quinta-feira, 23 de julho de 2009

Os Leigos e as Ordens Terceiras(Seculares)


Os Leigos e as Ordens Terceiras(Seculares)

“Mas a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do Dom de Cristo... é por ele que todo o corpo é coordenado e unido por conexões, que estão ao seu dispor, trabalhando cada um conforme à atividade que lhe é própria” (Efésios 4, 7-16).

Quando alguém se consagra a Deus, está na verdade declarando-se servo(a) do Senhor e servo é aquele que se coloca à inteira disposição de seu Senhor em todas as circunstâncias; a consagração, portanto, é um convite de Deus que provoca um gesto humano. O despreendimento e a gratuidade são duas exigências do Evangelho para quem se consagra.
Maria é o modelo perfeito da vida consagrada, da vida cristã: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se...”.
Para o renomado canonista, Dom Roberto Paes, bispo auxiliar de Niterói, o leigo consagrado e o consagrado secular não se separam do mundo, isto é comum para os dois, mas enquanto um pertence ao estado da vida consagrada, o outro não.
Conclui que o leigo consagrado, a partir do estado laical visa um compromisso para ser melhor leigo, mas o ser é laical. Já o consagrado secular faz uma profissão que torna diferente seu estado de vida na Igreja. Sua consagração é vivida no mundo, mas o substancial é que é um consagrado.

As Ordens Terceiras

As Ordens Terceiras são associações de leigos católicos (podendo tambem, fazer parte sacerdotes diocesanos), vinculados às tradicionais ordens religiosas que despontaram na Idade Média, tais como Franciscanos, Carmelitas, Dominicanos, etc... e que desejavam viver o evangelho em plenitude.
O primeiro fundador a pensar em um regra de vida para leigos ou seja uma terceira ordem foi Francisco de Assis, em 1221, e o primeiro casal a receber a regra e professá-la foi São Luchésio e Buonadona.
Leigos casados, solteiros viúvos, reis, rainhas, gente do povo, de todas as classes e idades, que sentiam, em seus corações, um desejo imenso de consagrar a Deus suas vidas, permancendo no mundo e junto dos seus.
A Ordem Franciscana Secular, a partir do ano de 1978, recebeu das mãos do saudoso Papa Paulo VI, a nova regra, em vigor até os dias de hoje.
Os franciscanos seculares vivem no mundo os desafios cotidianos, tendo por alicerces “a Palavra de Deus” e os escritos do Seráfico Francisco de Assis.
Ainda hoje ecoam em nossos ouvidos e corações a exortação do Papa João Paulo II, quando do Capítulo Geral de 2002, disse: “Vós, Franciscanos Seculares, viveis por vocação a pertença à Igreja e à sociedade, como realidades inseparáveis. Por isso, é-vos pedido, antes de mais nada, o testemunho pessoal no ambiente onde viveis”.
No mundo e na história tivemos como franciscanos seculares: Luis da França, Santa Isabel da Hungria, Princesa Isabel, Papa Leão XIII, Papa Pio X, Papa Bento XV, Dom Hélder Câmara, Chiara Lubich, Presidente Tancredo Neves, etc.

Seguimos Jesus nos passos de São Francisco de Assis!

Paz e Bem!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Santo Inácio Loyola


Santo Inácio Loyola
31 de Julho
“Fundador dos Jesuitas”

“Nosso canto celebra a Inácio, de um exército de heróis comandante, general que os soldados anima com palavras e atos, constante”. (Lt. horas)

