sábado, 11 de agosto de 2012

Santa Mônica


Santa Mônica

27 de agosto

“Mulher de fé viril, de assentada gravidade, de cristã piedade e materna caridade” (Sto. Agostinho)

No ano de 332 em Tagaste, norte da África, nasceu Mônica, de família Cristã e abastada, sendo assim educada na Fé Cristã e teve como privilégio a permissão para estudar.
Mônica, jovem de fino trato, foi dada em casamento a um cidadão, também de Tagaste, e de nome Patrício. Patrício apesar de sua boa linhagem era rude e pagão, além de tudo era genioso e lento.
Para a jovem Monica os anos de convivência matrimonial foram difíceis e penosos, porém foi no crucificado que ela encontrou forças, para suportar o peso da cruz. Sua vida eram suplicas penitências e sacrifícios pela conversão de seu marido.
Da união de Patrício e Mônica nasceram três filhos; Agostinho, Navigio e Perpetua. O fruto de tantas lagrimas e orações foi a conversão de seu esposo Patrício, que logo após receber o batismo adormeceu na paz do Senhor.
Agostinho, filho mais velho, sempre foi motivo de preocupação para Monica o coração de mãe ficava apreensivo com a insubordinação do filho e também pela inconstância e temperamento difícil.
Quando seu pai morreu, Agostinho estava com dezessete anos, e decididamente saiu de casa alegando o desejo de estudar o mundo, porém lhe mostrou o caminho dos vícios e da imoralidade.
Dona Monica intensificou suas orações e suplicas pelo seu filho pródigo. O coração de mãe sofria e derramava lagrimas de dor pelos desmandos do filho. Certo dia ouviu de um bispo, a seguinte revelação: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lagrimas”.
Homem de espírito irrequieto, Agostinho destaca-se pela inteligência sendo um dos mais conceituados professores de retórica de Cartago. Para fazer sofrer, ainda mais, sua mãe, inscreve-se como membro ativo de uma seita Herética dos Maniqueus.
Tentando fugir dos cuidados e dos olhares de sua mãe, Agostinho foge para Itália, e em Milão é condecorado com o cargo de professor oficial de retórica.
Monica, não se dando por vencida, viaja da África para Itália com o firme propósito de recuperar o filho. O coração de mãe não se engana.
Por vezes Monica, em lagrimas, elevou suas preces à sempre Virgem Maria implorando sua valiosa intercessão.
Foi num desses momentos de intimidade com a Ssma. Virgem, que Monica recebeu o conselho de Nossa Senhora para usar a Sagrada Correia, segundo o modelo que ela mesma usava em Nazaré na Galiléia.
Em Milão, Agostinho tornou-se frequentador dos magníficos sermões do Bispo Ambrósio, primeiro por curiosidade, depois por interesse espiritual.
Os fatos pareciam confirmar o que em preces Mônica tanto desejou, pois Agostinho, seu filho Adeodato e seu amigo inseparável, Alipio, recebem o batismo de Santo Ambrósio.
Para Mônica, tudo estava consumado o fruto de suas preces e lagrimas, teria se confirmado com a conversão do filho era hora de voltar para a casa. Decide embarcar para África, Agostinho viaja acompanhado de sua Santa Mãe.
Próximo que estavam de Roma, ou seja, no porto de Óstia, Dona Mônica adoeceu e veio a falecer. Era o ano de 387, Monica estava com 55 anos, o belo modelo de mãe Cristã, deixa para a história o testemunho de fé e de perseverança de mais de 20 anos de preces, lagrimas e suplicas.
Santo Agostinho eternizou sua mãe escrevendo:
“Próximo já do dia em que ela ia sair desta vida, sucedeu que nos encontrássemos sozinhos ela e eu, apoiados a uma janela cuja vista dava para o Jardim Interior da casa. Era em Óstia, onde apartados da multidão, após o cansaço de uma longa viagem, retemperávamos a sós, muito docemente. Esquecendo o passado e ocupando do futuro, qual seria a vida eterna dos Santos, que nunca os olhos viram nunca o ouvido ouviu, nem o coração do homem imaginou. Nossos corações abriam-se ansiosos para a corrente celeste da fonte da vida divina.”
Que todas as mães possam ter a certeza de que suas preces não caem no esquecimento de Deus. Suas lagrimas comovem o coração do senhor. “Pois quando uma mãe se ajoelha em preces, um filho se levanta.”

Amém

Paz e Bem!

Ser Santo Hoje


SER SANTO HOJE?

