segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Rainha do Santo Rosário


Rainha do Santo Rosário

7 de Outubro

“Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro do naufrágio geral, não te deixaremos nunca mais” (Beato Bártolo Longo).


Confeccionado com sementes, conchas, pedras, cristais, madeira, plástico, ouro, prata, perólas preciosas ou não, isso não importa, o que realmente importa, é que, por séculos o Santo Rosário foi manuseado e recitado por sábios e iletrados, camponeses e operários, nobres e governantes, soldados, donas de casa, estudantes, etc; e continua sempre atual e eficaz.
Nosso saudoso Papa João Paulo II em sua Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae” nos diz que: “Com ele, o povo Cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor.”

A Coroa de Rosas

Rosarium, no latim quer dizer Jardim de Rosas. No Rosário, cada Ave-Maria é uma rosa espiritual que o devoto oferta a Virgem Maria, confeccionando dessa forma uma coroa simbólica de rosas ou um pequeno chapéu de Rosas(Corona em Italiano e Chapelet em Francês).
Diz-se que na idade média, os vassalos tinham o costume de oferecer a seus soberanos coroas de flores, em sinal de submissão. Os Cristãos adotaram esse uso em honra de Maria.
A tradição nos diz ainda que no século VIII, cantavam os Ave(do anjo Gabriel), acrescentando um mistério da vida de Maria Ssma. chamava-se Akasthistos. Só a partir do século XI, acresentaram a segunda parte da Ave-Maria, ou seja, a saudação de Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre.” Por fim no século XV, é que a oração da Ave-Maria foi concluida com a nossa petição após o nome de “Jesus”: “Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte amém”. Porém foi no ano de 1214 que Nossa Senhora inspirou São Domingos de Gusmão a utilizar o Santo Rosário, como meio de pregação para a conversão do hereges Albigenses, no sul da França.
Disse a Ssma Virgem:
-Sabes, meu caro Domingos, de que arma a Ssma. Trindade se serviu para restaurar o mundo? Saiba que a principal arma foi a saudação Angélica, que é o fundamento do Novo Testamento; se queres ganhar para Deus estes corações endurecidos, prega o meu saltério(antigo nome da Coroa do Rosário).
Nos mosteiros rezava-se os 150 salmos da Bíblia, os irmãos menos instruídos e não sabendo o Latim, substituíram os salmos pelas 150 Aves, e para fazer a contagem dos Ave,
utilizavam grãos, pedras ou faziam nós numa corda.
No século XV, o Cartuxo Adolfo de Essen, introduziu os mistérios, entre as dezenas das Ave-Marias, e o dominicano Alano de La Rouche, completou e definiu as orações e mistérios do Rosário.
No dia 7 de outubro de 1571, o Papa São Pio V celebrou a vitória dos Cristãos sobre os Turcos Mulçumanos, próximo ao porto de lepanto, na entrada do Golfo do Corinto.
São Pio V convoca os Cristãos a unirem-se em oração, a oração do Santo Rosário, implorando o auxílio da Virgem Maria, após a vitória o Papa mandou incluir na ladainha a invocação: “Auxílio dos Cristãos”, e institui a festa de Nossa Senhora do Rosário.
O Advogado Beato Bártolo Longo ergueu no vale de Pompéia um Santuário em honra a Virgem do Rosário e iniciou o Centro Mundial de Difusão do Sto. Rosário em 1873.
Foi no Santuário de Pompéia que o Santo Papa João Paulo II, abriu o ano do Rosário em outubro de 2002, e através da Carta Apóstólica “Rosarium Virginis Mariae”, instituiu os Mistérios Luminosos, e assim sendo o Rosário passou a contar com 200 Ave-Marias, divididas entre os Mistérios: Gozozos, Luminosos, Dolorosos e Gloriosos, e concluiu a carta: “Retomai confiadaemente nas mãos o terço do Rosário”[...] “E que este meu apelo não fique ignorado...”
“Rezai o terço todos os dias”
(Nossa Senhora de Fátima)
Amém
Paz e Bem!

São Judas Tadeu


São Judas Tadeu

28 de Outubro

“Mas vós carrísimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santissíma fé. Orai no Espírito Santo, conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna”. (Judas 1,20)

