domingo, 28 de fevereiro de 2010

Pe. Alvino


Padre Alvino:

Sacerdote, amigo! Era capaz de fazer-se amigo e era amigo sem deixar de ser padre. O anúncio do evangelho através dos meios de comunicação foi à razão de seu sacerdócio. Através das ondas da rádio, derramava da “Fonte da Água Viva” o anúncio do Reino. Entre os paroquianos, entre os acadêmicos, nas cabeceiras dos leitos dos enfermos, nas celebrações, Pe. Alvino exercia com eloqüência e desenvoltura o dom precioso da oratória. Liturgo cuidadoso do bem sagrado! Pe. Alvino partiu sem dizer adeus, porém sua voz ecoa nas ondas do infinito e suas preces, por todos nós são derramadas diante do trono do altíssimo.
“Aqueles que passam por nós;
Não vão sós.
Deixam um pouco de si;
Levam um pouco de nós.”
(Saint-Exupery)

São João Damasceno e a Virgem das Três Mãos



São João Damasceno
e a
Virgem das Três Mãos


27 de Março

“Eu não venero a matéria, mas o criador da matéria, que se fez matéria por mim e se dignou habitar na matéria e realizar minha salvação através da matéria”. (São João Damasceno)

A bela cidade de Damasco (Síria) pelo ano de 675 torna-se o berço natalício de um de seus mais ilustres filhos e também aquele que levaria o seu nome a todos os continentes: João Damasceno (de Damasco).
Seu nome de batismo era João Mansur. Seus pais eram árabe-cristãos, e gozavam de muito prestigio na cidade, alem de uma confortável situação financeira.
O pai de João era muito estimado entre os Sarracenos, que naquela época eram senhores do país, estima estendia-se também ao filho.
Por muito tempo pai e filho serviram como ecônomos do califa de Damasco e por ocuparem cargos tão importantes desfrutavam de inúmeros privilégios.
Nessa época Damasco já estava dominada pelos árabe-mulçumanos, e que acabavam de conquistar também Palestina. Por esse tempo o convívio entre as duas religiões era pacifico.
João Mansur, jovem e brilhante, com sua inteligência e lealdade tornou-se o conselheiro e amigo do califa.
Com o passar do tempo o coração de João Mansur inquietou-se e o nosso jovem trocou o alto posto em Damasco pela vida monástica da comunidade religiosa de São Sabas, na Palestina.
Foi ordenado sacerdote e desde então se dedicou a penitencia e aos estudos das sagradas escrituras, no recolhimento e no silencio.
As únicas vezes que saia do mosteiro, era para pregar na Igreja do Santo Sepulcro. Suas homilias, sempre repassadas em defesa da fé e da doutrina, eram depois distribuídas para outras dioceses.
Tornou-se muito respeitado entre o clero e o povo, e foi a convite do bispo de Jerusalém, João V que ele participou do Concilio Ecumênico de Nicéia.
Foi durante o concilio, um defensor da posição da Igreja contra os hereges iconoclasticas.
Escritor incansável, reconhecido por sua humildade e simplicidade, tornava-se um leão em defender a verdade, suas obras mais importantes são: “A Fonte da Ciência”, “A Fé Ortodoxa”, “Sacra Paralela”, e “Orações sobre as Imagens Sagradas”, onde defende o culto das imagens nas Igrejas, contra o conceito dos iconoclasticas.
Foi por causa deste último livro que João Damasceno foi perseguido e preso pelos hereges. Seus inimigos conseguiram lançar dúvidas no coração do Califa a respeito da lealdade de João para com ele.
O Califa de Damasco cheio de ódio, por achar-se traído, ordena que a mão de João Damasceno seja decepada e exposta ao público.
Impedido de escrever, João Damasceno, em lagrimas e súplicas, implora a intercessão da Virgem Maria para que tenha sua mão restituída e assim continuar defendendo a Sã Doutrina, através de seus escritos.
João Damasceno adormece e no seu sono profundo é acordado por uma voz feminina a dizer-lhe: “Meu filho tua mão está curada, faze dela o uso conforme prometestes”. Quando olhou, encheu-se de espanto e entre hinos e louvores exaltava a misericórdia de Deus e a bondade da Ssma. Virgem Maria.
Foi através de sua obra teológica que teve inicio a teologia Mariana, e foram também inúmeras orações, hinos, homilias e poesias que dedicou a Nossa Senhora.
Em reconhecimento e gratidão a Virgem Maria, João Damasceno comprou prata, com a qual mandou esculpir a mão em posição de súplica e agradecimento. Colocou-a na parte inferior de um ícone da Virgem Mãe, que passou a ser chamada de a: Virgem das Três Mãos.
É a padroeira dos injustamente acusados e condenados e é uma devoção conhecia na Estônia.
Tão logo o Califa soube do acontecido, reconhecendo a intervenção divina na defesa de João Damasceno, pediu-lhe perdão e a paz voltou a reinar.
Roguemos a Virgem Mãe que nos ajude sempre a testemunhar a fé e a verdade e que São João Damasceno nos inspire a viva confiança na Justiça Divina.
Amém.
Paz e Bem!

