segunda-feira, 24 de maio de 2010

Imaculado Coração de Maria


Imaculado Coração de Maria

12 de Junho

“Sua Mãe guardava todas as palavras em seu coração”. (Lucas 2,51)

Com seu exemplo, Maria nos convida a voltarmos o nosso olhar para os acontecimentos e descobrir neles a luz que ilumina o caminho de nossa vida a serviço do evangelho de Jesus, ao guardar tudo em seu coração, Maria espera que o futuro desvende os seus segredos.

A festa do Imaculado Coração de Maria foi introduzida em 1944 pelo Papa Pio XII na oitava da assunção. No novo calendário passou a ser determinado com a categoria de “Memória”, no sábado depois da solenidade do Coração de Jesus. Sábado após a festa da Santíssima Trindade.
Muito já se escreveu e muito já se falou sobre o Imaculado Coração de Maria, porém foi nosso Papa Bento XVI quem sintetizou esta tão singela devoção da seguinte forma: “Vemos que Coração de Maria é visitado pela graça do Pai, é penetrado pela força do Espírito Santo e impulsionado interiormente pelo Filho; isto é, vemos um coração humano perfeitamente introduzido no dinamismo da Santíssima Trindade.”
São João Eudes (1601-1680) foi o grande promotor do culto litúrgico que se devia tornar em devoção e patrimônio dos fiéis, o culto ao imaculado coração de Maria.
A festa tornou-se pública em 1648 entrando assim na liturgia comum, e a partir daí, muitos bispos autorizaram nas próprias dioceses o culto ao Coração de Maria.
Devemos reconhecer que foi a partir das aparições da Virgem Maria, em Fátima, que a devoção tomou um novo impulso conforme escreveu o Cardeal Cerejeira: “A missão especial de Fátima é a divulgação no mundo do culto ao Imaculado Coração de Maria.”
Foi no dia 13 de Junho, em Fátima que a Ssma. Virgem apresentou o coração circundado de espinhos pedindo reparação e pronunciando estas palavras: “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”... E disse a Lúcia: “Eu jamais te abandonarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzira a Deus”.
No ano de 1942, durante a segunda guerra mundial, o Papa Pio XII consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria.
No dia 4 de maio de 1944, o mesmo Papa Pio XII ordenou que a festa fosse observada em toda Igreja para que Maria intercedesse, pela paz entre as nações, a liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores.
Foi no dia 25 de março de 1984 que o Papa João Paulo II, consagrou solenemente o mundo ao Coração Imaculado de Maria.
Por fim concluímos que; ao celebrarmos a festa do Imaculado Coração de Maria, experimentamos a insondável bondade de Deus que desejou amar com um coração humano, o coração da Virgem de Nazaré.
O Coração de Maria é fonte de graças e virtudes, devemos contemplá-lo e imitá-lo na entrega total aos desígnios de Deus: “Faça-se”.
Maria ao mostrar-nos o seu coração é sobretudo à vida que ela mostra. Ela quer nos mostrar que o amor repara os pecados, reanima a esperança, une, constrói, perdoa, santifica, defende os pequeninos e liberta os humilhados.
Quantas vezes podemos imaginar Jesus recostado no colo de sua mãe, adormecendo com o sonoro pulsar do coração imaculado e amoroso.
Os corações unidos de Jesus e Maria batem no mesmo ritmo, com a mesma intensidade e o mesmo amor.
Doce Coração de Maria sede Nossa Salvação.

São Leopoldo Mandic OFM CAP


São Leopoldo Mandic OFM CAP

“O Santo da Reconciliação”

12 de maio

Recebei o Espírito Santo. A quem perdoares os pecados, serão perdoados; a quem retiverdes, lhes serão retidos.” Jô 20 22-23