Lemos na escrita de Mateus 13,55 a respeito dos “Irmãos” de Jesus... “Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria tua mãe? Não são teus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?” Para muitos, pouco esclarecidos, é a confirmação de que Maria Santissíma teve outro filhos após o nascimento de Jesus. Afinal é o apóstolo que assim afirma.
A mãe de Jesus foi virgem antes, durante, e depois do Parto! Nisso nós cremos e confessamos nossa fé. Todos os irmãos que Jesus teve, foram gerados por Maria aos pés da Cruz, e resgatados com seu sangue precioso, o sangue do Cordeiro, que nos dignificou como filhos de Deus.
Portanto toda a humanidade foi gerada em Maria, aos pés da Cruz, e os ditos “Irmãos” Jesus.
No hebraico não existem palavras apropriadas para designar “Irmão, Tio, Sobrinho”, então para qualquer parentesco usa-se a palavra “Irmão”. Lemos em (Gn 13,8) “Rogo-te que não haja discórdia entre mim e ti pois somos irmãos”, discutiam Abraão e Lot, que era respectivamente Tio e Sobrinho.
Os pais de Judas, Tiago e Simão; na verdade eram Cleófas ou Alfeu que é a mesma pessoa, e que era irmão de São José, e Maria, a Maria de Cleófas que estava com a Mãe de Jesus aos pés da Cruz, chamada de “Irmã de sua Mãe” (Jo 19,25) é na verdade concunhada de Nossa Senhora.
O irmão de São Judas também foi chamado por Jesus para ser apóstolo: São Tiago Menor. Dois de seus sobrinhos que eram filhos de sua Irmã Maria Salomé, casada com Zebedeu, foram igualmente chamados por Jesus eram eles: São Tiago Maior e São João Evangelista.
Diz também a tradição que seu pai Cleófas, era um dos discípulos, a quem o Senhor aparaceu no dia da Ressureição a caminho de Emaus.
No evangelho de São João 14,22 , há um episódio em que Jesus estava revelando aos apóstolos as maravilhas do amor do Pai e lhes garantia uma especial manifestação de si próprio, quando São Judas Tadeu perguntou: “Mestre, por que razão hás de manifestar-te só a nós e não ao mundo?” Jesus lhe respondeu, afirmando que teriam a manifestação dele todos os que guardassem sua palavra e permanecessem fiéis a seu amor.
Por esse fato, São Judas demonstra sua generosa compaixão por toda a humanidade, querendo que todos se salvem.
Com a descida do Espírito Santo no cenáculo, os apóstolos sentiram-se revigorados na fé, e com um novo entusiasmo saem para anunciar o evangelho, testemunhando Jesus Cristo, se preciso fosse, com a própria vida.
“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. (Marcos 16,15)
São Judas Tadeu dirigiu-se para a Síria, Mesopotânia e Armênia. Nicéforo grande historiado, diz que ele morreu martirizado em Edessa, a golpe de machado. Seus restos mortais repousam na Basílica de São Pedro em Roma.
Por ter sido martirizado a golpes de machado, São Judas Tadeu é representado segurando um machado e a palavra de Deus. Morreu pelo evangelho.
Em todo o mundo São Judas Tadeu é invocado e venerado, muitos devotos o tem como patrono nos casos desesperados e nas causas impossíveis.
São Judas Tadeu é o patrono dos servidores públicos, rogamos que a seu exemplo nos tornemos mais santos.

Oremos

São Judas Tadeu, apóstolo escolhido por Cristo, eu te saúdo e louvo pela fidelidade e amor com que cumpriste tua missão.
Chamado e enviado por Jesus, Tu és uma das doze colunas que sustentam a verdadeira Igreja fundada por Jesus. Inúmeras pessoas, imitando teu exemplo e auxiliadas pela tua intercessão, encontram o caminho para o Pai, abrem o coração aos irmãos e descobrem forças para vencer o pecado e superar todo o mal.
Quero imitar-te, glorioso Santo, comprometendo-me com Cristo em com sua Igreja, por um decidida conversão a Deus e ao próximo, especialmente o mais pobre, e com isso convertido(a) assumirei a missão de viver e anunciar o evangelho, como membro consciente da Santa Igreja.
Espero assim, alcançar de Deus, as graças de que necessito nesta terra e poder, um dia, gozar das eternas alegrias no Céu.
São Judas, eu conto com tua poderosa intercessão.
Roga por mim, junto ao Senhor!
Amém!

Paz e Bem

domingo, 13 de setembro de 2009

São Vicente de Paulo



São Vicente de Paulo
“O Apóstolo da Caridade”.

27 de Setembro

“Nasceste da família mais humilde, mas tua origem preparou-te para a glória e a pobreza de tua infância obscura fez-te capaz de ser o Pai dos Pobres.”