Num ato de amor, o criador nos chamou à vida e soprou em cada um de nós o seu sopro Divino
e santificador, desde todo o sempre o Senhor nos criou para a eternidade.
Pela graça do batismo adquirimos a filiação divina, o batismo imprimiu em nossos corações
as virtudes da fé, da esperança e da caridade e pelo seu caráter indelével a vocação à
santidade.
"Sede santos, como o vosso Pai do Céu é Santo", é o que nos propõe o próprio Cristo Jesus.
A vocação à Santidade não consiste em privilégio de alguém e sim é para todos os batizados.
O nosso querido Papa Bento XVI assim se expressou sobre a santidade: "A beleza maior que
pode caracterizar uma pessoa é a santidade". A santidade consiste em viver em plenitude o
amor de Deus, fazer em tudo a sua vontade, isto é, assumir plenamente as bem-aventuranças
do evangelho.
Podemos adaptar para os tempos atuais o que Santo Agostinho escreveu para o seu tempo
sobre os santos: "Se estes e estas puderam ser santos, por que não eu?"
Estamos em 2012 celebrando o cinquentenário do início do concílio Vaticano II e que em
determinado momento falou da "Vocação universal à santidade na Igreja" e lembrou São Paulo
em sua primeira carta aos Tessalonicenses, quando chamou aos primeiros Cristãos de "Santos"
e lembrava que "A vontade de Deus é que sejais santos."
O modelo por excelência de Santidade foi a própria mãe do Senhor , o seu sim plenificou
toda a sua vida e trouxe a vida nova para todos os remidos por seu filho Jesus.
Hoje, como ontem devemos passo a passo buscar a nossa santificação, o mesmo espírito
santificador que inflamou e moveu os corações do apóstolos e primeiros cristãos é o que nos
move hoje.
Devemos, em cada momento clamar pelos dons e carismas do Espírito Santo para que ele
nos santifique em nossas ações diárias. Em cada momento, em cada situação .
Atletas, internautas, comunicadores professores, catequistas, músicos, estudantes,
comerciantes e empresários, e  políticos, todos temos um compromisso com o outro,
com o planeta, e com Deus. O perfume de santidade deve exalar de cada ação, de cada
gesto, de cada olhar......
O chamado a santidade é sempre atual e permanecerá eterno, pois aquele que nos
santifica é eterno.

São Boaventura O.F.M.


"SÃO BOAVENTURA O.F.M"
"15 DE JUNHO"

"Fostes instruído desde a tua juventude e como um rio foste cheio do saber.
Boa Ventura foste amado em tua Paz." (Lt. Horas)

O ar primaveril das montanhas e vales da Toscana inspiram os sábios, doutores e até mesmo os poetas, em seus devaneios a Toscana é, por excelência o esconderijo de Deus.
Foi na Toscana, na pequena Bagnarea que nasceu em 1218 o pequeno João Fidanza, o primogênito de uma família nobre e piedosa.
Quando completou 4 anos, o pequeno João adoeceu gravemente, e seu estado foi piorando a cada dia, todos os esforços pareciam inúteis. Sua mãe, já em desespero, correu ao encontro do jovem Francisco de Assis, sua fama corria a Itália.
Francisco de Assis tomou o menino em seus braços e orou sobre ele, imediatamente a pele voltou à coloração natural, a febre cedeu e um belo brilho nos seus olhos, pôde ser percebido por todos os presentes.
O menino sorriu e Francisco com um grito de júbilo exclamou: "oh buona ventura", por esse fato passou a ser chamado de Boa Ventura.
Crescia o pequeno Boa Ventura em idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Era dotado de uma memória esplêndida, uma sabedoria magistral e de uma humildade exemplar.
Aos 20 anos decidiu entrar na Ordem Franciscana, a ordem ainda sentia a morte de seu seráfico pai e fundador, Francisco de Assis; porém ainda se respirava o frescor do carisma inicial.
Frei Boaventura em tudo era obediente aos seus superiores, nenhum trabalho lhe era penoso, ou inconveniente, em tudo rendia graças a Deus.
Foi por uma determinação superior que partiu para a França, em Paris Frei Boaventura teria como mestre o célebre Alexandre de Hales. A virtude da inocência, a candura da alma levaram o mestre Alexandre dizer que em Boaventura: " o pecado original nele não achou lugar".
O sacramento da ordem imprimiu em Frei Boaventura o dom da eloquência, o ardor da fé que o fazia prescrutar os corações dos fiéis. Foi nomeado professor de teologia na universidade de Sorbonne em Paris.
Frei Boaventura, Santo Alberto Magno e Tomás de Aquino, formaram o tripé da teologia de seu tempo; suas obras, seus escritos, seus comentários bíblicos, hinos sacros e poesias são atuais até os dias de hoje.
Nas mortificações procurava praticar sempre a virtude da humildade. Por tantas virtudes foi eleito superior geral da ordem, e por 18 anos dirigiu os destinos da ordem, foi o 2º sucessor de São Francisco de Assis.
Frei Boaventura, era um homem de boa escrita, vários livros foram por ele belamente escritos, entre eles o culto a Virgem Maria e a biografia de São Francisco de Assis.
Um dos seus maiores amigos e admiradores foi são Tomaz de Aquino, que era também seu grande admirador. Em uma de suas visitas Tomaz de Aquino perguntou=lhe onde estava sua biblioteca. Boaventura apontou para o crucificado e disse-lhe:
"Eis a biblioteca, de que tiro tudo que ensino".
Em suas caminhadas, em seus sermões era eloquente e convincente, suas exortações eram simples e piedosas. As conversões eram incontáveis...
Por algumas vezes recusou a mitra e o anel episcopal, porém o Papa Gregorio X, sucessor de Clemente IV, elevou-o à qualidade de cardeal da igreja católica, confiando-lhe a diocese de Alba. Os portadores do papa encontraram São Boaventura lavando louças e tiveram que esperar o término dos serviços para entregar-lhe a nomeação cardinalícia.
Foi membro de destaque no concílio de Lyon, o seu zelo pela igreja era algo de extraordinária convicção.
No ano de 1274, ao completar 52 anos, morre Frei Boaventura, sua morte foi lamentada pelo papa e por todo o colégio cardinalício.
Lyon se despediu de Frei Boaventura, banhada em lágrimas de dor e saudade.
Alguns anos mais tarde, os hugenotes se apoderaram de Lyon e violaram o túmulo de São Boaventura, suas relíquias foram incineradas e suas cinzas atiradas ao rio. Somente o crânio foi salvo por um sacerdote.
São Boaventura é intitulado: "Doutor Seráfilo".

"O bem é Deus, bem infinitamente superior ao mais eminente serviço humano".
(São Boaventura).

Paz e Bem!