quarta-feira, 24 de junho de 2009

A Caridade e a Igreja


A Caridade e a Igreja

“Por ora subsistem A FÉ, A ESPERANÇA E A CARIDADE - As tres, Porem a maior delas é a Caridade”(1Cor 13,13)

A caridade é o nome Cristão do amor e que tem uma dimensão transcendente. Santo Agostinho foi muito além em sua definição dizendo; “Se vês caridade, vês a trindade”. Isso nos leva a entender que depois da efusão do Espirito Santo, a força que leva o Cristão a amar não é apenas, a capacidade de sua natureza, mas o próprio amor trinitário infundido pela graça do batismo.
Sabemos que pela graça do batismo fomos enxertados no corpo místico de Cristo, a Igreja. O batismo sela o Cristão com um sinal espiritual e indelével de sua pertença a Cristo. É também pela graça do batismo que as virtudes da fé, da esperança e da caridade, são infundidas, por Deus, na alma dos fiéis para torna-los capazes de agir como seus filhos.
Podemos dizer que a fe é a virtude que nos dá o conhecimento certo de Deus, assim tambem a Caridade é o verdadeiro amor de Deus.
A Caridade é o “Vinculo da Perfeiçao”(Cl.3,14), ela é benevolencia para com todos , indulgencia para as imperfeiçoes dos outros e perdão das ofensas; ela é manifestada e provada não somente com palavras mas tambem com açoes concretas. Santo Antonio de Padua assim definiu a virtude da caridade: “O ouro é puro e brilhante. A Caridade deve ser pura para Deus e brilhante para o proximo.”
Podemos dizer que a verdedeira caridade é silenciosa, não faz alarde e nem propaganda de seus feitos, oculta-se na sombra daquele que é a origem de todo bem! São Paulo nos diz que a caridade é o fundamento das outras virtudes, e que ela anima, inspira e ordena: sem ela “Nada Sou” e “Nada me aproveita”.
Cristo nos apresenta o perfeito modelo de caridade na parábola do bom samaritano e seguindo seu exemplo, devemos ir ao encontro daqueles que perderam a esperança e ficaram esquecidos a beira do caminho, a margem de tudo e de todos.
Devemos fixar, a cada dia, nosso olhar no crucificado e nele contemplar seus membros feridos e dilacerados, ouvir os gemidos de tantos irmãos sem voz e sem vez, que gritam a fome, o cárcere o leito da dor e da injustiça.
É na Cruz do Senhor que encontramos a manifestação maior da caridade, e nela poderiamos colocar as palavras de São Paulo “tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (1 Cor 13,12)
A caridade cristã nasce do coração transpassado de Jesus que é todo amor, ela é a essência da própria Igreja.
Nosso Papa Bento XVI assim descreve um aspecto da caridade em sua encíclica “Caritas Est” (Deus é amor): “Para a Igreja, a caridade não é um especie de atividade de assistência social que poderia mesmo deixar a outros, mas pertence a sua natureza, é expressão irrenunciavel da sua própria essência”.
Certo dia, Dom Helder Câmara caminhando pelas ruas do Recife, passou por um cego que pedia esmolas. Sem dizer nada colocou uma cédula na bandeja... o cego gritou –
“ Dom Helder, venha cá!”.(Pelo tato, havia descoberto o valor da cédula...) e disse: “complete a caridade: me dê um abraço!”
“... Se não tiver caridade de nada me aproveita” (São Paulo)

Amém
Paz e bem

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Santo Antônio de Pádua


Nosso Querido e Amado
“Santo Antônio de Pádua”

13 de Junho

“Dois foram os caminhos de Jesus Cristo, o primeiro desde o pai até Maria. Este caminho se chama caridade. O segundo, desde a Mãe até o mundo. Este caminho se chama humildade.” (Sto. Antonio de Pádua)

