terça-feira, 6 de julho de 2010

Santa Maria Madalena


Santa Maria Madalena

22 de Junho

Mulher, Porque choras? A quem procuras?

As escrituras do Novo Testamento nos apresentam 7(sete) mulheres que tem o prenome comum de Maria(Mirjam, em Hebraico). O apelido “Madalena ou Magdalena”, se refere à sua origem ou seja de MAGDALA- que fica no litoral oeste do Lago de Genesare.
Sabemos pelos textos sagrados que Jesus nunca tratou as mulheres como subordinadas. O Evangelista Lucas faz menção em sua narrativa que mulheres como JOANA, SUZANA, MARIA SALOME-mãe de TIAGO E JOÃO Evangelista, e MARIA MADALENA, eram discípulas do Mestre.
Segundo, também a tradição, no tempo de Jesus havia nas margens do lago de Genesare uma vivenda chamada Magdala, residência de Maria Madalena uma jovem rica, nobre e de beleza invejável.
Ficando orfã muito jovem e sem alguem que lhe orientasse, adquiriu certa independencia e foi o alvo de interesse de muitos jovens, desde os mais distintos ate os que queriam tão somente se aproveitar da situação.
Os anos se passaram e Madalena, apesar de toda a sua riquesa e seus amores, sentia em seu coração um angustiante vazio. As festas e os prazeres humanos não supriam a solidão, os “ Amigos” ja lhe causavam certa repulsa.
As escrituras nos dizem que o Senhor abomina o pecado, porem ama o pecador. Sendo assim , quis a Providencia Divina que seu olhar cruzasse com o olhar terno e afetuoso de JESUS. Bastou um breve olhar para fazer o gelo de seu coração começar a derreter.
A converssão aconteceu de fato durante um banquete.Madalena aproxima-se do Mestre trazendo em suas mãos , trêmulas , um vaso de alabastro cheio com os mais preciosos unguentos, para, segundo o costume ungir a testa e os cabelos dos que estavam à mesa.
O dono da casa praticamente ignorou a presença de Madalena, olhou para ela com despreso. Com o seu olhar baixo, Maria Madalena se aproxima de JESUS, ajoelha-se a seus pes e diante do Senhor da vida e da morte, derrama lagrimas de arrependimento e dor. Nenhuma palavra consegue proferir… A dor embarga a sua voz!
Prostrada aos pés de Jesus, encharca-os com suas lagrimas e seus unguentos preciosos e enxuga-os com seus longos e belos cabelos…Soluços discretos atravessam o silencio da sala do banquete. Olhares maliciosos voltam-se para ela, o despreso e geral. O unico olhar que lhe importava realmente, era o olhar do Senhor, e este sim lhe foi dirigido cheio de Misericordia .
