domingo, 16 de dezembro de 2012

O Santo Menino Jesus de Praga


O SANTO MENINO JESUS DE PRAGA

"25 DE DEZEMBRO"

Pelo ano de 1628, vivia em Praga a princesa Polixena Lobkowitz, que era viúva e tinha um filho único, o príncipe Venceslau.
Certo dia, ao chegar em casa, o príncipe encontrou sua jovem mãe, extasiada, em oração diante da imagem do Menino Jesus.
Ao aproximar-se de sua mãe, ficou encantado com a cena e exclamou:
- Mamãe! Mamãe!
- Como a senhora está linda rezando ao Menino! Parece a própria virgem Maria em adoração ao seu filho.
- Não blasfemes, Wenceslau! Eu estava rezando e meditando e pareceu-me ouvir a voz de uma criança a me fazer um pedido!
- E o que pedia mamãe?
- O Menino recordava todas as bênçãos derramadas em nossa família, desde os tempos em que ele estava na casa de minha mãe; de quem o recebi...
- Sabe Wenceslau, eu senti em meu coração, que o Menino desejava ser venerado por todos, e que as graças derramadas deveriam ser para todos.
O Menino desejava ser o consolo dos aflitos. O alívio dos angustiados, o remédio para os doentes e enfermos etc.
A princesa revela ao filho sua intenção de levar a imagem do Menino Jesus para o Carmelo de Praga, para que tenha um oratório na Igreja de Nossa Senhora da Vitória.
O Carmelo de Praga passava por sérias dificuldades, o que dispunham para comer era tão pouco, que viviam em constante espírito de jejum e penitência. Aguardavam um sinal do céu.
Naquele mesmo dia a princesa Polixena seguiu em direção ao Carmelo com o Menino Jesus ricamente adornado em suas mãos.
Frei João Luis da Assunção, quando abriu a porta do convento, caiu por terra de joelhos, diante da bela imagem do Menino Jesus. Sentiu em seu coração, que era um sinal do céu; a tão esperada resposta de Deus.
Padre! Eu vos ofereço o que de mais precioso tenho no mundo!- Disse a princesa, e ainda - "Honrai esta imagem do Menino Jesus e tende certeza de que enquanto ele aqui for venerado, nada vos poderá faltar".
- Bem sei, princesa, o quanto esta imagem á valiosa para vós e vossa família. Tenho plena certeza de tratar-se de uma inspiração divina, a oferta que a senhora nos faz.
A chegada da milagrosa imagem do Menino Jesus, trouxe alegria e júbilo ao convento. Muitas e incontáveis foram as graças alcançadas.
As parreiras que há tempos não davam frutos, ficaram carregadas. Dia após dia a providência divina manifestava a sua bondade. Chegaram com o Menino, os tempos da abundância e da fartura.
No natal do ano de 1629, vivi no convento o Padre Cirilo da Mãe de Deus que por aquele tempo passava por uma terrível crise de fé.
Padre Cirilo, como uma última tentativa, lançou-se aos pés da imagem do Menino Jesus, e em prantos implorou que o santo Menino lhe devolvesse a fé perdida.
De repente, padre Cirilo vê-se envolto em uma nuvem de luz, o Menino torna-se vivo e luminoso, e no mesmo instante um sentimento de paz, envolve o piedoso padre, e a fé lhe inflama o coração.
O Menino Jesus, o escolhe ,a partir daquele momento, como seu fiel  e dedicado apóstolo.
Pouco tempo depois estourou uma guerra sangrenta, os hereges invadem a cidade de Praga. Conventos, igrejas, oratórios, tudo foi destruído. Os Carmelitas tiveram que fugir e tudo ficou para trás, até mesmo o Menino.
Altares foram destruídos e saqueados, as imagens foram profanadas e mutiladas, fogo e destruição; restavam cinzas e escombros.
Somente em 1635 foi firmado um acordo de paz. Todos os religiosos, sacerdotes etc, tiveram permissão para voltar. Era um novo tempo, um tempo de paz.
Os Carmelitas retornaram ao convento, eram tempos dificílimos. Frei Cirilo voltou somente dois anos mais tarde, e que desespero quando não encontrou a imagem do Santo Menino.
Passou, padre Cirilo, a uma busca incessante da imagem do Santo Menino, até que um belo dia, no meio de escombros e cinzas encontra a imagem com a mão arrancada.
Em lágrimas Pe. Cirilo exclamou!
- "Quanta maldade, cortaram a mão do Menino Jesus."
Padre Cirilo prostrou-se de joelhos a implorar o pedido de perdão ao Menino, por tantas ofensas e ultrajes cometidos.
De repende padre Cirilo ouviu a voz do Menino, uma voz triste! Implorando que lhe fosse restuida a sua mão cortada e disse:
"Quanto mais me amardes, mais eu vos favorecerei".
Padre Cirilo contou ao superior o pedido do Menino, porém o que ouviu não lhe agradou.
O superior explicou a real situação do convento e o quanto seria custoso pagar pela restauração do Menino.
Eis que de repente apareceu no convento o coronel Wolf, seu rosto era triste e abatido. Estava angustiado com uma terrível situação que vivia. Aproximou-se do Santo Menino e, clamou por milagre.
Dias depois retornou o coronel, para agradecer ao Santo Menino a graça alcançada. Em troca ofereceu-se para restaurar a imagem e restituir-lhe a mãozinha.
Incontáveis foram as graças derramadas pelo Santo Menino. O culto ao Menino Jesus difundia-se cada vez mais pela boêmia e  império germano.
Num certo dia Pe. Cirilo estando em oração, apareceu-lhe a  santíssima Virgem Maria a lhe dizer:
"Desejo que o oratório do meu filho seja colocado ali" - apontando para o local.
Algumas dificuldades foram encontradas ao longo do caminho. A imagem do Menino foi roubada e em seguida restituída.
No dia 13 de janeiro de 1741 a Santa imagem foi entronizada na igreja de Nossa Senhora da Vitória, e dali as graças foram abundantemente derramadas.
Depois de 4 anos, em 1675, padre Cirilo com 85 anos, volta para a casa do pai. Morre o apóstolo do Santo Menino Jesus de Praga.
O Carmelo é o berço do Menino Jesus. A confiança que devemos ter no menino Jesus é sem medida, pois nele tudo é grandioso e majestoso, afinal é o nosso reizinho.
"O Santo Menino Jesus defendei-nos e guardai-nos, hoje e sempre".
Amém!

