domingo, 6 de julho de 2014

São Bento de Núrsia

“Ora et Labora”
11 de julho
Em Nursia, perto de Roma, pelo ano 480, nasceram os gêmeos Bento e Escolástica. Seus pais dispensaram cuidados especiais para com os gêmeos, eram zelosos e vigilantes com tudo aquilo que se referia a educação moral e religiosa.
Eram de nobre linhagem, e assim sendo tiveram os melhores formadores e educadores da Europa. Em todas as matérias e disciplinas, destacavam-se com as melhores posições. Porém o que mais lhes atraíam eram as aulas de religião. Os irmãos Bento e Escolástica se encantavam com as histórias dos primeiros cristãos e dos mártires.
Tão logo alcançou a idade para o ensino superior, Bento foi enviado a cidade eterna para dar continuidade de seus estudos, tendo em vista uma boa colocação na magistratura. O Império Romano estava em queda, os princípios morais estavam em decadência, o ambiente, em Roma, era de leviandade o que levou o jovem Bento a retirar-se nas montanhas da Úmbria, seguindo o exemplo dos eremitas. O lugar que escolheu foi , um penhasco quase inacessível. Algumas vezes recebia alimentação por meio de um cesto amarrado em uma corda, que um irmão eremita lhe oferecia.
Bento, por três anos, ficou na solidão daquela gruta, sua vida de oração e penitência contagiou outros jovens que desejavam fazer a mesma experiência. Entre seus primeiros discípulos encontramos Mauro e Plácido. Inspirado na regra dos mosteiros do Oriente, as de São Pacômio e São Basílio, Bento procurou adaptar o que melhor encontrou para a sua ordem monástica do ocidente.
Com a expansão da nova ordem e não encontrando mais o primitivo sossego de , Bento já com 40 anos, segue com os seus para o sul de Roma e lá constrói o famoso Mosteiro de Monte Cassino, o berço da Ordem Beneditina em todos os tempos. Monte Cassino deveria ser um modelo de vida consagrada, vida comunitária, tendo como o superior o abade (Abbas-Pai), vivendo todos a mesma regra e sendo autossuficiente. Os mosteiros beneditinos tiveram uma impressionante expansão por toda a Europa e praticamente, todos os modelos anteriores de eremitérios foram extintos. O fundador Bento elaborou a regra com definições claras para formar bons cristãos, perfeitos em virtudes, seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo, vivendo e praticando os mandamentos e os conselhos evangélicos. Ao redigir a regra Bento pensou no equilíbrio e na moderação. A regra deveria estar adaptável a todos e a capacidade de cada um. Todos os irmãos se sentindo encorajados nas batalhas cotidianas. O lema Ora et Labora é correspondente a Oração e Trabalho é um perfeito equilíbrio entre o tempo de repouso, de trabalho, oração e estudo, na dosagem perfeita.
Os Mosteiros Beneditinos tornaram-se na idade média, faróis de evangelização e ciência, centros de formação integral. Tendo em vista o desejo de expandir a regra para mulheres, São Bento contou com a ajuda de sua irmã gêmea – Escolástica, que a poucos quilômetros fundou o Mosteiro das Beneditinas.
São Bento foi homem de intensa vida de oração, levantava-se às 2:00 da madrugada para orar, jejuava diariamente e trabalhava diligentemente. Era na cruz do Senhor que encontrava forças e com ela operou incontáveis milagres e numerosos exorcismos.
Durante as refeições, São Bento era visitado por um corvo que se alimentava das migalhas que o santo lhe dava. Um dia deram ao Santo pão envenenado, e este tendo conhecimento do perverso plano, pediu ao corvo que levasse o pão envenenado para bem longe onde ninguém pudesse encontra-lo. O corvo foi e fez como São Bento pediu.
Mais uma vez tentaram envenenar o Santo. Alguns monges rebeldes desejosos de ver a regra mais flexível pensaram em eliminar o fundador e autor da regra. Durante o jantar, estando todos a mesa, São Bento pegou um copo de vinho e como de costume benze; o copo partiu e o veneno se espalhou. Retirou-se e voltou para o , por algum tempo.
São Bento era homem de profecias e grandes revelações, predisse inclusive que o mosteiro de Monte Cassino seria profanado e destruído. O que aconteceu em 850 e em 1944 na 2ª guerra mundial. São Bento morreu no mesmo ano que sua irmã Santa Escolástica, predisse sua morte e mandou abrir à sepultura seis dias antes de morrer. No dia 21 de março de 547 poucos dias depois de Escolástica, e estando com 67 anos, o patriarca São Bento entrega sua Santa Alma ao senhor e nosso Deus.

“A Cruz Sagrada seja minha luz, não seja o dragão meu guia, retira-te Satanás, nunca aconselhes coisas vãs, é mau o que tu ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno”.