quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Os Servos de Maria


Os Servos de Maria

“17 de fevereiro”


“E desde aquela hora a recebeu como mãe, como mãe dolorosa. Sejamos discípulos de Jesus, em verdade. Acompanhemos com amor Maria Santíssima nas suas dores, para que, sofrendo como ela, consigamos aliviá-la em suas tribulações” (São João Crisóstomo).

A bela Florença, capital da região da Toscana, na Itália é considerada o berço do Renascimento Italiano; é uma das cidades mais belas do mundo. Florença deu à Igreja, vários papas e deu ao mundo das artes Dante Alighieri.
Naquele tempo a Itália achava-se dividida em muitos partidos que se odiavam e perseguiam. Cidades declaravam guerras umas contra as outras, e sempre os jovens eram convocados a dar um testemunho heróico diante da sociedade. Todos almejavam as glórias terrenas.
Foi justamente nesse palco de armas e guerras, de belas artes e modas, que o Senhor suscitou, na sociedade Florentina, a sete jovens redescobrir o valor do Evangelho.
No dia 15 de Agosto de 1233, Nossa Senhora apareceu a cada um dos sete jovens, exortando-os a abraçar um gênero de vida mais perfeito. Ainda estavam extasiados com as palavras da Santíssima Virgem, quando foram até o bispo e relataram o fato. Eram eles: Bonfílio Monaidio, Bonajuncta, Manetto Antellense, Amideo, Uguccio, Sosteneo e Aleixo.
Decidem por levar uma vida austera, trocando seus belos trajes de nobreza por hábitos rudes e pobres, indo habitar em uma modesta casa de campo. Era o dia da natividade de Maria Santíssima.
A sociedade Florentina divide-se em opiniões sobre o novo jeito de ser e de viver dos sete jovens, que passam também a esmolar pelas ruas.
Quando andavam pelas ruas, num belo dia, um grupo de crianças, num só coro, exclamaram: “Eis os servos de Maria”.
Em pouco tempo decidem retirar-se para o Monte Senário, distante 4 léguas de Florença. O que motivou a mudança foi a necessidade de silêncio para orações e vida de solidão e penitência, conforme tinham prometido a Deus.
Dirigem-se a Santa Sé, pois desejam o reconhecimento canônico e uma regra escrita.
Diz uma antiga tradição que, numa noite de sexta-feira Santa, Maria Santíssima apareceu aos seus servos, vestida de luto. Em sua companhia viram anjos, alguns deles com instrumentos martirizantes da paixão e morte de Jesus; outros com o livro aberto da Regra de Santo Agostinho e com o título escrito em ouro: “Servos de Maria”; outros, ainda, traziam um habito preto e uma palma.
O hábito preto e a palma, Maria deu aos religiosos dizendo: “Escolhi-vos meus servos, para que, usando do meus nome, ides trabalhar na vinha de meu Filho. Eis aqui o hábito que vos dou. Sua cor negra lembrar-vos-á das dores que sofri aos pés da Cruz. A Regra de Santo Agostinho servirá de norma para vossa vida; a palma, far-vos-á lembrar da Glória Eterna”.
Maria apareceu ao bispo e ordenou o proceder da vestição do hábito dos Servos de Maria; e esta aconteceu no dia da Páscoa. Em 1251, o Papa Inocêncio IV aprovou a regra e a ordem, 70 anos depois, contava com 10.000 religiosos em toda a Europa.
Os Nossos Servos trocaram as coroas de glorias das armas e se armaram com a coroa das dores da Santíssima Virgem Maria.
Que os Santos Servitas nos inspirem sempre um grande amor à Paixão do Senhor, assim como as dores da Nossa Senhora.
Paz e Bem!
Amém