O pequeno Bogdan nasceu no dia 12 de maio de 1866 em Castelnovo. (Herzegnovi) antiga Iuguslávia. Seus pais eram muito pobres, o casarão onde moravam foi recebido por herança. O único bem que a família possuía eram os 12 filhos, e Bogdan era o último.
O nosso santinho nasceu pequenino e franzino que parecia não sobreviver. Foi batizado um mês depois do nascimento e na Pia Batismal recebeu o nome de Bogdan que significa: “Dom de Deus.”
Apesar de sua frágil saúde, o pequeno Bogdan sempre se mostrou de grande caráter e sensibilidade. Seu olhar irradiava ternura e de sua boca jamais se ouviu blasfêmias, insultos, palavrões entre outros.
Certa vez junto com outras crianças, brincavam e jogavam na prainha em frente a sua casa. Nos jogos faziam apostas de patacões, e num determinado momento o perdedor, com raiva disse um palavrão.
Bogdan indignado, tirou do bolso os seus patacões e deu ao perdedor dizendo: “São todos teus se prometeres que nunca repetiras tal palavrão e nem outros”. Pacto firmado e cumprido entre bons amigos!
O jovem Bogdan em 1882 partiu para o seminário de Údine e de lá dois anos depois, parte para o convento de Bassano Del Grappa para fazer o noviciado. No seminário adota o nome de Leopoldo – Frei Leopoldo.
Foram tantas as dificuldades que teve que enfrentar nos tempos de formação que somente alguém com muita persistência suportaria. Frei Leopoldo tudo enfrentou com coragem.
Depois de duras e longas provas, Frei Leopoldo é ordenado sacerdote no dia 20 de setembro de 1890. Desejava celebrar entre os seus a 1ª Missa em Castelnovo, não foi possível, e conformado envia uma foto da celebração para seus familiares.
O sacerdócio foi para Frei Leopoldo a total realização pessoal. As celebrações eram cheias de piedade e na hora da consagração aquele Padre fransino parecia elevar-se e tornar-se um gigante da fé.
Frei Leopoldo era uma fonte de bênçãos, em tudo dava graças a Deus e a todos abençoava. Todos que dele se aproximavam sentiam o toque da graça, o seu olhar penetrava a alma, e descortinava o coração.
O confessionário foi desde os primeiros dias de sua ordenação, o lugar preferido de Frei Leopoldo. Devolver a graça perdida pelo pecado, e readquirida pela absolvição, era a sua realização.
Por alguns anos ficou em Veneza, depois foi enviado a diversos conventos de sua província. Trabalhou em Zara, Bassano, Del Grappa, Capodistria e Thiene.
A obediência, a vida de oração e a disponibilidade, fizeram de Frei Leopoldo um exemplo para seus confrades e um conforto para os seus superiores.
Deseja somente fazer o bem, e o bem poderia ser feito em qualquer lugar desde que estivesse em conformidade com a vontade de Deus.
Todos os seus penitentes eram unânimes em considerá-lo como diretor espiritual e o tinham como pai afetuoso.
Quando era transferido uma multidão lamentava a sua partida, do confessor amigo, e por muitos anos escreviam cartas e até faziam caravanas para visitá-lo.
Frei Leopoldo com muita caridade e simplicidade dirigia os seus filhos espirituais. Os corações eram escancarados e os segredos revelados, com o simples olhar do confessor.
As horas no confessionário eram incontáveis, por vezes chegou a confessar por dezesseis horas seguidas. Seu corpo e sua saúde eram bastante frágeis, sofria dores terríveis, causada pela artrose reumática. Porem seu rosto estava sempre sereno e luminoso.
Seus amigos eram incontáveis, as suas correspondências, que não eram poucas, ocupavam o precioso tempo de seu sono. Quando seus superiores o repreendiam, Frei Leopoldo, olhando para o crucifixo dizia: “E ele então! Ele chegou a morrer pelas almas!”
O sonho de Frei Leopoldo era as santas missões. Conformou-se não ser escolhido por sua frágil saúde. Sua estatura era pequena, aproximadamente 1,50 m.
Em todos os lugares que passou, deixou um testemunho de fé. O tempo que não estava no confessionário era ocupado por horas de adoração eucarística, e outras tantas rezando incontáveis terços diante da imagem da Ssma. Virgem. Jesus e Maria eram para ele seus “Patrões Abençoados”.
Por ser Franciscano, nutria por nosso seráfico Pai São Francisco de Assis uma devoção especial.
O seu confessionário era frio e úmido, seus móveis pobres e velhos, porém o altar da patroa: Virgem Maria estava sempre adornado de belas flores. A ela escrevia bilhetes e recomendava os penitentes de coração duro.
No ano de 1909 foi transferido para Pádua, e lá permaneceu pelo resto de sua vida. O sonho de missionário permaneceu no sonho. Por obediência e sempre de bom humor dizia que: “Se sentia com um pássaro na gaiola e o coração além das fronteiras.”
O confessionário do Frei Leopoldo era chamado de “Saleta da cortesia”. Ele sempre com um sorriso chamava: “Venha, senhor (a), venha”.
Certa vez, Frei Leopoldo saiu da Saleta, e quando voltou o penitente estava em sua cadeira. Nosso Santo, para não constranger o penitente, ouviu a confissão de joelho no genuflexório.
Frei Leopoldo estava bastante cansado e doente, de nada reclamava, e tudo estava bom demais.
No dia 29 de julho de 1942, confessou aproximadamente 50 pessoas, seu corpo dava sinais de desgaste. No dia seguinte, ás 7:00 da manha, enquanto se paramentava para a Santa Missa, sofreu um colapso e expirou pronunciando as palavras da Salve Rainha.
Seu sepultamente foi gigantesco! Os paduanos saudavam o cortejo fúnebre com lagrimas e acenos.
Quando seu tumulo foi aberto para o processo de beatificação, encontraram tão somente a sua mão direita intacta.
A mão que tanto abençoou e tantos pecados absolveu, permaneceu como sinal de amor e da misericórdia de nosso Deus. Para a eternidade.
Foi beatificado por Paulo VI em 2 de maio de 1976, e canonizado em16 de outubro de 1983 pelo Papa João Paulo II, e por ele foi denominado como: “O Herói do confessionário”.

