segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Santa Cecília


SANTA CECÍLIA

“A Padroeira da Música Sacra”

“22 de Novembro”

“... o ruído que ouvi era como o som de músicos tocando harpa.” (AP 14,2)

Cecília nasceu de uma nobre família romana dos Metelos. Seus pais pertenciam á nobresa Cristã, eram generosos com os menos favorecidos da sociedade e em tudo procuravam viver o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A pequena Cecília, apesar do meio pagão em que vivia, era um testemunho para todos os que a conheciam. Uma menina de beleza angelical e de dons artísticos incomparáveis. Distinguia-se das demais crianças, por sua piedade e simplicidade aliadas a uma inteligência invejável.
Tão profunda era sua convicção religiosa, tão sincera sua dedicação a causa de Jesus, por quem nem por um segundo teria hesitado em sacrificar sua vida, se as circunstâncias exigissem.
Cecília dedicava-se a estudar as sagradas escrituras dia e noite, e foi justamente nos Santos Evangelhos que nossa jovem romana, encontrou sua vocação, decidiu consagrar sua vida ao Cristo.
A vocação de Cecília não estava em conformidade com a vontade de seus pais, pois sem que ela soubesse ou desse o seu consentimento, prometeram-na em casamento a um jovem patrício romano, chamado Valeriano.
O casamento do jovem casal foi marcado pelo luxo, pelos belos trajes, pela festa de vários dias e principalmente pela aparência triste e sombria da noiva que não conseguia esconder seu desgosto.
Cecília estava abatida pois havia jejuado por três dias, os dias que antecederam as bodas foram de intensa oração e jejum absoluto.
Na noite de núpcias e estando a sós com o noivo, disse-lhe Cecília com toda firmeza e delicadeza: “Valeriano, eu estou sob proteção de meu anjo da guarda, e que guarda minha virgindade”. E acrescentou: “Fiz voto de fidelidade a Jesus Cristo, e, a ele prometi guardar-me sempre pura.” Valeriano, a princípio, pareceu indignado com tal revelação da noiva, porém manifestou o desejo de conhecer o anjo guardião de Cecília e fez uma promessa de se tornar cristão se o seu desejo fosse alcançado.
Cecília respondeu que para ver o anjo guardião, Valeriano deveria ser batizado. Cecília o encaminhou ao Papa Urbano que prontamente lhe conferiu o batismo depois de um tempo de preparação.
Certo dia, Valeriano chegando em casa encontrou Cecília em oração, e qual não foi sua surpresa, quando de fato viu ao seu lado o anjo da guarda, e ficou maravilhado como ser celestial.
O anjo uniu os noivos e cingiu-lhes, com duas coroas de rosas e lírios e exortou-lhes à perseverança.
O irmão de Valeriano, chamado Tiburci, ao ouvir o relato do irmão e da cunhada, desejou ser batizado e tornou-se um cristão convicto e corajoso.
O prefeito de Roma chamava-se Almáquio e era irmão de Valeriano e Tiburcio, ao saber de suas conversões citou-os perante o tribunal e exigiu que abandonassem o cristianismo.
Os irmãos foram decapitados diante de Cecília e esta corajosamente enfrentou o cunhado e foi também condenada a vários métodos de tortura, porém sempre se mostrou irredutível em sua fé.
Por fim Almáquio ordenou que fosse golpeada até a morte, três golpes não conseguiram separar o corpo da cabeça, e Cecília ficou ferida no chão por três dias.
Todos os bens do casal foram distribuídos aos pobres e seu corpo foi sepultado no cemitério perto da via Apia.
No ano de 1599, o túmulo de santa Cecília foi aberto por ordem do cardeal Sfrondati, e o corpo encontrava-se na mesma posição descrita pelo Papa Pascoal I, em 817.
Os anjos de Deus, em coro cantaram as virtudes de Cecília e Valeriano, o jovem casal foi acolhido pelos céus ao som de harpas e citaras, como bem aventurados.
Tocai Cecília, tocai; para nós as melodias celestiais que encantaram Valeriano e que elas possam nos encantar hoje e sempre. Amém!