terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O menino Jesus e a pequena Rebeca



O menino Jesus e a pequena Rebeca


“Naquele dia, os surdos ouvirão as palavras do Senhor e os olhos dos cegos verão no meio das trevas e das sombras” (Is. 29, 18).


No campo dos pastores, próximo a Belém, todos já se preparavam para o descanso, a noite avançava, o frio era intenso, porém o céu parecia querer anunciar algo de extraordinário, as estrela brilhavam como nunca!
No acampamento, a barraca de Jacó e Mírian, ainda estava com as candeias acesas, e de lá ouviam-se vozes.
Mirian penteava os lindos cabelos da pequena Rebeca, enquanto Jacó contemplava o firmamento.
- Não consigo tirar os olhos do céu. O brilho das estrelas é encantador, disse Jacó.
- Mamãe, como são as estrelas? E que brilho elas têm?, perguntou Rebeca.
Rebeca, a única filha do casal, estava com 4 anos, era uma linda menina de cabelos encaracolados até os ombros e seus olhos lindos e amendoados, escondiam uma deficiência visual desde o nascimento.
- Bem, Rebeca, as estrelas não têm uma forma definida, estão muito longe de nós, e o que conseguimos perceber é que são incontáveis, então o que conseguimos contemplar é sua luminosidade.
- Acho que sei como é! Vou dormir imaginando o meu céu e as minhas estrelas, respondeu Rebeca.
Jacó faz as orações do final do dia e preparam-se para descansar. Apagam-se as lamparinas.
Rebeca adormece abraçada a sua pequena ovelhinha Dana; a noite estava apenas começando.
Rompe-se o silêncio! Ouve-se por todo o campo, como o cantar harmônico de anjos, e, eis que todos se levantam assustados.
- O que houve?
- Que significam esses sons?
Apareceu então sobre eles um anjo do Senhor e a glória do Senhor os cercou de luz, de sorte que eles foram tomados de grande medo. Mas, o anjo disse-lhes, “Não temais, pois vos anuncio uma grande alegria para todo o povo. Nasceu-vos hoje, na cidade de Davi, o Salvador que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em faixas e deitado numa manjedoura”. De repente, uniu-se ao anjo uma multidão dos exércitos celestes que louvavam a Deus e diziam: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens de boa vontade” (Lc. 2, 9 – 14).
A sensação era de júbilo e esperança, e todos saíram ao encontro do menino. Jacó e Mírian, também encantados com o acontecido, seguem os outros e deixam Rebeca dormindo.
Percebendo movimentos e sons, Rebeca levanta-se, toma seu cajado pequeno e com Dana no colo, sai atrás de todos.
Todos os outros pastores se agitam e fazem até bastante barulho, na procura do Salvador.
Rebeca segue sua intuição; o que procura, nem ela sabe e realmente, apenas saiu do acampamento com os outros sentidos bastante aguçados, ela ouve por primeiro o choramingo de um bebê! “Parece que um bebê está chorando?!”. Passo a passo vai se aproximando da gruta, e eis que está à porta, e com um largo sorriso exclama! “Achei o chorãozinho!”.
Nossa Senhora, achando muita graça e sinceridade naquelas palavras, perguntou: “O que faz uma menina tão linda e tão pequenina aqui sozinha? Como você se chama e onde estão seus pais?
- Meu nome é Rebeca, e esta é Dana, meus pais saíram do acampamento com todos os outros a procura de não sei o que e eu saí atrás e me perdi de todos. Eu ouvi um bebê chorando e cheguei aqui.
Maria se encanta com Rebeca e pede que se aproxime.
Passo a passo Rebeca se aproxima e Maria percebe sua deficiência, e sem querer demonstrar, faz sinal a São José que a tome pela mão.
O jovem casal se encanta com Rebeca, e Maria tomando sua mãozinha tão gelada pelo frio, traz até o menino que acabava de mamar. “Ah! está aqui o chorãozinho. Parece bem gordinho”. E assim ia tocando por todo o corpo do menino; chegou à cabeça, massageou seus cabelos, chegou aos olhos e levemente acarinhou olhos, ouvidos, boca. “Ele é tão lindo que parece um anjo, disse Rebeca. “Realmente ele muito lindo assim como você é linda Rebeca!”, disse José com voz embargada.
O menino faz alguns movimentos, como querendo retribuir tanto carinho. Nossa Senhora, percebendo que as mãozinhas do menino desejavam alcançar o rosto de Rebeca, levou-as de encontra a ele. “Como seus dedinhos são quentes, parecem ferro em brasa!
- Você já tocou em ferro quente?, perguntou São José.
- É, só foi uma vez, pois meu pai me repreendeu.
- E com razão, disse ele, é muito perigoso.
De repente, as mãozinhas do menino tocaram os olhos de Rebeca e por alguns segundos ali permaneceram até que a menina exclama, “Parece que meus olhos estão queimando”, diz ela, esfregando suas mãos contra eles.
- José, traga aquele pano, disse Maria.
Enquanto o menino permanecia brincando, Maria massageia os olhos de Rebeca. “Passou!”, diz ela.
Rebeca percebe uma luminosidade intensa e tudo vai tomando forma ao seu redor até que seus olhos se encontram com os do menino e ela exclama, “Como você é lindo”. O menino retribui com um gracioso sorriso! José e Maria parecem não acreditar no que estão vendo, será que Rebeca está enxergando; o que realmente aconteceu, se tudo parece estar parado no tempo.
Rebeca, olhando para Maria, diz, “A senhora é muito linda!” e a José, “E o senhor também”, e de seus lindos olhos brilhantes correram lágrimas de uma emoção sem explicação, emoção que é dos três.
Ouvem-se murmúrios, são os pastores chegando. Silenciosamente vão entrando e reverenciando o Salvador anunciado. Por fim, entram Jacó e Mirian e ficam duplamente emocionados, afinal, Rebeca chegara ali, e que brilho era aquele que havia em seus olhos?
Mirian aproximou-se de Rebeca e chegando bem perto da menina, que estava encantada diante da beleza de Jesus, disse, “Filha, como você chegou aqui?
- Mamãe, como você é linda, muito mais linda! E olhe o menino, seu nome é Jesus, ele tem os dedos e as mãos tão quentinhas que abriram meus olhos.
A emoção foi geral, porém o primeiro olhar daquela menina foi para o Eterno, o Verbo de Deus que se fez carne e habitou entre nós.
Rebeca, a primeira visitante do menino Jesus, um olhar que jamais se apagará de sua lembrança até o final de seus longos e felizes dias.

Menino Jesus!




Menino Jesus!

Quando te contemplamos na fragilidade de uma criança, que repousa sobre as palhas e o feno na manjedoura, percebemos o quanto de amor, por nós dispensastes.
Tuas mãos que regem o universo tão pequenas e rosadas, trazem para nós o sinal da benção.
Teu rosto tão belo e luminoso é a expressão da ternura de um Deus que é amor; e teus olhos contemplam o infinito e a eternidade.
Tu és o verbo encarnado, a palavra de Deus que se fez carne, e no entanto os sons que saem de tua boca, não passam de gemidos e chorinhos de criança, que só encontram consolo no colo de sua mãe.
Teus pés se agitam, apesar de tão pequeninos, na ânsia de se colocar a caminho e anunciar o reino dos céus!
Quis estes, Santo Menino, experimentar a nossa fragilidade humana desde o seu nascimento. Desejastes também trocar o teu trono real pelo colo aconchegante de tua mãe Maria e foi dela também que fostes nutrido. O leite de tua mãezinha substituiu os manjares celestes.
Escolhestes Maria e José, que foram os primeiros adoradores e guardiões da tua humanidade, para serem teus pais e deles fizestes o exemplo perfeito para todas as famílias.
Menino Jesus, o mundo tem necessidade de redescobri e experimentar a grandeza do teu nascimento e a simplicidade em que ele se deu. És um reizinho das palhas e manjedoura.

Feliz Aniversário Jesus.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A caridade e a doutrina social da Igreja





A Caridade e a Doutrina Social Da Igreja

“Mas, Quando Dás Esmola, Não Saiba A
Tua Esquerda O Que Faz A Tua Direita... ”(Mt 6,3).

Ao longo de 2000 anos de história, a igreja apresentou ao mundo uma infinidade de documentos, que compõem a sua doutrina social.
Os santos padres, ao redigirem os referidos documentos, tomaram por base os ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo e do seu evangelho, então podemos dizer que todos os documentos foram inspirados por Deus.
O livro dos atos dos apóstolos nos apresenta, por diversas vezes, as preocupações dos primeiros cristãos, que depois de pentecostes, dão sinais de preocupação com as necessidades dos irmãos. “Vendiam suas propriedades e os seus bens, e distribuíam o valor por todos, conforme a necessidade de cada um”. (Atos 2,45)
Também no livro dos atos dos apóstolos, capítulo 6, percebemos a preocupação em designar alguns homens de boa índole para o cuidado dos órfãos e das viúvas. Desde aquele instante e, também, por inspiração divina escolheram, entre os discípulos, os primeiros sete diáconos.
A preocupação com o outro, com o bem-estar de cada um, e o resgate da dignidade humana devem estar no centro, no interior de cada coração pois é no coração que encontramos o amor, a caridade.
“A caridade é paciente...”, como escreveu São Paulo, ela não se esgota, e é tão somente ela que teremos como medida de nossas ações.
Quantos foram os homens e as mulheres que dando um testemunho de fé, empunharam o estandarte da caridade e consumiram suas vidas, por amor à Cristo e aos irmãos.
Num tempo de grandes dificuldades, alguns cristãos foram até Santo Agostinho para se lamentar. O grande Santo assim os falou: “vocês dizem: os tempos são maus; os tempos são difíceis e pesados. Vivam bem e vocês mudarão os tempos”.
Por certo o mundo só é melhor por que conheceu a generosidade de reis e rainhas como: Luis da França, Santa Izabel da Hungria, Santa Helena, Santa Edwiges.,etc..
Assim também conheceu a caridade de: Antônio de Pádua, Vicente de Paulo, Luisa de Marilac, Francisco de Assis, Dom Bosco e Maria Mazarello, Damião de Molokai, Santa Paulina, Madre Tereza, Irmã Dulce, etc, e que deixaram o perfume do amor por onde passaram.
Em cada momento da história, uma nova encíclica, um novo documento; É o pensamento da igreja acompanhando as novas investidas do homem, enaltecendo os grandes feitos que promovem a vida e denunciando as atrocidades que geram a morte..
O nosso Papa Bento XVI em sua encíclica “Caritas In Veritate”, afirma que a doutrina social da igreja é: “o elemento essencial de evangelização...”
Concluindo, devemos entender que é impossível falar do amor de Deus, sem manifestar esse amor concretamente através de gestos e ações que promovam o crescimento total da pessoa humana.
Devemos saciar a fome em todos os seus aspectos, como: da verdade, da justiça, da dignidade, de amor, da palavra, de Deus, da eucaristia e de pão.
Cristo mostrou-nos que amar é dar a vida por todos. O amor que se reparte,não se divide,ele se multiplica.
A fé, a esperança e a caridade... das três permanece somente a caridade., o Amor...

São Pedro Claver



São Pedro Claver
9 De Setembro

“O Servo Dos Escravos”

“Cremos que Pedro Claver, o apóstolo dos negros, o servo dos escravos, é santo do céu e junto ao Pai. Intercessor de todos, particularmente daqueles por quem mais se interessou; os escravos.” (Papa Pio IX).

