segunda-feira, 30 de março de 2009

Divina Misericórdia



A Divina Misericórdia


“Desejo que o 1º Domingo depois da Páscoa seja a Festa da Misericórdia”.

19 de Abril de 2009

“Minha filha, não te canses de divulgar a minha misericórdia; consolarás com isso o meu coração, que arde como chama de compaixão para com os pecadores. (Diário – 1521)”.

Devemos buscar a Paz verdadeira no coração misericordioso de Jesus, um coração trespassado de dor e de amor; um coração que não se cansa de perdoar e amar.
O próprio Senhor assim falou à Santa Faustina: “Diz à humanidade sofredora que se aconchegue no meu coração misericordioso e eu enchê-la-ei de Paz” (Diário – 1074).

Corria o rigoroso inverno de 1931, quando no dia 22 de fevereiro, o misericordioso Salvador apareceu à Irmã Faustina, vestido com um túnica branca, com a mão direita levantada a fim de abençoar e a esquerda pousava sobre o peito fazendo com que da túnica, levemente aberta, deixasse sair dois grandes raios, um vermelho e o outro pálido. A irmã, em silêncio, fixou o olhar surpreso no Senhor; sua alma, de início espantada, sentia uma progressiva e vibrante felicidade, e então disse-lhe Jesus: “Pinta uma imagem de acordo ao modelo que estás vendo, e acrescenta a inscrição: ‘Jesus, eu confio em vós’; desejo que esta imagem seja venerada primeiramente na vossa capela e depois no mundo inteiro”.
E Jesus continuou: “Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá; prometo também já aqui na terra, a vitória sobre os inimigos e especialmente na hora da morte eu mesmo defendê-la-ei” (Diário – 47 e 48).
Depois o Senhor completa suas próprias explicações, dignas de atenção: “Ofereço aos homens um vaso, com o qual devem vir buscar graças na fonte da misericórdia”. O vaso é a imagem com a inscrição: “Jesus, eu confio em Vós”.
“Os dois raios representam o sangue e a água; o raio pálido representa a água que justifica as almas; o raio vermelho significa o sangue que é a vida das almas. Ambos os raios jorraram das entranhas da minha Misericórdia, quando na cruz o meu coração agonizante foi aberto pela lança.
Quando Longuinus, o soldado romano, trespassa o coração de Jesus, abrem-se as comportas da Misericórdia e nasce a Igreja, fonte dos sacramentos.
Estes raios defendem as almas da ira de Meu Pai; feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus. Desejo que o primeiro Domingo depois da Páscoa seja a festa da misericórdia” (Diário nº 299).
Nas palavras e na imagem de Jesus encontramos aquilo que na maioria das vezes nos falta: A confiança no seu amor e na sua misericórdia.
No alto da cruz o Senhor nos justificou a todos, tomou nossas dores, assumiu nossas faltas, e, diante do Pai, nos resgatou por suas santas chagas.
Quando contemplamos a imagem de Jesus Misericordioso com a inscrição: “Jesus, eu confio em Vós”, percebemos que o Senhor não se deixa vencer em generosidade e misericórdia; Ele vem ao nosso encontro para nos envolver no seu amor.
Devemos lembrar que às três horas da tarde, é hora da Misericórdia, é o momento da Graça, é a hora do: “Tudo está consumado”. O Senhor morre na Cruz!
Muitas vezes arrastamos por longos anos, mágoas, ressentimentos, dores, ingratidões, e com tudo isso sofremos! Sofremos porque não nos damos conta de que o Senhor está ao nosso lado oferecendo alívio, amor, perdão e Misericórdia.
É bom lembrar que devemos entronizar a imagem de Jesus Misericordioso em nossos lares, locais de trabalho, igrejas, escolas, etc, e receber em abundância as Misericórdias do Senhor.
A novena à Misericórdia Divina inicia-se na 6º Feira-Santa e termina no sábado que antecede à Festa da Misericórdia no 1º Domingo depois da Páscoa. Devemos praticar as obras de misericórdia que são:
Corporais: 1. Dar a comer a quem tem fome
2. Dar a beber a quem tem sede
3. Vestir os nus
4. Acolher os peregrinos
5. Assistir os enfermos
6. Visitar os presos
7. Enterrar os mortos

Espirituais:1. Dar bom conselho
2. Ensinar os ignorantes
3. Corrigir os que erram
4. Consolar os tristes Santa Faustina
5. Perdoar as injurias
6. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo


Senhor, fazei que eu veja com teus olhos; ouça com teus ouvidos; fale com tua boca as tuas santas palavras; que eu sinta, ame e perdoe com teu coração; trabalhe e abençoe com tuas mãos; e caminhe com teus pés, sem cessar, até o cumprimento da minha jornada, Amém!
Paz e Bem!
Márcio Antônio Reiser O.F.S.

terça-feira, 24 de março de 2009

Maria aos pés da Cruz


Maria aos pés da Cruz

“Ó Morte, por que me rasgas as entranhas com tua aguda espada? E ensangüentada arrebatas do colo maternal, o filho? ( Beato José de Anchieta)”.