“Se Milagres desejais, recorrei a Santo Antonio...”
Ouve-se esta prece, da boca e do coração, de seus fiéis devotos que nunca se cansam de a ele recorrer; Ele! O nosso Santo Antonio de Pádua, querido e amado!
Poderiamos dizer que o Brasil, por ter sido colônia portuguesa, desde os seus primórdios aprendeu a amar e render culto ao Santo português; Antônio de Pádua e de Lisboa. Incontavéis são as paróquias, Igrejas, capelas, asilos, orfanatos, colégios, creches e também cidades que o tem como patrono. Em milhares de Igrejas, no Brasil e no mundo em todas as terças-feiras são celebradas as trezenas de Sto. Antônio com a benção dos pães, um belo gesto de amor e gratidão!
Conforme uma antiga tradição, no dia 15 de agosto de 1195 nascia na majestosa Lisboa, o filho de Martinho de Bulhões e de D. Teresa de Távora.
O pequeno que vinha ao mundo em berço nobre, recebe na pia batismal o nome de Fernando de Bulhões.
Fernando, desde a mais tenra idade, esteve aos cuidados dos clérigos da catedral e aos 7 anos ingressou na escola episcopal da Sé de Lisboa. Aos 15 anos, o jovem Fernando ingressou no Mosteiro de São Vicente de Fora, por sentir-se inclinado a abraçar a vida religiosa, e lá decide-se receber o hábito de Cônego regular da Ordem de Santo de Agostinho.
Nosso Jovem Fernando era dotado de uma inteligência invejável, gostava do recolhimento e da meditação, o que o levou a pedir transferência para o mosteiro de Coimbra.
O Cônego Fernando recebeu no Mosteiro de Coimbra a visita de cinco frades peregrinos, da recém fundada Ordem de Francisco de Assis. Os frades missionarios estavam a caminho do Marrocos para lá anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, nos idos anos de 1219.
Um ano após, ou seja 1220, chega ao Mosteiro de Coimbra apenas os restos mortais dos cinco frades franciscanos que foram martirizados no Marrocos, fato este que fez o jovem Fernando decidir-se por abraçar a Ordem Franciscana.
Pediu licença aos superiores e ingressou na nova Ordem, tomando o nome de Frei Antônio.
Frei Antônio manifestou seu desejo de ir também para as missões no Marrocos e assim com mais um frade, partiram para a evangelização dos maometanos.
Tão logo chegaram ao Marrocos, Frei Antônio adoeceu de tal forma, que dia-a-dia era consumido de suas forças e assim aconselhado pelos cristãos do Marrocos, decide volta para Portugal. As grandes tempestades marítimas levaram a embarcação dos frades para ás Costas da Sicília, e lá, logo recuperou-se de sua saúde.
Na Sicília ninguém conhecia Frei Antônio, seus estudos elevados, sua inteligência invejável. Frei Antônio em tudo se mostrava humilde, simples, obediente e modesto.
No ano de 1221 houve em Assis o famoso Capítulo das Esteiras. Todos os frades, aproximadamente uns 3.000 (Três Mil) reuniram-se para ouvir o fundador Francisco de Assis, o pobrezinho de Assis exortava e aconselhava seus filhos com ternura e amor, Frei Antônio estava lá com os demais frades. Dali partiu para a Romanha com Frei Graciano, para um eremitério, onde no silêncio imitava, o Mestre Jesus, oculto do mundo sendo preparado por Deus.
Frei Antônio passou um ano naquele retiro onde trabalhava com alegria; os trabalhos doméstivos, o cuidado com os irmãos doentes, as meditações eram o seu mundo. Porém, Frei Antônio foi convidado a fazer um sermão, e por obediência aceitou.
