quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

São José Alamano


São José Alamano

Fundador dos Missionários da Consolata

16 de fevereiro

Em Castelnuovo D’Asti, Itália, berço dos grandes santos como Dom Bosco e São José Cafasso, nasceu no dia 21 de janeiro de 1851, José Alamano.
José Alamano, filho de pais piedosos e tementes a Deus, manifestou desde os primeiros anos de vida o firme propósito de servir a Deus como sacerdote.
Por esse tempo, o grande mestre e educador Dom Bosco dirigia o seu oratório festivo dando aos jovens todo o tipo de formação e oferecendo cursos profissionalizantes.
João Alamano, tio de José, era muito amigo de Dom Bosco e com ele conseguiu uma vaga no oratório.
Dom Bosco, percebendo a pérola preciosa que lhe confiaram, adotou José como seu filho espiritual e também como seu confessor.
Quando completou 15 anos, o jovem José segue para o Seminário Metropolitano de Turim e lá permanece até o ano de 1873, quando completa os estudos de filosofia e teologia. É ordenado sacerdote em setembro do mesmo ano, pelo então Monsenhor Gastaldi e nos dia 21 de setembro celebra a sua primeira missa em Castenuovo.
Pe. Alamano foi por dois anos assistente no Seminário Arquidiocesano de Turim e ao mesmo tempo, estudou no Convitto Eclesiástico San Francesco D’Assis, também em Turim, aulas de moral.
No ano de 1880, Monsenhor Gastaldi confiou-lhe o Santuário da Virgem da Consolata, o Convitto Eclesiástico San Francesco D’Assis e do Santuário Sant’Inazio; Pe. José Alamano com tão pouca idade é o novo reitor das maiores obras de Turim.
Obediente e humilde, Pe. José executa suas funções com zelo e dedicação. É por esse tempo que Pe. Alamano escolhe como seu colaborador nas funções de vice-reitor e ecônomo o Cônego Giacomo Camisassa.
Um novo tempo chega com o novo reitor, o Santuário da Consolata passa por uma belíssima transformação tanto material como pastoral. As celebrações são enriquecidas, o atendimento aos peregrinos é intensificado e, principalmente, a devoção mariana.
Homem de visão e grandes horizontes Pe. Alamano não se aliena diante das transformações políticas e sociais de seu tempo. Incentiva o trabalho da ação católica e tudo o que estivesse de acordo com o bem do povo.
Foi um sacerdote entusiasmado pela encíclica “Rerum Novarum”, incentivando os jovens sacerdotes a estudá-la para bem ensiná-la.
A paixão pela igreja e pelo anuncio do evangelho, inquietava o coração de Pe. Alamano. Seu desejo maior era a evangelização além das fronteiras, as santas missões.
Foi com esse espírito que no ano de 1901 fundou o Instituto Missões Consolata e em 1910 o Instituto das Irmãs Missionárias da Consolata.
Mesmo sem desejar, Pe. Alamano foi o superior geral do Instituto dos Missionários da Consolata até o fim de sua vida.
O tempo consumiu-lhe as forças, porém não o entusiasmo. Pe. José era sempre um grande entusiasta das missões e de suas obras.
A paixão pela Virgem da Consolata fez de Pe. Alamano um homem confiante e determinado, alegre e despojado.
O rigoroso inverno de 1926 abateu violentamente o nosso Santo, contando com 75 anos e uma obra bem consolidada. Morre em 16 de fevereiro de 1926.
Foi canonizado em 16 de julho de 2005 pelo Papa Bento XVI.

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