O Céu está encoberto, sopra um gélido vento e com persistência sacode o letreiro encimado da cruz: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”.
O corpo inerte e sem vida do Rei repousa no trono cruento do madeiro da cruz: “comsummatum est”, (tudo esté consumado).
Alguns poucos lamentos, contam-se nos dedos as testemunhas da Cruz, algumas Marias, um soldado, um apóstolo apenas (aquele que Jesus amava), e Ela, a Mãe Dolorosa, a Rainha dos Mártires.
De pé, com as mãos ensangüentadas, unidas em prece silenciosa, Maria contempla o Mistério da Redenção; relembra o “Sim” da anunciação, e novamente é convidada a dizer “Sim” aos pés da Cruz. O “Sim” que gera a Igreja de Jesus Cristo.
O saudoso Papa João Paulo II tão bem definiu o momento de Maria aos pés da Cruz, dizendo: “Na anunciação, Maria dá no seu seio a natureza humana ao filho de Deus; aos pés da Cruz, em João, recebe no seu coração toda a humanidade. Mãe de Deus desde o primeiro instante da encarnação, ela torna-se mãe dos homens nos últimos momentos da vida do Filho, Jesus”.
Eis a atitude que podemos aprender com Maria: não ter medo da cruz; contemplá-la com amor, pois o crucificado é a própria encarnação do amor.
Aos pés da Cruz, ela se tornou nossa Mãe; pela oblação que fez do seu próprio filho, cooperando para que tivéssemos a Vida da Graça.
Maria é, portanto, nossa Mãe, nossa verdadeira Mãe na ordem espiritual porque é Mãe de Jesus Cristo, e Jesus Cristo é a cabeça do corpo místico (Igreja), cujos membros (atuais e potenciais) somos todos nós, a humanidade inteira.
O lado é aberto pelo lança do soldado romano Longuinus, um manancial de amor é derramado do Coração de Jesus. Um oceano de misericórdia escorre pelo madeiro, encharca a terra seca pelo pecado e traz vida nova.
Sangue e água, eis o que jorra do lado aberto! Do coração escancarado de Jesus nasce a Igreja Sacramental!
A partir dessa hora, da dor e da agonia, Maria está elevada a posição de segundo Eva, tornando-se Mãe de todos os viventes remidos pelo Sangue de Jesus.
Santo Agostinho formulou o apostolado maternal de Maria assim: “Todos os predestinados estão, neste mundo, ocultos no seio da Ssma. Virgem, onde são guardados, alimentados, conservados e engrandecidos por essa boa Mãe, até que ela os gere para a Glória depois da Morte”.
Maria Mãe da Igreja corpo mistico de Cristo, roga por todos nós, teus filhos gerados aos pés da cruz. Amém
Paz e Bem!

sábado, 7 de março de 2009

São Domingos Sávio



SÃO DOMINGOS SÁVIO



“Antes morrer do que pecar”
“Procureis o que é agradável ao Senhor e não participeis nas obras estéreis das trevas, pelo contrário, condenai-as abertamente. “(Ef.5,10-11).

O Pequeno Domingos Sávio nasceu aos 2 de abril de 1842 numa aldeia perto de Turin.
Filho do ferreiro Carlos Sávio e da Dona Brígida, que apesar da extrema pobreza, viviam num ambiente familiar de amor, fé e alegria.
Domingos era uma criança especial e sempre surpreendia seus pais com gestos de afeto, palavras de encorajamento e edificação
No ano de 1847, os Sávio partem para um lugar, chamado Murialdo, D. Brígida trabalhava como costureira, além de cuidar dos afazeres domésticos, e Seu Carlos Sávio, além de ferreiro, trabalhava no campo.
O Capelão de Murialdo era o Padre João Zucca, Sacerdote Santo e piedoso que logo percebeu no pequeno Domingos Sávio um perfume de Santidade.
Numa fria manhã de inverno, por volta das 5 horas. Padre João ao abrir a Igreja para a primeira missa , encontra o pequeno Domingos, envolto em agasalhos, na escadaria aguardando a missa, tinha apenas 5 anos de idade.
Daquele dia em diante Domingos Sávio começou a servir nas missas como coroinha.
No ano de 1848, Domingos começa a frequentar o 1° ano primário e por sorte seu professor era o Padre João Zucca.
Era comum naquela época que as crianças recebessem a 1ª comunhão aos 12 anos, porém, Padre João Zucca , conversando com alguns sacerdotes dos povoados vizinhos e de comum acordo quiseram conhecer Domingos que estava com 7 anos e testar seus conhecimentos e virtudes.
Todos os sacerdotes foram unânimes em aprovar nosso Santinho, e no dia 08 de abril de 1849, festa da Páscoa, recebeu Jesus na Eucaristia.
Ao chegar em casa, escreve seu tratado de vida:

“Lambranças da minha 1° Comunhão.”