São José


Ide Todos a São José”
19 de Março

“São José escolhido pelo Pai para ser o guarda fiel e providente dos seus dois maiores tesouros: O Filho de Deus e a Virgem Maria, e ele cumpriu com a máxima fidelidade sua missão. Eis porque o Senhor lhe disse: ‘Servo Bom e Fiel! ’ Vem participar da alegria do teu sonho”. (Mt 25,21) (Sermão de São Bernardino de Sena).
No livro Gênesis 42,25 vemos que José do Egito filho de Jacó, ordenado que se enchessem as sacas de trigo pata saciar a fome de Israel... E provisões para o caminho de volta.
O Papa Leão XIII, na sua famosa encíclica de cinco de agosto de 1889, quando proclamou São José padroeiro da Igreja Universal fez a comparação entre estes dois grandes Josés dizendo: “Esses dois homens assemelham-se extraordinariamente, não apenas pelo nome, mas pelas virtudes e pelas suas vidas, ambas ricas em provações e alegrias”.

Quem foi São José!

Que o Messias havia de nascer da linhagem de Davi, era uma afirmação tão claramente expressa nos profetas que não havia qualquer hesitação a esse respeito. Portanto quando o anjo do Senhor aparece em sonhos a José, antes do nascimento de Cristo, dirigi-se a ele dando-lhe o seu titulo de nobreza: José filho de Davi... (Mt 1,20)
A genealogia de José é enfatizada tanto na narrativa de Mateus como na de Lucas. Em Mateus lemos que Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus Cristo.
Pouco ou quase nada sabemos de sua vida, a não ser que era filho de Jacó e que sua mãe chamava-se Estha. Hegesipo, historiador no século II, que viveu na Palestina, afirmou que José era irmão de Alfeu (Cleófas).
Foi ele também que afirmou que Cleófas casou com Maria (Cleófas), uma das mulheres que estava aos pés da Cruz e que também era mãe de Tiago, José, Simão, Judas e de mais três moças. (Os ditos irmãos de Jesus – Primos).
Provavelmente São José nasceu em Nazaré, tanto na aldeia como nos arredores todos sabiam que ele era descendente do Rei Davi apesar de sua pobreza e humildade.
São José era, conforme os Apócrifos, um Faber Ignarius – Operário de Madeira ou carpinteiro.
São José foi o patriarca da transição do Antigo para o Novo Testamento. O Guardião Providente da Sagrada Família. José –“Aquele que acrescenta”.
José, O Justo, conforme as escrituras foi escolhido por Deus para ser esposo da Virgem Maria e o Pai adotivo do Messias.
Provavelmente o que mais chamou a atenção de Deus sobre José, foi à bondade e o silêncio. Enquanto, em sua carpintaria, manuseava as ferramentas com suas mãos habilidosas e calejadas, seu coração permanecia unido a Deus.
Deus propõe á José a maior de todas as dádivas, a mais importante missão confiada a um homem, e em compensação a maior glória no céu. Isto tudo tendo incontáveis provações.
José entende e de coração atende a Deus, e com toda a sua humildade e pobreza, acolhe Maria, A Virgem de Nazaré, casa-se com ela e com o suor de seu rosto prove o sustento daquele que ao mundo sustenta.
Seguem para Belém, e lá na terá do Rei Davi, o filho de Deus nasce e seus primeiros adoradores são Maria e José.
Em sonho José é avisado a fugir para o Egito, fogem de madrugada para salvar a esperança de um povo.
Retornam a Nazaré, e seguem o curso comum da história de pessoas aparentemente comuns.
São José ensinou Jesus a ser homem, a conhecer as letras, e a manusear com as ferramentas e as madeiras.
São José era a ternura de Deus-Pai, humanado.
É invocado como o patrono da Boa Morte, pois teve a mais privilegiada da humanidade. Tendo de um lado Jesus e de outro Maria e provavelmente recomendou a Jesus que cuidasse bem de sua Mãe!
A devoção a São José é antiqüíssima, o Papa Clemente XI, compôs o oficio com os hinos para o dia 19 de Março.
Dizem que São José é quem confecciona os tronos da glória celeste e que depois são ornados com a Graça de Deus.
Santa Tereza de Jesus dizia: “Tomei a São José por meu advogado e protetor e não me lembro de ter-lhe pedido algo que não me atendesse... quisera persuadir o mundo inteiro a ser devoto deste glorioso Santo”.
Lembrai-Vos glorioso São José!
Amém
Paz e Bem!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Padre Cícero Romão Batista