No ano de 1581, na pequena e singela Verdu, na Espanha, nasceu Pedro Claver, um menino tão frágil e tão miúdo que parecia não vingar.
Seus pais eram nobres, porém simples, piedosos e extremamente generosos, tão que sua casa paterna era conhecida em toda região, como casa de acolhida e caridade.
O pequeno Pedro cresceu e se desenvolveu gradativamente em todos os sentidos. Desde muito cedo foi estudar no colégio dos Jesuítas. Era dotado de uma inteligência extraordinária e logo cedo manifestou o desejo de torna-se sacerdote.
No ano de 1602, entrou definitivamente na companhia de Jesus, em Barcelona, e logo que terminou o noviciado viajou para a ilha de Maiorca para estudar filosofia.
Na ilha de Maiorca encontrou um santo mestre e orientador espiritual, o irmão e futuro santo Afonso Rodrigues, e foi com este santo mestre que Pedro Claver aprendeu a buscar o caminho da perfeição.
Por determinação dos superiores, no ano de 1610, Pedro Claver foi mandado como missionário para Cartagena, cidade portuária da Colômbia. Foi justamente ali que o jovem seminarista Pedro, descobriu sua missão: a de ser o anjo da guarda dos escravos que vinham nos navios negreiros da África, para serem vendidos na América.
Ordenou-se sacerdote Jesuíta, e outra coisa não desejava senão servir os irmãos escravos, que chegavam a todo o momento.
O jovem Pe. Pedro tão logo recebia a notícia da chegada do navio, corria para o porto carregado de frutas, pães, vinhos, etc., para alimentar centenas de pessoas desfiguradas pela fome e pelo sofrimento. O que mais comovia o jovem padre era o olhar assustado e a expressão de pavor.
Nada entendiam, porém as expressões de amor, o sorriso afetuoso e o olhar terno, davam aos recém-chegados uma centelha de esperança.
Uma grande maioria chegava coberta de chagas e feridas expostas, seus corpos, equeléticos tinham que ser escorados nos braços do Pe. Pedro. A caridade impunha os maiores sacrifícios, porém o jovem padre por horas incontáveis lavava e tratava de cada um em particular.
Quando saiam dos navios eram levados para galpões insalubres, sem ventilação e extremamente insuficiente para acomodar dignamente tantos escravos.
A dor, as doenças, a fome e o desespero davam aquele lugar um aspecto horrível, era tanta crueldade imposta, que nem pareciam humanos.
A presença do Pe. Pedro por certo amenizou o sofrimento e com o tempo através de alguns tradutores, começou a falar do amor de Jesus e do seu sofrimento redentor.
Todos aqueles que iam recuperando a saúde e as forças, passavam a ajudar o padre no socorro dos mais debilitados, e como isso lhes dava alegria.
Dia a dia os escravos se iam, os novos donos vinham buscá-los. Cada qual com um preço diferenciado, para o Pe. Pedro o valor de cada um era a salvação da alma. Partiam confortados pelo anjo bom, eram recomendados aos proprietários, que zelassem pela integridade física e moral dos negros. Algumas vezes os senhores atendiam as exortações do padre.
A cada ano, 12.000 negros deixavam a África em direção a Cartagena, como animais em gaiolas. Seus pés e mãos eram amarrados, os porões eram escuros e úmidos, uma única refeição era servida ao dia e era feita de farinha de milho cru e água.
Sem dúvida alguma, uma das maiores vergonhas da humanidade, foi à escravidão, um tempo sombrio da história, que é impossível de esquecer. E é bom que não se esqueça do que o próprio homem é capaz de fazer com o seu semelhante.
Vários papas condenaram por diversas vezes o comércio de escravos, a exortação da Igreja era ignorada pelos detentores do poder.
As doenças, as epidemias eram uma constante entre os escravos, o casebre do missionário era de todos, o incansável pai não encontrava tempo para o descanso, era tudo para todos. Sempre depois de um dia cheio de fadigas, a noite impunha a si mesmo, as maiores penitencias.
Pedro Claver, durante 40 anos, foi incansável apóstolo entre os escravos, calcula-se que tenha batizado mais de 350.000 escravos. Sempre estava cercado de seus filhos, e conhecia cada um em particular.
Pedro Claver foi várias vezes ameaçado de morte, na calava a vós diante das crueldades e das injustiças. Foi vítima de várias emboscadas. Deus era o seu refúgio.
No final de sua vida, foi vítima de sua incansável caridade, a epidemia de 1650, fez dele uma das primeiras vítimas deixando-o paralítico. Em seu leito atendia confissões e era incansável em abençoar.
Por 4 anos assim permaneceu, com resignação e aceitação da vontade de Deus, até que entregou sua santa alma a Deus na festa da natividade de Nossa Senhora, estava com 73 anos.
O pranto e a dor dos negros ecoaram por toda a Colômbia e a América. O pai e apóstolo dos escravos deixava um exército de órfãos.
Foi beatificado em 1851, e canonizado em 1888.
Que seu exemplo nos inspire e nos revigore, São Pedro Claver.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A Exaltação da Santa Cruz

A Exaltação da Santa Cruz

14 de Setembro

“E como Moisés levantou no deserto a serpente, assim também importa que seja levantado o filho do homem, a fim de que todo o que nele crê, nele tenha a vida eterna”. (Jo 3,14-15)

O próprio Senhor Jesus denominou a sua crucificação como uma exaltação: “Cumpre que o filho de Deus seja exaltado.” De fato foi pela cruz que Jesus foi exaltado sobre os céus e a terra.
Devemos também, nós entendermos que seremos exaltados se, com Jesus Cristo, levarmos nossa cruz com paciência, resignação e humildade.
No dia do nosso batismo fomos marcados com a cruz do Senhor. A cruz é o distintivo dos filhos de Deus, que foram resgatados. Importa lembrar que assim como o povo de Israel, ao olhar para a serpente de bronze colocada na haste do cajado, conforme determinação do próprio Deus a Moisés ficavam curados das picadas das serpentes, também nos quando olhamos para a cruz, lembramos que foi nela que Jesus nos redimiu.
O que nos parece estranho é que muitos, que se dizem Cristãos, simplesmente menosprezam o Sinal da Cruz e até mesmo sentem aversão ao vê-la, sobreposta no peito de um católico, ou na parede de um lugar público.
No evangelho de São Mateus o próprio Cristo nos diz que: “Quem não toma a sua Cruz e não me segue, não é digno de mim”. Percebemos que no referido versículo o próprio Senhor nos convida a seguir em frente, não importando as quedas, o desânimo e os contratempos. O que realmente importa é levantar a cabeça, enxugar as lagrimas e o suor, tomar a cruz, e passo a passo seguir o Mestre.
Olhar para o Crucificado, longe de ser, adorar um Cristo Morto, é ter a certeza da ressurreição, pois como disse o apóstolo Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, vã é a nossa fé.”
Santo Hipólito escreveu: “... Se fizermos o Sinal da Cruz, com fé, ele será para nós um escudo.”
O sagrado lenho serviu de altar para o sacrifício do Cristo. O madeiro encharcado pelo sangue redentor foi o leito de morte do nosso Deus. O vento frio era cortante para aquele corpo desfigurado e febril.
O Senhor tudo suporta e sente como bálsamo sobre suas chagas, as lágrimas amorosas de sua doce Maria, escorrerem sobre os seus pés e misturarem-se ao seu sangue glorioso.
Ó cruz bendita de nosso Senhor!

A Festa da Santa Cruz

A tradição nos diz que a Imperatriz Santa Helena, durante uma peregrinação a Terra Santa, mandou fazer diligentes pesquisas com o objetivo único de encontrar a verdadeira Cruz de Cristo.
Depois de muitas buscas e pesquisas encontraram pedaços da Santa Cruz era o dia 14 de Setembro de 320.
Santa Helena convenceu seu filho Constantino, Imperador Romano a construir uma basílica no lugar do Santo Sepulcro e lá foi colocado o Sagrado Lenho.
Devemos lembrar o que escreveu o apostolo Paulo: “Nós pregamos Cristo Crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos, mas para os eleitos, ele é força e sabedoria de Deus” (1 Cor 1,23).
Que nosso olhar nunca se desvie do crucificado, pois somente assim, encontraremos consolo no nosso caminhar. Amem.
Paz e Bem!

Os Santos Arcanjos




Santos Arcanjos

29 de setembro


O catecismo da Igreja Católica nos diz que: “A existência dos seres espirituais, não corporais, que a sagrada escritura chama habitualmente de Anjos, é uma verdade de Fé”.
Santo Agostinho afirma que por todo o seu ser, os Anjos são servidores e mensageiros de Deus. No livro de São Mateus Lemos como o próprio Cristo afirmou que os Anjos contemplam “constantemente a face de meu Pai que está nos céus”. (Mt 18, 10)
O concílio ecumênico de Latrão definiu que Deus criou as coisas materiais e espirituais. O diabo e os outros espíritos malignos foram criados bons por Deus porém tornaram-se maus por si mesmos.
Antes de ter criado o homem, Deus criou os Santos Espíritos, os espíritos puros, isto é, não compostos de matéria, embora por vontade divina, possam às vezes apresentar-se aos homens sob formas corporais.
Nas sagradas escrituras encontramos os anjos agrupados em 9 corpos, a saber:
- Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e os Anjos, que por sua vez constituem três hierarquias. A primeira é dos Serafins, Querubins e Tronos têm por missão servir perante o trono de Deus; Dominações, Potestades e Virtudes, que tem por missão servir no espaço da criação. E a terceira hierarquia: Principados, Arcanjos e Anjos, tem por missão o serviço junto a humanidade.

Miguel Arcanjo

Lemos no livro de Daniel que : “Surgirá Miguel, o grande príncipe, que guardará o teu povo” (Dn 12,1). São Miguel é honrado e invocado como guarda e protetor da igreja e também como guardião dos agonizantes.
São João, no livro do apocalipse, escreveu sobre uma grande batalha que houve no céu. Quando Miguel e seus anjos lutaram contra o Dragão e seus anjos, estes foram derrotados e não houve mais lugar para eles no céu (Ap, 12,7-8).







Rafael Arcanjo

Dentre os anjos que conforme a sagrada escritura, se revelaram aos homens como mensageiros de Deus e executores dos seus designos, destacamos o glorioso Arcanjo Rafael.
A sua principal missão no mundo foi a de guia dos homens, amparo e defesa contra todos os males corporais e espirituais que lhes possam ameaçar.
A missão maior do Arcanjo Rafael encontramos no livro de Tobias, nas escrituras sagradas: “Rafael = Deus Cura”.

Arcanjo Gabriel

Gabriel foi o embaixador do Senhor, enviado para levar e revelar os planos do Altíssimo, em primeiro lugar a Zacarias sobre a vinda do precursor do messias, e depois à Virgem Maria anunciando a vinda de Jesus e a encarnação em seu ventre virginal.
Também o profeta Daniel fez referência ao Arcanjo Gabriel, em dois momentos e em ambos como portador das revelações do Altíssimo.
É o Arcanjo da mais bela e importante saudação da história: “Ave Maria, cheia de Graça...”
A tradição Católica conservou e preservou a devoção aos (3) Arcanjos do antigo testamento e os consideram poderosos intercessores junto ao trono do Altíssimo.
Outros títulos e denominações de anjos que se referem a datas específicas e nomes, são pura invenção que não encontram legitimidade nas Escrituras Sagradas.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Madona de Aquiropita


Madona de Aquiropita


15 de Agosto

“As gerações hão de chamar-me Bendita, pois maravilhas fez em mim o Poderoso”.