O Senhor Jesus repreende o dono da casa enaltecendo o gesto de Madalena e a ela dirige as consoladoras palavras:” Muitos dos teus pecados te foram perdoados por que muito amor demonstras-te”.
Os olhos embaçados de Madalena adquirem um novo brilho, o brilho da graça santificadora. Silenciosa se levanta e inteiramente restaurada inclina-se , em gesto de gratidão ao Senhor, retira-se da sala repetindo as palavras do Salvador: “Tua fé te salvou, Vai em Paz”.
Maria Madalena passa a seguir Jesus tornando-se assim sua discipula unida as outras mulheres do grupo. Por certo foram estas discipulas que prepararam a ultima ceia. Foi no momento da Paixão do Senhor que Maria Madalena demonstrou coragem e determinação. Não era possivel abandonar seu Mestre logo naquele momento, a cena da unção e do perdão recebido não a deixavam partir!
Sai correndo ao encontro de JOÃO Evangelhista e de NOSSA SENHORA e foi no caminho do Calvario que encontraram MARIA DE CLEOFAS(concunhada de Nossa Senhora) e sua filha MARIA SALOME( Mãe de Tiago e João).
Tudo acontece muito rapido, o olhar de dor de Jesus encontra a ternura de sua Mãe, a coragem de João, a gratidão de Madalena e a compaixão das outras Marias.
Jesus morre na cruz e dela é descido , ungido e sepultado. De acordo com os três primeiros evangelhos, Maria Madalena e outras mulheres chegaram ao túmulo de Jesus, onde um anjo apareceu a elas e anunciou a mensagem da Páscoa. No Evangelho de João, Maria Madalena primeiro foi sozinha até a sepultura, na manhã de Páscoa. Quando a encontrou aberta, ela chamou Pedro e o discipulo amado (João). Depois que eles saíram, Maria Madalena ficou lá sozinha e chorou; então dois anjos apareceram, mas ela achou que era o jardineiro. Quando ela depois de ouvir o chamado de Jesus: “Maria” ela exclama: ‘Raboni’. Jesus a proibiu de tocá-lo. Maria Madalena imediatamente foi proclamar a ressureição de Jesus.
A narrativa da Páscoa do Senhor apresenta Maria como a Anunciadora primeira da Ressurreição.
Provavelmente Madalena esteve presente no domingo de Pentecostes e como discipula testemunhou o evangelho na força do Santo Espirito.
Uma antiga lenda nos diz que após pentecostes, Maria Madalena teria fixado residência em Marselha e por mais de 30 anos viveu em uma caverna, como penitente.
O amor de Jesus por Maria Madalena foi uma amor divino, um amor misericordioso. O amor incondicional do bom Pastor por suas ovelhas.
Eu Vi o Senhor
Amém!