Os confrades ficaram vivamente impressionados com a eloquência e a oratória daquele que imaginavam ser pouco inteligente, pois em momento algum Antônio revelou a seus nobres e graduados estudos eclesiasticos com os Agostinianos. Frei Antônio começou a grande missão a que fora chamado pelo Altíssimo: a de pregador e sua fama espalhou-se pela Itália. Sua pregação aliava a simplicidade de Francisco, à erudição das sagradas escrituras. Quando subia ao púlpito para pregar, transformava-se, chegou a pregar para uma platéia de 30000(trinta mil) pessoas e todas em profundo silêncio e atenção.
Falava na linguagem que o povo entendia, seu poder de convicção era infalivel. Muitos milagres acontenciam durante as pregações desmascarava heresias, denunciava erros e injustiças.
Em 1225 viajou para a França, para combater os hereges e foi extraordinaria a sua atuação. Frei Antônio, a pedido de Francisco de Assis, tornou-se o primeiro professor de Teologia da Ordem Franciscana, assim Frei Antônio ensinava a sagrada teologia dentro dos príncipios da pobreza e simplicidade de Francisco.
Profundo conhecedor das escrituras, Antônio, segundo relatos, citava textos inteiros da Bíblia e os explicava com toda a sabedoria divina. Sua memória era prodigiosa, chegou a ser chamado pelo Santo Padre “Arca do Testamento”.
Em Pádua, Frei Antônio denunciava a exploração dos juros altos que levavam tantas pessoas e casas de comércio a falência. Consta que o nosso Santo influiu, pessoalmente em uma lei de 15 de março de 1231 que dizia: “que ninguém seja detido no cárcere por dívidas presentes, passadas e futuras, desde que renuncie a seus bens.”
Sempre preocupado em promover não somente a elevação do homem a Deus, Frei Antônio se dedicava as obras assistenciais sentia necessidade de prover as carências humanas e o auxílio necessário aos menos favorecidos da sociedade.
O Pão-de-Santo-Antônio é ainda hoje um símbolo de sua luta. A Pia União de Santo Antônio é também o resultado de suas aspirações.Antônio possuia o dom da bilocação, milagres incontáveis aconteciam por sua intercessão, restituidor dos objetos perdidos, etc...
Nosso Santo interferiu numa lei injusta que proibia o casamento entre pobres e ricos pois o amor deveria unir os jovens pelo sacramento do matrimônio.
Frei Antônio pregava exaustivamente, seus jejuns e penitencias eram austeros e diarios pois para ele o evangelho e a conversão dos pecadores estava acima de todas comodidades.
Na Quaresma de 1231, Frei Antônio atendeu milhares de confissões, pregou sem trégua a palavra de Deus. As conversões eram em massa, seus esforços contiuos esgotaram sua frágil saúde.
No dia 13 de junho de 1231, Frei Antônio que estava em Campo San Piero, ao descer para o almoço, sentiu-se mal. Em seguida pediu para ir para Pádua; no caminho sua sáude piorou e pararam em Arcela.
Suas forças se esgotaram, recorreu a Virgem Maria, recebeu a unção dos enfermos, acompanhou os frades no canto dos Salmos Penitênciais e com os olhos fixos no alto exclamou:”Vejo o Senhor!”, e ali adormeceu Nosso Santo, extasiado da graça do Senhor.
Frei Antônio tinha 44 anos e morreu de hidropsia (Barriga da Água).
Seu sepultamento foi uma apoteose e o seu processo de canonização o mais rápido da história da Igreja. No dia 30 de maio de 1232 menos de 1(um) ano de falecimento, Frei Antônio era elevado á honra dos altares denominando-se assim: “Santo Antônio de Pádua e Lisboa”.