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Santo Antão


Santo Antão

17 de Janeiro

O Apostolo da Solidariedade e da Caridade

“Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e da-los aos pobres e terás um tesouro dos céus. Depois, vem e segue-me” (Mt 19,21).
O catecismo da Igreja Católica 2654 diz que: “Os padres espirituais, para fraseando Mt 7, 7, resumem assim as disposições do coração alimentando pela palavra de Deus na oração:”
“Procura pela leitura, e encontrareis meditando; bate, orando e vos será aberto pela contemplação.”
Nos primórdios do cristianismo, já na época dos apóstolos, iniciou-se por parte dos religiosos e leigos uma busca de Deus na contemplação em retiros e na solidão.
Muito se deve também pelas perseguições dos romanos o que fez com que os cristãos abandonassem familiares e tudo o que possuíam para viver conforme o evangelho, e conforme o conselho de Jesus: “Quando vôs perseguirem numa cidade, fugi para outra” (Mt 10,23)
Diz uma antiga tradição que o Egito dos séculos III e IV contava com algumas comunidades cristãs bastante numerosas e atuantes, inclusive conforme, também, uma antiga tradição, em Alexandria existia uma sede patriarcal fundada pelo evangelista São Marcos.
Nascendo em um lar cristão onde se vivia e praticava os exercícios de piedade, e caridade no ano de 251 no Egito nosso pequeno Antão vinha ao mundo para ser um luzeiro de testemunho e fé!
Cedo perde seus pais e herda uma discreta fortuna, procura de todas as formas descobrir o sentido da vida e foi justamente numa celebração eucarística que se sentiu tocado pelas palavras do evangelho: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e da-los aos pobres e terás um tesouro dos céus. Depois, vem e segue-me” (Mt 19,21).
Tomando para si este conselho evangélico, Antão, retirando-se para o deserto, inicia uma vida de oração, trabalho e penitencia.
Logo sua fama de santidade se espalhou por toda a região e se vendo muito procurado e admirado, Antão mudou-se mais para o interior do deserto; porém sua vida e exemplo atraíam seguidores e discípulos.
Os Discípulos de Santo Antão, levavam uma vida comunitária pois, cada um tinha sua cabana isolada e todos sobre a direção espiritual de nosso santo.
Santo Antão refugiou-se, mais uma vez para o deserto, aspirando a uma maior solidão, vivendo ininterruptamente por dezoito anos de contemplação, oração e extrema solidão.
Tanto no Egito como na Ásia menor, muitos outros discípulos decidiram viver com Santo Antão, uma ascese fascinante.
Não podemos imaginar, Santo Antão, como um alienado ou despreocupado com os problemas comuns, pois mesmo na solidão Antão foi procurado pelo clero e magistrados em busca de conselhos. Ele não estava alheio as luta que afligiam a Igreja do seu tempo.
No tempo da perseguição de Diocleciano aos cristãos, visitou varias vezes Alexandria a fim de consolar e fortalecer os irmãos na fé, defendeu Atanásio bispo de Alexandria quando perseguido e caluniado pelos arianos.
Depois de muitas provações, decepções e lutas espirituais Santo Antão, ao longo de seus 105 anos de idade, e sentindo a morte se aproximar, chama seus discípulos e deu-lhes o último conselho:
“Lembrai-vos dos meus ensinamentos e do meu exemplo evitai o veneno do pecado e conservai integra a vossa fé viva na caridade como se tivesses de morrer a cada dia”.

Paz e Bem!



domingo, 18 de janeiro de 2009

Santa Inês, Virgem e Mártir






Santa Inês, Virgem e Mártir

21 de janeiro 304

“...combate o bom combate da fé, conquista vida eterna para a qual foste chamado e da qual fizeste solene profissão diante de muitas testemunhas” (1 Tm, 6, 12).

Inês nasceu em Roma, descendente de nobres cristãos. Logo que soube avaliar a excelência da pureza virginal, ofereceu-se a Deus.
Jovem, de beleza encantadora, Inês era cortejada e disputada pelos melhores pretendentes de Roma. Recusou até mesmo o pedido de casamento feito pelo filho do prefeito da cidade, alegando seu compromisso como esposa de Jesus Cristo.
O magistrado imperial procurou persuadi-la a negar Cristo. Inês não cedeu em sua fé, o que fez aumentar a ira do magistrado, que, ameaçando-a de morte, mostrou-lhe os instrumentos de tortura.
Nem mesmo tais ameaças intimidaram Inês, e ela com coragem e determinação declarou: “Jesus Cristo vela sobre a vida e a pureza de sua esposa e não permitirá que lha roubem. Ele é o meu defensor e abrigo. Podes derramar o meu sangue, nunca, porém, conseguiras profanar o meu corpo, que é consagrado a Cristo”.
Foi arrastada brutalmente ao lugar onde se achavam as imagens dos deuses e intimada a queimar incenso. A jovem Inês levanta os olhos aos céus e faz o sinal da cruz.
No auge de seu furor, o magistrado encaminha Inês a uma casa de prostituição. Ninguém ousou tocar em nossa jovem, pois todos que dela se aproximavam saíam extasiados com seu olhar divinal.
Sem saber o que fazer e já humilhado por suas derrotas, o magistrado ordena que Inês seja decapitada. Nossa jovem encheu-se de júbilo. Ajoelhada e com a cabeça inclinada em adoração ao Senhor, é golpeada de morte e todos os presentes soluçam de dor.
Santa Inês completou o martírio em 21 de janeiro de 304, tendo apenas a idade de 13 anos.
Do nome Inês há duas interpretações, a grega e a latina. Inês em grego é hagne, isto é, pura; em latim, agna, significa “cordeirinho”. Dois dias depois de sua morte, a mártir apareceu a seus pais, acompanhada de um grupo de virgens, tendo a seu lado um cordeirinho. No dia de sua festa, 21 de janeiro, todos os anos, os cônegos de São João do Latrão, que servem na Basílica de Santa Inês, fora dos muros, oferecem ao Papa dois cordeiros, para que depois de benzidos, sejam tosquiados e com a lã sejam confeccionados os pálios dos arcebispos.
A castidade deve ser sempre encarada como uma opção de vida; a opção por um amor maior e mais abrangente, um amor sem limites e sem fronteiras!
Santa Inês é cantada na ladainha de todos os santos. A Igreja se alegra com o testemunho da jovem Inês e com muito mais orgulho a comunidade paroquial de Balneário Camboriú, homenageia sua padroeira, e se prepara para seus festejos.

Paz E Bem