Padre Cícero Romão Batista

“O Santo do Sertão Nordestino”

O Brasil com suas características próprias, acolhe desde os primórdios de sua história as mais diversas manifestações religiosas. Somos um país católico onde a religiosidade popular é mais forte e poderosa que os poderes constituídos.
A Vida do Padim Ciço é um misto de fé e poder, um sertanejo carismático que por sua bondade e determinação, organiza uma comunidade e nela exerce o Ministério Sacerdotal e de líder político.

Quem foi Cícero Romão Batista?


Nasceu no Crato (Ceará) no dia 24 de Março de 1844, seus pais eram Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana (D. Quinô).
O pequeno Cícero com seis anos de idade iniciou os seus estudos com o Prof. Rufino de Alcântara Montezuma.
Os estudos eram a paixão de Cícero, nutria uma grande afinidade com os livros, a vida dos Santos e dos Mártires o encantavam. Aos doze anos, influenciado pela leitura da vida de São Francisco de Sales, fez voto de castidade.
Quando completou dezesseis anos no ano de 1860, foi matriculado no Colégio do Padre Inácio de Souza Rolim, em Cajazeiras – Paraíba. Lá permaneceu somente por dois anos, tendo em vista a morte inesperada do seu pai no ano de 1862.
Cícero é obrigado a voltar para casa, para cuidar de sua mãe e suas irmãs solteiras, além do pequeno comércio deixado pelo pai.
As dificuldades aumentaram, a família passou por grandes apertos, e somente em 1865, Cícero foi para o Seminário de Fortaleza com a ajuda do Coronel Antônio Luiz Alves Pequeno que era seu padrinho de Crisma.
Foi ordenado no dia 30 de novembro de 1870 e retornou ao Crato aguardando a definição do Bispo sobre seu destino.
Padre Cícero foi convidado pelo Prof. Semeão Correia de Macedo para visitar o Juazeiro (então pertencente ao Crato), para celebrar a Missa do Galo no Natal de 1871.
Foi amor a primeira vista, a pequena Juazeiro encantou-se com a oratória do jovem Padre de 28 anos, estatura baixa, pele branca, cabelos claros e olhos azuis. A recíproca foi verdadeira.
Em Abril de 1872, Padre Cícero chega com a família para fixar residência naquele pequeno aglomerado de casas de Taipa e uma pequena capelinha dedicada a Nossa Senhora das Dores.
O Ardente desejo de evangelizar aquele povo humilde que lhe fora confiado, fez do Padre Cícero um incansável missionário, pregando, visitando, exortando. Era todo um trabalho Pastoral que precisava ser feito.
Padre Cícero exerce sobre o povo de Juazeiro um domínio absoluto, toda a população o tem como amigo e conselheiro, a base de todo o seu trabalho foi à família.
No dia 10 de março de 1889, um fato fora do comum transformou a vida de Juazeiro e á vida do Padre Cícero para sempre.
Naquele dia ao distribuir a comunhão aos fiéis durante a Santa Missa, Padre Cícero foi surpreendido com o fato da Beata Maria de Araújo, ao receber a hóstia consagrada, não pode engolir, pois a mesma transformara-se em sangue.
O fato repetiu-se outras vezes, e o povo achou que se tratava de derramamento do sangue de Jesus. Todas as toalhas com as quais limpavam a boca da Beata e que ficaram manchadas de Sangue passaram a ser objeto de veneração popular
Apesar de toda a cautela de Padre Cícero o povoado passou a ser alvo de peregrinação e da especulação de toda a imprensa do estado.
As noticias chegaram ao Bispo Dom Joaquim José Vieira, Padre Cícero foi chamado a Fortaleza para dar explicações sobre o acontecimento.
Dom José ouviu o Padre Cícero e convocou varias comissões para estudar o caso. Alguns foram a favor, outros contra e por fim concluíram que não houve milagre.
O povo protestou, Padre Cícero e outros padres também, e o relatório foi enviado a Roma. Padre Cícero Romão Batista teve a suspensão da Ordem.
Proibido de celebrar, Padre Cícero ingressou na vida política da cidade, foi padrinho de milhares de crianças, participou da emancipação política de Juazeiro, e o seu 1º Prefeito também chegou a Deputado Federal.
Sua casa era visitada por romeiros, sacerdotes, políticos e era grande o numero de correspondências recebidas e todas eram por ele respondidas.
No ano de 1926, teve um único encontro com o Rei do Cangaço o temível – Lampião – e para ele deu um único conselho – “Deixar a vida no Cangaçeiro”.
Padre Cícero foi o maior benfeitor de Juazeiro: trouxe para Juazeiro os Padres Salesianos e os Capuchinhos, doou o terreno para o 1º campo de futebol, construiu várias capelas, incentivou a fundação do 1º Jornal local (O Rebate), fundou a associação dos empregados no comércio, construiu o orfanato Jesus, Maria, José; estimulou a expansão da agricultura com novas técnicas de Plantio, dinamizou o trabalho dos artesãos como fonte de renda, instalou a Escola Normal Rural e levou os trabalhos dos artesãos para exposição no Rio de Janeiro.
Transformou Juazeiro do Norte numa das mais importantes cidades do Ceará, e conhecida em todo o Brasil.
Pe. Cícero morreu aos 90 anos, no dia 20 de Julho de 1934, seu sepultamento foi gigantesco, uma multidão se comprimia para a despedida do Padim Ciço. Morreu sem ter revogação de sua sentença.
Padre Cícero é uma das figuras mais biografadas do mundo. Sobre ele existem mais de duzentos livros sem falar nos artigos de jornais e revistas.
Juazeiro é visitado anualmente por 2,5 milhões de Romeiros.
Nosso Papa Bento XVI é um grande incentivador da causa de beatificação Pe. Cícero, com grande expectativa aguardamos o pronunciamento da Santa Sé e ai sim com todo o povo nordestino chamaremos: O Santo Cícero Romão Batista de todos os brasileiros.
Amém