Como ele era?

Dizem os historiadores que tinha aproxidamente 1,70 de altura. Possuia Crânio oval, rosto longo estreito, olhos encavados, mãos longas e dedos finos.
No ano de 1987, quando foram examinados seus restos mortais varias conclusões chegaram os médicos e cientistas, exemplo: A estatura óssea de Santo Antônio apresenta três pequenas anomalias; o calcanhar tem deformações ósseas típicas dos grandes caminheiros; os joelhos possuem o “calo de camelo”; isto é, uma deformação óssea comum a quem fica muito tempo ajoelhado. Por fim a Órbita ocular é esponjosa, sinal de subnutrição de adulto, fruto de muitos jejuns.
Que Nosso Santo nos inspire sempre um porfundo amor a Crisro e ao anúncio do evangelho.

Antônio dos Milagres,
Do pão-aos pobres, rogai,
Pros bem-casados, olhai,
Os objetos perdidos, encontrai,
Pelos desempregados, clamai,
Os pobres e famintos, alimentai,
Os noivos e namorados, abrençoai,
Pelos endividados, orai,
O Santo Evangelho, ensinai,
E para Jesus, nos levai!
Amém,
Paz e Bem!

Imaculado Coração de Maria




“Imaculado Coração de Maria”
20 de Junho


“O Meu coração exulta no senhor, meu Salvador”.

Quando celebramos a festa do Imaculado Coração de Maria; saboreamos a insondável bondade de Deus que desejou amar com um coração humano, um coração da Virgem de Nazaré.
Foi no coração Imaculado de Maria, que o Senhor encontrou um espaço transbordante de santidade, beleza e doação total.
O Coração de Maria é fonte de graças e virtudes, devemos contempla-lo e imita-lo na entrega total aos designos de Deus! Faça-se!
É verdade que de uma forma ou de outra aprendemos a amar, e é sobretudo com os pais e na familia, que aprendemos os mais diversos sinais de amor.
Quantas vezes Jesus recostado no colo de sua mãe, adormece com pulsar do coração Imaculado e amoroso de sua mãe.
Maria ao mostrar-nos o seu coração é sobretudo a vida que ela mostra. Ela quer ensinar-nos que o amor repara os pecados, reanima a esperança, leva á vida, une, constrói, perdoa, santifica, defende os pequeninos e liberta os humilhados.
São Lucas nos lembra que era no Coração de Maria que todas as coisas estavam conservadas, ou seja guardadas! As lembranças do Sim, do nascimento, da infância, da juventude e da missâo do filho de Deus, que era seu menino!

A Celebração

Liturgicamente a festa do Imaculado Coração de Maria deve ser celebrada no sábado seguinte ao segundo domingo de Pentecostes.
Os Santos Padres, mistícos da idade média, os teólogos e os ascetas dos séculos seguintes foram todos grandes devotos do Coração de Maria assim como do Coração de Jesus.
Porém foi São João Eudes(1601-1680) o grande promotor do culto litúrigco que se devia tornar em devoção e patrimônio dos fiéis.
Esta festa tornou-se pública de 1648 entrando assim na liturgia comun, e a partir daí, muitos bispos autorizaram nas próprias dioceses o culto ao coração de Maria.
Porém devemos entender que foi sobretudo a partir das aparições da Virgem Maria em Fátima, que a devoção tomou grande impulso, conforme escreveu o Cardeal Cerejeira: “A Missão especial de Fátima é a divulgação no mundo do culto ao Imaculado Coração de Maria.”
No dia 13 de junho, em Fátima, a Senhora apresenta o Coração circundad de espinhos pedindo a reparação e pronunciando estas palavras “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração.”
...Vistes o inferno, para onde vãos as pobres almas dos pecadores...
-Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração.

No dia 4 de Maio de 1944, o Papa Pio XII ordenou que esta festa fosse observada em toda Igreja para obter a intercessão de Maria para: A paz entre as nações, a liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores e o amor pela pureza e pelas virtudes.
Dois anos mais tarde o mesmo Papa Pio XII consagra o genero humano ao Imaculado Coração de Maria .
No dia 25 de março de 1984, portanto há 25 anos atrás, o então Papa João Paulo II realizou na Basílica de São Pedro, acompanhado por uma multidão de mais de 150 mil peregrinos e diante da imagem da Virgem peregrina de Fátima, vinda de Portugal, proferiu a solene consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria em união espiritual com os bispos do mundo inteiro.
João Paulo II na ocasião, pediu a Nossa Senhora que livrasse a humanidade da fome, das guerras, e de todos males.
Nas aparições da Virgem Maria á Irmã Lucia, na Espanha ela pede reparação pelas ofensas, rezar pela conversão dos pecadores, confessando, comungando, e recitando o Santo Terço ao longo de cinco meses seguidos e sempre no primeiro sábado do mês.
Nosso Papa Bento XVI, assim nos exorta sobre a devoção: “Vemos que o coração de Maria é visitado pela graça do Pai, é penetrado pela força do Espírito e impulsionado interiormente pelo filho; isto é vemos um coração humano perfeitamente introduzido no dinamismo da Santissima Trindade.”
Que os Corações unidos de Jesus e Maria sejam nossa salvação.

Paz e Bem!