domingo, 29 de agosto de 2010

Santa Ana e São Joaquim


Santa Ana e São Joaquim
Os Avós de Jesus
26 de Julho

Ana, fecunda raiz, que de Jessé germinou, produz o ramo florido do qual o Cristo brotou. Mãe da mãe santa de Cristo, e tu, Joaquim, Santo Pai, pelas grandezasda filha, nosso pedido escutai”

Deus sempre e fiel em suas promessas, e o Salmo 131 nos diz que: “O Senhor jurou a Davi; verdade da qual nunca se afastará”, O fruto do teu ventre hei-de colocar sobre o teu trono![...] Realmente o Senhor escolheu Sião, desejou-a para sua morada: “Este será para sempre o lugar do meu repouso, aqui habitarei, porque o escolhi.”
Ana e Joaquim, sem dúvida , pertenciam ao grupo daqueles Judeus piedosos que esperavam a consolação de Israel, e precisamente a eles foi dada a tarefa especial, na História da Salvação: Foram escolhidos por Deus, para gerar a IMACULADA que, por sua vez, é chamada a gerar o Filho de Deus.
Os nomes e alguns aspectos da vida dos pais da Bem-Aventurada Virgem Maria, nos foram transmitidos através de um texto não canônico, o Protoevangelho de Tiago.
Diz-se que, Ana, cujo nome em Hebraico significa “Graça” , pertencia à familia do Sacerdote Aarão e seu marido Joaquim pertencia à familia real de DAVI. Podemos dizer que Ana e Joaquim formavam um casal exemplar, piedosos e tementes ao Deus de Israel.
Cumpriam com todos os preceito prescritos na lei e em tudo eram obedientes.
O que causava dor e sofrimento era motivo de súplicas incessantes do já idoso casal era a ausencia de filhos. Joaquim, por várias vezes, foi censurado pelo sacerdote Ruben, por não ter descendente.
Um certo dia Joaquim retirou-se para o Deserto para rezar e fazer penitência e entre lágrimas e súplicas clamava ao Deus de seus pais em quem depositava toda sua confiança.
Enquanto Joaquim, em humilde oração e com o rosto no chão entoava canticos e louvores, o Anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus escutou as suas preces e que voltasse para casa pois sua esposa Ana logo engravidaria.
A paciência e a resignação com que sofreram a ausência de filhos, foram a razão de serem premiados com uma linda menina, que haveria de ser a mãe do Messias, o Emanuel “Deus Conosco”.
Uma antiga tradição nos diz que o Santo Casal, Ana e Joaquim, moravam em Jerusalem, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basilica de Santa Ana, e foi ali que, também, segundo uma antiga tradiçao nasceu-lhes um linda filhinha que recebeu o nome de MIRYAN= em hebraico= Maria= Soberana.
A Pequena Princesa era acalentada em seu sono por seus orgulhosos pais, era a tão esperada; Dizem que os Anjos de Deus montavam guarda junto ao seu berço, e que entovam as mais belas melodias para embalar seus sonhos.
Quando a pequena Maria completou três anos, seus pais decidiram leva-la ao Templo para o cumprimento da promessa; Joaquim e Ana, com os corações apertados, carregavam nos braços aquela que seria a nova Arca da Aliança.
Ana, plenamente convicta de sua decisão, disse ao Sacerdote Zacarias: “Recebei-a e conduz nos sacrais do Templo do Senhor, e guardai-a. Ela me foi dada em fruto e prometida; conduzi-la com alegria, a ELE com fé”.
A pequena Maria beija, com afeição e carinho as mãos de seus pais, e deles implora suas bençãos... E lá permaneceu até a idade de 12 anos.
Pouco tempo depois Joaquim e Ana mudaram-se para Nazaré da Galileia, e la viveram por mais algum tempo juntos. Joaquim, já com idade bastante avançada, veio a falecer antes mesmo que Maria retornasse do Templo.
Dona Ana, ficando viúva, não tinha outra preocupação que não fosse sua filha , a Jovem e Bela Maria, agora de Nazaré. Tão logo Maria retornou do Templo, e em comum acordo com os Sacerdotes , Ana pensou no futuro de sua menina, pensou que ela precisaria de proteçao e amparo, pois Ana também já estava com idade avançada.
Entre todos os pretendentes da jovem Maria, um jovem chamado José, cuja profissão era desempenhada com arte e beleza, era homem simples , honrado e estimado por todos, era conhecido com JUSTO.
Ana, por certo, acompanhou todos os momentos decisivos da História da Salvação, desde a Anunciaçaõ do Anjo, que foi em sua casa, o casamento de Maria e Jose, preparou os alimentos e agasalhos para a viagem de sua filha e seu genro ate Belem.
Seu coração de mãe ficou apertado ao ver, Maria já no final da gravidez, partir sentada no burrinho Sorec e puxado por José.
Ana recebe noticias: Maria e José, são obrigados a fugir para o Egito!
Foram cinco anos de espera, Ana aguardava ansiosa pelo momento de ter em seus braços, seu neto, o Messias esperado.
Com a chegada da Sagrada Familia, a casa de Ana em Nazare enche-se de alegria, Ana afaga o pequeno menino, coloca em seu colo de Vó, conta historias de herois e com ele troca segredos ,e prepara deliciosas guloseimas que somente as Avós, sabem fazer.
No colo de Ana o Menino Jesus adormece acariciado por suas mãos enrugadas e marcadas pelo tempo, sua voz cansada acalenta seus sonhos com cantigas de ninar, e seus labios não cessam de beijar seus cabelos.
Jesus experimentou a ternura e o amor de sua Vó ANA!
Que Deus abençoe todos os Avós!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Nossa Senhora Czestochowa


