domingo, 13 de janeiro de 2008

Apresentação do Senhor



Jesus, a Luz do Mundo!

02 de Fevereiro

“Uma luz que brilhará para os gentios e para a glória de Israel, o Vosso Povo” (Lc. 2, 32).

“A união entre mãe e filho na obra da redenção manifesta-se desde o momento da concepção virginal de Cristo até a sua morte, [...] e quando ela o apresentou ao Senhor no templo com a oferta do Dom específico dos pobres, ouviram de Simeão as palavras que prenunciaram que o filho se tornará sinal de contradição e que uma espada transpassaria a alma da mãe para que fossem revelados os pensamentos de muitos corações” (Vaticano II – LG – 57).

Lemos que: Quando se completarem os dias (40 dias após o nascimento), José e Maria levam o menino Jesus ao templo em Jerusalém, para ser consagrado a Deus, conforme esta escrito: “Todo o filho primogênito varão será consagrado ao Senhor”. Ofereceram o sacrifício dos pobres, um par de rolinhas ou pombinhos, conforme ordena a lei.
Se todo o primogênito era propriedade de Deus, Jesus o era mais do que ninguém.
O templo está repleto da Glória de Deus, inundado pela da figura do Santo Menino, ele é: “A luz verdadeira destinada a iluminar as trevas do mundo”.
Somente os de coração aberto e os generosos, os simples e puros de coração, são capazes de sentir a presença e a ternura desta luz. É o caso do velho Simeão e da Profetiza Ana, que aguardaram, com os sacrifícios e penitências, a chegada daquele momento:
“Contemplar aquele que é a luz do mundo”.
Embora não estivesse obrigada, Maria quis sujeitar-se a Lei como as outras mães, assim como Jesus aceitou também a circuncisão e as demais prescrições da Lei Judaica.
Neste mistério da apresentação de Jesus, as mãos puras de Maria são a primeira patena sobre a qual Deus coloca a primeira hóstia; e dessa patena, a tomou o sacerdote do templo para elevá-la sobre o altar e oferecê-la ao Pai. Sabemos também, que toda a oferta consiste em uma renúncia, então Maria ao apresentar o menino de suas entranhas, carne de sua carne e sangue de seu sangue, inicia o mistério da dor que será completado aos pés da cruz, a cruz será a espada de dor que transpassará sua alma.
Temos então que a apresentação do Senhor além de ser um mistério gozoso é também um mistério doloroso.
Simeão, movido pelo Espírito Santo, veio ao templo, era chegado o momento, o ancião tomou o menino em seus braços e louvou a Deus pelo cumprimento da promessa, ele contemplaria a luz das nações e a glória de seu povo. Simeão não desejava mais nada, pois eu tudo era aquele menino.
E com os olhos irradiando emoção e luz, olhou para Maria e disse: “Este menino será um sinal de contradição... e quanto a ti uma espada de dor transpassará tua alma”.
“Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da Glória possa entrar!” (Salmo 23).
“Como Simeão e Ana, tomai Jesus dos braços de sua Mãe Santíssima, repletos de alegria pelo dom da vocação; levai-o a todos. Cristo é a salvação e a esperança para cada homem” (João Paulo II).
Maria apresenta o Cristo como luz que ilumina as trevas... O cristão é alguém que espera. O círio aceso enfatiza esta atitude, e a procissão com velas expressa muito bem o
“Ir ao encontro com o Cristo que vem”.

Paz e Bem!
Márcio Antônio Reiser O.F.S.

Nossa Senhora da Consolação(da Correia ou da Cinta)




21 de janeiro

“Bendito seja Deus Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de Misericórdia e Deus de toda consolação, o qual nos consola em toda a nossa tribulação, para que também nós possamos consolar os que estão em qualquer angústia...”
(II Cor. 1, 3 – 5)

Devemos procurar a consolação junto a Deus e junto a Maria, pois ela é a mãe dos aflitos. E Jesus lembra que: “Bem-aventurados são aqueles que choram porque serão consolados” (Mt. 5, 5).

Nossa mãe sabe consolar, como ninguém, nossas aflições, pois a sabedoria divina está em seus lábios: “Os teus lábios são como o favo de que destila mel” (Cant. 4, 11). Com que doçura destilam dos lábios de Maria suas expressões de consolo.
Esta devoção mariana vem dos tempos dos santos apóstolos. Após a morte e ressurreição de Jesus, eles tinham Maria por verdadeira mãe e mestra, consumada na ação do Espírito Santo, o consolador prometido. Maria é a própria consoladora do espírito, a fortaleza que reconforta os sofredores, o porto seguro dos aflitos.

