sábado, 18 de junho de 2011

Antônio, O Santo






Antônio, O Santo

13 De Junho


Amado por um incontável número de devotos, Santo Antonio de Lisboa, por ter nascido em Portugal e de Pádua, por ter sido lá que cumpriu seu ministério sacerdotal, e por ter sido lá sepultado
Fernando, seu nome de batismo, nasceu em Lisboa em 1195, seus pais eram nobre e bastante ricos, fato que permitiu que ele estudasse com os Agostinianos, e na ordem de Santo Agostinho se tornou cônego.
Tão logo conheceu a Ordem Franciscana com seus frades missionários e mendicantes, pediu licença aos seus superiores e deixando o convento farto e seguro, passa a seguir os passos do pobrezinho de Assis e com os frades adotou o nome de Frei Antonio.
Seu maior desejo era a missão no Marrocos e para lá segue com mais dois frades. Tão logo desembarcam, Frei Antonio adoece e tendo seu estado de saúde agravado, retorna para a Europa.
A embarcação naufraga, Frei Antonio e seus irmãos são levados pelas ondas para a costa italiana.
Chegando a Itália, e com o cuidado dos frades logo se recupera. Participa do famoso capítulo das esteiras, e lá conhece Francisco de Assis.
Frei Antonio, segue para um pequeno convento e lá se torna o cuidador dos doentes e idosos. Destaca-se com um exímio cozinheiro, exercendo também o ofício de faxineiro etc.
Foi somente por acaso, descoberto seus dons, principalmente sua oratória. Era quase impossível imaginar um frade tão simples e humilde, como sendo um pregador tão eloquente.
A partir daí, tornou-se o pregador da ordem, além de ser o seu 1º formador. Sua memória prodigiosa, seus sermões e suas admoestações, dariam a ele, no futuro, o título de doutor da Igreja.
Por todos os lugares que passava, multidões o esperavam, corações eram transformados e vidas restauradas.
Frei Antonio, para os famintos era o pão e para os fartos o sinal da partilha. Foi também o promotor da paz e do bem. Sua existência foi marcada pela reconciliação, a reconciliação entre reis e nobre, entre patrões e empregados, entre casais, entre pais e filhos. Para todos falava do príncipe da paz, o Cristo Jesus. Graças a sua intervenção uma antiga lei italiana foi revogada, dizia esta lei que nobres e plebeus não poderiam contrair núpcias. Antonio falou do amor, da beleza do amor, criado por Deus, entre o homem e a mulher, independente de classes sociais.
Como herdeiro dos costumes e da religiosidade portuguesa, atribuímos a Santo Antonio o título de casamenteiro. O fato acima, por si só não justifica a crendice popular. Devemos reconhecer em Santo Antonio, um fiel e ardoroso defensor da família, um santo que teve o privilégio de ter colóquios com Jesus Menino e dele ouvir conselhos, sobre seus escritos e pregações.
Com apenas 36 anos, foi chamado pelo Deus da vida, e na glória recebe a recompensa da bem aventurança. Frei Antonio é declarado santo, com apenas um ano após sua morte.

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