domingo, 20 de dezembro de 2009

Nossa Senhora das Graças



Nossa Senhora das Graças

27 de novembro

“Proteges a Igreja da qual és mãe. Velas sobre cada um de teus filhos. Obténs de Deus, para nós todas essas graças simbolizadas pelos raios de luz que irradiam de tuas mãos abertas...” (João Paulo II)

A Santíssima Virgem Maria sempre vem ao encontro de seus filhos, e de diversas maneiras manifesta o seu amor em suas aparições e revelações, através de sua insígnia, o escapulário, o rosário, a santa correia, a medalha milagrosa etc.

O Tempo das Aparições


Abre-se a porta do seminário das Filhas da Caridade, situado a rua “Du Bac” Nº 140, em Paris, era 21 de abril de 1830, e é com grande alegria que a jovem Catarina Labouré da um passo adiante e cruza a porta sem olhar para trás.
O cotidiano de Irmã Catarina em nada distingue das demais irmãs o coração da jovem noviça parece explodir de tamanha alegria por estar ali. Entretanto tem um desejo imenso o de ver Nossa Senhora. Desde a sua infância reza-lhe com tanto fervor...
Na noite de 18 de julho de 1830, às 23:30, estando recolhida, em sua cela quando ouve chamar seu nome por duas vezes, conforme ela descreve: “Acordei, olhei para o lado de onde vinha à voz, afastei a cortina e vi um menino vestido de branco, de 4 ou 5 anos, que me disse ‘vinde à capela a Ssma. Virgem vos espera.’ Vesti-me depressa e dirigi-me para junto do menino e o segui. Ele espalhava claridade por onde passava, a porta da capela se abriu com o tocar da ponta de seus dedos... a capela estava com todas velas acesas. O menino conduziu-me para junto do presbítero... e avisou-me: ‘eis a Santíssima Virgem’! Ei-la! Ouvi um leve ruído, como o frúfru de um vestido de seda... Foi ele sentar-se na cadeira do presidente... então, olhando para a Ssma. Virgem, dei um salto ajoelhei-me nos degraus do altar com as mãos postas nos joelhos da Mãe de Deus... ‘Foi o momento mais feliz da minha vida...!’ Ela me disse como deveria proceder, exclareceu-me em muitas coisas, e recomendou-me buscar aos pés do sacrário, as consolações necessárias...! E desapareceu! Eram 2:00 da madrugada... Não pude mais dormir.”
Durante todo esse tempo, a Ssma. Virgem lembrou Irmã Catarina de que Deus a encarregaria de uma missão... “Haveis de sofrer muito, mas vencereis essas penas.” “Sereis inspirada em vossas orações...” E continuou “Os tempos são maus, desgraças vão cair sobre a França e sobre o mundo... A Cruz será desprezada, o sangue correrá nas ruas... Mas vinde aos pés deste altar aqui as graças serão abundantes para os que a pedirem com fervor.”
No final de julho, violentos tumultos provocaram a queda do Rei Carlos X, o confessor de Catarina tem a confirmação das revelações.
No dia 27 de novembro de 1830, durante a meditação na capela, por volta das 17:30, Irmã Catarina ouve um ruído, novamente como de um frufru eis que contempla a Virgem Maria ela estava, toda de branca, tinha os pés apoiados sobre meio globo e além disso tinha nas mãos um globo que representava o mundo. De repente, Irmã Catarina, percebe em seus dedos anéis engastados de pedras brilhantes e deles saiam raios tambem brilhantes que vinham até os seus pés... “Esses raios são o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem!”
Formou-se, então em torno da Virgem uma moldura oval a frase: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos á vós.”
“Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todas as pessoas que a trouxeram no pescoço, receberão grande graças!”
Catarina transmite a mensagem ao Pe. Aladel, sobre a medalha, e este revela ao Bispo.
Em 1832, durante uma epidemia de cólera, o Bispo manda cunhar 20.000 medalhas, e as graças começam a serem derramadas, inclusive contendo a doença.
Os moradores de Paris, passam a chamar “A Medalha Milagrosa”.
Irmã Catarina, nada menciona do acontecido, ninguém sabe que foi ela a irmã privilegiada; Catarina só irá revelar a aparição, no final de sua vida; a Irmã Superiora.
Em 1839, mais de 10 milhões de medalhas circulavam pelos cinco continentes, no Brasil a grande propagadora da Medalha Milagrosa foi a Princesa Isabel.
Por intermédio da medalha, Maria deseja fazer-nos conhecer o seu coração convida-nos a ser, não ‘distribuidores’ da medalha, mas a tornar-nos ‘verdadeiras testemunhas’ de seu sorriso.
Os magníficos olhos azuis da Irmã Catarina, após 56 de sua morte, estavam intactos e seu corpo incorrupto.
Os olhos que contemplaram a Virgem Maria, foram preservados da corrupção.