Quando nos deparamos com as passagens que as Santas Escrituras apresentam da Santíssima Virgem Maria, ficamos impressionados com a enormidade de títulos que a ela se referem, ou que lhe são atribuídos: Nova Eva, Arca da Aliança, Escada de Jacó, Mulher vestida de sol, Virgem Mãe de Emmanuel, Velo de Gedeão, etc..
Também quando nos referimos aos fatos de sua vida e sua trajetória histórica como Mãe do Salvador, Maria da Anunciação, da Visitação, de Belém, do Sim, de Nazaré, das Bodas de Caná, do Desterro, Mãe de Deus, aos pés da Cruz, da Ressurreição, do Cenáculo, da Glória, Assunção...
Muitos títulos referem-se a aparições, a lugares, a situações específicas: Lourdes, Fátima, Loreto, Aparecida, Guadalupe, Lujan, do Monte Carmelo, da Caridade do cobre, Monteserrat, etc..
O título que apresentamos para o mês de Agosto é o de Nossa Senhora de Aquiropita, uma devoção tipicamente dos imigrantes italianos que se estabeleceram em 1926 na capital paulista.
Conta-nos a tradição que o eremita Santo Efrém, viveu na região da Calábria, na Itália, pelo século VI. O eremita vivia nas grutas das encostas das montanhas, alimentava-se de ervas, hortaliças e frutas nativas. Toda a sua vida era de penitência e sacrifícios. Era devotíssimo da Virgem Maria.
Corria o ano de 580 quando uma terrível tempestade acompanhada por um forte vendaval, obrigou o capitão Maurício Tibério a aportar na aldeia calabresa. O santo eremita impulsionado pelo Espírito Santo, foi ao encontro do Capitão e disse-lhe: “Não foram os ventos que te conduziram para nossas terras, foi sim a Virgem Maria, para que tu – uma vez Imperador - , construas aqui um templo em sua honra”.
A profecia foi cumprida e dois anos mais tarde, de fato, Maurício tornou-se Imperador e tão logo tratou de cumprir o que Santo Efrém havia pedido. As obras logo começaram e em tudo o Imperador exigiu o melhor. Vários artistas, escultores foram trazidos de Bizâncio para embelezar o templo e pintar a imagem da Virgem Maria.
Por vários dias, os artistas pintaram o quadro da Virgem, porém, durante a noite, a pintura desparecia, como que sugada pelas pedras das paredes.
A segurança da construção foi redobrada durante a noite. Os guardas estavam em pontos estratégicos do templo. Já com o avançar das horas, apareceu na porta do templo, uma senhora, de rara beleza e parecendo uma nobre rainha, pediu licença para fazer suas orações.
Apesar da resistência do guarda, a senhora o convenceu e entrou e de lá nunca mais saiu. O dia já estava amanhecendo, o guarda, preocupado, entrou no templo para procurar a nobre senhora e, não a encontrando, foi ao encontro dos outros, que também nada encontraram.
O que viram, e ficaram extasiados, foi a pintura na parede, mais bela e mais luminosa, e nela o guarda reconheceu os traços da nobre e bela senhora que entrara para rezar.
Todos foram informados do acontecido e para lá correram, o Imperador, religiosos, artistas, Santo Efrém e o povo em geral.
O espanto era de todos, os artistas não reconheciam naquela magnífica pintura os seus traços. A tinta usada era de uma pigmentação luminosa, parecia celestial.
Diante de tamanho prodígio, e entre lágrimas, o povo gritava, “Madona de Aquiropita”, Aquiropita quer dizer imagem não pintada por mãos humanas.
A imagem passou a ser conhecida realmente pela Igreja, como Aquiropita, e uma centena de milhares de fiéis devotos passou a visitar a igreja do retrato da própria Virgem.
Para confundir os sábios e os poderosos, Deus faz usos de meios simples e eficazes e em grande número, utilizou-se da beleza e da ternura de sua Mãe. Maria sempre atrai os filhos para si e depois leva-os ao seu filho Jesus.
Rogai por nós Virgem de Aquiropita.
Amém e Paz e Bem!

Santa Beatriz da Silva

Santa Beatriz da Silva

Fundadora das Concepcionistas

Da nobreza da vila ensolarada de Campo Maior no despertar da primavera de 1437, nasceu Beatriz, a oitava filha, de um total de doze, do nobre e distinto casal, Dom Rui Gomes da Silva, alcaide da vila, e Dona Izabel de Menezes; eram parentes da Família Real Portuguesa.
A família dos Menezes da Silva era respeitada e admirada por toda a vila. Dona Izabel era carinhosa e extremamente dedicada à formação moral e religiosa dos filhos. Todos os doze foram educados pelos franciscanos, eram zelosos na oração e prontos para toda e qualquer obra de caridade.
O amor pela Virgem Imaculada também foi incutido no coração da nobre família pelos franciscanos.
O que mais chamava atenção de todos era a beleza e a altivez dos filhos do alcaide Dom Rui, em especial a da jovem Beatriz.
Tudo corria na maior tranqüilidade na Vila de Campo Maior, até o dia em que Beatriz foi convidada pela Rainha Izabel, filha de Dom Duarte, Rei de Portugal, e esposa, em segundas núpcias de Dom João II de Castelha, para ser sua dama de companhia. Com a Rainha, Beatriz foi primeiro para Lisboa e depois para Tordesilhas.
A jovem Beatriz, bela dama da companhia da Rainha, era toda dedicada e carinhosa para com Dona Izabel, apesar do temperamento difícil da nobre Rainha.
Na Corte de Castelha, a beleza e o encanto de Beatriz era o que mais se comentava, chegava-se a dizer que, em tudo, a dama se sobressaia à Rainha.
Dona Isabel, por um certo tempo apreciou os comentários e elogios, que eram unânimes na Corte. Afinal, a bela e jovem dama era também sua parenta.
Muitos jovens da Nobreza demonstravam afeição e simpatia pela bela Beatriz, que por várias vezes foi pedida em casamento e sempre e gentilmente recusou os pedidos.
Quase sempre o ciúme e a inveja destroem a beleza de muitos relacionamentos e até mesmo grandes amizades. E foi também por um ciúme doentio de Dom Duarte II, que a Rainha começou uma terrível perseguição contra sua bela dama de companhia.
Tomada pelo ódio, Dona Izabel, trancou a jovem Beatriz em um baú, amarrada e amordaçada, para que lá morresse asfixiada.
Beatriz, vendo-se em perigo de morte, colocou-se inteiramente nas mãos de Deus e a ele confiou sua vida. Foi, porém, naquele baú que a jovem Beatriz conheceu os planos de Deus a seu respeito.
Durante três dias Beatriz esteve trancada no baú e, no final do terceiro dia, apareceu-lhe a Virgem Maria com o menino Jesus nos braços. A Santíssima Virgem estava vestida com um vestido branco e um manto azul da cor do céu.
Nossa Senhora manifestou o santo desejo de que Beatriz fundasse uma Ordem destinada a defender, honrar e promover a devoção à sua Imaculada Conceição.
O desaparecimento de Beatriz causou preocupações a todos e principalmente àqueles que conheciam o ciúme doentio da Rainha.
Pressionada, a Rainha levou seus parentes ao sítio onde estava o baú com Beatriz, e achando encontrá-la morta, que divina surpresa!, a jovem Beatriz levanta-se com toda a sua beleza e sem as amarras causando à Rainha e a todos espanto e alegria.
Dona Izabel, completamente desnorteada, dá permissão à jovem Beatriz para ir embora. A jovem segue em direção a Toledo.
No caminho para Toledo, Beatriz encontra dois religiosos franciscanos, um falava português, saudando-a em sua língua materna.
Conversavam pelo caminho, falaram da fundação da Ordem da Imaculada Conceição, os conselhos e as exortações dos frades pareciam celestiais. Os frades desapareceram da mesma forma que apareceram, sem serem percebidos pela comitiva de Beatriz.
A jovem Beatriz teve a grata certeza de que os frades eram São Francisco de Assis e Santo Antônio de Pádua.
Foi no Convento das Irmãs Dominicanas de Toledo que Beatriz encerrou-se por 30 longos anos. Foi lá que Beatriz decidiu cobrir seu belo rosto, descobrindo-o em raras ocasiões. Beatriz decidiu cobrir seu rosto por entender que sua beleza foi a causa de tantos desgostos.
Sua vida no convento foi marcada pelo silêncio e pela piedade. A obediência era seu lema principal, a penitência e o sacrifício faziam parte do seu cotidiano.
Beatriz estava preparada para a missão a ela confiada durante os três dias no baú. Mais uma vez apareceu-lhe a Mãe de Deus e, mostrando-lhe suas vestes, para que servisse de modelo para o hábito de sua futura Ordem.
A Rainha Isabel, a Católica, deu a Beatriz o Palácio de Galiana e a igreja de Santa Fé, ao lado do Palácio. Foi lá que Beatriz, com mais doze jovens, iniciaram a Ordem da Imaculada Conceição em regime de clausura e pobreza evangélica.
Beatriz torna-se a abadessa do Convento. A bula de aprovação da Ordem foi concebida por Inocêncio VIII e foi datada de 30 de abril de 1486.
Seis anos se passaram até o dia da profissão solene da Irmã Beatriz e das doze companheiras. Dez dias antes, a Santíssima Virgem apareceu à Irmã Beatriz dizendo que o Senhor viria buscá-la no dia marcado para a profissão solene e nascimento oficial da Ordem. Beatriz em tudo dá graças a Deus, mesmo sem entender seus desígnios.
No dia marcado, Beatriz recebe o hábito, confeccionado por um franciscano, professa com ele e entrega sua vida a Deus, já como concepcionista.
Conforme sabemos Irmã Beatriz, desde que saiu da Corte, cobriu seu rosto com um véu de renda branca. Na hora de sua morte e para receber o Sacramento da Unção dos enfermos, levantaram o véu e atônitos contemplaram uma luminosidade nunca vista.
De seu rosto saiam raios luminosos e uma estrela, também luminosa, fixou-se em sua testa. Beatriz foi sem dúvida uma luz para o mundo e um sinal de amor à Virgem Imaculada. Era o dia 9 de Agosto de 1492.
Foi declarada Santa pelo Papa Paulo VI em 1976.
Que seu exemplo sempre nos edifique, Santa Beatriz da Silva.
Amém e Paz e Bem!

A Transfiguração do Senhor

A Transfiguração do Senhor


06 de agosto

O Senhor, no capítulo anterior, fala da sua paixão e daquilo que será pedido aos seus discípulos. O desânimo foi geral, quando Jesus disse: “Quem quiser vir depois de mim,... tome a sua cruz e siga-me.”
Jesus, conhecedor do coração dos seus, tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre o alto do Monte Tabor. Transfigurou-se diante deles.
O Senhor manifesta a sua glória e a vitória sobre a cruz, antecipadamente aos três para lhes dar um novo ânimo e a certeza da ressurreição.
A manifestação no Tabor é extraordinariamente esplendorosa, de suas vestes e de sua face emanam uma luminosidade que os olhos, humanos dos discípulos, são incapazes de contemplar.
A tradição judaica está representada por Moisés que anunciou que um dia Deus suscitaria um profeta como ele a quem deveriam ouvir (Dt 18,15), e Elias que, subiu aos céus, numa carruagem de fogo (2Rs 2,11), e que de acordo com a tradição Judaica pensava que o seu retorno anunciaria a vinda do Messias (Ml 3,23-24)
A cena que os três extasiados contemplavam, dava a certeza de que Jesus era o Messias esperado por Israel.
Finalmente o salmo 2,7 que enaltece o novo Rei, como o filho de Deus é confirmado pelo próprio Deus quando diz: “Eis o meu filho amado, em quem pus toda a minha afeição; ouvi-o” (Mt 17,5)
Pedro, falando pelos outros exclamou: “Senhor, é bom estarmos aqui!” A manifestção da glória celeste, encantou de tal maneira os apóstolos, que desejaram pular a etapa da cruz.
O mestre Jesus deixou um gosto de eternidade no coração dos três, mas para tanto deveriam descer, tomar a cruz e segui-lo...

