segunda-feira, 18 de outubro de 2010

NOSSA SENHORA DO ROCIO


NOSSA SENHORA DO ROCIO

PADROEIRA DO PARANÁ

15 DE NOVEMBRO

“Virgem Senhora do Rocio, Santa Mãe querida, abençoa-nos, protege-nos, e leva-nos ao encontro eterno com teu filho Jesus.”

No livro dos Juízes (Jz 6,36-40), encontramos Gedeão pedindo o sinal que Deus lhe falava. Naquela noite, o orvalho ou Rocio caiu somente em cima do velo (velo ou tosão é a pele do carneiro com a lã) e a terra toda ficou seca. O Senhor desceu sobre a virgem, assim como o orvalho (Rocio) desceu sobre o velo de Gedeão.
No ofício da Imaculada Conceição, encontramos no hino do 1º coro da terça - hora, Maria SSma sendo chamada de velo de Gedeão, como referência bíblica. Sobre esta invocação o escritor espanhol Augusto Nicolas escreveu: “Maria é o branco Velo de Gedeão, que recebe o Rocio do céu, enquanto nenhuma parte da terra o desfruta todavia. Orvalho ou Rocio, de que dizia o profeta: ‘Céus, façam chover o justo.’ ‘E do qual cantava o Rei Davi:’ descerá como o Rocio sobre a lã dos rebanhos...”

NOSSA SENHORA DO ROCIO

Rocio é uma aldeia situada ao oeste da província da Andaluzia (Espanha), cerca de 15 Km distante da antiga cidade de Almonte.
Segundo a tradição, a imagem da virgem do Rocio, foi encontrada por um caçador no tronco de uma árvore, onde provavelmente tinha sido escondida pelos moradores de Almonte durante a dominação dos Sarracenos.
A bela imagem, envolvida em um manto de linho, tinha no pedestal a inscrição: “Nossa Senhora Redentora.”
Os habitantes de Almonte crêem com segurança que foi a virgem do Rocio que os livrou da peste em 1637, de uma grande seca de 1730, das epidemias em 1738 e 1744, da invasão de Napoleão em 1810 e da fúria dos vermelhos em 1936.
EM PARANAGUÁ

Sabemos que os índios carijós, que eram de índole mansa, habitavam no território de Paranaguá muito antes dos homens brancos invadirem, eles já haviam sido evangelizados pelos jesuítas vindos de Cananéia.
Foi com a descoberta do ouro de lavagem que iniciou-se ali o povoado, que foi elevado à categoria de vila em 1648. No final desse mesmo século a vila Paranaguá já se tornara um importante centro.
Naquela ocasião vivia na baía de Paranaguá, um humilde pescador conhecido por pai Berê. Foi exatamente pelos anos de 1648 que pai Berê, ao lançar as redes para delas tirar o seu sustento, encontrou no meio das vegetações aquáticas, a bela imagem da virgem Maria.
Pai Berê, cheio de emoção, leva a pequena imagem para sua cabana, e lá instituiu terços em sua honra, os vizinhos e moradores da vila vinham em busca de graças e milagres.
O sítio onde morava pai Berê era conhecido por Rocio, pois todas as manhãs a terra e as vegetações amanheciam cobertas de orvalho (Rocio). Assim a virgem encontrada, passou a ser chamada de Nossa Senhora do Rocio.
É possível associar a vinda do Salvador, que foi concebido no seio castissimo da virgem Maria, para encharcar o mundo com o orvalho (Rocio) de sua graça.
A primeira igreja foi edificada em 1813, o atual santuário foi construído em 1920.
Tendo em vista os incontáveis milagres e graças alcançadas pela mediação da virgem do Rocio, que em 1977, o então Papa Paulo VI declarou para a eternidade, Nossa Senhora do Rocio, padroeira do Paraná.
A imagem da virgem do Rocio é semelhante a virgem do Rosário, mede aproximadamente 38cm e é coberta com um manto em tons rosados e azuis.
O santuário é dirigido e administrado pelos padres redentoristas.
Que a virgem do Rocio nos proteja e nos guarde, hoje e sempre.
Amém!