Nossa Senhora de Montserrat (Barcelona)


Nossa Senhora de Montserrat (Barcelona)


11 de Julho


“Nossa Senhora do Monte, que estais no monte a rezar, pedi por nós, vossos filhos, que não vos cessam de amar.” (Hino)


Foi tocado pela graça que Inácio de Loyola dirigiu-se a Barcelona e retirando-se na solidão de Manresa pendurou sua espada e prostou-se aos pés da Virgem de Montserrat. Foi também aos pés da Ssma. Virgem que Inácio traçou as linhas gerais de seu célebre livro “Exercícios Espirituais”.
Outros tantos santos estiveram em Barcelona e no majestoso Santuário de Nossa Senhora de Montserrat, encontraram as respostas de tantos anseios, entre eles destacamos: São João de Matha, São José de Calasanz, São Vicente Ferrer, São Pedro Claver etc.
Origem da Devoção
O culto a Virgem Senhora do Montserrat remonta aos primeiros tempos do cristianismo e faz referencia ao apóstolo São Pedro, que segundo a tradição, levou em sua viagem a península Ibérica uma imagem da Virgem Maria, esculpida em madeira e conhecida como a Senhora Jerusalemitana.
Pelo ano de 546, na Cataluña, ao sul da Espanha, um monge chamado Querino, fundou um rudimentar mosteiro consagrado a referida imagem, que alguns séculos antes, fora trazida por São Pedro.
No tempo das invasões, pelos árabes a imagem foi escondida numa caverna e só encontrada dois séculos depois por pastores da região, que a levaram de volta ao mosteiro em solene procissão.
Conta-se que os referidos pastores de Obesa passavam pela montanha quando ouviram cânticos celestiais e foram atraídos por uma luz esplendorosa que saía do interior do rochedo. Encantados com o som e com as luzes subiram o monte e pasmados caíram de joelhos diante da imagem da Virgem Maria. Estava a imagem em uma cavidade natural na elevação da montanha.
Rapidamente desceram o monte e cheios de alegria foram ao encontro do bispo de Manresa e revelaram o ocorrido.
Em companhia dos pastores, o Senhor Bispo sobre o monte e comprova o fato, e extasiado pela beleza da imagem e pelos detalhes, pode confirmar que a imagem era a mesma da igreja de Barcelona e que tinha sido escondida para não ser profana pelos infiéis.
Tão logo os habitantes da redondeza souberam da noticia, correram ao local e tentaram retirar a imagem e transportá-la para um local mais elevado da montanha. Apesar de todos os esforços não conseguiram move-la do lugar. Todos foram unânimes em concordar que havia algo de sobrenatural e assim sendo, a imagem permaneceu no Plateau da montanha, onde foi erguida uma capela sob a proteção dos monges de ministrol.
Subiram o Montserrat para prestar culto e veneração a Virgem Morena, príncipes prelados e altos servidores da corte. Até os reis católicos de Aragão, de Castella e de Navarra subiram o monte humildemente, e foi com os donativos da nobreza que foi erguido o majestoso edifício do Mosteiro de Montserrat, que foi entregue aos beneditinos.
Foi erigido em Abadia, quando do Papa Bento XV que também lhe conferiu grandes prerrogativas. Leão XIII declarou-a, canonicamente como padroeira da Catalunha.
La Morenata, como é chamada carinhosamente pelo povo da Catalunha e cuja entronização ocorreu em 1947.
A Imagem assim como a cadeira onde ela está sentada são de madeira escura. O manto é de ouro, sua túnica interior e o véu dourados. O menino Jesus em seu regaço, também foi esculpido em madeira escura.
O tradicional mosteiro se eleva entre as gigantescas rochas, que o rodeiam, e que seus picos em forma de serra circundam o trono da Virgem Morena, La Moreneta de Montserrat.
No Brasil o culto a Virgem de Montserrat chegou com os dominadores espanhóis. Foi em 1590 que D. Francisco de Souza fiel e fervoroso devoto da Virgem, divulgou o culto da Senhora de Montserrat por onde passou. Foi em Tacagipe na Bahia, em São Sebastião do Rio de Janeiro, e ergueu uma ermida na vila de São Paulo de Piratininga, bem no local onde se encontra hoje o Mosteiro de São Bento.
Aos passar em viagem pelas capitanias do sul, visitou a de Santos, onde também mandou erguer uma Capelinha em honra a Virgem de Montserrat, a devoção atravessou o tempo até ser declarada oficialmente a padroeira da cidade de Santos.
Foi dos lábios de minha Avó Chiquinha que ouvi relatos prodígios e dos milagres operados por intercessão da Virgem de Montserrat. Por muitos anos ela morou em Santos e incontáveis vezes prostou-se aos pés da Virgem, entre lágrimas...
Ainda conservo comigo uma pequena Imagem que sempre a acompanhou... Eu herdei o amor por Nossa Senhora, de minha Avó e Madrinha.
“Aos vossos pés suplicando, erguemos a humilde voz: Nossa Senhora do Monte, rogai a Jesus por nós.”
Amém! Paz e bem!

Santa Brígida da Suécia


Santa Brígida da Suécia


23 de Julho


Recebi em meu corpo, cinco mil, quatrocentos e oitenta ferimentos. Queres honrá-los em verdade, reze 15 Pais-nossos e 15 Ave-Marias diariamente, durante um ano. Ao terminar, tereis venerado cada uma das minhas chagas.” (Nosso Senhor a Santa Brígida)


