domingo, 19 de outubro de 2008

Beato Bártolo Maria Longo


Beato Bártolo Maria Longo

26 de outubro

O homem da Madona e apóstolo do rosário

O bem aventurado Bártolo Maria Longo teve um carisma especial pelo verdadeiro apóstolo do rosário. O seu caminho de santidade assenta numa inspiração ouvida no fundo do coração.
Quem difunde o rosário, salva-se!” (João Paulo II).
Ó promessa tão cheia de consolo, ó ternura de amor de mãe! Somente nossa mãe santíssima para nos garantir tão grande privilégio junto do coração de seu filho Jesus.
Devemos confiar sem duvidar, pois tão promessa nos foi confirmada na carta apostólica para o ano do rosário, por João Paulo II – 2002 e 2003.

Quem foi Bártolo Longo

Bártolo Longo nasceu em 10 de fevereiro de 1841, em Latiano (Itália), e foi batizado três dias depois. Sua infância decorreu piedosa e feliz. Desde a tenra idade, manifestou-se muito inteligente, de caráter ardente e decidido. Ele mesmo se definiu como “um menino vivaz, impertinente, e quase travesso”.
O pequeno Bártolo sempre demonstrava ser piedoso e o era. Ao ouvir o sino que anunciava a hora de ângelus, interrompia imediatamente qualquer brincadeira,e corria para rezar em companhia de sua mãe. Quando uma hora e meia, agradecido por tão extraordinário encontro de amor.
Ao atingir a idade de 18 anos, decidiu estudar direito em Nápoles. Já naquela época, o ambiente acadêmico era totalmente contrário a qualquer manifestação de fé, e, principalmente percebia-se uma luta aberta contra a Igreja Católica, o que ainda hoje acontece.
O racionalismo e anticlericalismo faziam devastações no meio da juventude. Professores usavam as catedrais universitárias para difundir filosofias atéias.
Foi nessa conjuntura, que Bártolo passou a se dedicar com ardor aos estudos e a musica, em especial o piano. Elegante por natureza, inteligente e de boas maneiras, vivia cercado de muitos amigos.
Não lhe sobrava para a oração... Deus, a Virgem Maria, foram se apagando até desaparecer de sua memória. Quando terminou seu curso de direito, em 1864, estava inteiramente desorientado pelas teorias filosóficas do materialismo e do racionalismo.
A perda da fé na divindade de Jesus criou em sua alma um vazio que ele procurou preencher recorrendo ao espiritismo. Extremista por natureza, tornou-se inimigo acirrado da Santa Igreja. Chegou a ponto de proferir palestras contra a Igreja, e, em determinado momento de sua vida chegou a fazer sua consagração ao demônio numa determinada seita satânica.
Porém, um fato que parece estranho é que durante este período, Bártolo Longo continuou a rezar o rosário e conservou a virtude da castidade.
É bem verdade que se falsos amigos o arrastaram a perda da fé, amigos autênticos foram instrumentos da providência para reconduzi-lo à casa paterna.
“O amigo de minha alma, que o Senhor pôs a meu lado em todos os momentos críticos e decisivos de minha vida”, como Bártolo Longo se referia ao falar do prof. Vicenzo Pepe que não hesitou em, numa hora oportuna, admoestar severamente o jovem advogado por sua péssima vida.
Tocado pela graça, que já o preparava para uma grande missão, Bártolo Longo, no dia da festa do Sagrado Coração de Jesus do ano de 1865, estando com 24 anos, dirigi-se a igreja do Rosário, em Nápoles, e lá, é atendido pelo Pe. Alberto Radante, um santo religioso dominicano, que o ouve em confissão.
Profundamente arrependido e banhado em lágrimas pelo remorso, nosso jovem advogado se deixa transformar pela graça, porém seu confessor, apenas convencido do sincero arrependimento, o acompanha durante um mês, com encontros, orações e uma firme direção espiritual. Somente depois recebe a absolvição, e pôde então receber a sagrada eucaristia. Em seus escritos, relata: “Foi como fazer de novo a primeira comunhão, foi como se eu tivesse recebido um segundo batismo”.

A Grande Missão

Bártolo Longo – homem de decisões radicais – recusou vantajosas propostas de casamento, abandonou a carreira advocatícia e se dedicou às obras de caridade e ao estudo da religião; com isso tornou-se alvo das chacotas e deboches de seus “antigos amigos”.
Conheceu a condessa Mariana de Fusco, viúva do Conde de Fusco e proprietária de terras no Vale de Pompéia; e foi por esse meio que a Santíssima Virgem o foi conduzindo para a grande missão.
No ano de 1872, tornou-se o administrador das propriedades da condessa da Pompéia, ficou profundamente chocado ante a miséria humana religiosa dos pobres camponeses da região.
Sem demora dedicou-se à tarefa de catequizar crianças, adolescentes e jovens, inclusive com a divulgação do santo rosário. Era a reconquista espiritual do Vale de Pompéia que se iniciava.
Certo dia no ano de 1872, caminhando sobra às ruínas da antiga Pompéia, teve uma profunda experiência mística: “enquanto refletia em minha condição, experimentei o profundo sentimento de desespero e quase cometi suicídio. Então ouvi um eco em meu ouvido e a voz de Frei Alberto repetindo as palavras da Santíssima Virgem Maria: ‘Se você procura a salvação, difunda o rosário. Essa é a promessa de Maria’. Essas palavras iluminaram a minha alma, caí de joelhos: se isso é verdade... não deixarei este vale até ter propagado Vosso Rosário”.
No ano de 1876 foi colocada a pedra fundamental no novo santuário, por sugestão do bispo de Nola. Uma grande campanha de doações teve inicio e de toda a Itália, e de diversas partes do mundo vinham doações para o santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia.
Bártolo Longo, que após a conversão adotou o nome Maria, passando a se chamar Bártolo Maria Longo, casou-se com a condessa de Fusco.
Além do santuário em construção, Bártolo e sua esposa fundaram orfanatos para meninas, albergues para rapazes, um instituto das filhas do Sagrado Rosário de Pompéia e a ordem terceira do Rosário.
No ano de 1894, o templo foi consagrado, e cada vez aumentava mais o número de fiéis que acorriam ao santuário.
Bártolo Longo faleceu em 5 de outubro de 1926, aos 85 anos de idade, e sua obra já tinha atingido proporções grandiosas. O santíssimo tornara-se um centro internacional de propagação do rosário e fora elevado a categoria da Basílica Pontifica.
No ano de 2002, ano do rosário, o Papa João Paulo II fez referência ao beato Bártolo Maria Longo como o “Apóstolo do Rosário”, beatificando-o no dia 21 de outubro de 1979.
Louvemos ao Senhor pelas maravilhas operadas na alma de nosso beato Bártolo Longo “o homem da Madona” e “apóstolo do rosário”.

2 comentários:

LUZ DE MARIA PARA AS NAÇÕES disse...

parabéns pelo blog. Muito edificante. abraços!
Paulo-RJ
www.virgemdeguadalupe.blogspot.com

paduaprs disse...

Parabéns pelas informações sobre Bartolo Longo, beato. Me inspiro nele para minhas dicas diárias sobre o Rosário. Eu o conheci através de João Paulo II. facebook.com/DicasDoRosario