SÃO BENEDITO (O MOURO)


SÃO BENEDITO (O MOURO)

05 DE OUTUBRO


Benedito, entre todos bendito! De todos os santos Bendito! Socorre o fiel no pranto, e o coração se enche de encanto, dos devotos de todos os cantos!
O pão não deixa faltar; A alegria devolve ao lar, os enfermos deseja curar, pois sua bondade sem par, socorre a quem invocar. Benedito, hoje e sempre,a todos deseja amar.

SUA VIDA

Seus pais eram africanos da Etiópia e foram arrancados de sua pátria e vendidos como escravos, na Sicília-Itália. O pai foi vendido para um rico fazendeiro, chamado Vicente Manasseri. Na época os escravos tinham que adotar o sobrenome do seu senhor, assim sendo o pai de Benedito era Cristóvão Manasseri.
A mãe de Benedito, quando chegou à Itália, foi libertada pelo seu senhor, porém sempre conservou o sobrenome herdado – Diana Larcan.
Foi na Sicília que os dois se conheceram, e se apaixonaram. Tornaram-se Cristãos e se casaram na Igreja Católica. O jovem casal era exemplo de honestidade, lealdade e de fé!
No ano de 1526, nasce o primeiro filho do casal e na pia batismal recebe o nome de Benedito = “Abençoado”, e o maior presente que o pequeno Benedito recebeu foi a carta de alforria do senhor Manasseri.
Logo em seguida nasceram; Marcos, Baldassa e Fradella. Foram desde muito cedo orientados na fé e nos princípios cristãos, foi no joelho de D. Diana que os pequenos aprenderam a rezar.
Eram muito pobres e jamais tiveram condições de estudar, trabalhavam no arado da terra e com o pastoreio de ovelhas.
Nosso Santo era humilhado e escarnecido por seus colegas da lavoura. O preconceito era escandaloso contra Benedito, ele tudo suportava por amor.
Um dia entre os insultos dos jovens, uma voz enérgica se fez ouvir:
-AH! Hoje zombais desse pobre negro! Mas logo vereis sua fama correr pelo mundo! Era frei Jerônimo Lanza, o eremita; Que assim profetizava.
O jovem Benedito sente o chamado e se alegra com as palavras do Frei Jerônimo, deixa o arado e o trabalho com os bois e implorando a bênção dos pais parte para o eremitério dos Franciscanos.
A cada dia os frades se alegravam com a presença do irmão Benedito, ele tornara-se tudo para todos. Era generoso, simpático e muito piedoso.
Depois de 5 anos, irmão Benedito fez sua profissão religiosa, professando a irmã pobreza, a obediência, a castidade e vida de contínua penitência.
No eremitério tudo era muito pobre, viviam em extrema pobreza e alimentavam-se com o pão que mendigavam e as verduras que plantavam. Viviam a perfeita pobreza como ensinava a regra do seráfico Pai Francisco de Assis.
Aos poucos o povo da cidade e região foi percebendo naquele irmão negro, de olhar brilhante e sorriso luminoso, algo de extraordinário e sobrenatural.
O povo cada vez mais queria ouvir os conselhos do irmão Benedito e ser por ele abençoado, longas filas eram formadas todos os dias na porta do mosteiro.
Com a morte de frei Jerônimo, os eremitas procuraram abrigo em outros conventos franciscanos.