Amém.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Encanto de Belém!


O Encanto de Belém!

Ouve-se no céu o decreto do Deus Altíssimo: Toda a Corte Celeste desceria a terra para reverenciar o filho de Deus, o Salvador do gênero humano, o Santo Menino! Que acabara de nascer.
Partem em direção a terra do rei Davi, Belém de Judá, os Anjos de Deus visitam as mais belas casas, dos mais importantes da cidade; onde encontraremos o Rei dos Reis? Em que palácio teria nascido? A busca é incessante.
Eis que o menor da corte celeste, um anjinho bastante observador ouve o choro de um recém nascido e vai ao encontro do som.
O choro fica mais intenso quando o pequeno anjo afasta-se do centro da cidade, e vai em direção a um complexo de grutas.
Diversas grutas! O choro torna-se mais nítido quando chega à entrada de uma delas; era ali! Justamente naquela que abrigava alguns animais, e era uma estrebaria! O Filho de Deus nasceu aqui? Pensou o pequeno anjo!
Nosso anjinho, feliz pelo encontro, entra na gruta e contempla uma cena de beleza sem igual. O Menino de Belém, o filho do Altíssimo repousa nos braços de sua mãe.
O palácio que abriga o Rei do céu e da terra é uma humilde gruta de pedras. A guarda real é composta de um burrico (Soréc) e uma vaquinha Mocha. O Berço Real é um cocho de madeira, tendo palhas de feno, como colchão e cueiro de algodão como mantas.
O administrador real é José, o Casto esposo da Virgem Maria, e pai adotivo do filho de Deus. Ele foi o escolhido pelo Altíssimo, para prover e proteger a Sagrada Família.
O Menino acorda, e com fome é alimentado com a mais rica das iguarias; o alimento do pequeno Rei é o leite materno de nossa senhora.
Nosso pequeno anjo ao contemplar a cena da amamentação, não se contém e chega mais perto, e prostara-se em humilde adoração.
O anjinho exulta de alegria, e vai ao encontro de toda a corte celeste, conta o que encontrou e de repente um número incontável de anjos faz um imenso cortejo, na porta da gruta. Para reverenciar o Menino de Belém, o Príncipe da Paz e Rei dos Reis.
Saem por toda a terra anunciando o grande acontecimento, o esperado de todas as nações já dorme num presépio de Belém.
“Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade!”
Descortina-se no céu o maior espetáculo! As estrelas e os astros manifestam a glória de Deus! Céus e a terra cantam sua grandeza.
O Menino veio para ser:
A Esperança dos desesperados,
Alegria dos tristes,
Saúde dos enfermos,
Alimento dos Famintos,
Luz para as trevas,
Caminho para os peregrinos errantes.

