segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Santa Apolônia


Santa Apolônia


9 de Janeiro


“Padroeira dos Dentistas”

No ano de 248 a cidade de Alexandria foi o cenário de uma das mais cruéis e violentas perseguições aos cristãos.
Conta-se que um feiticeiro que vivia por aquelas imediações, anunciava uma grande desgraça sobre a cidade, se os adoradores dos deuses não exterminassem os cristãos, que eram os seus maiores opositores. Mais uma vez o povo, convencido pelo feiticeiro, declarou guerra as discípulos de Cristo.
O relato do martírio dos cristãos de Alexandria, descrito pelo Bispo Dionísio, é contundente e emocionante. Um mar de sangue correu pelas ruas de Alexandria e arredores.
A carta do Bispo Dionísio foi endereçada ao Bispo Fábio, da Antioquia, e que teve grande parte do seu texto preservada no livro “História da Igreja” – de Eusébio.
Dentre os mártires, destacamos um grande numero de jovens, homens e mulheres, crianças e anciãos que num gesto de coragem preferiram morrer a negar a fé em Cristo. As casas dos Cristãos eram saqueadas e incendiadas e seus moradores eram arrastados pelas ruas e levados em praça pública com intuito de renegar o Cristo. Um considerável grupo de jovens virgens recolhiam os corpos e lhes davam o sepultamento Cristão.
Dentre as donzelas, uma em especial, talvez por ser uma das mais velhas destacava-se por sua determinação e zelo. Era ela quem animava os Cristãos na defesa da fé, e era também um referencial; chamava-se Apolônia!
Conforme o relato do Bispo Dionísio que nos diz: “Naquele momento Apolônia foi considerada por eles uma pessoa importante. Então aqueles homens também a agarraram e com pedras nas mãos, desferiram vários golpes e quebraram todos os seus dentes. Então eles ergueram fora dos portões da cidade uma pilha de madeira e ameaçaram queimá-la via se viesse a recusar repetir diante deles, uma invocação a algum deus pagão. Deram a ela, diante de um pedido seu, um minuto de liberdade, e ela então se jogou rapidamente no fogo, sendo queimada até a morte”.
Apolônia e um grupo de jovens mártires não esperaram pela morte com a qual haviam sido ameaçadas, tendo em vista a preservação da castidade.
O Bispo Dionísio em sua narrativa não sugere à menor reprovação a forma de agir de Santa Apolônia, aos seus olhos ela era tão mártir quanto os outros, e como tal era reverenciada na Igreja de Alexandria.
Santa Apolônia é celebrada pela Igreja em 9 de Fevereiro, ela é popularmente invocada contra a dor de dente devido ao suplício que sofreu. Em suas imagens é representada pela torquês, através da qual um dente é preso.
A alma que tem amor a Deus despreza a dor, o escárnio do mundo e procura unicamente a graça ao seu supremo Senhor.
Durante o martírio Santa Apolônia exclamou: “Meu Deus é Jesus Cristo, e só a ele adorarei.”
Que o exemplo de determinação de Santa Apolônia nos faça aumentar a fé.
Amém!
Paz e Bem!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Beata Laura Vicuña


BEATA LAURA VICUÑA

22 DE JANEIRO

Testemunho de fé e de oferta agradável a Deus.

Corria o ano de 1891 e a cidade de Santiago, capital do Chile, estava sendo o palco da sangrenta e terrível guerra civil.
Foi, justamente, neste cenário que veio ao mundo uma bela menina, filha do soldado José Domingos Vicuña e de Mercedes Pinto, era o dia 05 de abril de 1891, exatamente a 3 meses do início da guerra.
O pai de Laura estava nos campos de batalha quando sua esposa foi obrigada a fugir do Chile, indo se alojar no outro lado dos Andes em La Lajas na Argentina. Lá, no outro lado, a mãe e filha estariam protegidas.
Em pouco tempo, dona Mercedes receberia a triste notícia da morte de seu esposo. A notícia veio acompanhada de preocupações, afinal, como sobreviveriam?
Não se sabe por que razão, talvez pela necessidade ou outro motivo qualquer, o fato é que dona Mercedes torna-se amante de um argentino chamado Manuel Mora.
No ano de 1900 a pequena Laura inicia os seus estudos no colégio das irmãs Salesianas, filhas de Maria Auxiliadora. Foi com certeza, o tempo mais feliz de sua vida.
Foi com a mesma felicidade que no dia 02 de junho de 1901, recebeu Jesus Eucarístico pela primeira vez. O dia de sua primeira comunhão marcou de tal forma a sua vida que escreveu, em um pequeno caderno, o seu propósito de vida: “Oh meu Jesus, eu quero te amar e te servir por toda a minha vida.”
Quando completou 10 anos de idade manifestou, para as filhas de Maria Auxiliadora, o desejo de se tornar uma religiosa, uma irmã Salesiana. Feito o pedido, o senhor Bispo pediu que ela aguardasse um pouco mais.
Laura era uma menina meiga e graciosa, e numa de suas férias em casa da mãe e do padrasto, percebe o olhar malicioso do mesmo e por várias vezes teve que repelir suas investidas.
Com o tempo percebe que sua mãe sofre maus tratos do padrasto e cada vez mais deseja se tornar religiosa e servir e amar unicamente a Jesus.
Na solenidade da Imaculada Conceição, em 08 de dezembro de 1901, recebe a fita de admissão como Filha de Maria. Estava a um passo de entrar para a congregação Salesiana.
Quando a pequena Laura percebeu que sua mãe, que ela amava muito, vivia em situação de pecado, ofereceu-se a Deus pela conversão dela, Intensificou sua vida de oração e suas penitencias.
Já no final do ano de 1903, Laura é obrigada a voltar para a casa pois estava muito doente, sua mãe era só cuidados com a filha.
No dia 14 de janeiro de 1904, Manuel Mora, chegou bêbado em casa e com palavrões e ofensas parte para cima da mãe e da filha. Apesar da fraqueza, Laura tentou fugir de casa, porém seu padrasto a agarrou e começou a espancá-la, sem dó nem piedade, Laura caiu inconsciente.
A jovem Laura Vicuña, vendo que seus dias estavam para terminar, chama a sua mãe, e segurando em suas mãos; exclama: “Mãe, eu estou morrendo! Pedi a Jesus e faz tempo, oferecendo-lhe a minha vida por ti, para obter a tua conversão e a tua volta para Deus... mamãe, antes da morte não terei a alegria de ver-te arrependida?”
Dona Mercedes, em lágrimas, beija as mãos da filha e promete mudar de vida, e voltar para Deus.
Com esta alegria entregou sua alma ao Senhor, era a noite de 22 de Janeiro de 1904, Laura estava com 13 anos.
Seus restos mortais encontram-se na Capela das Filhas de Maria Auxiliadora em Bahia Blanca na Argentina.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, em 1988. Laura Vicuña é invocada como padroeira das pessoas que são vítimas de maus tratos pelos parentes.
Laura Vicunã, carta de amor e de sacrifício, ternura de Deus e modelo para os nossos adolescentes e jovens.