Paz e Bem!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

São Tiago Maior

São Tiago Maior

25 de julho

O Apóstolo da Espanha


Estando um dia com o pai e o irmão a consertar redes, passou Jesus e disse-lhes: “Segui-me”. João e Tiago imediatamente obedeceram; deixaram o pai e as redes e seguiram Jesus, como fiéis discípulos, para todo o sempre.
Tiago e João eram filhos de Zebedeu e Maria Salomé, que por sua vez era filha de Alfeu ou Cleofas, irmão de São José, e de Maria, Maria de Cleofas. Podemos assim entender a proximidade de Jesus aos filhos de Zebedeu; eles sempre estavam no grupo dos três, Pedro, Tiago e João. Eram, talvez, os mais íntimos.
Podemos entender também o pedido, feito a Jesus, por Maria Salomé de que os colocasse no seu Reino, um à sua direita e o outro à sua esquerda. Era um pedido de mãe; porém, provavelmente ela expressou o desejo mais íntimo dos dois apóstolos.
Naquele momento, Jesus, sem considerar o parentesco, repreendeu-os ainda e disse: “Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que eu hei de beber?”. Eles prontamente responderam: “Podemos”. Por fim o Senhor afirma que tal decisão cabe tão somente ao Pai.
Sempre que Jesus se referia aos irmãos Tiago e João, ele os chamava de “Boanerges”, que significa “Filhos do trovão”. O evangelista Lucas narra um fato que caracteriza bem a índole dos dois irmãos, como também sua dedicação e fidelidade ao Mestre.
O fato faz referência à chegada deles a uma cidade da Samaría, quando seu povo não os deixou entrar. João e Tiago viram nisso uma injúria feita ao Mestre e exprimiram a indignação nestas palavras: “Senhor, queres que mandemos cair fogo do céu sobre esta cidade para consumi-la?”.
Jesus mais uma vez chamou-lhes a atenção dizendo: “Não sabeis de que espírito sois animados. O filho do homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para salvá-las”.
Com Pedro, Tiago e João foram privilegiados, pois estavam com Jesus na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração no Monte Tabor e também no Horto das Oliveiras.
Tiago, o irmão mais velho, sempre foi uma referência para João evangelista e para os demais discípulos, pois era corajoso e determinado. Santo Epifânio afirma que Tiago viveu sempre em perfeita castidade.
Após o nascimento da Igreja institucional, em Pentecostes, Tiago, assim como os outros Apóstolos, saiu para todos os lugares para pregar o Evangelho de Jesus Cristo.
Uma antiga tradição afirma que Tiago viajou para a Espanha e lá plantou as sementes do Cristianismo. Diz-se que antes de partir em missão, os apóstolos visitavam a mãe do Senhor, e dela imploravam suas bênçãos. Nossa Senhora os recomendava ao Senhor e os encorajava na defesa da fé, no Cristo vivo e ressuscitado.
Com Tiago, a Santíssima Virgem manifestou o desejo de ir a seu encontro lá pelas terras da Espanha, dizendo: “Vai, meu filho, cumpre a ordem de teu Mestre, e por Ele te rogo que, naquela cidade da Espanha em que maior número de almas converteres à Fé, edifiques em minha memória conforme eu te manifestar”.
Tendo pregado por algum tempo, dirigiu-se a Saragoça, à margem do Ebro. Lá, converteu ao cristianismo oito varões, com os quais se retirava para orar. Certa noite, enquanto descansavam, ouviram de repente vozes angélicas que cantavam “Ave Maria”.
Tiago e seus discípulos puseram-se de joelhos e eis que viram a Virgem Santíssima entre um coro de anjos e sentada sobre um pilar de mármore.
A Mãe do Senhor chamou o apóstolo Tiago e indicou-lhe o lugar onde queria que fosse edificada a sua igreja; disse-lhe que conservasse aquela coluna e a colocasse no altar do templo, pois aquele pilar permaneceria ali até o fim do mundo.
Devemos lembrar que a aparição aconteceu no tempo em que a Virgem Maria ainda viva no mundo.
Ainda hoje podemos contemplar o belíssimo pilar na Basílica de Saragoça.
Para o apóstolo Tiago, o pior estava por vir, pois alguns dos seus o traíram e na Páscoa do ano de 42 foi decapitado ao lado de seu acusador que por fim arrependeu-se; estavam a caminho de Jerusalém!
Segundo uma antiga tradição, o bispo Teodomiro de Iria, em princípios do século IX, teria encontrado o corpo do apóstolo Tiago num lugar chamado Campo de estrelas (Compostela).
Foi naquele lugar que o rei Afonso II erigiu, sobre o túmulo do apóstolo uma igreja. Suas relíquias estão guardadas num dos mais conhecidos santuários do mundo – o de Compostela.
Que o apóstolo Tiago, padroeiro da Espanha, nos ensine a fazer a vontade do Senhor e a buscar as bênçãos da Santíssima Virgem, em cada nova missão.

São Francisco Solano



São Francisco Solano


14 de Junho

Em Montília, na Andaluzía – Espanha, no amanhecer do dia 10 de março de 1549, veio ao mundo, Francisco Solano, o primogênito do casal Mateus Sanches Solano e Ana Gimenez. Um menino que seria um testemunho de fé, nas terras recém descobertas do continente americano.
Seus pais eram cristãos católicos que viviam da fé. Francisco desde muito cedo foi educado pelos jesuítas, no colégio aprendeu vários idiomas além da música e da oratória.
Seus dons e talentos contribuíram, em muito, para a escolha de sua vocação. Nutria em seu coração o desejo de se tornar sacerdote, o que realmente o fez pedir admissão na Ordem Franciscana; foi o desejo de se tornar um sacerdote missionário.
Quando Francisco completou 20 anos, entrou definitivamente para a ordem Franciscana. Seu coração era só entusiasmo e encantamento, afinal escolheu seguir Jesus nos passos de Francisco de Assis.
Francisco Solano era um jovem de traços perfeitos, seu olhar encantava a todos pelo brilho e pela beleza. Sua voz era de um timbre perfeito, forte e melodiosa. Foi por esta característica singular, escolhido como responsável pelo coro.
Frei Francisco tornou-se um pregador eloquente, era um homem de fé e convicto no que acreditava.
Quando a peste assolou a Espanha Frei Francisco tornou-se o enfermeiro de todos, era incansável no trato dos doentes, principalmente os mais pobres e esquecidos. Sua dedicação foi tanta que também contraiu a doença, porém logo se recuperou.
Ao perceber que estava curado, pediu aos superiores para ser enviado em missão nas terras sul-americanas, recém descobertas. Obteve o consentimento e embarcou com mais um irmão franciscano e 800 passageiros.
Depois de alguns dias em alto mar, a embarcação naufragou. Como sacerdote Francisco confortava os passageiros sobreviventes, e garantiu-lhes com toda fé, que seriam resgatados ao final de 3 dias. A profecia foi cumprida conforme disse.
Chegando a cidade de Lima, no Peru poucos dias lá permaneceu dirigindo-se a aldeia de Tucuman seu futuro campo de atuação missionária.
O jovem missionário franciscano possuía o dom extraordinário de aprender com facilidade os idiomas mais diversos e principalmente o dificílimo dos Tucumanos.
Todos das mais diversas tribos e aldeias escutavam o pregador missionário e ficavam encantados com as maravilhas do evangelho de Jesus Cristo e se convertiam e pediam o Batismo Cristão.
Por diversas vezes impondo o cordão de seu hábito sobre os doentes, pode constatar a grandeza de Deus, em ouvir suas preces tão cheias de fé.
Um fato impressionante na vida de Francisco Solano foi o beijo que ele deu num ancião coberto de chagas e ulceras abertas. No mesmo instante o enfermo pode perceber a cura total em seu corpo.
Num certo período, os agricultores estavam assustados com a invasão de gafanhotos que ameaçavam devastar as plantações. Frei Francisco foi chamado e impondo as mãos e orando sobre as plantações, pode presenciar, com todos os agricultores, a fuga dos gafanhotos para nunca mais voltarem.
Na aldeia dos Tucumanos o que mais preocupava os nativos era a falta de água. Francisco Solano animou-os a confiar em Deus. O desânimo dos Tucumanos era tanto que já estavam prestes a abandonar as terras. A insistência do Frei em cavar uma terra sequíssima fez com que os Tucumanos descobrissem uma nascente de águas milagrosas.
Vários moinhos foram construídos e começou a funcionar com a força da água da fonte, recém-descoberta.
Muitos paralíticos depois de se banharem nas águas voltaram a andar normalmente, os doentes recuperavam a saúde e a vida prosperou para toda a comunidade dos Tucumanos.
Uma das virtudes que mais encantava os seus fiéis paroquianos e todos os que tiveram o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, era a Santa alegria. A alegria espiritual de Francisco Solano contagiava a todos. Nunca ninguém o viu triste.
Raramente encontrava tempo para o lazer ou descanso, porém nas horas livres compunha cânticos, em honra ao menino Jesus e de Nossa Senhora e cantava-os, ao som do violino. Durante o dia passava horas em adoração ao Ssmo. Sacramento na Igreja.
Ao presidir a celebração eucarística diária, demonstrava tanta piedade e devoção que edificava a assembléia.
Frei Francisco Solano fez muitas penitências e mortificações, tantos que com o passar do tempo sentiu as conseqüências em seu próprio corpo.
O Franciscano era muito procurado para ouvir confissão, dar conselhos ou simplesmente dar uma benção. Muitos queriam tão somente tocar o habito do santo frade.
Foi por uma graça divina especial, que Francisco Solano teve conhecimento prévio do dia de sua morte. Dois meses antes adoeceu gravemente, e com toda conformidade colocou-se nas mãos de Deus. Seus dias eram de oração e adoração, não largava a imagem do crucificado. Suas ultimas palavras foram: “Deus seja Bendito”.
Frei Francisco Solano morreu no dia 14 de julho de 1631, estava com a idade de 64 anos. Foi canonizado pelo papa Bento XIII em 1726.
Frei Francisco Solano também esteve em missão na Argentina e no Uruguai.
São Francisco Solano, soube em tudo, viver a Santa alegria tão bem definida por São Francisco de Assis.
O missionário da Paz e do bem, é considerado o apóstolo por excelência da America Latina.

sábado, 18 de junho de 2011

Antônio, O Santo






Antônio, O Santo

13 De Junho


Amado por um incontável número de devotos, Santo Antonio de Lisboa, por ter nascido em Portugal e de Pádua, por ter sido lá que cumpriu seu ministério sacerdotal, e por ter sido lá sepultado
Fernando, seu nome de batismo, nasceu em Lisboa em 1195, seus pais eram nobre e bastante ricos, fato que permitiu que ele estudasse com os Agostinianos, e na ordem de Santo Agostinho se tornou cônego.
Tão logo conheceu a Ordem Franciscana com seus frades missionários e mendicantes, pediu licença aos seus superiores e deixando o convento farto e seguro, passa a seguir os passos do pobrezinho de Assis e com os frades adotou o nome de Frei Antonio.
Seu maior desejo era a missão no Marrocos e para lá segue com mais dois frades. Tão logo desembarcam, Frei Antonio adoece e tendo seu estado de saúde agravado, retorna para a Europa.
A embarcação naufraga, Frei Antonio e seus irmãos são levados pelas ondas para a costa italiana.
Chegando a Itália, e com o cuidado dos frades logo se recupera. Participa do famoso capítulo das esteiras, e lá conhece Francisco de Assis.
Frei Antonio, segue para um pequeno convento e lá se torna o cuidador dos doentes e idosos. Destaca-se com um exímio cozinheiro, exercendo também o ofício de faxineiro etc.
Foi somente por acaso, descoberto seus dons, principalmente sua oratória. Era quase impossível imaginar um frade tão simples e humilde, como sendo um pregador tão eloquente.
A partir daí, tornou-se o pregador da ordem, além de ser o seu 1º formador. Sua memória prodigiosa, seus sermões e suas admoestações, dariam a ele, no futuro, o título de doutor da Igreja.
Por todos os lugares que passava, multidões o esperavam, corações eram transformados e vidas restauradas.
Frei Antonio, para os famintos era o pão e para os fartos o sinal da partilha. Foi também o promotor da paz e do bem. Sua existência foi marcada pela reconciliação, a reconciliação entre reis e nobre, entre patrões e empregados, entre casais, entre pais e filhos. Para todos falava do príncipe da paz, o Cristo Jesus. Graças a sua intervenção uma antiga lei italiana foi revogada, dizia esta lei que nobres e plebeus não poderiam contrair núpcias. Antonio falou do amor, da beleza do amor, criado por Deus, entre o homem e a mulher, independente de classes sociais.
Como herdeiro dos costumes e da religiosidade portuguesa, atribuímos a Santo Antonio o título de casamenteiro. O fato acima, por si só não justifica a crendice popular. Devemos reconhecer em Santo Antonio, um fiel e ardoroso defensor da família, um santo que teve o privilégio de ter colóquios com Jesus Menino e dele ouvir conselhos, sobre seus escritos e pregações.
Com apenas 36 anos, foi chamado pelo Deus da vida, e na glória recebe a recompensa da bem aventurança. Frei Antonio é declarado santo, com apenas um ano após sua morte.

