerdote missionário.
Quando Francisco completou 20 anos, entrou definitivamente para a ordem Franciscana. Seu coração era só entusiasmo e encantamento, afinal escolheu seguir Jesus nos passos de Francisco de Assis.
Francisco Solano era um jovem de traços perfeitos, seu olhar encantava a todos pelo brilho e pela beleza. Sua voz era de um timbre perfeito, forte e melodiosa. Foi por esta característica singular, escolhido como responsável pelo coro.
Frei Francisco tornou-se um pregador eloquente, era um homem de fé e convicto no que acreditava.
Quando a peste assolou a Espanha Frei Francisco tornou-se o enfermeiro de todos, era incansável no trato dos doentes, principalmente os mais pobres e esquecidos. Sua dedicação foi tanta que também contraiu a doença, porém logo se recuperou.
Ao perceber que estava curado, pediu aos superiores para ser enviado em missão nas terras sul-americanas, recém descobertas. Obteve o consentimento e embarcou com mais um irmão franciscano e 800 passageiros.
Depois de alguns dias em alto mar, a embarcação naufragou. Como sacerdote Francisco confortava os passageiros sobreviventes, e garantiu-lhes com toda fé, que seriam resgatados ao final de 3 dias. A profecia foi cumprida conforme disse.
Chegando a cidade de Lima, no Peru poucos dias lá permaneceu dirigindo-se a aldeia de Tucuman seu futuro campo de atuação missionária.
O jovem missionário franciscano possuía o dom extraordinário de aprender com facilidade os idiomas mais diversos e principalmente o dificílimo dos Tucumanos.
Todos das mais diversas tribos e aldeias escutavam o pregador missionário e ficavam encantados com as maravilhas do evangelho de Jesus Cristo e se convertiam e pediam o Batismo Cristão.
Por diversas vezes impondo o cordão de seu hábito sobre os doentes, pode constatar a grandeza de Deus, em ouvir suas preces tão cheias de fé.
Um fato impressionante na vida de Francisco Solano foi o beijo que ele deu num ancião coberto de chagas e ulceras abertas. No mesmo instante o enfermo pode perceber a cura total em seu corpo.
Num certo período, os agricultores estavam assustados com a invasão de gafanhotos que ameaçavam devastar as plantações. Frei Francisco foi chamado e impondo as mãos e orando sobre as plantações, pode presenciar, com todos os agricultores, a fuga dos gafanhotos para nunca mais voltarem.
Na aldeia dos Tucumanos o que mais preocupava os nativos era a falta de água. Francisco Solano animou-os a confiar em Deus. O desânimo dos Tucumanos era tanto que já estavam prestes a abandonar as terras. A insistência do Frei em cavar uma terra sequíssima fez com que os Tucumanos descobrissem uma nascente de águas milagrosas.
Vários moinhos foram construídos e começou a funcionar com a força da água da fonte, recém-descoberta.
Muitos paralíticos depois de se banharem nas águas voltaram a andar normalmente, os doentes recuperavam a saúde e a vida prosperou para toda a comunidade dos Tucumanos.
Uma das virtudes que mais encantava os seus fiéis paroquianos e todos os que tiveram o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, era a Santa alegria. A alegria espiritual de Francisco Solano contagiava a todos. Nunca ninguém o viu triste.
Raramente encontrava tempo para o lazer ou descanso, porém nas horas livres compunha cânticos, em honra ao menino Jesus e de Nossa Senhora e cantava-os, ao som do violino. Durante o dia passava horas em adoração ao Ssmo. Sacramento na Igreja.
Ao presidir a celebração eucarística diária, demonstrava tanta piedade e devoção que edificava a assembléia.
Frei Francisco Solano fez muitas penitências e mortificações, tantos que com o passar do tempo sentiu as conseqüências em seu próprio corpo.
O Franciscano era muito procurado para ouvir confissão, dar conselhos ou simplesmente dar uma benção. Muitos queriam tão somente tocar o habito do santo frade.
Foi por uma graça divina especial, que Francisco Solano teve conhecimento prévio do dia de sua morte. Dois meses antes adoeceu gravemente, e com toda conformidade colocou-se nas mãos de Deus. Seus dias eram de oração e adoração, não largava a imagem do crucificado. Suas ultimas palavras foram: “Deus seja Bendito”.
Frei Francisco Solano morreu no dia 14 de julho de 1631, estava com a idade de 64 anos. Foi canonizado pelo papa Bento XIII em 1726.
Frei Francisco Solano também esteve em missão na Argentina e no Uruguai.
São Francisco Solano, soube em tudo, viver a Santa alegria tão bem definida por São Francisco de Assis.
O missionário da Paz e do bem, é considerado o apóstolo por excelência da America Latina.