domingo, 10 de maio de 2015

São Bento José Labre


16 de abril

O Mendigo de Cristo

Em Amettes, próximo a Arras, na França, no dia 27 de Março de 1748 nasce Bento José Labre, o primeiro de uma prole de quinze filhos. Seus pais eram modestos agricultores, porém, generosos e tementes a Deus.
Bento, assim como os outros irmãos, estudou numa escola rural. O pouco estudo lhe rendeu muitos valores. Aprendeu o latim com um irmão de sua mãe, e logo cedo sentiu o despertar do servir a Deus. Desejava ser monge trapista.
Quando completou 18 anos, com o consentimento dos pais, ingressou no convento trapista de Santa Algegonda. Sua permanência foi curta; os monges não o aprovaram. Não se dando por vencido, viajou centenas de quilômetros, debaixo de um rigoroso inverno, até a Normandia, onde pediu admissão no convento cisterciense de Montaigne. Não obteve autorização para ingressar.
Por mais duas vezes, Bento José ainda tentou ingressar em mais dois conventos: o dos cartuchos de Neuville e o de Sept-fons, e em nenhuma das duas vezes obteve sucesso. O desejo de servir a Deus e anunciar o Evangelho era maior do que todas as recusas.
Já peregrinando por dois anos, Bento, com 20 anos, decidiu que o seu mosteiro seria as estradas e, como peregrino, anunciaria o Evangelho nas periferias e ruas das cidades por onde passasse.
Em seu embornal de peregrino, levava somente o Novo Testamento, a Imitação de Cristo, o Breviário; o crucifixo trazia ao pescoço e o terço sempre nas mãos e em atitude de oração.
Seu quarto de dormir eram as ruínas do Coliseu. Alimentava-se das esmolas que recebia; pães, ervas, eram-lhe suficientes, além da água. Durante o dia, percorria as igrejas de Roma, além de todos os lugares sagrados da região.
Percorreu todos os santuários da Itália; somente o de Loreto visitou 11 vezes. Bento caminhava rezando e meditando e junto aos mendigos de Roma, lia o Evangelho, e ensinava-lhes a oração do santo rosário.
Sua vida de peregrino maltratou sua saúde; o frio, a neve, a pouca alimentação foram limitando as forças do mendigo de Deus, Bento José.
As condições de higiene eram por demais precárias, seus pés estavam feridos e cansados, suas pernas deformadas pelas andanças e pela artrose, suas mãos calejadas,  seu olhar cansado era como um farol luminoso da Graça.
Por todos aqueles anos, conquistou a simpatia de todos: sacerdotes, religiosos, estudantes, crianças, idosos e comerciantes. Todos lhe tinham em grande estima e respeito.
Bento José, apesar de sua aparência descuidada, era visto como um santo; suas palavras eram sempre de amor, gratidão, respeito e exortação. Por onde passava, traçava o sinal da cruz e a todos abençoava.
Cumpriu, por assim dizer, o seu ministério entre os mendigos e moradores de rua; seu apostolado foi grandioso pela sua pobreza e simplicidade.
Na primavera, já doente e cansado, o mendigo de Deus é encontrado agonizando na rua. É levado para a casa de um amigo, onde veio a falecer no ano de 1783.
Foi sepultado próximo da Igreja de Santa Maria dos Montes, e seu túmulo logo passou a ser visitado e tornou-se um lugar de romarias.
Suas virtudes foram reconhecidas pela Igreja e no ano de 1881 foi canonizado pelo Papa Leão XIII.
Que seu exemplo de amor e desprendimento nos inspire a praticar a verdadeira caridade.
Amem!

São Bento José Labre, rogai por nós!

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