Frei Benedito foi para o convento de Santa Maria de Jesus, na Sicília, onde permaneceu até a morte.
O primeiro trabalho de Benedito foi como cozinheiro, ele transformou a cozinha num santuário de oração.
Quando tudo faltava na dispensa, Benedito rezava e o milagre acontecia, os frades a cada dia eram surpreendidos com manifestações extraordinárias, como peixes frescos que apareciam nos jarros, pães que se multiplicavam, o vinho que não terminava, a lenha para o fogo no rigor do inverno.
Os frades gritavam = “Milagre, milagre!”
No dia de natal e tendo a visita do Bispo para o almoço, o convento estava em festa e Benedito de joelhos na capela, contemplava em êxtase, a cena do nascimento do Menino Jesus. Perde-se no tempo e esquece do almoço, todos estão a sua procura e o encontram em oração. Benedito sai correndo e com toda confiança na providência fecha a cozinha.
Os frades quando olham pela janela, ficam extasiados pois contemplam dois seres luminosos na cozinha ajudando frei Benedito. O almoço servido parecia um manjar dos céus!
Frei Benedito foi eleito por unanimidade, superior da província. Ficou profundamente angustiado, e suplicou que revissem a escolha, pois era grande a responsabilidade para um pobre e analfabeto irmão.
Em nome da Santa obediência, frei Benedito aceita, com respeito e amor a responsabilidade inerente de um superior.
Benedito torna-se um pai para todos os frades e um modelo de acolhimento para todos os fiéis que visitavam o convento.
Uma senhora saía do convento em uma charrete e trazia em seus braços seu filhinho adormecido. Um susto fez com que os cavalos derrubassem da charrete, a mãe com a criança.
A criança morreu para desespero da mãe, que aos berros chamava Frei Benedito. O bondoso frei tomou o menino nos braços, orou com grande fervor e o menino voltou a vida.
Um jovem com o pescoço coberto de tumores foi levado diante de Frei Benedito para que o curasse; o frade respondeu: -“eu não curo ninguém, mas vamos rezar aos pés de Jesus Sacramentado e da Virgem Maria, eles é que curam.
O milagre aconteceu, para espanto de todos. E assim, em sua biografia encontram-se incontáveis fatos e milagres extraordinários.
Benedito dedicava-se incansavelmente na promoção e na defesa da vida, exortava os fiéis na busca da salvação.
No ano de 1589, Frei Benedito com 63 anos percebe que é chegada a hora de sua partida para a pátria celeste.
Suas forças chegam ao fim, com o olhar fixo no alto, implora o perdão dos confrades e tendo o rosto transfigurado, entrega sua santa alma a Deus.
O povo da cidade só soube da morte do santo depois do sepultamento. Todos estavam numa festa na cidade vizinha.
Em poucos dias, centenas de milhares de pessoas chegaram ao mosteiro pêra rezar diante de seu túmulo. O povo já aclamava Frei Benedito como Santo.
Foi beatificado em 1763 e canonizado em 1807. No Brasil a devoção ao bem-aventurado Frei Benedito, chegou em 1686 na Bahia, com a ereção canônica da Irmandade dos Homens Pretos.
SÃO BENEDITO, ROGAI POR NÓS!