domingo, 5 de junho de 2011

São João Batista



São João Batista
24 de Junho

“O Precursor do Messias”

“E tu, menino serás chamado de Profeta do Altíssimo, pois irás adiante do Senhor preparar-lhe os caminhos.” (Lucas 1,76)

No alto das montanhas da Judéia, em Hebron, distante oito milhas de Jesuralém, vivia um casal santo, e que diante de Deus eram justos – Zacarias e Isabel.
Apesar de estarem avançados na idade, nutriam em seus corações o desejo de gerar um filho, um descendente. Eram considerados malditos, pois não tinham filhos.
O Sacerdote Zacarias, num certo dia em que estava desempenhando as funções de seu ministério, no templo de Jerusalém, entrou no Santuário para queimar incenso, enquanto o povo orava. De repente apareceu-lhe, então à direita do altar dos perfumes, um anjo.
Ao perceber o espanto de Zacarias, o anjo lhe disse: “Não temas, Zacarias, por que Deus ouviu tua oração. Tua mulher dar-te-á um filho, a quem darás o nome de João.
Muitas coisas falou o anjo a respeito do menino, inclusive que ele seria cheio Espírito Santo, e que iria adiante do Messias.
Zacarias questionou o anjo e argumentou a idade avançada dele e da sua esposa Isabel. O anjo respondeu: “Eu sou Gabriel e meu lugar é diante de Deus; e é dele que trago tal mensagem. Porém como não acreditaste em minhas palavras, ficarás mudo, até o dia em que tudo isso se cumprir.”
Em cumprimento do que fora predito, Zacarias sai do templo sem conseguir pronunciar nenhuma palavra. Retornando para casa depois de alguns dia, pode confirmar a gravidez de sua esposa, pois para Deus nada é impossível.
Em Nazaré, Maria é visitada também por Gabriel, e tão logo ouve a saudação do anjo, profere o sim da redenção da humanidade, por Cristo Jesus.
O anjo comunica sobre a gravidez de sua parenta Isabel em seu 6º mês. Maria vai as pressas até o Hebron.
Eis que um encontro memorável estava para acontecer, o encontro do precursor e do Messias, cada qual no ventre de sua mãe.
Tão logo Isabel ouve a saudação de Maria, o seu ventre pula de alegria e ela exclama: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre, donde me vem à honra de vir a mim a mãe do meu Senhor...
João Batista foi batizado no ventre de sua mãe, ao ouvir a saudação de Maria; o estrecer foi provocado pela ação do Espírito Santo de Deus.
Lá na casa de Isabel e Zacarias, a mãe do Senhor permanece por alguns meses servindo das mais diversas maneiras.
Pouco antes do nascimento do menino, Maria retorna para Nazaré deixando os corações dos parentes, apertados de saudade e gratidão.
Isabel da a luz ao menino, toda a vizinhança correu para saudar o filho primogênito do sacerdote Zacarias.
No oitavo dia todos se reuniram para a circuncisão do menino, os que estavam presentes sugeriram que o menino tivesse o nome do pai Isabel contestou e disse: “Ele se chamará João”. Zacarias estando mudo escreveu o nome de João numa tábua e imediatamente voltou a falar, e cheio de alegria no Espírito Santo exclamou: “Bendito seja o Senhor de Israel!”
A cada dia o menino crescia e enchia de encanto os vizinhos e moradores das montanhas da Judéia que exclamavam: “Que será um dia este menino?”
João era um jovem orante e atuante que movido pelo Espírito Santo, foi para o deserto em busca de santificação. Trajava vestes de pele de camelo, tinha os rins cingidos com uma cinta de couro e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestres.
Santo Agostinho diz que, em São João o mundo teve pela primeira vez a experiência do Eremitério.
Quando completou 30 anos, recebeu uma ordem divina para deixar o deserto e anunciar a vinda do Messias e preparar-lhe o caminho.
João percorre a região do Jordão pregando um batismo de penitencia para remissão dos pecados. João era um profeta que no verdadeiro sentido da palavra, anunciava e denunciava.
Sobre João, o próprio Cristo disse: “Que entre os nascidos de mulher, não há maior profeta que João Batista.”
Jesus vai ao Jordão, vai ao encontro de João, era dele que o próprio João havia dito: “Eu batizo na água, para a penitência, mas vem outro, que é mais poderoso que eu, e de quem eu não sou digno de desatar as correias das sandálias, ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.”
Ao avistar o Senhor, João ficou extasiado e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.” Cumpria-se o que tinha Isaias profetizado.
Jesus entra na água, João não se acha digno de batizá-lo, Jesus insiste para que o rito permaneça. O Espírito Santo desceu sob a forma de uma pomba o céu se abriu, e do céu ouviu-se uma voz: “Este é meu filho muito amado, em que pus minha complacência.”
Jesus segue seu caminho e João sua missão de denunciar as injustiças, o abuso de poder, as imoralidade, as ofensas as leis de Deus.
João os chama de serpentes, víboras, e pelo seu tom ameaçador e denunciador é preso por Herodes.
O Rei Herodes vivia com a esposa de seu irmão, e com a maior naturalidade desfilava com ela pelos palácios da corte.
João condena a atitude dos dois, por adultério, e os chama a conversão e penitência. A amante de Herodes influencia a filha a pedir a cabeça de João Batista numa bandeja de prata. Herodes atende, e João é decapitado.
João quer dizer Jhwn (Javé) mostra sua benevolência. O grande escritor Flávio Josefo denomina João como um homem bom que estimulava os judeus no exercício da virtude.
João Batista é aquele que fecha o antigo testamento e abre o novo, apresentando a todos a figura do Cristo Redentor.

Amém

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Santa Joana D’Arc




Santa Joana D’Arc

30 de maio de 11

Mártir da pátria e da fé

“Chamo de martírio os sofrimenos e as adversidades que sofro na prisão e não sei se mais poderei sofrer, mas em tudo eu me confio a Nosso Senhor.” (Santa Joana D’Arc)

Na celebração dos Santos Reis do ano de 1412, a cidade de Domremy na Lorena, bela colônia de camponeses da França, foi o berço de sua heroína e mártir Joana D’Arc.
Filha de pobres e humildes camponeses Jacques D’Arc e Isabelle Romée, Joana teve uma educação primorosa alicerçada em princípios éticos, e piedosos. Eram tementes a Deus!
A França estava dominada pelos ingleses, a situação do Rei Carlos VII era crítica. Deus, porém, vai salvar a grande nação católica, servindo-se de uma humilde camponesa.
Quando completou 13 anos, Joana D’Arc teve suas primeiras experiências místicas, por diversas vezes a menina ouviu vozes celestiais e apareceram-lhe o Arcanjo São Miguel e outros Anjos, que prepararam-na para a grande e extraordinária missão para qual Deus a tinha destinado.
A jovem menina Joana recebe ordens das vozes angelicais que exigem dela a libertação de Orleans, a salvação da França e a condução do Rei a Reims, para ser solenemente coroado.
Aparentemente esta tarefa parecia impossível de ser cumprida por uma jovem inexperiente e tímida! As vozes tornaram-se cada vez mais insistentes e exigiram de Joana, um pronto cumprimento da vontade de Deus. Por várias vezes teve visões e revelações de Santa Catarina e Santa Margarida, que ainda mais a convenceram a cumprir os planos de Deus.
Quando Joana contou aos pais e familiares o que Deus esperava dela, e também o teor das visões e revelações foi um “Deus nos acuda”. Todos foram unânimes em tentar convencê-la a desistir de seus intentos. Tudo foi em vão! Joana segue adiante, é hora de falar com o Rei Carlos VII.
Foi somente, com muita dificuldade que conseguiu uma audiência com o Monarca. O Rei ouviu com muita atenção tudo que Joana revelava. Percebia-se nele, um misto de dúvida e incredulidade, porém se convenceu que a missão era divina, quando a jovem revelou um segredo, só por ele e por Deus conhecido.
Joana D’Arc conquista a confiança do Rei e de toda a corte. Muitas profecias e revelações foram feitas e todos a viam como um ser angelical. A jovem pediu autorização ao Bispo e ao Rei para abrir o altar de Santa Catarina Fierbois, onde segundo revelações, estaria a espada de que se serviria para a luta contra os ingleses. Lá estava à espada para espanto de todos.
De acordo com o costume da época, Joana D’Arc revestida de uma armadura de aço, montada num belo cavalo branco e empunhando a espada e o estandarte com a Cruz de Cristo e nele os santíssimos nomes de Jesus e Maria. Mesmo sem nenhum conhecimento militar, a jovem com jeito de anjo, chefiou o Exército de Carlos VII e reconquistou Orleans das mãos dos ingleses.
Nunca se tinha visto tanta disciplina e respeito num campo de batalha. A jovem Joana acompanhou Carlos VII até Reims para ser coroado Rei da França logo após a coroação e depois de quase um ano de batalha, Joana desejou voltar para sua aldeia e para os seus familiares.
O Rei Carlos VII desejava reconquistar a cidade de Paris, e para tanto e depois de muita insistência conseguiu convencer Joana a continuar a chefiar o Exército Real.
A reconquista de Paris foi um fracasso, Joana D’Arc ferida, caiu nas mãos dos adversários que a entregaram a preço de ouro aos ingleses.
A crueldade dos oficiais ingleses e de alguns sacerdotes e prelados a submeteram a terríveis humilhações e torturas. Tinham como objetivo induzi-la a negar sua missão divina e também suas visões e revelações. Joana suportou com fé, coragem e determinação os deboches e insultos, não renegou sua missão divina.
Joana D’Arc foi levada a julgamento, abandonada inclusive pelo Rei Carlos VII, sofre nas mãos do Bispo Pedro Chuchon de Beauvais, que outro interesse não tinha se não agradar os ingleses. O tribunal que julgaria a jovem Joana fora escolhido a dedo pelo Bispo (Iníquo) Pedro. Joana foi condenada a morte e seria queimada em praça pública.
-Na sentença lida pelo Bispo;
Joana D’Arc foi considerada como feiticeira, blasfema e herética.
Na hora solene da execução no dia 30 de maio de 1431, com apenas 19 anos de idade, Joana D’Arc – em alto e bom tom e ardendo em chamas, pronuncia os nomes de Jesus e Maria.
Estamos todos nós perdidos”! exclamou em voz alta, um nobre oficial inglês, e prosseguiu: “Ela é uma Santa”.
Depois de algum tempo, a família de Joana foi ao Papa Calixto III e este, impressionado com as declarações dos familiares de Joana, pediu uma revisão do processo, e constatou-se uma total falta de argumentos e provas condenatórias.
A Santa Sé e o Papa Calixto III declararam publicamente que ouve erros gravíssimos no processo de Rouen e que Joana D’Arc era inocente, além de proclamar sua fé e suas virtudes heróicas.
O Papa Pio X beatificou Joana D’Arc em 10 de Abril de 1909 e Pio XI em 1924 a declarou Santa Joana D’Arc.
Para a França Joana é sua maior heroína e para Igreja uma de suas maiores mártires da fé.

