sexta-feira, 23 de setembro de 2011

São Pedro Claver



São Pedro Claver
9 De Setembro

“O Servo Dos Escravos”

“Cremos que Pedro Claver, o apóstolo dos negros, o servo dos escravos, é santo do céu e junto ao Pai. Intercessor de todos, particularmente daqueles por quem mais se interessou; os escravos.” (Papa Pio IX).

No ano de 1581, na pequena e singela Verdu, na Espanha, nasceu Pedro Claver, um menino tão frágil e tão miúdo que parecia não vingar.
Seus pais eram nobres, porém simples, piedosos e extremamente generosos, tão que sua casa paterna era conhecida em toda região, como casa de acolhida e caridade.
O pequeno Pedro cresceu e se desenvolveu gradativamente em todos os sentidos. Desde muito cedo foi estudar no colégio dos Jesuítas. Era dotado de uma inteligência extraordinária e logo cedo manifestou o desejo de torna-se sacerdote.
No ano de 1602, entrou definitivamente na companhia de Jesus, em Barcelona, e logo que terminou o noviciado viajou para a ilha de Maiorca para estudar filosofia.
Na ilha de Maiorca encontrou um santo mestre e orientador espiritual, o irmão e futuro santo Afonso Rodrigues, e foi com este santo mestre que Pedro Claver aprendeu a buscar o caminho da perfeição.
Por determinação dos superiores, no ano de 1610, Pedro Claver foi mandado como missionário para Cartagena, cidade portuária da Colômbia. Foi justamente ali que o jovem seminarista Pedro, descobriu sua missão: a de ser o anjo da guarda dos escravos que vinham nos navios negreiros da África, para serem vendidos na América.
Ordenou-se sacerdote Jesuíta, e outra coisa não desejava senão servir os irmãos escravos, que chegavam a todo o momento.
O jovem Pe. Pedro tão logo recebia a notícia da chegada do navio, corria para o porto carregado de frutas, pães, vinhos, etc., para alimentar centenas de pessoas desfiguradas pela fome e pelo sofrimento. O que mais comovia o jovem padre era o olhar assustado e a expressão de pavor.
Nada entendiam, porém as expressões de amor, o sorriso afetuoso e o olhar terno, davam aos recém-chegados uma centelha de esperança.
Uma grande maioria chegava coberta de chagas e feridas expostas, seus corpos, equeléticos tinham que ser escorados nos braços do Pe. Pedro. A caridade impunha os maiores sacrifícios, porém o jovem padre por horas incontáveis lavava e tratava de cada um em particular.
Quando saiam dos navios eram levados para galpões insalubres, sem ventilação e extremamente insuficiente para acomodar dignamente tantos escravos.
A dor, as doenças, a fome e o desespero davam aquele lugar um aspecto horrível, era tanta crueldade imposta, que nem pareciam humanos.
A presença do Pe. Pedro por certo amenizou o sofrimento e com o tempo através de alguns tradutores, começou a falar do amor de Jesus e do seu sofrimento redentor.
Todos aqueles que iam recuperando a saúde e as forças, passavam a ajudar o padre no socorro dos mais debilitados, e como isso lhes dava alegria.
Dia a dia os escravos se iam, os novos donos vinham buscá-los. Cada qual com um preço diferenciado, para o Pe. Pedro o valor de cada um era a salvação da alma. Partiam confortados pelo anjo bom, eram recomendados aos proprietários, que zelassem pela integridade física e moral dos negros. Algumas vezes os senhores atendiam as exortações do padre.
A cada ano, 12.000 negros deixavam a África em direção a Cartagena, como animais em gaiolas. Seus pés e mãos eram amarrados, os porões eram escuros e úmidos, uma única refeição era servida ao dia e era feita de farinha de milho cru e água.
Sem dúvida alguma, uma das maiores vergonhas da humanidade, foi à escravidão, um tempo sombrio da história, que é impossível de esquecer. E é bom que não se esqueça do que o próprio homem é capaz de fazer com o seu semelhante.
Vários papas condenaram por diversas vezes o comércio de escravos, a exortação da Igreja era ignorada pelos detentores do poder.
As doenças, as epidemias eram uma constante entre os escravos, o casebre do missionário era de todos, o incansável pai não encontrava tempo para o descanso, era tudo para todos. Sempre depois de um dia cheio de fadigas, a noite impunha a si mesmo, as maiores penitencias.
Pedro Claver, durante 40 anos, foi incansável apóstolo entre os escravos, calcula-se que tenha batizado mais de 350.000 escravos. Sempre estava cercado de seus filhos, e conhecia cada um em particular.
Pedro Claver foi várias vezes ameaçado de morte, na calava a vós diante das crueldades e das injustiças. Foi vítima de várias emboscadas. Deus era o seu refúgio.
No final de sua vida, foi vítima de sua incansável caridade, a epidemia de 1650, fez dele uma das primeiras vítimas deixando-o paralítico. Em seu leito atendia confissões e era incansável em abençoar.
Por 4 anos assim permaneceu, com resignação e aceitação da vontade de Deus, até que entregou sua santa alma a Deus na festa da natividade de Nossa Senhora, estava com 73 anos.
O pranto e a dor dos negros ecoaram por toda a Colômbia e a América. O pai e apóstolo dos escravos deixava um exército de órfãos.
Foi beatificado em 1851, e canonizado em 1888.
Que seu exemplo nos inspire e nos revigore, São Pedro Claver.

2 comentários:

luiz disse...

Muito bom, vou fazer uma pregação hoje e me ajudou muito...obrigado por essa iniciativa e que DEUS o abençõe !

luiz disse...

Muito bom, vou fazer uma pregação hoje e me ajudou muito...obrigado por essa iniciativa e que DEUS o abençõe !