O menino de Belém veio para todos, de todos os tempos, de todos os lugares, de todos os credos e de todos os povos, sem distinção.
O menino das palhas, é a ternura de Deus, é a palavra de Deus se que fez carne e veio habitar em nosso meio.
Celebramos o nascimento do Santo Menino Jesus, o aniversário dele e, no entanto em muitos lugares, ele nem é lembrado.
A devoção a infância de Jesus é na verdade uma manifestação de fé adulta e madura. Muitos Santos nutriram pelo Menino Jesus, grande afeição, entre eles: São Francisco de Assis, Santa Tereza D’Ávila, Santa Terezinha do Menino Jesus, São João da Cruz, Santo Antônio de Pádua entre muitos outros.
Pe. Sleich revela que a conhecida obra literária “O pequeno príncipe” de Antoine da Saint Exupéry, foi inspirada no Menino Jesus. O padre ainda informou que Saint- Exupéry nutria uma sadia devoção ao Menino Jesus de Praga.
O Papa Bento XVI, ao visitar a República Checa, na capital (Praga) realizou como primeiro compromisso a coroação do Menino Jesus de Praga, e lá fez a seguinte oração, lembrando que “O Menino Jesus já era Rei enquanto criança”.
Oremos:

“Ó meu Senhor Jesus,contemplamos-te meninoe cremos que és o Filho de Deus,que se fez homemno seio da Virgem Maria,por obra do Espírito Santo.Tal como em Belém,também nós, com Maria, José,os anjos e os pastores,te adoramos e te reconhecemoscomo nosso único Salvador.Fizeste-te pobrepara nos enriqueceres com a tua pobreza.Concede-nos que nunca esqueçamos os pobresnem todos quantos sofrem.”
Amém

São João Evangelista


São João Evangelista

“Apóstolo e evangelista do amor”
27 de dezembro

“O Senhor Jesus lhe teve predileção e do alto da cruz, quase como testamento, o confiou como filho à Virgem Mãe”.

Da Família de João Evangelista sabemos que era filho de Zebedeu e Maria Salomé, esta era irmã de São Judas Tadeu, de Tiago Menor etc. Tiago Maior era irmão mais velho de João e também discípulo e Apóstolo do Senhor.
Zebedeu e seus filhos viviam da pesca, possuíam algumas embarcações e mantinham um padrão classe média daqueles tempos.
Maria Salomé era filha de Alfeu (Cleófas), irmão de São José (Esposo da Virgem Maria), portanto prima de Jesus. Mulher forte e de grande personalidade, porém de seu coração transbordava ternura e mansidão. Também seguiu Jesus até a Cruz.
João foi discípulo do precursor do Messias, João Batista, junto com seu irmão Tiago, e com os irmãos Simão e André.
Num belo dia, enquanto pregava, João Batista avistou Jesus, que ia ao longe e exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira os pecados do mundo”. João lhes indicou o novo caminho a seguir: Jesus.
Alguns dias depois, Tiago e João estavam consertando as redes quando ouviram o chamado de Jesus. Logo deixaram seu pai Zebedeu com os empregados e o seguiram. (Mc 1, 16-20)
Simão e André lançavam as redes, quando Jesus passou e lhes disse: “Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens.”
Desde aquele momento foram instituídos como apóstolos escolhidos, Doze ao todo, e preparados pelo próprio Mestre.
Os preferidos dentre os escolhidos eram: “Pedro, Tiago e João”, e foram estes que testemunharam os episódios mais importantes da vida pública de Jesus, como:
-A Ressurreição da filha de Jairo.
-A Transfiguração no Tabor.
-A agonia no horto das oliveiras.
João, por ser o caçula do grupo, sempre esteve muito próximo de Jesus.
O apóstolo Pedro nutria por ele uma afeição quase que filial. Percebemos no livro dos Atos dos Apóstolos, sinais desse afeto, quando lemos que: “Pedro e João foram encarregados de preparar a ceia do Senhor.”
Uma antiga tradição nos diz que: Os Apóstolos quando desejavam saber algo do Mestre, recorriam a João.
O próprio Senhor chamou os irmãos Tiago e João de: “Filhos do Trovão” ou “Boanerges”, tendo em vista o zelo pelo sagrado.