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Santa Escolástica


Santa Escolástica
10 de Fevereiro

“A irmã gêmea de São Bento”

Escolástica, irmã gêmea de São Bento, o grande fundador das ordens Monásticas no ocidente, nasceu em Spoleto, na Itália, no ano de 480.
Os Gêmeos foram educados com grande zelo; seus pais piedosos e tementes à Deus, eram mestres valorosos da moral e da fé.
Escolástica tornou-se uma jovem encantadora, seus olhos eram vivos e brilhantes; sua beleza e suas virtudes despertavam paixões.
Como o Irmão, nutria o desejo de dedicar sua vida exclusivamente ao serviço do reino. Bento tinha recentemente fundado o mosteiro no Monte Cassino, e em sua companhia viviam muito religiosos, que observavam a regra por ele elaborada.
São Bento mandou construir uma pequena cela perto do mosteiro e deu a Escolástica uma regra de vida semelhante a dos monges.
O estilo de vida de Santa Escolástica atraiu um grande numero de jovens, desejosas em viver a regra de São Bento. Um mosteiro foi construído em grandes proporções para bem acolher tantas noviças.
Em pouco tempo, e tendo em vista a boa aceitação das Beneditinas, a Ordem espalhara-se pelo mundo afora contando com 14.000 mosteiros, Escolástica foi a primeira superiora geral.
A clausura era observada rigorosamente pelas monjas Beneditinas. As visitas eram permitidas em raríssimas ocasiões. O silêncio era condição indispensável.
São Bento e Santa Escolástica encontravam-se apenas uma vez ao ano e o encontro dos irmãos era realizado em uma casa nas proximidades do Monte Cassino.
Em uma dessas visitas, quando já tinham tomado à refeição da tarde, e São Bento se aprontava para voltar ao mosteiro, Escolástica lhe disse: “Peço-te, meu irmão, que te detenhas esta noite aqui, para que possamos conversar sobre o céu”. São Bento, não querendo passar a noite fora do mosteiro, não aceitou. Escolástica pô-se em oração e clamou à Deus que não o deixasse partir.
De repente, um forte temporal desabou, a chuva caia com tanta intensidade que São Bento e os companheiros se viram obrigados a ficar.
Embora o Santo reconhecesse a intervenção de Deus, aos clamores de sua irmã, disse-lhe em tom de repreensão: “Deus te perdoe, minha Irmã o que fizeste?”. Escolástica, porem respondeu: “Eu te pedi e não quiseste atender-me; pedi a Deus e fui atendida”.
Por toda a noite até o amanhecer, São Bento falou do céu, Escolástica e as outras irmãs ficaram inebriadas com tantas maravilhas relatadas.
Na manhã do dia seguinte os irmãos se despedem, e dessa vez para se reencontrarem na eternidade. Santa Escolástica morreu três dias após o encontro, era o inverno de 543.
São Bento, de sua cela, viu a alma de sua irmã deixar a terra e subir aos céus, na forma de uma pomba.
O corpo de Santa Escolástica foi sepultado no mosteiro de São Bento no tumulo que o próprio São Bento construirá para si.
Quarenta dias após sua morte São Bento parte para a eternidade, ambos contavam com a idade de 63 anos.
Alguns dizem que nós devemos somente pedir a Deus coisas importantes, mas o amor de Deus é tão grande que ele nos dá todas as boas coisas que desejamos. Nada é tão grande ou tão pequeno para Deus. Santa Escolástica aprendeu a lição do amor de Deus ao pedir a ele uma tempestade no momento certo.
Ela é padroeira de Monte Cassino e é invocada contra as tempestades, sua festa é celebrada em 10 de fevereiro.
Amém
Paz e Bem!

