sexta-feira, 29 de abril de 2011

Santa Catarina De Sena



Santa Catarina De Sena

29 de Abril

Doutora e co-padroeira da Itália


“A Providencia Divina jamais falta ao homem em nada, sob a condição de que ele a aceite. Somente estará ausente para os que se desesperam ou confiam em si mesmos.” (Sta. Catarina de Sena)

A família dos Tintureiros, Jacó Benincasa e Lapa Piagenti, aguardavam ansiosamente a chegada do 25º filho; por ser muito numerosa a família do seu Jacó era bastante estima e conhecida na cidade de Sena, Itália.
Marcou, para sempre, o ano de 1347 com o nascimento da última filha de Dona Lapa; uma bela menina que no batismo recebe o nome de Catarina Benincasa.
Quando a menina Catarina completou 6 anos, foi agraciada por Deus, em contemplar Jesus, envolto numa luz brilhantíssima, revestido com os paramentos Pontificais e rodeado por uma infinidade de Santos. Eis aí sua primeira experiência mística!
No ano seguinte, conforme seus escritos foi desposada com Jesus para sempre e na presença de Nossa Senhora. Catarina tinha plena consciência do que este ato representava, apesar dos 7 anos de idade.
Dona Lapa, mesmo percebendo que a pequena Catarina apresentava características específicas, como vida intensa de oração. Jejuns e mortificações e principalmente diálogos com o Senhor Jesus, com quem desposara. Nada disso a fez desistir de arranjar um bom casamento para Catarina, já aos 12 anos de idade.
Catarina, com toda delicadeza, recusa o casamento, o que provoca a ira das irmãs mais velhas e dos próprios pais, que daquele momento em diante confiaram, todos os trabalhos da casa, inclusive os mais pesados, aos cuidados de Catarina.
Nossa jovem tudo suporta por amor, Deus a cumulou de forças extraordinárias para tudo suportar e ainda, diz ela: “Ensinou-me a construir uma cela no meu interior, para a qual eu pudesse me retirar, e ela permanecer em união com Ele”.
Catarina cortou os seus lindos cabelos, que a todos encantava o que deixou sua mãe muito irritada. Seu pai, um dia, percebendo o quanto de elevadas eram as suas horas de oração, convenceu-se que a pequena caçula era uma escolhida de Deus.
Seu Jacó e Dona Lapa deram a Catarina o direito de escolher o seu futuro, o que a deixou em êxtases; agora livre, Catarina veste o habito da ordem terceira Dominicana e por 3 anos se retirou quase em silêncio absoluto em sua casa.
Quando completou 20 anos, Jesus apareceu-lhe junto com Nossa Senhora e um grande número de Santos, e colocou-lhe um anel de noivado no dedo, e pede-lhe que se dedique a renovação da Igreja. Atendendo ao apelo de seu divino esposo, não mede esforços para realizar o que lhe prometera.
As estradas da Toscana já não podem conter seus passos. Os condenados precisam de salvação, os pecadores de conversão, os abatidos de consolo, os famintos de pão, os peregrinos de descanso, enfim, o Reino precisa ser anunciado.
Catarina jejua e se mortifica pela Igreja, pelo clero, pelo papa e também por todos os seus inimigos e opositores. Um grande número de homens do povo, magistrados, doutores, bispos, políticos e reis, recorriam à jovem Catarina para ouvirem seus conselhos e pedir orientação espiritual. Catarina é firme, autentica e corajosa em aconselhar os seus filhos espirituais.
A sabedoria de Catarina foi infusa pela graça, sabemos que já bem tarde aprendeu a ler e a escrever, e como parece como por auxílio sobrenatural. O resto de sua vida foi escrever muitas cartas e admoestações.
No ano de 1374, uma terrível peste assolou o país, Catarina, com uma generosidade heróica, dedicou-se ao serviço dos pobres e doentes e ganhou muitas almas para Deus. Seu amor e sua dedicação atraiam as pessoas para junto de si, o papa Pio II chegou a afirmar “Ninguém se aproxima de Catarina, sem tornar-se melhor”.
Sua vida interior era tão intensa que chegou a ficar 80 dias sem nenhum alimento, a não ser a comunhão diária. Uma só palavra de sua boca curava doentes e expulsava maus espíritos.
A vida mística e a fama de Catarina atravessaram a Europa, em pouco um grupo de sacerdotes acompanhavam Catarina em sua missão evangelizadora, pois as conversões eram tantas que os sacerdotes quase não davam conta do número de confissões.
Foi no ano de 1375, na cidade de Pisa, que Catarina teve impresso nas mãos, pés e coração os estigmas da paixão de Cristo.
Catarina foi um furacão no seio da Igreja no seu tempo. Forma tempos muito difíceis, para a Igreja e para o mundo. O Papa estava exilado em Avinhão, na França, a mais de 70 anos.
Uma quantidade enorme de cartas forma escritas aos cardeais, governantes, além de incontáveis viagens da Itália para rança, com a finalidade de trazer o sucessor de São Pedro, de volta para Roma.
A cruzada da paz, de Catarina, alcançou sucesso. O Papa pode, enfim, retornar para sua sede em Roma. A igreja estava em festa, O próprio Papa Urbano VI falou: “Esta mulher nos envergonha à todos nós..., a coragem e a determinação daquela brava mulher”.
Em pouco tempo um grande cisma rachou o trono de São Pedro. O Papa Urbano VII (o legítimo) que retornara da França, e o anti-papa que estava em Roma: Clemente VII. Um clima de escândalo e confussão espalhou-se pela santa Igreja.
Mais uma vez Catarina retorna a Roma para esconjurar o novo cisma. Cartas incontáveis novamente seguem para reis, rainhas, cardeais, etc, com o intuito de defender Urbano VI e seu pontificado.
Era o ano de 1380, Catarina esgotada de suas forças físicas e com apenas 33 anos, morre em Roma. O último suspiro de Catarina selou para sempre o envelope de suas incontáveis cartas de amor de sua breve existência.
Ao morrer Catarina exclamou: “Se morrer, sabeis que morro de paixão pela Igreja”.
Catarina de Sena foi canonizada em 1461, em 18 de junho de 1939, Pio XII proclamou-a padroeira da Itália ao lado de São Francisco de Assis; e Paulo VI declarou-a doutora da igreja em 1968.
“A paciência vos tornará perseverante até a morte, que aceitareis com muita humildade. Pois o sangue de Cristo iluminará vossa inteligência com a verdade. Deus quer apenas a nossa santificação, dado que nos ama inegavelmente.” (Sta. Catarina de Sena).