sábado, 10 de novembro de 2012

Beato João Duns Scoto O.F.M


Beato João Duns Scoto O.F.M

"O cantor do verbo encarnado e fiel defensor Da Imaculada Conceição De Maria" (João Paulo II)

"08 De Novembro"


A história sempre nos mostra e também nos dá sinais claros de que de tempos em tempos, o Senhor nos presenteia com verdadeiros luzeiros, que trazem, não só para a Igreja, como para toda a humanidade, um conjunto de ideias e definições que mudam, definitivamente suas vidas e suas convicções.
Hoje apresentamos o franciscano, beato João Duns Scoto, dotado de uma inteligência brilhante inclinada a especulação, que lhe valeu o título de "doutor sutil".
No ano de 1265, mais precisamente no final do ano, nasceu João Scoto no pequeno povoado chamado Duns, próximo de Edimburgo na Escócia. O inverno era bastante rigoroso e eram necessários muitos agasalhos de lã e muita lenha para aquecer os cômodos da casa simples dos Scotos.
Seus pais eram católicos fervorosos e devotíssimos da Ssma. Virgem Maria, por certo foi de seus pais, que o pequeno João levou para o resto de sua vida, o amor incondicional pela Mãe do Senhor.
João, a exemplo do mestre, crescia em sabedoria e a todos encantava com suas colocações brilhantes, para um menino de tão pouca idade.
Em pouco tempo, e atraído pelo ideal franciscano, João deixa a casa de seus pais e decide seguir os passos de São Francisco, no viver o evangelho. No ano 1291, João é ordenado sacerdote, era o dia 17 de março.
Reconhecido por sua inteligência privilegiada, vai a Paris e lá, na universidade de Sorbone conclui seus estudos com tanto brilhantismo que foi convidado a lecionar nas universidades de Cambridge, Oxford, Paris e finalmente em Colônia.
Era um apaixonado pelo mistério da divina revelação, a encarnação do verbo, foi, para Frei João Duns Scoto, objeto de grandes obras filosóficas e teológicas. Outra paixão que movia o jovem mestre franciscano, foi a incansável defesa da Imaculada conceição da Virgem Maria.
Frei João estava lecionando em Paris quando o rei da França, Felipe IV, o belo, liderou um manifesto contra o papa Bonifácio VIII. Todos os religiosos que estivessem na França, deveriam assinar aquele documento cheio de hostilidades ao sumo pontífice, caso contrário deveriam deixar o país.
Por amor e fidelidade a igreja e ao sumo pontífice, todos deixaram a França.
Por esse tempo frei João parte para Colônia para lecionar teologia e filosofia.
Com a morte de Bonifácio VIII, as relações entre a Santa Sé e a corte francesa foram reatadas, e, em 1305 frei João retorna a Paris para lecionar teologia com o título de magister regens, e lá permaneceu por mais 3 anos.
Apesar do reconhecimento de sua brilhantes sabedoria e também dos seus valorosos escritos, reconhecidos e apreciados pela Santa Sé e por todos os maiores teólogos da Europa, frei João era extremamente simples, humilde e obediente. Sua aparência física em nada chamava atenção.
Foi por obediência aos superiores que partiu para Colônia como professor do Studium Teológico Franciscano. Frei João Scoto, homem de oração e penitência, esgotado em suas forças físicas é acometido de um mal súbito e no dia 08 de novembro de 1308, estando com apenas 43 anos, morre deixando um número relevante de obras e escritos.
A notícia de sua morte causou pesar não só nos ambientes eclesiais mas em todos os meios acadêmicos de toda Europa.
O fiel discípulo do pobrezinho de Assis, Duns Scoto amava contemplar e pregar sobre o mistério da paixão e da cruz de Cristo.
A paixão pela eucaristia movia frei João e o amor a Imaculada Conceição marcou sua vida e seus escritos em sua defesa resultaram na proclamação do dogma da Imaculada Conceição de Maria, em 08 de dezembro de 1854,
Frei João ao se referir a Imaculada Conceição, usou o argumento da "redenção preventiva".
Segundo ele: "A Imaculada Conceição representa a obra de arte da redenção realizada em Cristo, por que precisamente o poder do seu amor e da sua meditação obteve que a Mãe fosse preservada do pecado original. Portanto Maria está totalmente redimida por Cristo, mas já antes da sua concepção."
Em 20 de março de 1993, o então papa João Paulo II, declarou como bem aventurado o franciscano João Duns Scoto O.F.M.
Na lápide de seu túmulo está escrito: "A Inglaterra o acolheu, a França o instruiu; Colônia (Alemanha), conserva seus restos mortais; e na Escócia ele Nasceu."