01. Confessar-me-ei com muita frequência e farei a comunhão todas as vezes que o confessor permitir.
02. Quero santificar os Dias Santos.
03. Meus amigos serão Jesus e Maria.
04. Antes morrer que pecar


Para continuar seus estudos, Domingos deveria ir e vir a Castelnuovo que distava cerca de 5 km de sua casa, perfazendo, assim, 10 km diários. Apesar de sua aparência frágil e de sua estatura franzina, suportava frio, chuva e calor com paciência e amor.
Certo dia um camponês que diariamente o via passar a pé perguntou-lhe:
-Você não tem medo de andar sozinho por estes caminhos:
-Nunca estou só, meu anjo da guarda me acompanha! Respondeu Domingos.
O camponês, surpreso acrescentou:
-Vai se cansar, com este calor!
-Não, não me canso porque trabalho para um patrão que me paga muito bem!
-Para quem trabalhas? Quem é teu patrão?
- Nosso Senhor, que paga até um copo de água dado por seu amor!

A família Sávio decidiu retornar para Mondônio, lá havia escolas e Domingos não precisaria caminhar tanto.
No Colégio conheceu Pe. Cagliero, que era seu professor e logo percebeu em Domingos uma grande bondade.
Ainda neste colégio, Domingos, foi injustamente acusado de uma grave falta que seus colegas cometeram. Ele porém calou-se! Foi repreendido publicamente mesmo sendo inocente.
O Pe. Cagliero era amigo e conterraneo de Dom Bosco, e pensou que a seu lado Domingos Savio receberia uma excelente formação.
No dia 2 de outubro de 1854, aconteceu o primeiro encontro, em Castelnuevo, na frente da casa do irmão de Dom Bosco.
Domingos Sávio perguntou à Dom Bosco:
-Leva-me a Turim para estudar?
-É, parace que temos ái uma boa fazenda! Respondeu Dom Bosco.
-E para que pode servir essa fazenda? Perguntou Domingos Savio
-Para fazer uma roupa e dá-la de presente
a Nosso Senhor.
-Então eu sou a fazenda e o Senhor é o alfaiate, leve-me e faça de mim uma bela roupa.

Sendo assim, no dia 29 de outrubro de 1854, Domingos fez um pacote com livros e roupas e tambem com algumas guloseimas que sua mãe preparou para a viagem. A separação foi penosa, porém decisiva.
Domingos cheio de encanto, apesar da separação da familia, encontrou um lar, o pai Dom Bosco e a Dona Margarida mãe de Dom Bosco, e mais 115 irmãos que corriam, jogavam, estudavam, aprendiam algum oficio e rezavam.
Dom Bosco, a cada instante, se surpreendia com seu aluno Domingos!
Domingos dizia: “Os olhos são a janela da alma. Pela janela passa o que se deixa passar. Por ela podemos deixar passar um anjo ou um demonio, e fazer com que um deles se torne dono do nosso coração” e assim Domingos dava exemplos e lições de vida, com o tempo conquistou a todos, até que em fevereiro de 1857, durante um rigoroso inverno, foi acometido de uma tosse gravissima e a conselho de Dom Bosco, voltou para casa de seus pais para um bom tratamento.
Domingos, ao se despedir de Dom Bosco disse:
-Eu não volto mais... Em seguida pede a Dom Bosco perdão e este assim respodeu:
-Garanto-lhe em nome de Deus que seus pecados foram todos perdoados.
Domingos beija a mão do pai Dom Bosco e parte para sua casa, a dor da partirda dilacera o coração do mestre e seus colegas.
Ao chegar em casa recebe o amor e a afeição de seus pais e irmãos, todos fazem festa com a sua volta, seu estado de saúde se agrava e são obrigados a chamar o médico.
Por alguns dias o médico acompanhou o sofirmento do jovem Domingos, porem seus estado piorava e ele se mantinha sereno, apesar das dores.
Em tudo daca graças a Deus e tudo ofericia por amor a Jesus.
Em 9 de março de 1857, Domingos nascia uma segunda vez diretamente para o céu, estava com 15 anos e no dia 12 de junho de 1954 Pio XII o eleva a honra dos altares.
São Domingos Sávio viveu o ideal da santidade, deixando o exemplo para todos os jovens idependente seu tempo.

Oremos

Ó amável São Domingos Sávio, que em vossa breve vida, fostes admiravel exemplo de virtudes cristãs, ensinai-no a amar Jesus com vosso fervor, à Virgem Santa com vossa pureza às almas com vosso zelo; fazei ainda que imitando-vos no proposito de tornarmo-nos santos, saibamos como vós preferir a morte ao pecado, para poder-vos encontrar na eterna felicidade do céu.