A VIRGEM DO PILAR


A VIRGEM DO PILAR

“A PATRONA DA ESPANHA’
“12 DE OUTUBRO”


“E assim em nome do Todo Poderoso, prometo a todos os fiéis que aqui vierem, grandes Bênçãos, Proteção e amparo, por que este há de ser meu templo e minha casa... E em testemunho desta verdade e promessa, ficará aqui esta coluna, e colocada sobre ela e minha imagem, permanecerá até o fim do mundo como sinal de fé!” (Nossa Senhora a São Tiago).

“SÃO TIAGO E A VIRGEM MARIA”

Tiago e João, filhos de Zebedeu e Maria Salomé, eram parentes de Jesus por parte de São José, e eram tidos em muita estima por Nossa Senhora.
Sabemos que a partir de Pentecostes, os apóstolos tornaram-se pela ação do Espírito Santo, discípulos e missionários de Jesus Cristo.
João evangelista recebeu do mestre a missão mais sublime, a de cuidar de sua mãe, a mãe de Jesus, a mãe da Igreja e de todos nós.
Tiago Maior, seu irmão, foi o primeiro apóstolo a ser martirizado e a ele foi confiada a evangelização das terras da Europa, mais precisamente na Península Ibérica.
Tiago, assim como os outros apóstolos antes de partir, foi pedir a benção à Nossa Senhora que a todos confortava e consolava como mãe carinhosa. Maria era a Referência da Igreja que se tornava Missionária.
A Virgem Santíssima, depois de abençoar o apóstolo Tiago, sentenciou: “Vai meu filho, cumpre a ordem de teu mestre, e por ele roga que, naquela cidade da Espanha em que maior numero de almas converteres à fé cristã, edifiques em minha memória, conforme o que eu te manifestar.”
São Tiago após ter difundido o Santo evangelho em alguns lugares, dirigiu-se para Saragoça, à margem do Ebro. Ao final de sua pregação, retirou-se para orar com oito nobres varões; recém-convertidos, por alguns dias. Certa noite enquanto descansavam, ouviu de repente vozes angelicais que cantavam “Ave Maria”. Todos colocaram-se de joelhos e viram a Virgem Maria, sentada em uma coluna ou pilar de mármore, que acenou pedindo que o apóstolo se aproximasse.
Nossa Senhora depois de saudá-lo carinhosamente, mostrou-lhe o local onde deveria ser edificada a construção e que conservasse aquela coluna ou pilar de mármore e a colocasse no altar do templo e lá ele iria permanecer até o final dos tempos; era o dia 12 de outubro!
Logo em seguida São Tiago iniciou a construção da capela e fez exatamente como Nossa Senhora recomendou, colocou o pilar na parte superior do altar. O referido pilar encontra-se no majestoso santuário de Saragoça, que é um dos mais belos do mundo.
Nossa Senhora do Pilar é o mais antigo título da Virgem Maria, pois surgiu ainda quando a SSMA Virgem Vivia. Tal acontecimento se deu aproximadamente 40 anos DC.
João Paulo II ao visitar Saragoça disse; “Ela (Maria), tem que ser cada vez mais a pedagoga do evangelho... A pedagoga que nos conduz pela mão, e que nos ensina a cumprir o mandato missionário de seu filho”.

O GRANDE MILAGRE DA VIRGEM DO PILAR

Era o dia 3 de agosto de 1637 quando o jovem agricultor Miguel Juan Pellicer, da cidade de Calanda, caiu de um reboque, em Castelon de la Plana. Uma roda atingiu-lhe a perna direita, esmagando o centro da tíbea. Logo foi levado ao hospital de Valência.
Mesmo sentindo dores insuportáveis, decidiu viajar até Saragoça para se colocar sob a proteção da Virgem do Pilar. Foram cinqüenta dias de viagem, de carona em carona.
Ao final da viagem estava extenuado e arrastando-se, chegou aos pés da Virgem do Pilar e entre lágrimas e dores, exclamou: “Salve-me, pois estou morrendo!”
Miguel foi internado no hospital de Saragoça e apesar de todos os esforços e meios, ao final de um mês sua perna foi amputada “quatro dedos acima do joelho”. Somente recebeu alto do hospital 1 ano depois, saiu do hospital de muletas e com uma carteirinha para poder mendigar.
Esmolando na frente do santuário esteve Miguel por dois anos, até que alguns peregrinos de sua cidade o levaram de volta.
Seus pais jantavam muito felizes, comemorando a volta do filho, e com eles, mais dois vizinhos e um soldado que estava de passagem e lhe fora oferecido hospedagem, iria dormir no quarto de Miguel.
Miguel adormeceu no quarto de seus pais, pouco depois sua mãe entrou no quarto e sentiu um forte perfume de flores, olhou para a cama e viu dois pés, por debaixo das cobertas. Chamou o marido e ambos achavam que o soldado teria errado de quarto, mais, ao levantarem a coberta, descobriram que era o próprio filho e que a perna amputada, reaparecera, com as mesmas características e cicatrizes além de um círculo vermelho no local onde fora amputada.
Antes de adormecer, Miguel elevou suas preces a Virgem do Pilar em reconhecimento e gratidão; adormeceu e em sonho ele se viu na Capela de Zaragoza, untado em óleo das lâmpadas que estavam acessas diante da imagem da Virgem Maria, o Doloroso da perna amputada.
O grande milagre espalhou-se por toda Espanha, médicos, cientistas e muitos outros estudiosos vieram comprovar o fato. No hospital de Saragoça os médicos desenterraram a perna de Miguel, e comprovaram o inexplicável milagre.
Aquilo que nós não conseguimos imaginar se possível; Deus realiza! Para Deus o impossível não existe!
Que a Virgem do Pilar nos alcance de Deus, Bênçãos e Graças. Amém!