Amém!
Paz e Bem!

domingo, 4 de novembro de 2012

Finados


Finados 

"02 de novembro"

"Louvado sejas, meu senhor por nossa irmã a morte corporal, da qual homem algum vivente pode escapar". (São Francisco De Assis)

Já no Antigo Testamento a Bíblia nos apresenta sinais claros que testemunham a fé na "comunhão entre vivos e mortos". Fé, portanto na vida além da morte. Lemos no livro de Macabeus que: "Macabeu marcou sacrifícios no templo de Jerusalém como intercessão pelos soldados mortos em combate". (2Mc 12, 43-45)
Sabemos que Igreja conservou esta crença na vida após a morte, como também a ressurreição dos mortos à luz da ressurreição de Cristo. É certo que mesmo morrendo, na fé em Deus, uma grande quantidade de fiéis leva consigo algumas imperfeições e necessitam liberar-se de tudo, antes do encontro definitivo com Deus. Esta purificação ou libertação, a Igreja chama de purgatório.
Todos aqueles que nos precederam e que já cumpriram o tempo, esperam, confiantes, contar com nossas orações ao Deus infinita misericórdia.
Quando sepultamos os nossos entes queridos, na verdade estamos semeando na dor e na esperança, com a certeza do reencontro definitivo nas moradas celestes que o Senhor nos preparou.
Celebrar finados é muito mais do que flores e velas, é na verdade, um repensar nossa existência, nossos valores e principalmente a dimensão da nossa fé diante da única certeza que temos; que um dia iremos morrer...
Santo Agostinho nos ensina que: "então será a alegria plena e perfeita, a felicidade perpétua; quando já não tivermos por alimento o leite da esperança, mas o alimento sólido da realidade”.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Vida e Missão no Sertão da Bahia