Sua Vida!
Brígida nasceu em 1302 na majestosa província de Uppsala(Suécia), no Castelo de Finsta em Norrtälje. Seus pais pertenciam a Família Real, eram cristãos fervorosos e extremamente piedosos, em tudo conciliavam a fé com a vida. Era uma família admirada por toda a corte e até em outros reinos.
A Pequena Brígida até os 3 anos de idade, não falava, de repente falou com facilidade e desenvoltura. Aos 7 anos de idade teve a sua primeira experiência mística, ela viu Nossa Senhora que lhe sorriu e colocou sobre sua cabeça sua majestosa coroa e depois desapareceu.
Com a idade de 10 anos depois de ouvir um sermão na igreja local sobre a Paixão de Cristo, ficou muito impressionada com as crueldades e terríveis sofrimentos.
Alguns dias depois, teve uma visão de Cristo pregado na cruz, coberto de chagas, e o Senhor lhe disse essas palavras: “Olha em que estado me encontro, minha filha.” Ela perguntou: “Jesus quem te fez isto?” – Nosso Senhor respondeu: “Aqueles que me ofendem e não querem o meu amor”. Essa visão deixou uma profunda e indelével marca em seu coração.
Também aos 10 anos, experimentou a dor da separação, sua Mãe adoece gravemente e falece em 1312. Seu pai sentindo-se desorientado, enviou a pequena Brígida a casa de sua cunhada Catarina, em Aspanäs.
Ao completar 14 anos de idade, e atendendo as ordens de seu pai e parentes casa-se com Ulf Ulväsa, príncipe da Nércia. Foi com quem viveu um matrimônio feliz por 28 anos e como frutos desse casamento tiveram 8 filhos (4 meninos e 4 meninas).
Carlos, o mais velho, tornou-se homem de vida desregrada. Dois meninos morreram ainda crianças e o quarto era Gudmaro. As mulheres se casaram porem a terceira ficando viúva tornou-se religiosa e santa e foi canonizada como – Santa Catarina da Suécia e a quarta entrou para a Ordem de Cister, também como religiosa.
Brígida com seu marido, realizaram muitas peregrinações a lugares Santos, inclusive Santiago de Compostela.
Em comum acordo, fazem votos a Deus e a ele se consagram interamente. Foram morar em uma humilde casa perto do Mosteiro de Alvastra. Ulf é acometido de grave enfermidade e não suportando, vem a falecer no ano de 1344. Brígida permanece na mesma casa por mais 4 anos em oração e penitência.
Foi nessa época, e depois de distribuir todos os seus bens, que as visões se tornaram mais numerosas e freqüentes. As revelações Divinas não eram mais através de sonhos, mas sim quando estava desperta e em oração. Muitas vezes ficava em êxtase.
Certa vez Jesus lhe disse: Brígida o que eu te falo, não é somente para ti, ... Mas por meio de ti falarei ao mundo.
Brígida era a primeira na fila à sucessão Real, for indicada a tornar-se Princesa. Invocando o Espírito Santo consegue se esquivar da realeza para se dedicar unicamente ao Reino de Deus.
As visões e revelações de Santa Brígida se referiam aos assuntos mais polêmicos de sua época; muitos reconheceram que graças a essas visões muitos acordos de Paz foram firmados, acertos políticos entre estados, se deram graças as revelações de Brígida. Todas essas visões foram escritas em latim pelo prior do Mosteiro de Santa Maria, Pe. Pedro de Skninge, era o confessor e confidente de Santa Brígida.
Segundo Brígida, e por revelação Divina, fundou-se em Vadstena um Monastério e, mais adiante, a ordem do Ssmo. Salvador. Seu ministério apostólico compreendeu sua austeridade, sua devoção e peregrinação aos Santuários, sua severidade consigo e sua bondade com o próximo e sua entrega e sua entrega total aos cuidados dos pobres e doentes.
Em 1349, Brigída viajou para Roma a fim de conseguir autorização do Papa para fundar a nova ordem. Enquanto aguardava a volta do Papa de Avijnon, ela foi residir perto da Igreja de São Lourenço e nas imediações esmolou em favor dos pobres e necessitados.
Foi nesse tempo de espera que visitou Assis, Nápoles etc. Somente em 1368 conseguiu de Urbano V, que depois de varias modificações; a aprovou das regras.
Em 1371 viajou a Terra Santa, regressou a Roma em 1373, estava com 71 anos, Brígida sente suas forças desaparecer, vindo a falecer logo em seguida, foi sepultada na Igreja de São Lourenço, em Roma, e mais tarde transladado para a Suécia em atenção ao seu pedido. Em 1377, foi publicada a primeira edição de suas “Aparições Celestiais”. Santa Brígida foi Canonizada em 1391, e elevada a categoria de patrona da Suécia e Copatrona da Europa.
A Ordem por ela fundada perdura até hoje com o nome de: “Ordem do Santo Salvador Chamada Ordem Brigidina”.
“Senhor Nosso Deus, que revelastes a Santa Brígida, os mistérios celestes, quando meditava a paixão do vosso filho, concedei-nos exultar de alegria na revelação de vossa glória.”

Amém!
Paz e Bem!