O Devoto Primeiro do Coração de Jesus

Quando o Senhor, na última ceia, revela que dos doze, um irá traí-lo, Pedro faz sinal a João, que estava ao lado do Mestre, para que descubra quem...
Santo Agostinho ao referir-se a esse episódio escreveu: “Que nesse momento, estando tão próximo da fonte da luz, ele absorveu dela os mais altos segredos e mistérios que depois derramaria sobre a Igreja.”
João recosta a cabeça no peito de Jesus, ouve o pulsar incessante e amoroso de seu coração; o coração do Mestre é um manancial de ternura e misericórdia ao instituir o Sacramento da Eucaristia.
O Senhor dá sinais do traidor, e João permanece em silêncio, foi ali que o “Discípulo amado”, fez sua maior experiência com Cristo, o eco das batidas do coração de Jesus, ressoarão em seus ouvidos até seu último suspiro.
Jesus foi para o horto, João foi junto e adormeceu com os outros, não conseguiu vigiar.
Jesus foi preso e João foi ao encontro de Maria, e com ela acompanha a flagelação e crucificação do Mestre. Todos fugiram João sem saber “por que”, permaneceu aos pés da cruz com sua mãe Maria Salomé, sua avó Maria de Cleófas, e Maria Madalena.
Foi ali que João recebeu a sentença do testamento de Jesus, do alto da Cruz que Jesus olhando para João diz: “Filho eis ai tua mãe! E voltando-se para sua mãe - Mulher eis ai teu filho”!
Concluímos que se Jesus tivesse outros irmãos não entregaria sua mãe aos cuidados de João!
João levou Nossa Senhora para sua casa e dela cuidou com responsabilidade, e com zelo filial. O que Jesus tinha de mais precioso, ele confiou aos cuidados de João.
João com os outros Apóstolos, a Mãe do Senhor, e alguns discípulos foram protagonistas do nascimento da Igreja de Jesus Cristo, com a vinda do Espírito Santo o cenáculo.
Quando os apóstolos dispersaram-se pelo mundo, João, de acordo com a tradição partiu para Éfeso (Turquia) e levou consigo a Mãe do Senhor.
Foi à única e inconfundível, a atividade de São João como escritor eclesiástico, como autor de seu evangelho, das suas epístolas e do Apocalipse. O evangelho de João é o mais belo e o mais sublime.
São João tem seu estilo característico que se distingue pela simplicidade, clareza e profundeza. Tudo isso nos parece ser reflexo dele ter sido “O Discípulo predileto do Senhor, e o confidente guardião de Maria Santíssima.”
O que parece claro é que Maria revelou a João tudo aquilo que “ela conservava em seu coração”.
Foi em Patmos mesmo, “arrebatado em êxtase no dia do Senhor”, que João teve visões grandiosas e ouviu mensagens extraordinárias que teriam influência sobre a história da Igreja e sobre toda a cultura ocidental. (Papa Bento XVI)
São João Evangelista bem merece um lugar perto do presépio do Salvador. Qual raio luminoso do céu a sua palavra dissipa as trevas da noite do nascimento de Jesus: “No princípio era o verbo e o verbo estava em Deus, e o verbo era Deus... E o verbo se fez carne e habitou entre nós.”
João foi o único entre os apóstolos a morrer de morte natural com pouco mais de 100 anos. João ainda no fim de seus dias era levado em uma cadeira para a assembléia dos Cristãos e lá repetia muitas vezes: “Filhinhos, Deus é amor”.
Eram tantas as vezes que muitos achavam estar desmemoriado, ao que ele dizia: “Por que é o mandamento do Senhor! Praticar-se isto, é quanto basta!"
São João é representado sempre ao lado de uma águia, dando-nos a entender que o seu evangelho elevou-se o mais alto que pode chegar a nossa humilde compreensão. O vôo da águia alcança as maiores alturas.
João apóstolo do amor!
Roga por nós!
Amém!
Paz e Bem!

