quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O banho do Menino Jesus


O banho do Menino Jesus!


Desde a saída de Belém, quando o anjo lhes avisa dos perigos e ameaças do tirano Rei Herodes, que a Sagrada Família não goza de sossego e descanso; Lá se vão dias de viagem, o Sol é escaldante durante o dia e o calor do deserto implacável. Quando o Sol se põe e a noite avança a temperatura do deserto despenca consideravelmente.
O pequeno Jesus é levado no colo por sua terna e dedicada mãe, é dela que é nutrido com o leite virginal e se delícia como se fosse um manjar celeste.
José segue silencioso e vigilante, e apesar do cansaço, não deixa de estar atento a todas as adversidades da viagem. Nossa Senhora apesar do cansaço tem um olhar para o futuro, um futuro de esperança, e ela mais do que ninguém, tem pleno conhecimento da verdade que traz nos braços: “O Príncipe da Paz”, “o Emanuel – Deus Conosco”.
Os dias se tornam, por demais longos, o pequeno Jesus dá sinais de incômodo, José e Maria rezam a Deus para encontrarem um lugar para descansar, e as horas avançam! Mais adiante avistam uma pequena moradia! Louvado seja Deus! Enfim poderiam descansar, lavar as roupas e também dar descanso ao burrico “Sórec”, tão prestativo e tão fiel.
Quanto mais se aproximam da casa, mas São José percebe algo estranho com as pessoas que a circundam. Naquele momento, tudo o que precisavam parecia que encontrariam ali! Ao chegarem, e sob olhares desconfiados, saúdam os moradores e humildemente pedem por um pouco de descanso.
Lá de dentro da moradia ouviu-se o choro de uma criança e a voz de uma mulher, o que muito confortou o coração de Maria. A dona de casa vai até a porta e acolhe, cheia de alegria, a Sagrada Família fazendo-os entrar. Maria sente-se em casa e logo vai arrumando suas bagagens e as roupas para o banho do menino Jesus.
São José, meio desconfiado, permanece lá fora retirando o resto da bagagem, alimentando e dando água ao burrico. O que mais preocupava São José era o aspecto meio suspeito dos homens que lá viviam. Até que enfim, água morna e limpa para o banho do menino, Deus é bom! Jesus menino balançava as perninhas e batia as mãos na água, em sinal de contentamento.
A dona da Casa esmerava-se com o jantar, afinal as visitas eram raras! Aquelas pessoas pareciam especiais e que em tudo transpareciam “Paz”.
A beleza do menino Jesus encantou a dona da casa, que não cansava de observá-lo. O filho do casal estava bastante doente, seu olhar era triste e distante, sua pele branca como cera e seus membros, sem movimentos. O choro do menino era de dor.
Quando Maria Ssma. terminou o banho e ia jogar a água da bacia fora foi interceptada pela dona da casa, que sentiu em seu coração o desejo de lavar o seu menino na mesma água que lavou o menino Jesus. Assim o fez; e quando colocou o Menino na bacia, ela imediatamente percebeu que a cor da pele do menino voltou a ser rosada, seus olhos adquiriram um novo brilho e seus braços e pernas tornaram-se vigorosos. Milagre!
Por alguns dias ali permaneceu a Sagrada família, sendo acolhida fraternalmente por aquelas pessoas, que cada dia se encantavam com seus hóspedes.
Todas as roupas tinham sido lavadas, as forças estavam recuperadas, o burrico bem nutrido, tudo pronto para seguirem caminho.
A dona da casa prepara pães, e alimentos para a viagem, e tomando as mãos de Maria, beija-as com gratidão e entre lágrimas exclama: -“Meu filho tinha os dias contados, vivíamos dia e noite implorando a Deus pela sua cura; hoje temos certeza de que o Senhor nos ouviu e nos visitou”. –“Maria tomando as mãos da dona da casa, beijo-as em gratidão e disse: -“Por tua bondade e a de teu Marido, o Senhor te visitou e te abençoou! Shalon!”
Felizes retomam o caminho para o Egito levando no peito a certeza de que ali, naquela casa o amor de Deus foi grandemente manifestado.
Os anos passaram, os dois meninos tomaram rumos diferentes, o menino Jesus nós sabemos de sua vida e missão, o outro, porém!
O outro, na verdade era filho de um ladrão e salteador. As desconfianças de São José, não eram infundadas, pois ali, onde eles se hospedaram era o reduto de um bando de ladrões. Por fim o outro tomou o mesmo caminho do pai e seguiu pelas vielas do pecado e da condenação.
Deus, que é imensamente bom e misericordioso, e que não deixa de atender as súplicas de uma mãe em lágrimas, ouve o pedido daquela mãe, que hospedara a sagrada família, de que o seu filho tivesse tempo de se arrepender antes de morrer.
Jesus, ao ser pregado na cruz, é colocado entre dois ladrões, e um deles pede a Jesus que se lembre dele em seu reino, ao que o Senhor responde: “Ainda, hoje estarás comigo no paraíso”. O ladrão arrependido é o menino que fora curado pela água do banho do menino Jesus. É ele, o Dimas o bom ladrão.
O Senhor falou que todo o bem que fizermos não ficará no esquecimento, e que até um copo d’água terá sua recompensa. Confiemos!
É tempo de espera, o Senhor está para chegar!
Feliz Natal!
Abençoado 2011.
Paz e Bem!

2 comentários:

João Batista disse...

Bom dia irmão!

PAZ!

Qual a fonte desta descrição a respeito do banho do menino Jesus?

Abraço fraterno.

Ailma França disse...

Qual a fonte desta descrição?Boa Noite!