Vida e Missão no Sertão da Bahia

O documento de Aparecida item 145, nos diz que: "A missão não se limita a um programa ou projeto, mas é compartilhar a experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunhá-lo e anunciá-lo de pessoa a pessoa, de comunidade a comunidade e da igreja a todos os confins do mundo."
Meu nome é Marcio Antonio Reiser, sou natural de Itajaí-SC, tenho 50 anos, sou casado com Graziele Carvalheiro Reiser à 27 anos e sou pai de 3 filhos; Bruno, Gustavo e Fernando. Sou proprietário de uma livraria católica, em Itajaí, chamada Auxílio dos Cristãos.
Como cristão católico pertenço a Ordem Franciscana Secular, Fraternidade São Luchésio e Buonadona de Balneário Camboriú, onde professei em 2004. Sou catequista à 25 anos e sou Legionário de Maria, na Paróquia do Ssmo Sacramento de Itajaí-SC.
O desejo de participar das santas missões populares, foi despertado em meu coração quando li o livro: "Nos sertões do São Francisco", do amigo, Pe. José Artulino Besen. A descrição do mundo de missão me encantou e me deixou inquieto.
Confesso que por várias vezes fui convidado a participar do projeto missionário das dioceses irmãs, Arquidiocese de Florianópolis e a Diocese da Barra, São Francisco das Chagas.
Somente no ano 2010, decidi participar da primeira experiência missionária que aconteceu em Xique-Xique, na margem do rio São Francisco, paróquia do Senhor do Bom Fim. Foi realmente, uma experiência sem igual, um acontecimento que mudou significativamente a minha vida.
Eu, e mais dois jovens, Marcel de Florianópolis e Luzineide de Morpará (BA), fomos designados para a ilha do Mucamo, distante quase 5 horas de barco, do centro da cidade. Um lugar de muita seca, calor e privações, porém cheio da graça de Deus e de Homens e mulheres de fé e de corações generosos.
No olhar das crianças encontramos o brilho da inocência e nos gestos e brincadeiras a pureza e a simplicidade.
Ainda hoje trocamos correspondências, e a cada carta que chega, um aperto de saudade de um tempo que marcou profundamente nossas vidas para sempre...
Em julho deste ano de 2012, o nosso destino foi a cidade baiana de Brotas de Macaúbas, mais precisamente a comunidade do Cocal, foram quase 3 dias de ônibus, mais ou menos 3260 Km para ir e 3260 para voltar.
A comunidade do Cocal ou Pró-Paróquia do Cocal é bastante distante do centro, um povo alegre e acolhedor nos recepcionou na entrada, fogos, cânticos e saudações alegres. O Bispo da Barra Dom Frei Luis Capio, veio ao nosso encontro e a cada um dos missionários, saudou com palavras de gratidão e estímulo; um pastor cheio de bondade.
Os grupos foram definidos, logo após o almoço, servido com muito carinho e generosidade. Todas as equipes receberam de Dom Capio, o envio e a provisão temporária para o tempo de missão.
Nosso grupo foi designado para a comunidade de Santo André, distante 45 minutos do Cocal. Éramos 3 de nossa Arquidiocese e 3 da Diocese da Barra, e mais o Pe. Yuri, também da Diocese da Barra.
Fomos acolhidos com tanto carinho, que parecíamos velhos conhecidos que se reencontravam. O baiano é por natureza um povo que acolhe com alegria.
A cada dia visitávamos as casas e a cada visita os moradores nos acompanhavam, ao final éramos um grupo enorme, e todos se alegravam com as visitas e as bênçãos das casas.
Era um peregrinar, por vezes cansativo, pelo calor de quase 40 ºC, um sol  escaldante e as distâncias bastante longas. Porém o nosso conforto era a alegria dos moradores em receber os missionários e o número cada dia maior de pessoas nas celebrações Eucarísticas a noite.
O dia da missão iniciava com a reza do Santo Terço às 5:00 da manhã, em todas as comunidades, a religiosidade popular é um diferencial do povo do sertão. A beleza das cantigas e o simbolismo dos gestos enriquecem a nossa vida de fé. Somos eternos aprendizes!
Um povo que pede a benção e abençoa, é um povo abençoado. Quantas bênçãos recebemos daqueles idosos de rostos queimados e mãos calejadas pelo trabalho. Quantas histórias, quantos causos e quantas lendas.
O ofício de Nossa Senhora, o Santo terço, são devoções caríssimas para o sertanejo, o Santo Reis, a Bandeira do Divino e o Estandarte de São Sebastião percorrem as comunidades e cada um com uma característica própria.
Um povo simples e generoso, que tudo o que tinha de melhor é destinado para as missões. Encontramos jovens alegres e entusiasmados, seus olhos brilhavam com as propostas e os desafios que o evangelho nos impõe.
E o que dizer das crianças! Eram sempre momentos de alegria, todas as tardes às 15:00, as crianças sempre bem arrumadas, aguardavam a nossa chegada na igreja, para as orações, cantos, brincadeiras, leituras, pinturas e desenhos e no final doces, e uma pequena lembrança daquele momento.
A despedida é o pior momento, impossível é não chorar, impossível é não se comover com as expressões de carinho de todos. São bilhetes, desenhos, uma bala, um abraço muito apertado e um soluço quase abafado...
A missão é um eterno aprendizado! Trazemos muito mais do que levamos, deixamos um pedaço de nossos corações, e trazemos um pedacinho de cada um para preencher o nosso espaço.
Concretamente falando; Deixamos um grupo do terço dos homens com 52 membros. Foram dados os primeiros passos para criação da pastoral do idoso. Foram criados mais dois grupos bíblicos. O grupo de jovens e a pastoral catequética ganharam um novo impulso e a pastoral da criança ganhou mais duas voluntárias.
Quando estávamos entrando em nosso ônibus, uma jovem, chorando, disse: " Nossas vidas nunca mais serão as mesmas..." Eu digo a mesma coisa...

 PAZ E BEM!   

Santa Edwiges


Santa Edwiges
16 de Outubro

"Tanto na vida como na morte devemos adorar humildemente as determinações da divina providência" (Santa Edwiges ao receber a notícia da morte do marido).

