terça-feira, 1 de março de 2011

São Patrício



São Patrício



Patrono da Irlanda



17 de março

Patrício, em sua confissão, afirma ter nascido no ano de 377, em Bonaven Taberniae, distante povoado da Inglaterra. Seu pai era influente senador e diácono Calpurnius, e conforme declarou apesar de ter nascido numa família religiosa, só veio a conhecer, verdadeiramente o amor de deus, aos 16 anos.
Também, aos 16 anos que Patrício foi capturado de sua casa e do convívio de seus familiares, para viver como escravo na Irlanda.
Os jovens eram alvo preferido dos piratas irlandeses. Pagava-se por eles.
Patrício ao relatar os fatos deixava cair lágrimas de dor e tristeza lembrando seus familiares e de sua pátria.
Logo que chegou a Irlanda, foi designado a pastorear as ovelhas, tornou-se um exímio pastor. Patrício, no final de sua vida escreveu:... “Pastoreando, eu rezava diversas vezes ao dia, o amor de Deus e o respeito a ele cresciam mais e mais, e minha fé se fortalecia... Meu espírito foi tocado de tal modo que em um único dia, eu fazia cerca de cem orações, e mais cem à noite, mesmo quando estava nos bosques e nas montanhas,... Chovendo ou nevando, nada me atingia.”
Depois de seis anos de escravidão, Deus o guiou em sua fuga. Fugiu para a Gália e depois de algum tempo entrou para o mosteiro de Ésir, tendo como orientador o bispo Germano.
Foi no ano de 432 que Patrício foi sagrado bispo, e com o falecimento do bispo da Irlanda, Patrício pediu para ser enviado com a missão de converter o povo irlandês ao catolicismo.
Com alguns sacerdotes, chegou à Irlanda e pôs logo mãos a obra. Com toda a paciência e piedade, atravessou a ilha toda e visitou todos os povoados.
Grandes foram as fadigas, enormes os sacrifícios e sem contar os sofrimentos de toda espécie. Maior, porém, foi o amor de Deus e o seu poderoso auxílio, resultando em extraordinário número de conversões.
O que se via era um exercício de homens e mulheres, transformados pelo amor de Deus e pelo testemunho de Dom Patrício e seus sacerdotes.
Trinta anos se passaram e já existiam 365 igrejas, centenas de conventos e escolas. A ilha estava toda dividida em dioceses e as dioceses em paróquias. Foi tamanha expansão do Cristianismo na Irlanda e o crescimento da Igreja Católica, que o país passou a ser chamado de: “Ilha dos Santos”.
Dom Patrício foi o modelo de missionário Católico, cujas principais virtudes devem ser: zelo pela glória de Deus e pela salvação das almas, dedicação ao trabalho, coragem nas dificuldades, conformidade com a vontade de Deus, amor ao sofrimento, à Cruz e à oração.
Antes de chegar à ilha, Patrício em visão foi-lhe mostrado, que a ilha se achava sob o poder de muitos maus espíritos, que se oporiam ao seu apostolado. São Patrício estendeu a mão direita contra eles, invocou o nome de Jesus e os afugentou pelo Sinal da Cruz. (os espíritos maus estavam representados por cobras e serpentes).
Os milagres, os fatos extraordinários e as bênçãos eram tantas que o próprio São Patrício exclamava: “De onde provem estas maravilhas? Como os filhos da Irlanda, que jamais haviam conhecido o verdadeiro Deus e adoravam ídolos impuros, tornaram-se um povo Santo, uma geração de filhos de Deus.”
São Patrício recrutou seus mais fiéis discípulos, de maneira que muitos mosteiros fundados por ele tornaram-se o lar da poesia céltica. Eles souberam tão bem adaptar seu talento ao cristianismo em seus cânticos, que segundo se diz, os próprios anjos do céu vinham ouvi-los. Por isso a harpa dos Bardos tornou-se o símbolo e brasão da Irlanda Católica.
Por meio dos milagres de São Patrício, como os apóstolos do Senhor, aplainou o caminho à verdade e, do mesmo modo que Jesus Cristo podia afirmar: os cegos enxergavam, os surdos ouvem, os paralíticos andam e aos pobres é pregado o evangelho. No fim da vida São Patrício pode verificar a conversão de quase toda a ilha.
A morte de São Patrício se deu na cidade de Down, em 17 de março de 461, estava com 84 anos, trinta e quatro como bispo da Irlanda. È comum no dia de sua festa, os irlandeses, ingleses etc, fixarem á roupa um trevo (planta cujas folhas se dividem em três), por que São Patrício se servia desta planta para dar uma idéia da santíssima trindade: “Um só Deus em três pessoas”.
Que o testemunho e a persistência de São Patrício nos inspirem a prática do bem e do amor; á Deus, a Igreja e a salvação das almas.
Paz e Bem

Santo Antônio de Categero (O.F.S.)