O ano de 1491 marcou para sempre a história do célebre Castelo de Loyola, que fica localizado nas proximidades da cidade de Azpeitia, na Biscania, em Espanha
No requinte da nobreza espanhola nasceu Iñigo López de Oñaz y Loyola, o 13º filho de Ibañez de Oñaz y Loyola e Marina Sáchez de Licona, tinha 6 irmãos e 6 irmãs.
O Lar numeroso do nobre senhor Ibañez estava alicersado em sólidos principios morais e cristãos. Aos 6 anos Inácio experimenta a dor da perda de sua Mãe e aos 16 do velho pai.
Com a morte de seu Pai, Inácio parte para Arévalo com propósito de trabalhar com pagem do tesoureiro real Juan Velasquez de Cuéllar, e assim terminar seus estudos
Aos 27 com a morte de Fidalgo Juan, ficou a serviço do Duque de Nájera, Vice-Rei-de-Navarra, e assim começa os feitos do nobre cavaleiro de Loyola.
Quanda a capital de Navarra, Pamplona, foi atacada pelos franceses, o corajoso Inácio com mais uma centena de soldados, defenderam a cidade rejeitando a rendição.
Foi nesta ocasião que Inácio faz sua primeira experência de fé, vê a morte muito de perto e o seu coração Cristão pensa em Deus. No dia 20 de maio de 1521, foi gravemente ferido, uma bala de canhão estilhaçou sua perna direita e em partes a esquerda. Só então a cidade de rendeu.
Os franceses reconheceram a valentia do nobre cavaleiro Inácio e o levaram de volta ao Castelo de Loyola onde receberia toda atenção e tratamento adequados.
Ao perceber que sua perna estava curta, uma da outra, e que o osso tinha soldado de forma errada, não teve dúvidas, pediu que serrassem o osso, sem anestesía, e endireitassem a perna.
Sabendo do risco da cirurgia, pediu para receber a unção dos enfermos, e como era muito devoto de São Pedro, rezou-lhe com devoção e na vigília de sua festa, 28 de junho, já estava fora de perigo.
O tempo que passou, em recuperação no Castelo de Loyola, entreteu-se lendo a vida dos Santos, e a cada dia o Senhor lhe dava sinais claros de sua missão.
Foi justamente neste período, que sem saber e ao fazer algumas anotações num caderno, estava editando o seu célebre Liuzo - “exercícios espirituais” que foi sendo completado ao longo de sua vida.
Numa noite, ajoelhado e em preces, diante da imagem de Nossa Senhora, tomou a resolução de se entregar todo e para sempre ao serviço de Deus. Suas preces são ouvidas e dias mais tarde, apareceu-lhe a Ssma. Virgem com o Menino Jesus nos braços, e a sorri confirma o seu próposito.
Já restabelecido, embora manco, deixa o Castelo de seus pais em Loyola, e vai ao encontro daquele que é a nova razão da sua vida.
Era o ano de 1522 Inácio parte em direção ao Santuário da Virgem de Monteserrat.
No Santuário de Monteserrat, depois de 3 dias fez uma confissão geral de sua vida e lá deixou sua mula.
As vésperas da Festa da Anunciação em 24 de março de 1522 deu a um mendigo seus trajes de rico cavaleiro e vestiu-se de peregrino com uma tosca túnica, um bordão e uma cabaça.
Foi no altar na Virgem de Monteserrat que Inácio passou a noite, fazendo a sua velada de armas como cavaleiro de Deus e entregou o punhal e a espada como oferta votiva a Nossa Senhora.
No dia seguinte dirigi-se a pé para Manresa, onde se aloja no Hospital de Santa Luzia, como um pobre mendigo, vivendo de esmolas.
Foi em Manresa que teve através das longas horas de oração e penitência, sua experiência mística. Confessava-se todas as semanas e diariamente participava da Eucarístia, teve varias visões de Jesus e Maria, foi agraciado com revelações do mistério da Ssma. Trinidade.
Em 1523 foi como peregrino a Terra Santa, visitou os locais santificados pelo seu Senhor, descobriu que Jerusalém é todo mundo, Jesus vive em todo mundo e todo mundo necessita da luz de Jesus...
Inácio retorna à Espanha e se estabeleceu em Barcelona, pois desejava retomar seus estudos. No ano de 1526 foi para a Universidade de Alcalá, e lá trabalha com os pobres, ensinando a doutrina Cristã e orientando os Cristãos através dos seus “exercícios espirituais”.
Alguns jovens, sentem-se inspirados por seus ideal, vestem-se da mesma forma e caminham como peregrinos. Atendendo ao Bispo de Toledo em julho de 1527 vai para Salamanca estudar porém é acusado de pregar a doutrina, sendo preso por 20 dias em uma cela suja e insalubre.
Foi para Paris em 1528, mendigou para custear seus estudos na Universidade de Sorbona lá encontrou na universidade dois jovens que apiravam grandes coisas, eram eles Pedro Fabro e Francisco Xavier.
Um forte desejo os anima, Pedro Fabro é o primeiro a ordenar-se sacerdote, e no dia 15 de agosto de 1534, Festa da Assunção de Maria, o pequeno grupo de amigos, Inácio de Loyola, Nicolau Bobadilha, Pedro Fabro, Diogo Lainez, Simão Rodrigues, Alfonso Salméron e Francisco Xavier, reuniram-se na capela dos Mártires de Montmarte e na eucarisitia celebrada por Pedro Fabro, antes da comunhão e diante da Hóstia Santa, fizeram os votos de pobreza, de castidade, e de peregrinação a Terra Santa.
O grupo foi a Roma, e em audiência com o Papa Paulo III Recebem dele a benção, a licença para ordenação sacerdotal, e assim foram ordenados em Veneza no dia 24 de junho de 1537. Combinaram entre si, que quando lhes perguntassem quem eram, responderiam; “Companheiros de Jesus”.
Inácio de Loyola, permaneceu em Roma com seus companheiros, e lá socorriam os pobres, os marginalizados e os esquecidos.
No dia 27 de setembro de 1540, o Papa Paulo III, confirma por escrito, a aprovação da Nova Ordem: “A Companhia de Jesus” os Jesuítas.
Pe. Inácio é escolhido Geral da ordem com o lema “Para maior glória de Deus”. Viviam da eucaristia, e de horas intermináveis de orações.
No Ano de 1551, fundou o Colégio Romano a atual Universidade Gregoriana. Em 1549, enviou Pe. Manuel da Nóbrega e mais cinco companheiros para o Brasil e em 1553 envia o Pe. José de Anchieta.
Pe Inácio, a cada dia, sentia suas forças esgotarem-se, os problemas se agravaram, e devido a um sério problema de vesícula, veio a falecer em 31 de julho de 1156, com 65 anos; suas últimas palavras; “Ó meu Deus”.
A “A Companhia de Jesus” no ano de sua morte contava com 1000 companheiros, 10 casas e 12 provincias.
Foi beatificado pelo Papa Paulo V em 1609 e canonizado a 12 de março de 1622 junto com Francisco Xavier.
“Tomai Senhor, e recebei, Toda a minha liberdade, a minha mémoria, o meu entendimentos e toda minha vontade. Tudo o que tenho e tudo o que possuo vós me destes. A vós, senhor, o restituo. Tudo é vosso...” (Sto Inácio de Loyola)
“Tudo para maior glória de Deus”.Amém!