Nossa Senhora Medianeira De Todas As Graças



Nossa Senhora Medianeira De Todas As Graças

Padroeira Do Rio Grande Do Sul

“Medianeira de todas as graças que na terra derramam os céus, esperamos em ti que nos faça ó Maria subir até Deus” (D. Aquino Corrêa).

Sempre que professamos a nossa fé rezando a oração do Creio, proclamamos que Jesus Cristo, filho de Deus, nasceu da virgem Maria. Queremos por ventura, nos referir a duas pessoas diversas: a pessoa do filho de Deus e daquele que nasceu da virgem Maria? Absolutamente não! Trata-se de uma só e mesma pessoa a qual, sendo Deus e Homem, é filho de Deus segundo a natureza divina e é filho de Maria, segundo a natureza humana. Foi baseado nesta verdade que os santos Padres ensinam que a virgem é mãe de Deus.
É bom sempre lembrar que, Deus querendo resgatar o gênero humano, depôs o preço do resgate nas mãos de Maria. Santo Alberto Magno nos diz que: “Maria companheira na paixão tornou-se cooperadora na redenção”.
Na idade média encontramos uma série de teólogos que falam explicitamente na mediação e na corredenção de Nossa Senhora.
Um experiente teólogo conhecido apenas por Arnaldo nos diz que no calvário “Havia dois altares: um no coração de Maria e outro no corpo de Jesus. Enquanto o Cristo imolava sua carne, Maria imolava sua alma”.
No dia 22 de março de 1918, o então Papa Bento XV classicamente expressa a doutrina da corredenção de Maria na encíclica “ Intersodalícia”, que diz: “de tal modo Maria padeceu e quase morreu com seu filho paciente e moribundo; de tal modo renunciou ao seus direitos maternos, e, para aplacar a justiça divina, concorreu quanto estava ao seu alcance para a imolação de seu filho, que justamente se pode dizer que com Cristo resgatou o gênero humano”.
Alguns anos antes, ou seja, em 08 de setembro de 1894 o Papa Leão XIII, usando a frase de São Bernardino de Siena, assim concluiu a sua encíclica, “Incunda Semper”: -“Toda a graça que se concede a este mundo tem uma tríplice procedência: pois numa belíssima ordem, do Pai é passado ao Filho, do Filho à Santíssima Virgem e dela, por fim, para nós”. É uma mediação por meio de intercessão.
Diz-se que Jesus Cristo para honrar sua mãe determinou que todas as graças que ele nos mereceu, não fossem dispensadas a humanidade senão por meio dela.
Concluímos que o Espírito Santo desceu sobre a Virgem Maria e os apóstolos, quando estavam em oração no cenáculo, momento solene do nascimento da Igreja. Assim por sua maternidade divina, Maria se tornou co-redentora, obteve a função de medianeira e se tornou Mãe da Igreja, da qual ela é o modelo perfeito.
A festa de Nossa Senhora Medianeira de todas as graças, foi instituída pelo Papa Bento XV em 1921, e sua data 30 de maio.

O QUADRO DA MEDIANEIRA

O cardeal Primaz da Bélgica idealizou o ícone que hoje conhecemos, e para tanto buscou na Sagrada Escritura os símbolos nele apresentados.
Dom Mercier encontrou no livro do profeta Ezequiel uma visão que fala: “A glória de Deus enchia todo o templo”. No quadro vemos a trindade santa, onde Deus Pai é um ancião (eternidade de Deus), coroado (todo poderoso) que recebe o sacrifício de Jesus na cruz. Único sacrifício agradável a Deus q eu seria oferecido do nascer ao por do sol, como profetizou Malaquias. O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, está entre os dois, em forma de pomba. Aos pés de Deus, seis querubins de seis asas, conforme o profeta Isaías: “ Querubins com seis asas esvoaçavam no templo, dizendo: Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos.”
As letras Alfa e Ômega, a primeira e a última do alfabeto grego, nos lembram que Deus é o princípio e o fim de todas as coisas. Todos os privilégios de Nossa Senhora vêm dos merecimentos de Jesus na cruz. Por isso, as graças como raios, descem do crucificado sobre Maria e dela sobre o mundo.
Lembra-nos a frase de São Bernardo: “A vontade de Deus é que recebamos tudo por Maria”.
Percebemos Nossa Senhora de braços abertos, posição de oração intercedendo por nós, dia e noite, levando a Jesus nossos anseios e nos trazendo as bênçãos e graças divinas. O ícone foi pintado pela irmã franciscana Angelita Stefani.

NO RIO GRANDE DO SUL

A devoção foi trazida no ano de 1928, pelo Jesuíta Frei Inácio Valle da Bélgica e introduzida no seminário São José, na cidade de Santa Maria. Dois anos depois, ou seja, em 1930, a cidade estava sendo ameaçada por uma luta armada, quando um grupo de romeiros foi ao seminário rezar a Medianeira. Os ânimos serenaram e a paz voltou a reinar.
Num gesto de gratidão, um grupo bem maior voltou ao seminário para agradecer a intercessão da Virgem Medianeira.
Desde aquela época um número cada vez maior, até os dias de hoje participa da romaria estadual de Nossa Senhora Medianeira, no segundo domingo de novembro. O povo do Rio Grande manifesta sempre mais o seu amor e sua gratidão a padroeira do estado.
Maria Imaculada, Medianeira de todas as graças, rogai por nós que recorremos, a vós.

Paz e Bem!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Santa Catarina De Sena



Santa Catarina De Sena

29 de Abril

Doutora e co-padroeira da Itália


“A Providencia Divina jamais falta ao homem em nada, sob a condição de que ele a aceite. Somente estará ausente para os que se desesperam ou confiam em si mesmos.” (Sta. Catarina de Sena)

A família dos Tintureiros, Jacó Benincasa e Lapa Piagenti, aguardavam ansiosamente a chegada do 25º filho; por ser muito numerosa a família do seu Jacó era bastante estima e conhecida na cidade de Sena, Itália.
Marcou, para sempre, o ano de 1347 com o nascimento da última filha de Dona Lapa; uma bela menina que no batismo recebe o nome de Catarina Benincasa.
Quando a menina Catarina completou 6 anos, foi agraciada por Deus, em contemplar Jesus, envolto numa luz brilhantíssima, revestido com os paramentos Pontificais e rodeado por uma infinidade de Santos. Eis aí sua primeira experiência mística!
No ano seguinte, conforme seus escritos foi desposada com Jesus para sempre e na presença de Nossa Senhora. Catarina tinha plena consciência do que este ato representava, apesar dos 7 anos de idade.
Dona Lapa, mesmo percebendo que a pequena Catarina apresentava características específicas, como vida intensa de oração. Jejuns e mortificações e principalmente diálogos com o Senhor Jesus, com quem desposara. Nada disso a fez desistir de arranjar um bom casamento para Catarina, já aos 12 anos de idade.
Catarina, com toda delicadeza, recusa o casamento, o que provoca a ira das irmãs mais velhas e dos próprios pais, que daquele momento em diante confiaram, todos os trabalhos da casa, inclusive os mais pesados, aos cuidados de Catarina.
Nossa jovem tudo suporta por amor, Deus a cumulou de forças extraordinárias para tudo suportar e ainda, diz ela: “Ensinou-me a construir uma cela no meu interior, para a qual eu pudesse me retirar, e ela permanecer em união com Ele”.
Catarina cortou os seus lindos cabelos, que a todos encantava o que deixou sua mãe muito irritada. Seu pai, um dia, percebendo o quanto de elevadas eram as suas horas de oração, convenceu-se que a pequena caçula era uma escolhida de Deus.
Seu Jacó e Dona Lapa deram a Catarina o direito de escolher o seu futuro, o que a deixou em êxtases; agora livre, Catarina veste o habito da ordem terceira Dominicana e por 3 anos se retirou quase em silêncio absoluto em sua casa.
Quando completou 20 anos, Jesus apareceu-lhe junto com Nossa Senhora e um grande número de Santos, e colocou-lhe um anel de noivado no dedo, e pede-lhe que se dedique a renovação da Igreja. Atendendo ao apelo de seu divino esposo, não mede esforços para realizar o que lhe prometera.
As estradas da Toscana já não podem conter seus passos. Os condenados precisam de salvação, os pecadores de conversão, os abatidos de consolo, os famintos de pão, os peregrinos de descanso, enfim, o Reino precisa ser anunciado.
Catarina jejua e se mortifica pela Igreja, pelo clero, pelo papa e também por todos os seus inimigos e opositores. Um grande número de homens do povo, magistrados, doutores, bispos, políticos e reis, recorriam à jovem Catarina para ouvirem seus conselhos e pedir orientação espiritual. Catarina é firme, autentica e corajosa em aconselhar os seus filhos espirituais.
A sabedoria de Catarina foi infusa pela graça, sabemos que já bem tarde aprendeu a ler e a escrever, e como parece como por auxílio sobrenatural. O resto de sua vida foi escrever muitas cartas e admoestações.
No ano de 1374, uma terrível peste assolou o país, Catarina, com uma generosidade heróica, dedicou-se ao serviço dos pobres e doentes e ganhou muitas almas para Deus. Seu amor e sua dedicação atraiam as pessoas para junto de si, o papa Pio II chegou a afirmar “Ninguém se aproxima de Catarina, sem tornar-se melhor”.
Sua vida interior era tão intensa que chegou a ficar 80 dias sem nenhum alimento, a não ser a comunhão diária. Uma só palavra de sua boca curava doentes e expulsava maus espíritos.
A vida mística e a fama de Catarina atravessaram a Europa, em pouco um grupo de sacerdotes acompanhavam Catarina em sua missão evangelizadora, pois as conversões eram tantas que os sacerdotes quase não davam conta do número de confissões.
Foi no ano de 1375, na cidade de Pisa, que Catarina teve impresso nas mãos, pés e coração os estigmas da paixão de Cristo.
Catarina foi um furacão no seio da Igreja no seu tempo. Forma tempos muito difíceis, para a Igreja e para o mundo. O Papa estava exilado em Avinhão, na França, a mais de 70 anos.
Uma quantidade enorme de cartas forma escritas aos cardeais, governantes, além de incontáveis viagens da Itália para rança, com a finalidade de trazer o sucessor de São Pedro, de volta para Roma.
A cruzada da paz, de Catarina, alcançou sucesso. O Papa pode, enfim, retornar para sua sede em Roma. A igreja estava em festa, O próprio Papa Urbano VI falou: “Esta mulher nos envergonha à todos nós..., a coragem e a determinação daquela brava mulher”.
Em pouco tempo um grande cisma rachou o trono de São Pedro. O Papa Urbano VII (o legítimo) que retornara da França, e o anti-papa que estava em Roma: Clemente VII. Um clima de escândalo e confussão espalhou-se pela santa Igreja.
Mais uma vez Catarina retorna a Roma para esconjurar o novo cisma. Cartas incontáveis novamente seguem para reis, rainhas, cardeais, etc, com o intuito de defender Urbano VI e seu pontificado.
Era o ano de 1380, Catarina esgotada de suas forças físicas e com apenas 33 anos, morre em Roma. O último suspiro de Catarina selou para sempre o envelope de suas incontáveis cartas de amor de sua breve existência.
Ao morrer Catarina exclamou: “Se morrer, sabeis que morro de paixão pela Igreja”.
Catarina de Sena foi canonizada em 1461, em 18 de junho de 1939, Pio XII proclamou-a padroeira da Itália ao lado de São Francisco de Assis; e Paulo VI declarou-a doutora da igreja em 1968.
“A paciência vos tornará perseverante até a morte, que aceitareis com muita humildade. Pois o sangue de Cristo iluminará vossa inteligência com a verdade. Deus quer apenas a nossa santificação, dado que nos ama inegavelmente.” (Sta. Catarina de Sena).