Santo Homobono


Santo Homobono

13 de novembro

“Patrono dos alfaiates, costureiras, e dos comerciantes de tecidos”


“Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles do contrário, não tereis recompensa junto de vosso pai que está no céu.” (Mateus 6,1)

No ano de 1140, nasceu em Cremona, na Itália, Homobono que significa “homem bom”, filho de um modesto alfaiate e comerciante de tecidos.
Seus pais deram-lhe uma educação esmerada e ensinaram-lhe princípios rígidos de honestidade e moralidade.
Quando chegou a idade de 18 anos, Homobono foi ajudar seus pais no pequeno comércio e iluminado pela graça divina, procurou sempre meditar o versículo do livro do Eclesiástico que diz: “Duas coisas me parecem difíceis e perigosas – dificilmente evitara erros o que negocia.” (Ecl 2,2 8)
Antes do expediente, logo pela manhã fazia suas matinas; assistia a Santa Missa e aí sim abria o comércio com grande alegria. Homobono sempre repetia que: “Sem a benção de Deus nada se faz”, para ele era essa a maior expressão de verdade.
Durante todo o dia zelava para que os tecidos fossem cortados com muito cuidado, evitando assim desperdícios ou prejuízo a quem comprava.
Suas balanças eram cuidadosamente controladas para que correspondessem ao verdadeiro peso nem a mais, nem a menos; sempre o que era justo.
Corretíssimo era em seus compromissos, suas contas eram pagas até com certa antecedência, não admitia que por sua culpa, alguém fosse prejudicado.
Era sempre atencioso e gentil com todos e para com todos tinha um sorriso afetuoso, uma palavra de conforto ou um gesto de carinho.
Os domingos e dias-santo eram guardados com o devido respeito, assistia a Santa Missa, e por algum tempo permanecia junto ao sacrário em adoração.
Para os pais era sempre bom filho e mesmo sendo maior mostrava-se obediente e respeitoso. E foi em obediência que aceitou a esposa que lhe indicaram.
Logo após seu casamento, experimenta a dor da perda de seu pai. Homobono é obrigado a assumir o comando dos negócios da família.
Os pobres, os desvalidos, os esquecidos e marginalizados encontravam em Homobono o amparo necessário, de todos se fez amigo e deles recebeu o título de “Pai dos Pobres”.
Era tudo para todos, levava alegria aos tristes, consolo aos desanimados, amparo aos necessitados, e esperança aos esquecidos e marginalizados.
Sua esposa, não tendo um coração generoso e amável, repreendia Homobono, chamando-o de exagerado. Nutria, ela certo receio de que a liberalidade de Homobono pudesse causar a ruína da família.
Nosso Santo Homobono sofria com os insultos e ofensas de sua esposa, porém em nada mudou com relação às obras de caridade.
Toda a Itália sofreu com o caos econômico, o dinheiro perdera seu valor, todos sentiram os terríveis efeitos da crise, os pobres ainda mais, e era na porta da casa de Homobono que uma multidão se aglomerava em busca do pão.
Num determinado dia, Homobono distribuiu todos os pães, e tudo o que tinha na dispensa. Sem reservar nada para os seus.
A noite sua esposa dirigiu-se a dispensa para se certificar do estrago que o marido fizera e pensando encontrar as prateleiras vazias, assiste estupefata o milagre da multiplicação. Tudo que possuíam antes continuava lá, e ainda em maior quantidade.
Tocada pela graça, ela implora o perdão do marido e de Deus, desde aquela data não só aceitou a generosidade de Homobono, como também o incentivava a fazer mais caridade.
Homobono, era bem conhecido, respeitado e amado por todos em sua cidade e região, sua vida foi marcada por fatos extraordinários, porém santificou-se nos pequenos gestos do dia-a-dia e na simplicidade do cotidiano.
No dia 13 de novembro de 1197, estando Homobono com sua esposa assistindo a Santa Missa é acometido de um mal súbito, e ali une-se aquele que era a razão de sua existência.
Ecoaram os gritos e soluços pelas ruas e praças de Cremona “Morreu o Pai dos Pobres”. Milhares de pessoas vieram ao seu funeral para manifestar gratidão e reconhecimento.
Seu sepultamento foi grandioso e todo o povo, em lágrimas, despedia-se do Santo “Homem Bom”!