Nossa Senhora Czestochowa


“Jasna Gora”
“A Padroeira da Polônia”


26 de Agosto


“Recomendo a nossa Pátria, toda Igreja e a mim mesmo a sua proteção maternal, totu tuus”! (João Paulo II – escreveu este bilhete à Jasna Gora 1 dia antes de morrer)
Jasna Gora em polonês significa: “Montanha de Luz” ou “Monteclaro”; e Czestochowa é o nome da cidade que ao longo dos séculos, cresceu e tornou-se um ponto de referência. Portanto Nossa Senhora de Czestochowa, ou Monte Claro é a mesma Rainha e Padroeira da Polônia.
Os Monges Paulinos construíram um Mosteiro no Monte Claro ou Montanha de Luz e foi para este mosteiro que foi doado o famoso quadro da Virgem Maria.
O quadro esta cercado de histórias e lendas, uma muito interessante nos diz que foi São Lucas Evangelista quem o pintou utilizando, inclusive, a madeira de uma pequena mesinha da casa de Nazaré.
Alguns historiadores chegam até afirmar que o quadro, depois de longas viagens foi entregue a Santa Helena, Mãe do Imperador Constantino e, no Palácio Imperial de Constantinopla, permaneceu até o ano de 431.
Porém o que se pode afirmar com certeza é que o quadro lembra alguns ícones Bizantinos do V século. A tradição nos diz também que o famoso quadro foi doado pelo Rei de Constantinopla ao Príncipe Russo Lew, que o levou para sua casa, e com sua família permaneceu até os ataques dos Tátaros.
Com a invasão e os ataques dos Tátaros o quadro foi levado para Polônia e lá permanece até os dias de hoje.
Segundo algumas fontes, o quadro foi doado ao Mosteiro dos Paulinos, de Montes Claros em 1382 e desde que lá chegou recebeu o título de “Porta dos Milagres”. Um grande número de Príncipes e também o povo simples começaram a peregrinas até o Santuário, em busca de milagres.
Quando contemplamos o quadro da Santíssima Virgem de Czestochowa percebemos que sobre o seu rosto encontram-se dois cortes que segundo a tradição, foram feitos pela espada do Chefe do Exército dos Hussistas (Sectários da Heresia de João Huss).
Conta-se que no ano de 1430, o quadro foi quebrado e o templo saqueado e praticamente destruído. Os religiosos juntaram os pedaços do quadro, e a pedido do Rei Jagielo trouxeram vários pintores estrangeiros para restaurá-lo. Achou-se por bem deixar as marcas na face como sinal de vitória.
Em 1655 foi a vez dos Suécos invadirem a Polônia, e também tinham o desejo de destruir o Mosteiro Luminoso e seus Monges (Aproximadamente 200). Eis que o Exército Suéco com 3000 homens foi derrotado pela intercessão da Jasna Gora. No ano seguinte o Rei Polonês oficialmente declarou Nossa Senhora de Monte Claro – Rainha e Padroeira da Polônia.
A Polônia tornou-se o Baluarte da Santa Sé na Europa Oriental, permanecendo ao lado do Papa todas as vezes que a Igreja precisou de seu auxílio. Desde 966 quando o Príncipe Miesko I, sob a influência de sua esposa tcheca, Dobrowa, a Polônia converteu-se ao Cristianismo.
No ano de 1966, em pleno regime Comunista, os Poloneses corajosamente fizeram peregrinações e romarias ao Santuário de Jasna Gora e participaram de todos os festejos em Czestocjowa apesar das proibições e boicotes do governo comunista polonês. Afinal estavam celebrando o milênio do Cristianismo de sua pátria.
O Rosto da Virgem Maria é escuro, e este detalhe explica-se pelo fato do quadro ter sido pintado sobre uma madeira que no decorrer do tempo escureceu. Os poloneses e todos os peregrinos carinhosamente a chamam de “Madona Preta”.
O mais expressivo devoto da Virgem da Czestochowa foi sem dúvida o Polonês Karol Wojtyla, eleito Papa como João Paulo II. Nos últimos tempos mais de 4 milhões de peregrinos visitam anualmente o santuário, e centenas vão a pé.
Foi aos pés da Virgem que João Paulo II entregou seu pontificado. Foi aos pés da Nossa Senhora Czestochowa, que os poloneses iniciaram o 1º Cerco de Jericó em preparação da visita do Papa à sua terra natal em 1979. Ainda sob o regime comunista.
João Paulo II em 4 de Junho de 1979, em sua consagração a Nossa Senhora de Jasna Gora assim falou: “Ó Mãe da Igreja! Faz que a Igreja goze de liberdade e Paz cumprimento da sua missão santifica, e que para este fim atinja nova maturidade de Fé e de unidade interior ajuda-nos a vencer as oposições e dificuldade. Ajuda-nos a descobrir de novo toda a simplicidade e dignidade da vocação Crista”! “Santifica as Famílias”. “Olha pelos jovens e pelas crianças”.
Que a Virgem de Jasna Gora de Czestochowa nos oriente e nos conduza!
Amém
Paz e Bem!