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Santa Gemma Galgani


Santa Gemma Galgani


“Patrona dos Farmacêuticos”


11 de Abril

“Num instante, aquelas chamas vieram tocar minhas mãos, meus pés e meu coração...” (Santa Gemma Galgani)

O inicio da Primavera do ano de 1878, marcou para sempre o povoado de Camigliano perto de Luca (Itália). O grande acontecimento foi o nascimento da primeira filha do farmacêutico Henrique Galgani e Aurélia Landi, era a madrugada do dia 12 de março de 1878.


Gemma, nome de origem latina, significa Pedra Preciosa, foi o escolhido que lhe deram na pia batismal. O lar dos Galgani era para todos os moradores do povoado, um exemplo de fé e de generosidade. Foi no colo da mãe que Gemma pronunciou as primeiras palavras: “Papai do Céu”. Gostava de ouvir histórias de Jesus e dos Santos e p fazia sua mãe repetir várias vezes. Aos 5 anos de idade, a pequena Gemma já rezava o ofício de Nossa Senhora, era dotada de uma memória prodigiosa. No dia em que foi crismada, Gemma ouviu uma voz em seu interior que lhe perguntava: “Você me dá a sua mãezinha” Gemma respondeu: “Sim desde que você me leve também” a voz respondeu “Dá-me a sua Mãe sem reservas. Por ora, você deve esperar junto com o seu pai. Vou levar você para o céu mais tarde! Gemma concordou. Quando a menina completou 7 anos, veio a confirmação da voz, sua mãe adoece gravemente e morre. O seu coração de criança sente o golpe da dor e da separação.