Origem histórica da Correia ou Cinta da Ssma. Virgem Maria



Era de costume, na Judéia, as mulheres andarem cingidas, na cintura, com uma correia, desde pequenas, como símbolo de pureza.
A Virgem Maria também usou, como toda judía, durante toda a sua vida, uma correia, sendo com a mesma sepultada. Uma tradição muito antiga narra que por ocasião de sua morte, achavam-se, por inspiração divina, reunidos junto dela, os apóstolos, exceto São Tomé, que estava muito longe, e chegara três dias depois. Estando já sepultada a Ssm. Virgem, ele ficou tristíssimo e com grande desejo de vê-la pela ultima vez.
Os apóstolos tinham tanto amor e veneração por Maria, que carinhosamente a chamavam de mãe. E era com coração de filhos que eles, após três dias, ainda velavam o sepulcro fechado; para consolar Tomé, removeram a pedra que o fechava, porém, com espanto geral, viram que o corpo puríssimo de Nossa Senhora lá não estava, encontrando-se apenas as suas vestes e a correia, no meio de rosas, que exalavam um suave aroma.
A virgem Maria foi levada aos céus pelos anjos da corte celeste.
O apóstolo Tomé, tomou nas mãos a correia, e, cheio de consolação, venerou a preciosa relíquia, colocando-a no sepulcro novamente. Como lembrança daquele acontecimento, Tomé passou a usar uma correia semelhante à de Nossa Senhora.
Passados muitos anos, Juvenal, patriarca de Jesuralém, encontrou o sepulcro onde esteve, por três dias o corpo virginal de Maria, e lá estava a bendita correia. A Imperatriz Santa Pulquéria a fez transportar para Constantinopla e colocá-la numa magnífica igreja, construída para este fim. E assim difundiu-se a devoção da Santa Correia.
Este culto piedoso era muito querido do povo, pois São Germano, que era Patriarca de Constantinopla pelos anos 720, escreveu: “Não é possível ver vossa venerável correia, ó Sssm. Virgem, sem sentir-se cheio de alegria e penetrado de devoção”.
O monge Eutino, que viveu pelos anos 1098, pregando sobre ela, dizia: “Nós veneramos a Santa Correia, vemos conservar-se inteira depois de 900 anos: Cremos realmente que a Rainha do Céu cingiu-se com ela”.


Santa Mônica e a Sagrada Correia ou Cinta

Uma piedosa tradição, antecedente ao achado da Santa Correia pelo Patriarca de Constantinopla, refere o seguinte: Achando-se Santa Mônica desoladíssima com a morte de seu marido e com a vida desregrada de seu filho Agostinho, pedia com insistência a Virgem Maria que lhe mostrasse como devia vestir-se para imitá-la no tempo que passou sobre a terra, após a ascensão de Jesus ao céu.
Nossa Senhora apareceu-lhe vestida de preto e cingida por uma correia de couro e disse-lhe: “Filha, seja este o teu vestido... e recebe esta correia sagrada que cingiu este corpo que deu a luz o Salvador”. E acrescentou: “Doravante cinge-te com ela e propaga esta devoção de minha santa correia, pois eu te prometo especial proteção a todos que forem cingidos e venerarem piedosamente a Sagrada Correia”.
Em tudo Santa Mônica obedeceu a Nossa Senhora e ainda conseguiu que sua filha e netas usassem os trajes penitenciais com a correia; logo em seguida teve a graça de testemunhar a conversão de seu filho. Agostinho aceitou ser batizado, e desde esse dia usou a correia, legando à sua ordem este distintivo em honra da Rainha do Céu!
Com o crescimento da Ordem Agostiniana no mundo, espalhou-se a devoção da Sagrada Correia; porém, foi somente em 1256 que o Papa Alexandre IV reconheceu-a canonicamente e em 1575 que o Papa Gregório XIII definiu a confraria com o título: “Cinturados de Nossa Senhora da Consolação de Sto. Agostinho e Santa Mônica”, como é conhecida até hoje.
Temos aqui a manifestação do amor de Deus, um amor sem medidas, um amor que é consolo para os aflitos, refugio para os pecadores e poderoso auxílio para todos os cristãos. Maria Ssma. é sem dúvida a maior e a mais bela das manifestações criadas pelo amor de Deus!
“Deus juntou todas as águas do oceano e chamou de mar! Da mesma forma juntou todas as perfeições e maravilhas da graça e a chamou de Maria”.

Oremos:

Doce Mãe da Consolação
Tu que és a ouvinte da palavra,
A perfeita disciplina,
A serva dos pobres de Javé.
Tu que trazes em teus braços Jesus
A verdadeira consolação.
A ti consagramas as nossas vidas
nossas famílias, nossas crianças e jovens
e o mundo inteiro.
Abençoa-nos, Mãe da Consolação,
Amém.
Paz e Bem!
Márcio Antônio Reiser O.F.S.