Amém

domingo, 2 de maio de 2010

Santo Isidro ou Santo Isidoro


Santo Isidro

Patrono dos lavradores

11 de maio

Passei as noites vigiando, passei frio e calor para aumentar teus bens. Pouco possuías, quando entrei no teu serviço e vês agora como estás rico”. (Gen 30,30)

Devemos aproveitar todas as ocasiões que o Senhor nos propõe como meio de santificação. No livro do gênesis o Senhor sentencia ao homem um meio eficaz; “Tiraras da terra, com trabalhos penosos, o teu sustento todos os dias de tua vida... Comerás o teu pão com o suor de teu rosto.” (Gen 3, 18-19)
O Senhor nos apresenta o trabalho como meio santificador, é no cotidiano e nas pequenas ocasiões que encontramos os meios eficazes para alcançá-la.
O lavrador possui todos os meios de salvação, todos os elementos da natureza são fontes de inspiração e que permitem uma maior intimidade com o Criador. O contato com a terra e seus frutos etc.

E Quem foi Santo Isidro?

A Bela e encantadora Madri, capital da Espanha, foi o berço natal de Isidoro o lavrador. Seus pais eram muito pobres, nada possuíam em bens, e todo bem que possuíam era por graça de Deus; o tesouro da fé.
A Isidro não foi permitida a frequência na escola, a extrema pobreza o chamou desde os primeiros anos de idade, ao trabalho pesado, no campo.
Foi a assistência do Espírito Santo, merecida pela sua extraordinária humildade, que substituiu-lhe perfeitamente a falta livros. Isidro, na ânsia de conhecer as verdades da fé, não perdia ocasião de ouvir a palavra de Deus, que tão profundamente lhe calava na alma.
A paciência nas contrariedades, o modo afável de tratar o próximo, a prontidão em perdoar ofensas à fidelidade nos patrões.
A pontualidade no cumprimento dos deveres, o respeito e a modéstia e antes de tudo a grande caridade para com todos, assim Isidro trilhava o árduo caminho da santidade.
Isidro transformava em oração os trabalhos mais pesados, tudo oferecia por amor ao seu Deus e para cumprir sua vontade.
Enquanto a mão dirigia o arado o coração estava elevado em Deus, era tanta intimidade, que os outros empregados e seus patrões tinham a impressão de que ele estava em êxtase. Seu olhar era iluminador e suas palavras cheias de ternura e mansidão.
Seu patrão chamava-se João de Vagas e soube sempre ser reconhecido ao seu mais ilustre servo Isidoro. João refletia o versículo do Eclesiastes, como conselho que diz: “Como tua alma ama e estima um empregado prudente.” Isidro obteve de seu patrão a autorização de assistir a missa todos os dias. Levantava-se de madrugada para cumpri suas primeiras obrigações com Deus e seu patrão.
Apesar de sua pobreza, dava o que possuía aos mais pobres e sempre com o coração cheio de alegria.
Casou-se com Maria Turíbia que em tudo se parecia com seu santo esposo.
O único filho do casal morreu ainda criança, e logo em seguida morre Maria Turíbia, com fama de santidade.
Certo dia enquanto Isidro detinha-se em sua contemplação e oração, seu patrão foi a campo e testemunhou o grande prodígio, de ver um anjo arando a terra.
Isidro adoeceu gravemente e com exatidão predisse a sua morte, para a qual se preparou com todo o zelo. Era dia 11 de maio de 1170, estava com 60 anos.
Muitos milagres lhe confirmaram a grande santidade. Era por todos muito amado.
Quarenta anos depois de sua morte, o corpo foi transportado do cemitério para a Igreja de Santo André e mais tarde colocado na capela do Bispo.
Isidro foi canonizado em 1622 pelo Papa Paulo V.
Que os homens do campo, lavradores, agricultores, a exemplo de Santo Isidoro, façam do seu trabalho diário um meio perfeito de santificação.
E que Santo Isidro interceda por todos quantos tiram a terra o seu sustento e o alimento de milhares de mesas. Amém!