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Santa Gemma Galgani


Santa Gemma Galgani


“Patrona dos Farmacêuticos”


11 de Abril

“Num instante, aquelas chamas vieram tocar minhas mãos, meus pés e meu coração...” (Santa Gemma Galgani)

O inicio da Primavera do ano de 1878, marcou para sempre o povoado de Camigliano perto de Luca (Itália). O grande acontecimento foi o nascimento da primeira filha do farmacêutico Henrique Galgani e Aurélia Landi, era a madrugada do dia 12 de março de 1878.


Gemma, nome de origem latina, significa Pedra Preciosa, foi o escolhido que lhe deram na pia batismal. O lar dos Galgani era para todos os moradores do povoado, um exemplo de fé e de generosidade. Foi no colo da mãe que Gemma pronunciou as primeiras palavras: “Papai do Céu”. Gostava de ouvir histórias de Jesus e dos Santos e p fazia sua mãe repetir várias vezes. Aos 5 anos de idade, a pequena Gemma já rezava o ofício de Nossa Senhora, era dotada de uma memória prodigiosa. No dia em que foi crismada, Gemma ouviu uma voz em seu interior que lhe perguntava: “Você me dá a sua mãezinha” Gemma respondeu: “Sim desde que você me leve também” a voz respondeu “Dá-me a sua Mãe sem reservas. Por ora, você deve esperar junto com o seu pai. Vou levar você para o céu mais tarde! Gemma concordou. Quando a menina completou 7 anos, veio a confirmação da voz, sua mãe adoece gravemente e morre. O seu coração de criança sente o golpe da dor e da separação.


Seu pai desejando o melhor para ela matricula sua menina no colégio interno das Irmãs de Santa Zita, na cidade de Luca. Gemma destaca-se como aluna exemplar, suas notas são as melhores do colégio, o que deixava seu pai muito orgulhoso. Aos 9 anos realiza seu maior desejo, receber Jesus Eucarístico. Era a festa do coração de Jesus 17 de julho de 1887, o coração de Gemma ardia em chamas de amor. Quando completou 19 anos, um novo golpe em seu coração, seu pai, depois de uma longa agonia causada por um câncer na garganta, veio a falecer. Os credores tomaram tudo e a família teve que começar do zero. Foi por esse tempo que Gemma começou a ficar doente. Ela desenvolveu uma curvatura na coluna. Logo em seguida foi a meningite que a deixou temporariamente surda. Vários tumores se formaram na cabeça, seus cabelos caíram e finalmente ficou com seus membros paralisados. Gemma Galgani, agora com 20 anos, e em seu leito de morte, é visitada à meia noite do dia 28 de fevereiro por São Gabriel da Virgem Dolorosa, por que ela nutria grande devoção. São Gabriel falou a Gemma: “Queres ficar curada? Reza com fé, todas as noites ao Sagrado Coração de Jesus. Eu virei todas as noites rezar contigo ao Santíssimo Coração de Jesus”. Era a primeira sexta-feira do mês de março quando terminou a novena, e a graça foi concedida: Gemma estava curada. Com a saúde em perfeito estado, Gemma retoma o sonho e o desejo de se tornar religiosa. Os planos de Deus eram outros. Deus revelou a Gemma, depois de receber a comunhão no dia 8 de Junho de 1899, que lhe concederia uma graça muita grande. Já em casa, Gemma coloca-se em oração e por longo tempo assim permanece, extasiada da presença de Deus. Nossa Senhora apareceu-lhe e disse: “Meu filho Jesus te ama sem medida e deseja dar-te uma graça. Eu serei tua Mãe” eis que a Santíssima Virgem abriu então o manto e a cobriu com ele. Santa Gema assim narrou esse momento, quando recebeu os estigmas: “Naquele momento, Jesus apareceu com todas as suas chagas abertas, mas daquelas chagas abertas não saia mais sangue, mas chamas de fogo. Num instante, aquelas chamas vieram tocar minhas mãos, meus pés e meu coração. Senti como se estivesse morrendo, e eu teria caído no chão, se Nossa Senhora não me tivesse segurado, enquanto todo esse tempo eu permanecia sob o seu manto. Tive de ficar várias horas naquela posição. Finalmente ela beijou minha testa e tudo desapareceu. Eu me vi de joelhos e sentia fortes dores nas mãos, pés e coração, que estavam sangrando de amor. Foi com a ajuda de meu anjo da guarda que cobri as chagas, e ai então fui para a cama.” Seu anjo da guarda sempre lhe dizia: “Se Jesus te mortifica no corpo é para purificar-te cada vez mais no espírito.” Gemma Galgani experimentou o desprezo, difamações, insultos, preconceitos e tantas outras coisas mais. Tudo aceitava com espírito de sacrifício e sempre pedindo a Deus para todos a conversão e a salvação. Jesus dizia a Santa Gema que Deus pai se compraz com as: “Filhas da minha paixão”. E continua Jesus: “Ah! Se soubesses quantas vezes aplaquei-o coração de meu pai apresentando-lhe estas almas.” Gemma pediu autorização para entrar no convento das Irmãos Passionistas, ou seja Filhas da Paixão. Não foi aceita por problemas físicos, o que lhe causou muita dor e sofrimento. Porém professou seus votos religiosos. E dizia: “As Passionistas não me quiseram em sua comunidade, porém com elas eu quero estar, e estarei depois de minha morte. Era frequentemente visitada pelo Santo de Devoção, aquele que intercedeu por sua cura, Gabriel da Virgem Dolorosa, também passionista. Por várias vezes foi atormentada pelo demônio, e sempre sofria as dores dos estigmas. Gemma Galgani era simples no vestir e modesta no falar, porém grandiosa nos gestos de generosidade. Ela era uma referencia para toda a comunidade Lucana. A cada dia Gemma dava sinais de enfraquecimento físico, dia após dia os sofrimentos eram mais intensos. E as dores quase insuportáveis tudo oferecia por amor a Jesus e a Salvação das Almas. Esgotada de suas forças, foi agraciada com a presença de Jesus e Maria, de seu Anjo da Guarda e dos Santo Gabriel e São Paulo da Cruz. Era o dia 11 de Abril de 1903, era primavera, e o Senhor colheu a flor e plantou no seu Jardim Celeste. Em pouco tempo a noticia da Virgem de Luca espalhou-se por toda Itália e pela Europa. Muitas graças foram alcançadas e por fim ela foi elevada aos altares no dia 2 de Maio de 1940 pelo Papa Pio XII. O Coração de Santa Gemma encontra-se intacto num relicário até os dias de hoje na capela das Irmãs Passionistas de Lucca. Santa Gemma Galgani foi declarada patrona dos Farmacêuticos. Rogamos que ela interceda por todos e por cada um de nós, hoje e sempre, Amém.

terça-feira, 1 de março de 2011

São Patrício



São Patrício



Patrono da Irlanda



17 de março

Patrício, em sua confissão, afirma ter nascido no ano de 377, em Bonaven Taberniae, distante povoado da Inglaterra. Seu pai era influente senador e diácono Calpurnius, e conforme declarou apesar de ter nascido numa família religiosa, só veio a conhecer, verdadeiramente o amor de deus, aos 16 anos.
Também, aos 16 anos que Patrício foi capturado de sua casa e do convívio de seus familiares, para viver como escravo na Irlanda.
Os jovens eram alvo preferido dos piratas irlandeses. Pagava-se por eles.
Patrício ao relatar os fatos deixava cair lágrimas de dor e tristeza lembrando seus familiares e de sua pátria.
Logo que chegou a Irlanda, foi designado a pastorear as ovelhas, tornou-se um exímio pastor. Patrício, no final de sua vida escreveu:... “Pastoreando, eu rezava diversas vezes ao dia, o amor de Deus e o respeito a ele cresciam mais e mais, e minha fé se fortalecia... Meu espírito foi tocado de tal modo que em um único dia, eu fazia cerca de cem orações, e mais cem à noite, mesmo quando estava nos bosques e nas montanhas,... Chovendo ou nevando, nada me atingia.”
Depois de seis anos de escravidão, Deus o guiou em sua fuga. Fugiu para a Gália e depois de algum tempo entrou para o mosteiro de Ésir, tendo como orientador o bispo Germano.
Foi no ano de 432 que Patrício foi sagrado bispo, e com o falecimento do bispo da Irlanda, Patrício pediu para ser enviado com a missão de converter o povo irlandês ao catolicismo.
Com alguns sacerdotes, chegou à Irlanda e pôs logo mãos a obra. Com toda a paciência e piedade, atravessou a ilha toda e visitou todos os povoados.
Grandes foram as fadigas, enormes os sacrifícios e sem contar os sofrimentos de toda espécie. Maior, porém, foi o amor de Deus e o seu poderoso auxílio, resultando em extraordinário número de conversões.
O que se via era um exercício de homens e mulheres, transformados pelo amor de Deus e pelo testemunho de Dom Patrício e seus sacerdotes.
Trinta anos se passaram e já existiam 365 igrejas, centenas de conventos e escolas. A ilha estava toda dividida em dioceses e as dioceses em paróquias. Foi tamanha expansão do Cristianismo na Irlanda e o crescimento da Igreja Católica, que o país passou a ser chamado de: “Ilha dos Santos”.
Dom Patrício foi o modelo de missionário Católico, cujas principais virtudes devem ser: zelo pela glória de Deus e pela salvação das almas, dedicação ao trabalho, coragem nas dificuldades, conformidade com a vontade de Deus, amor ao sofrimento, à Cruz e à oração.
Antes de chegar à ilha, Patrício em visão foi-lhe mostrado, que a ilha se achava sob o poder de muitos maus espíritos, que se oporiam ao seu apostolado. São Patrício estendeu a mão direita contra eles, invocou o nome de Jesus e os afugentou pelo Sinal da Cruz. (os espíritos maus estavam representados por cobras e serpentes).
Os milagres, os fatos extraordinários e as bênçãos eram tantas que o próprio São Patrício exclamava: “De onde provem estas maravilhas? Como os filhos da Irlanda, que jamais haviam conhecido o verdadeiro Deus e adoravam ídolos impuros, tornaram-se um povo Santo, uma geração de filhos de Deus.”
São Patrício recrutou seus mais fiéis discípulos, de maneira que muitos mosteiros fundados por ele tornaram-se o lar da poesia céltica. Eles souberam tão bem adaptar seu talento ao cristianismo em seus cânticos, que segundo se diz, os próprios anjos do céu vinham ouvi-los. Por isso a harpa dos Bardos tornou-se o símbolo e brasão da Irlanda Católica.
Por meio dos milagres de São Patrício, como os apóstolos do Senhor, aplainou o caminho à verdade e, do mesmo modo que Jesus Cristo podia afirmar: os cegos enxergavam, os surdos ouvem, os paralíticos andam e aos pobres é pregado o evangelho. No fim da vida São Patrício pode verificar a conversão de quase toda a ilha.
A morte de São Patrício se deu na cidade de Down, em 17 de março de 461, estava com 84 anos, trinta e quatro como bispo da Irlanda. È comum no dia de sua festa, os irlandeses, ingleses etc, fixarem á roupa um trevo (planta cujas folhas se dividem em três), por que São Patrício se servia desta planta para dar uma idéia da santíssima trindade: “Um só Deus em três pessoas”.
Que o testemunho e a persistência de São Patrício nos inspirem a prática do bem e do amor; á Deus, a Igreja e a salvação das almas.
Paz e Bem

Santo Antônio de Categero (O.F.S.)