Homobono de ti aprendemos que a esmola dada ao pobre não consome a fortuna. Em Provérbio 28,27 lemos que “Quem dá aos pobres não sofrerá necessidade. Quem pratica misericórdia, será abençoado”.
Paz e Bem!

Nossa Senhora do Ó


Nossa Senhora do Ó
18 de dezembro

“O mistério do evangelho é a conceição do verbo no ventre virginal de Maria Ssma; o título da festa é a expectação do parto e desejos da mesma Senhora, de baixo do nome do Ó, e porque o Ó é um circulo, e o ventre virginal outro círculo...” (Pe. Antônio Vieira)

Quando lemos nas escrituras que: “Maria guardava todas as coisas em seu coração” entendemos que a palavra de Deus encontrou eco, desde sempre, no Imaculado Coração de Maria.
O sim de Maria encheu o Céu de Júbilo, o coração de Deus transbordou de alegria, pois a criação teria uma nova e definitiva oportunidade e conforme Santo Agostinho: “Eva chorou,
Maria exultou. A mãe de nossa raça nos trouxe a tristeza; a mãe de Deus a alegria
.”
O cotidiano de Maria em nada mudou com a encarnação do verbo, seus dias foram marcados pelo trabalho silencioso, os afazeres domésticos enchiam o tempo de Nossa Senhora.
Nos momentos de folga, tecia as mantas do enxoval, bordava os modestos cueiros e em cada ponto divagava em seus pensamentos e exclamava conforme nos relata Pe. Antônio Vieira “os desejos da Virgem Santíssima, que todos eram Oh! Quando chegará aquele dia! Oh! Quando chegará aquela ditosa hora, em que veja com meus olhos e em meus braços ao filho de Deus e meu! Oh! Quando... Estes desejos da senhora começaram na concepção e acabaram no parto.”
Segundo alguns autores, a denominação de Nossa Senhora do Ó deriva de ser a letra “O” símbolo de imortalidade e, portanto de Deus, de quem Maria é mãe.
A festa da Expectação do parto da Ssma. Virgem foi instituída por Santo Ildefonso, Bispo de Toledo, e tinha como objetivo lembrar as alegrias de Maria, em sua doce espera.
“As antífonas do Ó”

Desde o dia 17 de dezembro até o dia 23 do mesmo mês, antes e depois da recitação do Magnificat na oração das vésperas, são cantadas sete antífonas, uma por dia.
Todas começam por uma invocação a Jesus, que, no entanto nunca é chamado pelo nome, e todas incluem o apelo Vinde.
Todas estas antífonas são inspiradas pelos textos do Antigo Testamento que anunciam o Messias e tem suas origens por volta do ano 600.
Desde a primeira até a última, Jesus é invocado como sabedoria, Senhor, Raiz, Chave, Estrela, Rei e Emanuel. Ex: 17 de dezembro. Ó sabedoria que procede da boca do altíssimo, vós estendei-vos até os confins da terra e tudo dispondes com a fortaleza e benignidade.
-Vinde ensinar-nos o caminho da sabedoria.
O culto e a devoção a Nossa Senhora da Expectação ou do Ó, veio para o Brasil com os portugueses e aqui a devoção popularizou-se com a freguesia de Nossa Senhora Do Ó em São Paulo.
Geralmente a imagem de Nossa Senhora da Expectação ou do Ó, representa a Virgem Maria com seu ventre sagrado desenvolvido, tendo as mãos sobre o peito, e no ventre encontramos as inscrições J.H.S.
O mais importante, para nós, é lembrar que os Ós de Maria estavam carregados da certeza de estar trazendo em seu ventre, a esperança de um povo.
Ó! Doce certeza, em um mundo de tantas incertezas.
Ó! Feliz, sempre Virgem Maria.