Mais uma vez devemos lembrar o quanto o século XIII foi rico em santidade um século de grandes santos, fundadores, doutores reis e rainhas, nobres e pobres destinação. Neste mês escolhemos a duquesa Santa Edwiges.
No alvorecer do ano de 1174 a Alemanha serve de berço a sua ilustre filha, Edwiges. Filha de Bertholdo, duque de Carinthia, Margrave de Meran e Conde de Tirol. Sua mãe era, igualmente, da linhagem nobre e de profundas convicções religiosas.
Com o passar dos anos a pequena Edwiges, destaca-se pela determinação e pela coragem de manifestar sua fé, publicamente numa sociedade marcada pelas futilidades da corte. A sua maior alegria e distração eram as leituras piedosas e os exercícios espirituais.
Quando completou 12 anos, a jovem Edwiges, em obediência aos seus pais, aceitou casar-se com Henrique o vivaz duque da Polônia e Silésia. Edwiges e Henrique, no dia do casamento, prometeram além do que é de costume, também o zelo pela santidade, que o sacramento exige.
Ambos trabalhavam para o bem comum, os pobres encontravam, no Castelo de Edwiges e Henrique, o necessário para saciar a fome e o frio nas noites geladas de inverno.
Fazia-se penitências nos dias santos de guarda, assim como em todo tempo da quaresma. Em tudo este santo casal tinha como objetivo, a maior glória de Deus. Edwiges assim se expressava: "Quanto mais ilustre se for pela origem, tanto mais se deve distinguir pela virtude, e quanto mais alta for a posição social, tanto mais obrigação se tem de edificar ao próximo pelo bom exemplo".
Uma prole abençoada por Deus, sendo 7 (sete) os filhos do nobre e piedoso casal, educados na fé e no santo temor de Deus.
Naquele lar cristão, as virtudes da fé, da esperança e da caridade eram vividas por todos inclusive pelos serviçais do castelo, tratados com dignidade, e amor. Trilhavam todos o caminho da perfeição, exigidas pelo evangelho.
Edwiges visitava os hospitais, era a mãe consoladora daqueles, que, em nada mais encontravam consolo. Fazia curativos, ajudava a lavar os doentes, assistia os moribundos e os vestia. Era também o amparo dos órfãos e da viúvas, em todas as necessidades.
Atendendo ao seu pedido, Henrique I, seu esposo construiu o convento na cidade de Breslau, para as religiosas da Ordem de Cister. Muitas e incontáveis meninas foram educadas neste convento, lá se ensinava, além dos princípios cristãos, as letras,a aritmética e os valores morais.
Dona Ediwiges, a mãe dos pobres e desvalidos, vestia-se com modéstia e simplicidade, seus trajes eram simples e sóbrios.
Uma guerra, veio trazer a dor e o sofrimento ao castelo de Edwiges. Seu esposo foi preso pelos inimigos, ao receber a notícia, Edwiges,, cheia de fé, levantou-se e com coragem seguiu em direção ao campo de batalha, e falou com tanta insistência e convicção que o duque Conrado, libertou o seu amado esposo Henrique, que logo adoeceu e veio a falecer.
...."Nosso consolo deve consistir no cumprimento da vontade de Deus", respondia Edwiges a todos que lhe apresentavam pesares.
Três anos mais tarde um novo golpe de dor para o coração daquela viúva mãe. O filho mais velho, Henrique II, morreu na batalha contra os Tártaros.
Assemelha-se a Virgem e Senhora das Dores, e pelo resto de sua vida encerrou-se no convento de Trebnitz, onde sua filha Gertrudes era abadessa. Lá, no convento, fez-se a última e a mais serviçal de todas, observando com fidelidade absoluta as regras da ordem.
Seus sacrifícios e penitências foram intensificados no convento, por muito tempo permanecia descalça mesmo com o rigor do inverno. Dormia três horas, apenas, durante o dia, era vigilante e zelosa para com os momentos de oração e adoração.
Sua devoção mais querida era o meditar a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Em suas meditações derramava lágrimas de dor pelos pecados do mundo e que feriam o corpo desfigurado de Cristo.
A Ssma. Virgem era sempre a sua terna consoladora mãe, seus olhos brilhavam ao pronunciar o santo nome da doce Virgem Maria.
Ainda em vida, Deus por meio de seus insistentes rogos, concedeu incontáveis milagres. Sempre que traçava sobre os enfermos o sinal da Santa Cruz, um milagre acontecia.
Em vida, Edwiges doou todos os seus bens aos pobres e desvalidos socorreu os órfãos e as viúvas em suas necessidades. Seus filhos, apesar de todos os bens que herdaram eram solícitos e generosos como seus santos pais.
Edwiges, sentindo que os seus dias estavam para terminar, intensifica suas orações e pede o recebimento dos sacramentos a reconciliação e da unção dos enfermos. Todas as palavras são por ela acompanhadas com fervor e emoção. Todos os presentes se comovem com sua aparência luminosa e seu olhar radiante de felicidade.
Era o dia 15 de outubro de 1243, Edwiges estava com 69 anos, seu corpo esta sepultado e é venerado no convento de Trebnitz (Silésia).
O papa Clemento IV, declarou Edwiges Santa, e padroeira da Polônia.
*        Santa Edwiges, foi o socorro dos endividados em vida, hoje no céu seu poder de intercessão, junto a Jesus, é infinitamente maior.

Santa Edwiges, rogai por nós,
Amém!

Paz e Bem!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

São Mateus


SÃO MATEUS
"APÓSTOLO E EVANGELISTA"
"21 DE SETEMBRO"