Santo Antônio de Categero (O.F.S.)


14 de Março


“No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” (Jo 16,33)

Na região de Cirenaica, ao norte da África, na pequena cidade de Barca, nascia no fim do século XV, o pequeno Antônio. Não sabemos ao certo porque seus pais lhe deram esse nome, porém é fato que chamava-se Antônio, seus pais professavam a fé no Islamismo, eram fiéis seguidores de Maomé, Mulçumanos autênticos e piedosos.
Ainda muito jovem, talvez pelo inicio da adolescência, Antônio foi capturado de sua aldeia e vendido como escravo. Sabemos pela tradição, o quanto navios negreiros eram imundos e insalubres. Centenas de negros morriam durante a viagem.
O navio que transportava o jovem Antonio, aportou na ilha da Sicilia, hoje sul da Itália. No mercado de escravos o que contava era a lei da oferta e da procura. Antonio foi negociado pelo valor equivalente ao de dois (2) cavalos.
O Jovem Antônio teve de certa forma, a felicidade ou sorte de ser adquirido por um camponês chamado João Landavula, da cidade de Noto.
Aos cuidados de Antônio, seu João confiou o rebanho de cabras e ovelhas, era sem dúvida o rebanho mais bem cuidado e bonito da região.
Todos da casa nutriam carinho e afeição pelo jovem Antonio, e este em retribuição mostrava-se solícito e dedicado para com todos.
As crianças adoravam brincar com o jovem Antonio e carinhosamente o chamavam de Tio Antonio. Ele divagava entre as lembranças de sua família e de sua terra. Fôra ele arrancado de sua terra e cortado de suas raízes.
O jovem Antonio apreciava a forma de como seus patrões professavam a fé, e sentindo-se atraído pediu para ser instruído na religião católica.
Tão logo ouviu falar de Jesus e seus ensinamentos, Antonio encantou-se e desejou o batismo Cristão. Seus patrões foram seus catequistas e padrinhos.
O amor por Jesus, tomou por inteiro seu coração que o fez desejar recebê-lo na Santa Eucaristia. O dia da 1ª Comunão foi um derramamento de amor naquele coração puro e sincero.
Tornou-se um Cristão fervoroso e piedoso, seu tempo era preenchido pela contemplação e meditação na vida, paixão, morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo.
Antonio era zeloso com a salvação de sua alma, era exigente consigo e não admitia nem um pequeno deslize de conduta. Era na confissão que encontrava forças para superar as limitações e vencer as fraquezas.
Como Pastor era dedicado ao seu rebanho; as cabras e as ovelhas eram sua alegria e satisfação. Era dela que Antônio se servia para praticar a caridade, afinal leite e queijo os pobres de Noto não sentiam falta.
Antonio, além do leite e do queijo destribuia roupas e sapatos que arrecadava nos arredores, para os mais necessitados.
O patrão de Antonio achou um abuso de sua parte e proibiu Antonio de fazer doações aos pobres. Antonio prontamente obedeceu.
Depois de algum tempo, as cabras e as ovelhas começaram a escassear a produção de leite. Resultado: o Patrão ficou assustado com o prejuízo e pensando melhor, liberou a generosidade de Antonio. Os pobres teriam novamente leite e queijo.
A produção voltou a crescer, e dessa vez ainda mais. O patrão ficou radiante de felicidade.
Antônio era procurado por todos, eram doentes em busca de alivio, os pobres em busca do pão, os desanimados que o procuravam em busca de uma palavra de consolo e etc.
Graças e milagres eram abundantemente derramadas, Antonio com toda humildade implorava que não atribuíssem nada a ele, e tão somente a Deus. “Sou apenas um instrumento nas mãos de Deus”.
Já com certa idade Antonio foi liberto da escravidão. Tornara-se livre para servir unicamente o seu Senhor.
Dedicou-se aos doentes dos hospitais, aos marginalizados e esquecidos da sociedade. Encantou-se pela vida e obra do pobrezinho de Assis, desejou seguir Jesus nos passos de Francisco de Assis.
Com toda humildade pediu e foi admitido na Ordem Terceira de São Francisco (O.F.S.). Foi como terceiro Franciscano que completou sua missão e obra. No final de sua vida retirou-se para um eremitério e lá dedicou-se a oração e contemplação até a consumação de seus dias
Entrou na glória no dia 14 de março de 1550 em Noto na Sicilia.
Antônio de Categeró ensina-nos a praticar a caridade e a viver com humildade.

Paz e Bem!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Nossa Senhora do Brasil


Nossa Senhora do Brasil


22 de Fevereiro


“A Senhora dos Divinos Corações”
“Ergue-te, Mãe de Deus!
Volta à carinhosa face
Que meu cansado olhar se encontre com o teu!
Mas que digo? Eis que me ouves... Mas ai!
A Língua cola-se à garganta, a mente pasma, o peito gela, os lábios emudecem.
Não sei o que pedir, mas tudo peço, ó Mãe, sim, ó Mãe, minha esperança, vida, amor e glória!
Peço-te que me dês teu filho e com ele tudo, pois ele, do meu coração, é Deus, Senhor e Rei.” (Beato José de Anchieta)


O apóstolo do Brasil, Pe. José de Anchieta foi durante toda a sua vida um ardoroso devoto da Ssma. Virgem Maria.
Durante o tempo em que ficou refém dos tamoios, na praia de Ubatuba, escreveu nas areias da Praia, um poema em honra a Virgem Maria com 6000 versos, em latim, e decorando em seguida como prova de seu amor filial.
A Virgem dos Divinos Corações
Segundo uma antiga tradição, Padre Anchieta desejando sempre mais manifestar o seu amor a Nossa Senhora, e assim sendo, encomenda a confecção de uma imagem da Virgem Maria a um índio artesão quando esteve em visita a Pernambuco.
Sob orientações do Padre Anchieta que a imagem foi confeccionada em cedro e tem as feições indígenas. A Virgem traz em seus braços o menino Jesus e ambos ostentam no peito os respectivos corações em cor vermelha.
A tradição também nos diz que a imagem teria estado por muito tempo em um nicho de uma aldeia nativa até ser notada pelos Capuchinhos italianos que a levaram para o Recife e lá foi entronizada na Igreja Matriz.
Por volta do ano de 1828 as Igrejas e Templos de Pernambuco estavam sendo profanadas, as imagens destruídas e muitos sacerdotes, religiosos e religiosas tiveram que fugir da perseguição.
Foi nesse tempo que o Frei Joaquim D’Afragola, fiel devoto da Virgem Maria, retirou a Imagem da Igreja e secretamente remeteu-a para o convento dos Capuchinhos, em Nápoles.
Quando a caixa chegou à alfândega os Frades foram avisados, porém como não dispunham de recursos para retirá-la do local, lá ela permaneceu por muito tempo.
Os funcionários da Alfândega por curiosidade abriram a caixa e ficaram pasmados com a beleza da imagem que ela continha. Juntaram o dinheiro necessário, liberaram a imagem e ela foi enviada ao convento de Santo Efrén.
Quando os frades viram a imagem da Virgem, cheios de emoção resolveram expô-la a visitação e veneração dos fiéis e todos passaram a chamá-la de: “Madona Del Brasile”.
A Igreja de Santo Efrén foi totalmente destruída pelo fogo no dia 22 de Fevereiro de 1840, o que restou foi um amontoado de cinzas.
Quando os frades, ainda consternados, vasculhavam o que restou nas cinzas, encontraram totalmente intacta a Virgem do Brasil. O povo de Nápoles correu ao local para presenciar o milagre o que aumentou ainda mais a devoção dos Napolitanos.
A devoção chegou ao Brasil em 1924, quando o Bispo D. Frederico de Souza Costa, ouvindo falar da virgem do Brasil, viaja até Nápoles e de lá traz a devoção para o Brasil
Vários templos foram erguidos em honra a virgem do Brasil, no Rio de Janeiro, Porto Alegre, e São Paulo.
Nossa Senhora do Brasil é considerada a Padroeira da Família Brasileira. Várias tentativas foram feitas para trazê-la de volta ao Brasil, porém sem sucesso, pois o povo de Nápoles nutre um amor terno pela “Madona Del Brasile”
“Nos cubra com seu manto, Nossa Senhora do Brasil”.
Amém
Paz e Bem!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Santa Apolônia


Santa Apolônia


9 de Janeiro


“Padroeira dos Dentistas”

No ano de 248 a cidade de Alexandria foi o cenário de uma das mais cruéis e violentas perseguições aos cristãos.
Conta-se que um feiticeiro que vivia por aquelas imediações, anunciava uma grande desgraça sobre a cidade, se os adoradores dos deuses não exterminassem os cristãos, que eram os seus maiores opositores. Mais uma vez o povo, convencido pelo feiticeiro, declarou guerra as discípulos de Cristo.
O relato do martírio dos cristãos de Alexandria, descrito pelo Bispo Dionísio, é contundente e emocionante. Um mar de sangue correu pelas ruas de Alexandria e arredores.
A carta do Bispo Dionísio foi endereçada ao Bispo Fábio, da Antioquia, e que teve grande parte do seu texto preservada no livro “História da Igreja” – de Eusébio.
Dentre os mártires, destacamos um grande numero de jovens, homens e mulheres, crianças e anciãos que num gesto de coragem preferiram morrer a negar a fé em Cristo. As casas dos Cristãos eram saqueadas e incendiadas e seus moradores eram arrastados pelas ruas e levados em praça pública com intuito de renegar o Cristo. Um considerável grupo de jovens virgens recolhiam os corpos e lhes davam o sepultamento Cristão.
Dentre as donzelas, uma em especial, talvez por ser uma das mais velhas destacava-se por sua determinação e zelo. Era ela quem animava os Cristãos na defesa da fé, e era também um referencial; chamava-se Apolônia!
Conforme o relato do Bispo Dionísio que nos diz: “Naquele momento Apolônia foi considerada por eles uma pessoa importante. Então aqueles homens também a agarraram e com pedras nas mãos, desferiram vários golpes e quebraram todos os seus dentes. Então eles ergueram fora dos portões da cidade uma pilha de madeira e ameaçaram queimá-la via se viesse a recusar repetir diante deles, uma invocação a algum deus pagão. Deram a ela, diante de um pedido seu, um minuto de liberdade, e ela então se jogou rapidamente no fogo, sendo queimada até a morte”.
Apolônia e um grupo de jovens mártires não esperaram pela morte com a qual haviam sido ameaçadas, tendo em vista a preservação da castidade.
O Bispo Dionísio em sua narrativa não sugere à menor reprovação a forma de agir de Santa Apolônia, aos seus olhos ela era tão mártir quanto os outros, e como tal era reverenciada na Igreja de Alexandria.
Santa Apolônia é celebrada pela Igreja em 9 de Fevereiro, ela é popularmente invocada contra a dor de dente devido ao suplício que sofreu. Em suas imagens é representada pela torquês, através da qual um dente é preso.
A alma que tem amor a Deus despreza a dor, o escárnio do mundo e procura unicamente a graça ao seu supremo Senhor.
Durante o martírio Santa Apolônia exclamou: “Meu Deus é Jesus Cristo, e só a ele adorarei.”
Que o exemplo de determinação de Santa Apolônia nos faça aumentar a fé.
Amém!
Paz e Bem!