Na Pequena aldeia de Pooy, perto da cidade de Dax ao Sul da França, nasceu o terceiro, dos seis filhos do casal de João de Paulo e Bertranda de Morais, era o dia 24 de abril de 1581, no mesmo dia foi batizado e recebeu o nome de Vicente, que quer dizer “Vencedor do Mal”.
Vicente, assim como seus irmãos, foram instruídos por sua mãe e dela também receberam o ensino religioso.
Desde muito cedo Vicente trabalhou com pastor de ovelhas e de porcos, seus irmãos mais velho ajudavam os pais na lavoura.
A piedade e a religiosidade marcaram o nosso pequeno pastor; em frente a sua casa tinha um grande Pé-de-Carvalho e nele formou-se um buraco que Vicente colocou uma pequena imagem da Virgem Maria e onde, diariamente, se ajoelhava e fazia suas orações.
Sua inteligência e piedade, logo chamaram a atenção do vigário, que aconselhou seus pais a permitirem que ele entrasse na escola.
Foi matriculado em um colégio religioso de Franciscanos na cidade de Dax e lá fez os estudos básicos. Os estudos teológicos foram feitos na universidade de Tolusa. Foi ordenado sacerdote em 23 de setembro de 1600, estava com 19 anos, e aos 23 recebe o título de doutor em Teologia.
Pe. Vicente era muito estimado por todos, e seus sermões edificavam os seus ouvintes. Uma rica viúva que gostava de ouvir as sua pregações, ciente de que ele era muito pobre, deixou para ele uma herança, uma pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.
Ele foi atrás do devedor, encontrando-o recebeu grande parte do dinheiro; ao regressar o barco que estava foi aprisionado pelos piratas turcos, os passageiros foram levados para Turquia e lá vendidos com escravos.
Pe. Vicente foi vendido para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, ele passou para o poder de seu sobrinho que o vendeu a um fazendeiro.
Depois de algum tempo é libertado pelo fazendeiro e retorna para França, e lá em Avinhas, hospeda-se na casa do Vice-Legado do Papa e com ele vai para Roma, lá estuda e se forma e Direito Canônico.
Pe. Vicente retorna a França a pedido do Papa para levar um documento sigiloso ao Rei e pelo Rei foi escolhido como Capelão da Rainha. Seu serviço era atender os menos favorecidos, levando o alimento material e espiritual a todos os necessitados. Visitava diariamente os hospitais, presídios, escolas etc.
O ambiente no palácio era por demais luxuoso e Pe. Vicente pediu a Rainha para ir morar numa pensão.
Com o passar do tempo Pe. Vicente conhece o Pe. Berulle, e este logo foi nomeado Bispo de Paris. Pe. Vicente foi indicado para assumir uma pobre paróquia no subúrbio de Paris; lá criou a confraria do Rosário para que seus confrades visitassem os doentes diariamente.
O Bispo Dom Berulle indica o Pe. Vicente para dar formação aos filhos do general das Galeras, assim com atender os colonos e trabalhadores de suas propriedades.
Foi residir no Palácio dos Gondi, e lá morou por 5 anos, e com auxílio da Senhora de Gondi, funda a Congregação das Missões e a Confraria da Caridade, sendo que a primeira cuidaria da evangelização dos pobres camponeses e a confraria da caridade daria assistência espiritual e corporal aos doentes menos favorecidos, era o ano de 1618.
Muitos homens, inclusive muito jovens seguem Pe. Vicente, que exige de seus filhos espirituais pregações simples e ternura em seus corações. Pe. Vicente recebe um leprosário que estava vazio, para residência de seus padres.
Somente em 1633 a ordem recebeu o reconhecimento , a bula do Papa Urbano VIII. Pe. Vicente sempre tinha um olhar de ternura e carinho para com as crianças abandonadas, os velhos esquecidos e marginalizados, os pobres e doentes, além dos encarcerados. Durante sua vida fundou grandes obras, que até hoje estão a serviço da humanidade.
Em 1633, encontra-se com a viúva Luísa de Marilac e com ela funda a Confraria das Irmãs da Caridade. Muitas damas da sociedade unem-se a nova ordem, e juntas formam um exército de voluntárias que saem pelas ruas, para visitar os presos, os idosos desamparados e principalmente as crianças jogadas nas ruas e nas sargetas da intolerância.
O Serviço Social nasce de ideais de Pe. Vicente e Luísa de Marilac; que juntos recolhem fortunas dos ricos e as distribuem para necessidades dos seus assistidos.
Em 1648, Pe. Vicente envia seus coirmãos, para as primeiras missões em Madagáscar.
Pe. Vicente dizia que: “Jamais devemos perder de vista o divino modelo! É preciso ver Jesus Cristo no pobre, e ver no pobre a imagem de Cristo.”
Na madrugada de 27 de setembro de 1660, Pe. Vicente com seus quase 80 anos e uma vida cheia de lutas, conquistas e doações, entrega nas mãos do dispensador de nossas vidas, a sua própria vida. Pe. Vicente gastou-se por amor...
Seu sepultamento foi marcado pelas lágrimas de gratidão de tantos orfãos que o tiveram por pai, de tantos idosos que o tiveram por filho, de tantos doentes que o tiveram como remédio e de tantos encarcerados que o tiveram como advogado, conselheiro e amigo.
Foi canonizado em 1737, e em 1885 é declarado o Patrono de todas as obras de caridade da Igreja.
São Vicente, a tua presença no mundo, através de teus filhos e filhas espirituais, é o que o faz ser mais e melhor.
Louvemos a Deus, pelas maravilhas realizadas em seus Santos e Santas.
Amém
Paz e Bem!