"Jesus saiu de novo para perto do mar e toda multidão foi ter com ele, e ele os ensinava. Quando ia passando, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de arrecadação e disse-lhe: "segue-me". E Levi, levantando-se segui-o. (Mc 2, 13-14)
Uma das mais encantadoras e florescentes cidades da Palestina é Cafarnaum, banhada pelas águas do lago de Genesare é cortada pelas estradas mais importantes da Palestina.
No tempo de Jesus a Palestina era uma província romana. Nessa época, os impostos cobrados eram pesadíssimos para o povo judeu. A cobrança desses impostos era feita por rendeiros públicos, homens odiados pelos judeus.
Os tais cobradores dos impostos eram também, apelidados de publicanos ou seja pecadores públicos ou excomungados.
Levi, filho de Alfeu, natural de Cafarnaum, era também, um desses rendeiros públicos e considerado um dos piores da época.
Caminhando pelas ruas de Cafarnaum, certo dia, o Senhor passou pelo telônio (banca) de Levi, parou, olhou-o firmemente nos olhos e disse: "segue-me". Tocado pela graça, imediatamente Levi levantou-se, abandonou o rendoso negócio, mudou de vida, e também de nome e seguiu o mestre.
São Jerônimo afirmou que Levi, vendo Nosso Senhor, ficou atraído pelo brilho da divina majestade que fulgurava nos olhos de Jesus Cristo.
Ainda sentindo a alegria do toque da graça, Levi, cujo nome mudou para Mateus (Dom de Deus), ofereceu um grande banquete de despedida, ao seu velho homem, aos seus colegas de profissão e também a Jesus e seus discípulos.
Talvez o banquete tivesse como objetivo final, a conversão, também, dos outros rendeiros. Quem sabe?
O que seria lógico, foi que aconteceu, na verdade. Jesus foi criticado, por jantar com publicanos, seus discípulos ouvira de muitos: "como é que vosso mestre se senta à mesa com pecadores? Jesus, sabiamente e com toda a caridade respondeu : "não são os sãos, mas sim os doentes que necessitam do médico. não vim chamar os justos, senão os pecadores."
Mateus tornou-se, daquele dia em diante, um novo homem, um apóstolo dedicado e zeloso para com o seu mestre e Senhor.
Sabemos que a graça aperfeiçoa a natureza, portanto Mateus, sempre como um bom observador, por certo, foi anotando com muita beleza e propriedade os fatos mais marcantes da vida de Jesus e que deram origem ao celebre 1º evangelho, o de São Mateus. Foi o evangelho mais usado pelos primeiros cristãos da Palestina.
Nos seus escritos, Mateus se dirige diretamente aos judeus, falando das profecias, dos costumes, das práticas judaicas e dos ritos e neste contexto por várias vezes afirmou, como havia sido dito no passado, que Jesus era o messias anunciado.
Mateus é o evangelista que fala primado de Pedro e usa a palavra ecclesia - Igreja. É também, o evangelho de Mateus o do Reino dos Céus.
O evangelho que significa - boa - nova de São Mateus, é considerado o mais completo e de grande valor catequético. Diz-se também que o referido evangelho foi escrito em aramaico.
Quando São Bartolomeu viajou em missão para as Índias, levou consigo uma cópia do evangelho de Mateus.
Sabemos, pela tradição, que são Mateus partiu para a Arábia e para Pérsia, logo depois de pentecostes. La chegando começou a evangelizar e o evangelho começou a abrir mentes e corações. As converções e os batismos tornaram-se uma constante, por aquelas terras de missão.
Os sacerdotes locais, incomodados com o anúncio de Jesus Cristo, mandaram prender o apóstolo Mateus e arrancar-lhe os olhos, para depois ofertá-lo em sacrifício aos deuses.
Deus jamais abandona os seus, sendo assim enviou um anjo ao cárcere do apóstolo Mateus, curou seus olhos e o libertou. Saindo dali Mateus viajou para Etiópia, e lá, mais uma vez, viu-se em perigo por força do evangelho.
Como o filho da rainha Candece viesse a falecer, o apóstolo foi levado ao palácio, e lá, clamou a Jesus e o milagre aconteceu. O príncipe herdeiro ressuscitou, e sendo assim o apóstolo conseguiu converter grande parte da população etíope.
Algum tempo mais tarde o rei Hirtáco, desejando casar-se com a jovem cristã Efigênia, solicitou que o apóstolo convencesse a moça a aceitar seu pedido.
São Mateus, conhecedor do desejo da jovem, de permanecer virgem e consagrar-se a Deus, recusou o pedido e se indispôs com o rei.
Num acesso de fúria e inconformado com a recusa, o rei mandou executar o apóstolo, no altar em que celebrava o santo ofício.
O corpo do santo apóstolo foi levado para Salerno na Itália no ano 930 e lá se encontra até os nossos dias.
São Mateus evangelista é o patrono dos contadores.
"Por seu apelo movido a tudo dizes adeus; Serás apóstolo agora terás por nome Mateus" (Lt... das horas )

Amém!
Paz e Bem!

sábado, 11 de agosto de 2012

Santa Mônica


Santa Mônica

27 de agosto

“Mulher de fé viril, de assentada gravidade, de cristã piedade e materna caridade” (Sto. Agostinho)