Santo Antônio de Categero (O.F.S.)


14 de Março


“No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” (Jo 16,33)

Na região de Cirenaica, ao norte da África, na pequena cidade de Barca, nascia no fim do século XV, o pequeno Antônio. Não sabemos ao certo porque seus pais lhe deram esse nome, porém é fato que chamava-se Antônio, seus pais professavam a fé no Islamismo, eram fiéis seguidores de Maomé, Mulçumanos autênticos e piedosos.
Ainda muito jovem, talvez pelo inicio da adolescência, Antônio foi capturado de sua aldeia e vendido como escravo. Sabemos pela tradição, o quanto navios negreiros eram imundos e insalubres. Centenas de negros morriam durante a viagem.
O navio que transportava o jovem Antonio, aportou na ilha da Sicilia, hoje sul da Itália. No mercado de escravos o que contava era a lei da oferta e da procura. Antonio foi negociado pelo valor equivalente ao de dois (2) cavalos.
O Jovem Antônio teve de certa forma, a felicidade ou sorte de ser adquirido por um camponês chamado João Landavula, da cidade de Noto.
Aos cuidados de Antônio, seu João confiou o rebanho de cabras e ovelhas, era sem dúvida o rebanho mais bem cuidado e bonito da região.
Todos da casa nutriam carinho e afeição pelo jovem Antonio, e este em retribuição mostrava-se solícito e dedicado para com todos.
As crianças adoravam brincar com o jovem Antonio e carinhosamente o chamavam de Tio Antonio. Ele divagava entre as lembranças de sua família e de sua terra. Fôra ele arrancado de sua terra e cortado de suas raízes.
O jovem Antonio apreciava a forma de como seus patrões professavam a fé, e sentindo-se atraído pediu para ser instruído na religião católica.
Tão logo ouviu falar de Jesus e seus ensinamentos, Antonio encantou-se e desejou o batismo Cristão. Seus patrões foram seus catequistas e padrinhos.
O amor por Jesus, tomou por inteiro seu coração que o fez desejar recebê-lo na Santa Eucaristia. O dia da 1ª Comunão foi um derramamento de amor naquele coração puro e sincero.
Tornou-se um Cristão fervoroso e piedoso, seu tempo era preenchido pela contemplação e meditação na vida, paixão, morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo.
Antonio era zeloso com a salvação de sua alma, era exigente consigo e não admitia nem um pequeno deslize de conduta. Era na confissão que encontrava forças para superar as limitações e vencer as fraquezas.
Como Pastor era dedicado ao seu rebanho; as cabras e as ovelhas eram sua alegria e satisfação. Era dela que Antônio se servia para praticar a caridade, afinal leite e queijo os pobres de Noto não sentiam falta.
Antonio, além do leite e do queijo destribuia roupas e sapatos que arrecadava nos arredores, para os mais necessitados.
O patrão de Antonio achou um abuso de sua parte e proibiu Antonio de fazer doações aos pobres. Antonio prontamente obedeceu.
Depois de algum tempo, as cabras e as ovelhas começaram a escassear a produção de leite. Resultado: o Patrão ficou assustado com o prejuízo e pensando melhor, liberou a generosidade de Antonio. Os pobres teriam novamente leite e queijo.
A produção voltou a crescer, e dessa vez ainda mais. O patrão ficou radiante de felicidade.
Antônio era procurado por todos, eram doentes em busca de alivio, os pobres em busca do pão, os desanimados que o procuravam em busca de uma palavra de consolo e etc.
Graças e milagres eram abundantemente derramadas, Antonio com toda humildade implorava que não atribuíssem nada a ele, e tão somente a Deus. “Sou apenas um instrumento nas mãos de Deus”.
Já com certa idade Antonio foi liberto da escravidão. Tornara-se livre para servir unicamente o seu Senhor.
Dedicou-se aos doentes dos hospitais, aos marginalizados e esquecidos da sociedade. Encantou-se pela vida e obra do pobrezinho de Assis, desejou seguir Jesus nos passos de Francisco de Assis.
Com toda humildade pediu e foi admitido na Ordem Terceira de São Francisco (O.F.S.). Foi como terceiro Franciscano que completou sua missão e obra. No final de sua vida retirou-se para um eremitério e lá dedicou-se a oração e contemplação até a consumação de seus dias
Entrou na glória no dia 14 de março de 1550 em Noto na Sicilia.
Antônio de Categeró ensina-nos a praticar a caridade e a viver com humildade.

Paz e Bem!