Seu pai desejando o melhor para ela matricula sua menina no colégio interno das Irmãs de Santa Zita, na cidade de Luca. Gemma destaca-se como aluna exemplar, suas notas são as melhores do colégio, o que deixava seu pai muito orgulhoso. Aos 9 anos realiza seu maior desejo, receber Jesus Eucarístico. Era a festa do coração de Jesus 17 de julho de 1887, o coração de Gemma ardia em chamas de amor. Quando completou 19 anos, um novo golpe em seu coração, seu pai, depois de uma longa agonia causada por um câncer na garganta, veio a falecer. Os credores tomaram tudo e a família teve que começar do zero. Foi por esse tempo que Gemma começou a ficar doente. Ela desenvolveu uma curvatura na coluna. Logo em seguida foi a meningite que a deixou temporariamente surda. Vários tumores se formaram na cabeça, seus cabelos caíram e finalmente ficou com seus membros paralisados. Gemma Galgani, agora com 20 anos, e em seu leito de morte, é visitada à meia noite do dia 28 de fevereiro por São Gabriel da Virgem Dolorosa, por que ela nutria grande devoção. São Gabriel falou a Gemma: “Queres ficar curada? Reza com fé, todas as noites ao Sagrado Coração de Jesus. Eu virei todas as noites rezar contigo ao Santíssimo Coração de Jesus”. Era a primeira sexta-feira do mês de março quando terminou a novena, e a graça foi concedida: Gemma estava curada. Com a saúde em perfeito estado, Gemma retoma o sonho e o desejo de se tornar religiosa. Os planos de Deus eram outros. Deus revelou a Gemma, depois de receber a comunhão no dia 8 de Junho de 1899, que lhe concederia uma graça muita grande. Já em casa, Gemma coloca-se em oração e por longo tempo assim permanece, extasiada da presença de Deus. Nossa Senhora apareceu-lhe e disse: “Meu filho Jesus te ama sem medida e deseja dar-te uma graça. Eu serei tua Mãe” eis que a Santíssima Virgem abriu então o manto e a cobriu com ele. Santa Gema assim narrou esse momento, quando recebeu os estigmas: “Naquele momento, Jesus apareceu com todas as suas chagas abertas, mas daquelas chagas abertas não saia mais sangue, mas chamas de fogo. Num instante, aquelas chamas vieram tocar minhas mãos, meus pés e meu coração. Senti como se estivesse morrendo, e eu teria caído no chão, se Nossa Senhora não me tivesse segurado, enquanto todo esse tempo eu permanecia sob o seu manto. Tive de ficar várias horas naquela posição. Finalmente ela beijou minha testa e tudo desapareceu. Eu me vi de joelhos e sentia fortes dores nas mãos, pés e coração, que estavam sangrando de amor. Foi com a ajuda de meu anjo da guarda que cobri as chagas, e ai então fui para a cama.” Seu anjo da guarda sempre lhe dizia: “Se Jesus te mortifica no corpo é para purificar-te cada vez mais no espírito.” Gemma Galgani experimentou o desprezo, difamações, insultos, preconceitos e tantas outras coisas mais. Tudo aceitava com espírito de sacrifício e sempre pedindo a Deus para todos a conversão e a salvação. Jesus dizia a Santa Gema que Deus pai se compraz com as: “Filhas da minha paixão”. E continua Jesus: “Ah! Se soubesses quantas vezes aplaquei-o coração de meu pai apresentando-lhe estas almas.” Gemma pediu autorização para entrar no convento das Irmãos Passionistas, ou seja Filhas da Paixão. Não foi aceita por problemas físicos, o que lhe causou muita dor e sofrimento. Porém professou seus votos religiosos. E dizia: “As Passionistas não me quiseram em sua comunidade, porém com elas eu quero estar, e estarei depois de minha morte. Era frequentemente visitada pelo Santo de Devoção, aquele que intercedeu por sua cura, Gabriel da Virgem Dolorosa, também passionista. Por várias vezes foi atormentada pelo demônio, e sempre sofria as dores dos estigmas. Gemma Galgani era simples no vestir e modesta no falar, porém grandiosa nos gestos de generosidade. Ela era uma referencia para toda a comunidade Lucana. A cada dia Gemma dava sinais de enfraquecimento físico, dia após dia os sofrimentos eram mais intensos. E as dores quase insuportáveis tudo oferecia por amor a Jesus e a Salvação das Almas. Esgotada de suas forças, foi agraciada com a presença de Jesus e Maria, de seu Anjo da Guarda e dos Santo Gabriel e São Paulo da Cruz. Era o dia 11 de Abril de 1903, era primavera, e o Senhor colheu a flor e plantou no seu Jardim Celeste. Em pouco tempo a noticia da Virgem de Luca espalhou-se por toda Itália e pela Europa. Muitas graças foram alcançadas e por fim ela foi elevada aos altares no dia 2 de Maio de 1940 pelo Papa Pio XII. O Coração de Santa Gemma encontra-se intacto num relicário até os dias de hoje na capela das Irmãs Passionistas de Lucca. Santa Gemma Galgani foi declarada patrona dos Farmacêuticos. Rogamos que ela interceda por todos e por cada um de nós, hoje e sempre, Amém.