No ano de 332 em Tagaste, norte da África, nasceu Mônica, de família Cristã e abastada, sendo assim educada na Fé Cristã e teve como privilégio a permissão para estudar.
Mônica, jovem de fino trato, foi dada em casamento a um cidadão, também de Tagaste, e de nome Patrício. Patrício apesar de sua boa linhagem era rude e pagão, além de tudo era genioso e lento.
Para a jovem Monica os anos de convivência matrimonial foram difíceis e penosos, porém foi no crucificado que ela encontrou forças, para suportar o peso da cruz. Sua vida eram suplicas penitências e sacrifícios pela conversão de seu marido.
Da união de Patrício e Mônica nasceram três filhos; Agostinho, Navigio e Perpetua. O fruto de tantas lagrimas e orações foi a conversão de seu esposo Patrício, que logo após receber o batismo adormeceu na paz do Senhor.
Agostinho, filho mais velho, sempre foi motivo de preocupação para Monica o coração de mãe ficava apreensivo com a insubordinação do filho e também pela inconstância e temperamento difícil.
Quando seu pai morreu, Agostinho estava com dezessete anos, e decididamente saiu de casa alegando o desejo de estudar o mundo, porém lhe mostrou o caminho dos vícios e da imoralidade.
Dona Monica intensificou suas orações e suplicas pelo seu filho pródigo. O coração de mãe sofria e derramava lagrimas de dor pelos desmandos do filho. Certo dia ouviu de um bispo, a seguinte revelação: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lagrimas”.
Homem de espírito irrequieto, Agostinho destaca-se pela inteligência sendo um dos mais conceituados professores de retórica de Cartago. Para fazer sofrer, ainda mais, sua mãe, inscreve-se como membro ativo de uma seita Herética dos Maniqueus.
Tentando fugir dos cuidados e dos olhares de sua mãe, Agostinho foge para Itália, e em Milão é condecorado com o cargo de professor oficial de retórica.
Monica, não se dando por vencida, viaja da África para Itália com o firme propósito de recuperar o filho. O coração de mãe não se engana.
Por vezes Monica, em lagrimas, elevou suas preces à sempre Virgem Maria implorando sua valiosa intercessão.
Foi num desses momentos de intimidade com a Ssma. Virgem, que Monica recebeu o conselho de Nossa Senhora para usar a Sagrada Correia, segundo o modelo que ela mesma usava em Nazaré na Galiléia.
Em Milão, Agostinho tornou-se frequentador dos magníficos sermões do Bispo Ambrósio, primeiro por curiosidade, depois por interesse espiritual.
Os fatos pareciam confirmar o que em preces Mônica tanto desejou, pois Agostinho, seu filho Adeodato e seu amigo inseparável, Alipio, recebem o batismo de Santo Ambrósio.
Para Mônica, tudo estava consumado o fruto de suas preces e lagrimas, teria se confirmado com a conversão do filho era hora de voltar para a casa. Decide embarcar para África, Agostinho viaja acompanhado de sua Santa Mãe.
Próximo que estavam de Roma, ou seja, no porto de Óstia, Dona Mônica adoeceu e veio a falecer. Era o ano de 387, Monica estava com 55 anos, o belo modelo de mãe Cristã, deixa para a história o testemunho de fé e de perseverança de mais de 20 anos de preces, lagrimas e suplicas.
Santo Agostinho eternizou sua mãe escrevendo:
“Próximo já do dia em que ela ia sair desta vida, sucedeu que nos encontrássemos sozinhos ela e eu, apoiados a uma janela cuja vista dava para o Jardim Interior da casa. Era em Óstia, onde apartados da multidão, após o cansaço de uma longa viagem, retemperávamos a sós, muito docemente. Esquecendo o passado e ocupando do futuro, qual seria a vida eterna dos Santos, que nunca os olhos viram nunca o ouvido ouviu, nem o coração do homem imaginou. Nossos corações abriam-se ansiosos para a corrente celeste da fonte da vida divina.”
Que todas as mães possam ter a certeza de que suas preces não caem no esquecimento de Deus. Suas lagrimas comovem o coração do senhor. “Pois quando uma mãe se ajoelha em preces, um filho se levanta.”

Amém

Paz e Bem!

Ser Santo Hoje


SER SANTO HOJE?

Num ato de amor, o criador nos chamou à vida e soprou em cada um de nós o seu sopro Divino
e santificador, desde todo o sempre o Senhor nos criou para a eternidade.
Pela graça do batismo adquirimos a filiação divina, o batismo imprimiu em nossos corações
as virtudes da fé, da esperança e da caridade e pelo seu caráter indelével a vocação à
santidade.
"Sede santos, como o vosso Pai do Céu é Santo", é o que nos propõe o próprio Cristo Jesus.
A vocação à Santidade não consiste em privilégio de alguém e sim é para todos os batizados.
O nosso querido Papa Bento XVI assim se expressou sobre a santidade: "A beleza maior que
pode caracterizar uma pessoa é a santidade". A santidade consiste em viver em plenitude o
amor de Deus, fazer em tudo a sua vontade, isto é, assumir plenamente as bem-aventuranças
do evangelho.
Podemos adaptar para os tempos atuais o que Santo Agostinho escreveu para o seu tempo
sobre os santos: "Se estes e estas puderam ser santos, por que não eu?"
Estamos em 2012 celebrando o cinquentenário do início do concílio Vaticano II e que em
determinado momento falou da "Vocação universal à santidade na Igreja" e lembrou São Paulo
em sua primeira carta aos Tessalonicenses, quando chamou aos primeiros Cristãos de "Santos"
e lembrava que "A vontade de Deus é que sejais santos."
O modelo por excelência de Santidade foi a própria mãe do Senhor , o seu sim plenificou
toda a sua vida e trouxe a vida nova para todos os remidos por seu filho Jesus.
Hoje, como ontem devemos passo a passo buscar a nossa santificação, o mesmo espírito
santificador que inflamou e moveu os corações do apóstolos e primeiros cristãos é o que nos
move hoje.
Devemos, em cada momento clamar pelos dons e carismas do Espírito Santo para que ele
nos santifique em nossas ações diárias. Em cada momento, em cada situação .
Atletas, internautas, comunicadores professores, catequistas, músicos, estudantes,
comerciantes e empresários, e  políticos, todos temos um compromisso com o outro,
com o planeta, e com Deus. O perfume de santidade deve exalar de cada ação, de cada
gesto, de cada olhar......
O chamado a santidade é sempre atual e permanecerá eterno, pois aquele que nos
santifica é eterno.

