quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Santíssima Virgem da Consolata


"A Santíssima Virgem da Consolata"
20 de junho

"Bendita és tu, ó Senhora da Consolata que és bálsamo, és conforto, és mãe dedicada e amorosa, és serena presença maternal". (Padre Dario Pedroso Sj)
Ao Romper com o Criador, o gênero humano experimentou a desolação e todos os tipos de afiliações. Constantemente buscamos consolação, seja por crises existenciais, seja pela perda de um ente querido, e também quando estamos enfermos.
O próprio Senhor nos deixou um grande testamento consolador ao afirmar "Vinde a mim vós todos que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei..." e também em outra ocasião proclamou: " Bem aventurados os aflitos porque serão consolados."
Ao declarar bem aventurados os aflitos... o Senhor nos ensina o gesto fraterno de participar dos sofrimentos alheios, de oferecer o ombro amigo, a mão estendida, o olhar misericordioso.
De forma alguma devemos pensar que ser "aflitos" é condenação permanente, consideremos como um estado, passageiro, de aflição.
Devemos, em todos os momentos, elevar nossos olhares a Mãe do Senhor, a devoção a Virgem Maria nos mostra uma mãe extremamente atenta as aflições de seus filhos.
Ao chamarmos Maria de "Consoladora dos Aflitos", devemos perceber que ela está sempre ao lado dos que estão sofrendo,dos angustiados etc.
Nos mais diversos santuários marianos espalhados por todo o mundo, percebemos o quanto de consolo a Ssma. Virgem tem dispensado aos seus filhos aflitos que a ela recorrem.
O próprio Jesus experimentou o olhar consolador e compassivo de sua Mãe, nos momentos de aflição do calvário, os olhares de mãe e filho se cruzaram e se consolaram.
O grande jurista brasileiro Ives Gandra da Silva Martins assim escreveu sobre à Mãe de Jesus: "todos nós somos um dia, da aflição um prisioneiro, mas és tu, Virgem Maria, o consolo, por inteiro".
Nossa Mãe sabe consolar nossas aflições, pois a sabedoria divina está em seus lábios: "os teus lábios... são como um favo que destila mel..." (Ct 4,11). Com que douçura destilam dos lábios de Maria as palavras da consolação àqueles que estão atentos a seu carinho materno!

A Consolata

A devoção à Consolata, em Turim, padroeira daquela arquidiocese, é certamente muito antiga e remonta aos primórdios do século V. Segundo consta, foi o bispo S. Maximus que construiu a antiga igreja dedicada a Maria - "Consolatrix Afflictorum". A igreja ficava logo atrás dos muros da cidade, perto da torre, cujas ruínas ainda hoje são visíveis.
O rei Arduíno, depois de alcançar uma graça por intercessão da Virgem Maria, ergueu uma pequena capela, junto a igreja de santo André, em honra a Nossa Senhora Consolata. A igreja ficou conhecida como : "Capela das Graças".
As guerras que assolaram e devastaram a Itália no século XI, destruíram a igreja de santo André e a Capela das Graças, ficando sob os escombros o milagroso quadro da Consolata.
No ano de 1104, quase um século depois, o cego Jean Ravais de Briançon , França, teve um sonho:
Em sonho a Ssma Virgem apareceu-lhe e prometeu devolver-lhe a visão se ele fosse a Turim e recuperasse o seu quadro. Viajou contra a vontade dos familiares e amigos. Ao chegar em Turim, Jean por um pouco de tempo recuperou a visão e reconheceu o local da igreja de santo André. Novamente cego é levado a presença do Bispo Mainardo, a quem conta o sonho que tivera.
Ao perceber naquele jovem toda a verdade da revelação, o senhor Bispo instituiu um triduo de orações e ordena que se iniciem as escavações. Depois de alguns dias eis que surge sob os escombros o quadro da Consolata, intacto, apesar de soterrado por quase um século. Naquele instante diante do quadro, o cego recobrou definitivamente a visão, era o dia 20 de junho de 1104.
Os turinenses, em gratidão, ergueram um belíssimo santuário que se tornou o coração mariano de Turim.
Em 02 de outubro de 1880, o jovem Pe. Allamano chega ao santuário como reitor onde ficou até a morte. Foi aos pés da Consolata que São José Allamano fundou em 1901 o Instituto dos Missionários da Consolata e em 1910 as Missionárias da Consolata.
Vós sois a Consolata e eu, vosso filho, vos peço a consolação para o momento que estou vivendo.
Amém!