A Virgem da Candelária


A Virgem da Candelária
02 de fevereiro

Eis que vens ó Maria! Trazes contigo aquele que é a luz do mundo e, no entanto segues em procissão tendo nas mãos a doce e tênue chama de tua candeia.
- O teu destino? O Templo do Senhor!

A Tradição

Conforme o texto do livro do Êxodo 13,2. 12-13, o primogênito pertencia a Deus; e tinha que ser resgatado por meio de uma oferenda feita pelos pais. Na apresentação e purificação no templo, o povo judeu representado por Simeão e Ana, encontra aquele que será a glória de Israel e a Luz dos pagãos.
Maria Santíssima apresentou o pequeno sacerdote ao templo, pois ele seria “Sacerdote para sempre”.
Conforme nosso saudoso Papa João Paulo II; “Maria compreendeu então mais claramente o significado do gesto da apresentação. Oferecer o seu filho era expor-se voluntariamente à espada. Comprometida pelo “Sim” da anunciação e disposta a chegar até o fundo no dom de si à obra da salvação, Maria não recuou perante a perspectiva do grande sofrimento que lhe era anunciado”.
A Festa das Candeias foi instituída pelo Papa Gelásio(492-496) e a data escolhida foi 2 de fevereiro tendo em vista os 40 dias após o Natal. Era a Festa da Purificação da Ssma. Virgem e da apresentação do Menino Jesus. Os Fiéis iam a procissão pelas ruas com velas (candeias) nas mãos, entoando hinos de louvor a Maria.

A Candelária

Conta à tradição que a imagem da Virgem da Candelária já estava na ilha de Tenerife antes de sua conquista. Contam também que pelo ano 1400, dois pastores guardavam seus animais perto de uma caverna na Ilha de Tenerife, nas Canárias, e observaram certo dia que o gado se recusava a entrar na lapa, apesar de todos os esforços. Entraram na gruta e encontram a imagem de uma senhora com o filho no colo. Toda a população foi ao local presenciar o acontecido, inclusive o Rei. Todos contemplavam maravilhados a existência de numerosas candeias (velas) que flutuavam no ar, diante da imagem da Senhora.
Os nativos começaram a honrar aquela que amavam sem conhecer. Pouco tempo depois as Ilhas foram conquistadas pelos Castelhanos e, quando os Jesuítas chegaram, não tiveram dificuldades para evangelizar aquele povo que já era tão devoto de Maria, a quem deram o título de Candelária, por causa das Candeias que iluminavam sua imagem.
No inicio do século XVII, Antônio Martins Palma, das Canárias, e sua esposa estavam navegando em direção às Índias Espanholas (América Latina), quando a embarcação foi surpreendida por uma terrível tempestade. O Capitão Antonio e sua esposa, prostaram-se e em oração clamaram pela intercessão da Virgem da Candelária, e ali prometeram perpetuar a memória de sua proteção, construindo um templo na primeira terra que aportassem sãos e salvos. Está terra foi a Baia da Guanabara, os náufragos ao desembarcarem, deram graças a Deus e a Virgem da Candelária.
A antiga Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro foi erigida em 1613.
A imagem original da Virgem era esculpida em madeira, o menino Jesus se encontrava em seu braço esquerdo e no direito trazia uma candeia de cor verde.
Roguemos a Virgem da Candelária, que continue apresentando seu filho Jesus ao mundo, ele que é a nossa Luz Verdadeira.
Amém
Paz e Bem!