São Boaventura O.F.M.


"SÃO BOAVENTURA O.F.M"
"15 DE JUNHO"

"Fostes instruído desde a tua juventude e como um rio foste cheio do saber.
Boa Ventura foste amado em tua Paz." (Lt. Horas)

O ar primaveril das montanhas e vales da Toscana inspiram os sábios, doutores e até mesmo os poetas, em seus devaneios a Toscana é, por excelência o esconderijo de Deus.
Foi na Toscana, na pequena Bagnarea que nasceu em 1218 o pequeno João Fidanza, o primogênito de uma família nobre e piedosa.
Quando completou 4 anos, o pequeno João adoeceu gravemente, e seu estado foi piorando a cada dia, todos os esforços pareciam inúteis. Sua mãe, já em desespero, correu ao encontro do jovem Francisco de Assis, sua fama corria a Itália.
Francisco de Assis tomou o menino em seus braços e orou sobre ele, imediatamente a pele voltou à coloração natural, a febre cedeu e um belo brilho nos seus olhos, pôde ser percebido por todos os presentes.
O menino sorriu e Francisco com um grito de júbilo exclamou: "oh buona ventura", por esse fato passou a ser chamado de Boa Ventura.
Crescia o pequeno Boa Ventura em idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Era dotado de uma memória esplêndida, uma sabedoria magistral e de uma humildade exemplar.
Aos 20 anos decidiu entrar na Ordem Franciscana, a ordem ainda sentia a morte de seu seráfico pai e fundador, Francisco de Assis; porém ainda se respirava o frescor do carisma inicial.
Frei Boaventura em tudo era obediente aos seus superiores, nenhum trabalho lhe era penoso, ou inconveniente, em tudo rendia graças a Deus.
Foi por uma determinação superior que partiu para a França, em Paris Frei Boaventura teria como mestre o célebre Alexandre de Hales. A virtude da inocência, a candura da alma levaram o mestre Alexandre dizer que em Boaventura: " o pecado original nele não achou lugar".
O sacramento da ordem imprimiu em Frei Boaventura o dom da eloquência, o ardor da fé que o fazia prescrutar os corações dos fiéis. Foi nomeado professor de teologia na universidade de Sorbonne em Paris.
Frei Boaventura, Santo Alberto Magno e Tomás de Aquino, formaram o tripé da teologia de seu tempo; suas obras, seus escritos, seus comentários bíblicos, hinos sacros e poesias são atuais até os dias de hoje.
Nas mortificações procurava praticar sempre a virtude da humildade. Por tantas virtudes foi eleito superior geral da ordem, e por 18 anos dirigiu os destinos da ordem, foi o 2º sucessor de São Francisco de Assis.
Frei Boaventura, era um homem de boa escrita, vários livros foram por ele belamente escritos, entre eles o culto a Virgem Maria e a biografia de São Francisco de Assis.
Um dos seus maiores amigos e admiradores foi são Tomaz de Aquino, que era também seu grande admirador. Em uma de suas visitas Tomaz de Aquino perguntou=lhe onde estava sua biblioteca. Boaventura apontou para o crucificado e disse-lhe:
"Eis a biblioteca, de que tiro tudo que ensino".
Em suas caminhadas, em seus sermões era eloquente e convincente, suas exortações eram simples e piedosas. As conversões eram incontáveis...
Por algumas vezes recusou a mitra e o anel episcopal, porém o Papa Gregorio X, sucessor de Clemente IV, elevou-o à qualidade de cardeal da igreja católica, confiando-lhe a diocese de Alba. Os portadores do papa encontraram São Boaventura lavando louças e tiveram que esperar o término dos serviços para entregar-lhe a nomeação cardinalícia.
Foi membro de destaque no concílio de Lyon, o seu zelo pela igreja era algo de extraordinária convicção.
No ano de 1274, ao completar 52 anos, morre Frei Boaventura, sua morte foi lamentada pelo papa e por todo o colégio cardinalício.
Lyon se despediu de Frei Boaventura, banhada em lágrimas de dor e saudade.
Alguns anos mais tarde, os hugenotes se apoderaram de Lyon e violaram o túmulo de São Boaventura, suas relíquias foram incineradas e suas cinzas atiradas ao rio. Somente o crânio foi salvo por um sacerdote.
São Boaventura é intitulado: "Doutor Seráfilo".

"O bem é Deus, bem infinitamente superior ao mais eminente serviço humano".
(São Boaventura).

Paz e Bem!