domingo, 26 de outubro de 2008

A Apresentação da Virgem Maria no Templo



A Apresentação da Virgem Maria no Templo

21 de novembro

“O puríssimo Templo do Salvador, a Virgem, o preciosíssimo Tálamo, o Sagrado Tesouro da Glória de Deus, é apresentada hoje a Casa do Senhor”.

A tradição


Embora a Sagrada Escritura silencie sobre o nascimento de Nossa Senhora, a tradição nos diz que seus pais eram Joaquim e Ana, cujos nomes significam respectivamente “preparação do Senhor e Graça.”
Poderíamos dizer que o nascimento da Santíssima Virgem Maria foi um dos acontecimentos mais belos da história.
Ana e Joaquim não tinham filhos e isso era motivo de desgosto para um casal tão religioso e tão cumpridor dos preceitos e das leis.
Oraram com tanta convicção e fé, que o Senhor os ouviu e os abençoou grandemente: Ana estava grávida e, para manifestar gratidão e reconhecimento, ofereceram o fruto de suas entranhas como consagrado a Deus.
Quando a menina nasceu, deram-lhe o nome de Maria=Soberana, seus pais acalentavam o sono da pequena-princesa, tão esperada e tão prometida: diz-se que os anjos de Deus montavam guarda junto ao seu berço.
Com o nascimento de Maria cumpria-se a profecia de Isaias que diz: “Da cepa dez vezes secular de Jessé, da raiz de Davi, brotará um novo ramo!...” e desse ramo, mais tarde, brotará o verbo encarnado, o Filho de Deus.
Quando a Virgem Maria atingiu a idade de três anos, seus pais decidiram levá-la a Jerusalém para cumprimento da promessa. Joaquim e Ana, com os corações apertados carregavam nos braços o tabernáculo do altíssimo.
A razão de suas alegrias seria consagrada ao dispensador das mesmas: Maria era a toda de Deus!
Ana, plenamente convicta de sua decisão, disse ao sacerdote Zacarias, no templo: “Recebei-a e conduz nos sacrais do Templo do Senhor, e guardai-a. Ela me foi dada em fruto e prometida conduzi-la com alegria, a Ele, com fé!”.
A pequena Maria beija com afeição e carinho as mãos de seus pais, implorando suas bênçãos, e, com um último aceno, sobe decidida, pelas mãos de Zacarias, os 15 degraus do templo. Zacarias sente em seu coração um transbordar de alegria e um pulsar de esperança.
No templo, Maria seria educada na fé e nos princípios e com as outras meninas zelariam pela Glória de Deus.
O próprio Deus celebrou aquele dia memorável em que a viu entrar no templo, pois nunca se havia apresentado uma criatura Imaculada.
A festa da apresentação da Virgem Maria é uma das festas litúrgicas bizantinas que coincide com o calendário Romano.
O oriente foi o primeiro a celebrar tal festa em 1143 no tempo do Imperador Manuel Commeno. No Ocidente, a comemoração foi oficializada no calendário litúrgico pelo Papa Gregório XI em 1373.
“Tu és o oráculo dos profetas, a glória dos apóstolos, o orgulho dos mártires e a renovação de todos os mortais, ó Virgem Mãe de Deus. Por isso honramos a tua entrada no templo do Senhor...”.

Amém!

domingo, 19 de outubro de 2008

São Nicolau de Bari


São Nicolau de Bari

“O Papai Noel Cristão”


06 de dezembro

“Feliz quem se lembra do necessitado e do pobre, porque no dia da desgraça o Senhor o salvará” Salmo 40, 2.


Quem foi São Nicolau?


Nasceu na Lícia, hoje Turquia, no ano de 275; filho de pais afortunados e cristãos praticantes, Nicolau cresceu num lar harmonioso e generoso, pois seus pais sempre souberam socorrer os necessitados, os peregrinos e os marginalizados da Sociedade do seu tempo.
Como se conhece a árvore pelo fruto que dela cai, com Nicolau não seria diferente, e ainda muito jovem decidiu dedicar-se ao Reino de Deus, tornando-se sacerdote.
Padre Nicolau trabalhou na Diocese e Mira, onde exerceu seu ministério com amor e dedicação pela causa da evangelização e conversão dos pagãos, num clima de perseguição religiosa.
Nicolau se preocupava com as causas sociais de seu tempo, e, como zeloso sacerdote, não hesitou em distribuir sua herança em favor dos menos favorecidos de sua Diocese.
A tradição relata o fato, bastante conhecido, das três jovens cujo pai era muito pobre, não podendo fornecer dotes para o casamento, aconselhara as filhas a se entregarem à prostituição. Padre Nicolau ao saber disso, jogou pela janela da casa das jovens três bolsas cheias com dinheiro suficiente para os dotes.
Nicolau foi sagrado Bispo de sua cidade depois de uma viagem a Terra Santa, no ano de 325 em Nicéia, subscreveu a fá na Divindade de Cristo consubstancial ao Pai (Homoousios).
Ainda segundo a tradição, muitos milagres são atribuídos ao Bispo Nicolau. Eis alguns: libertou três oficiais presos injustamente por Constantino, graças aos seus rogos e seus apelos convincentes; ressuscitou três meninos que tinham sido cozinhadas em salmoura, por um hospedeiro cruel; salvou um menino morto em chamas; libertou três marinheiros de um naufrágio.
Incontáveis seriam os milagres atribuídos ao Santo, porém, no século XII apareceu o costume de representar São Nicolau dando doces às crianças, na vigília de sua festa. Numa lembrança do milagre dos três meninos assassinados.
Mais tarde, esse costume se desenvolveu por influência dos mitos germânicos da natureza. E no século IX, no norte da Alemanha, o folclore pagão substituiu São Nicolau pelo “Homem do Natal”, mudando seu nome para “Santa Claus” ou para o velho “Papai Noel”.
Durante a perseguição de Diocleciano, Nicolau foi preso e suportou corajosamente às torturas; quando já estava para ser processado e condenado à morte, foi publicado o Edito de Milão, em 313, concedendo-lhe a liberdade religiosa.
Ainda sobre o Concílio de Nicéia, em 325, no início do Concílio, Nicolau presenciou uma cena de indescritível emoção. Constantino Magno, Imperador de Roma, que por muitos anos tinha perseguido os cristãos, ajoelhou-se para beijas as cicatrizes de Nicolau e de outros bispos torturados na última perseguição.
Ao que parece, Nicolau faleceu em Mira, no ano de 342, com grande fama de Santidade e de Poder Taumatúrgico.
Por volta de 847, foi organizada uma expedição, por iniciativa da cidade de Bari, na Itália, a fim de transportar as Sagradas Relíquias para um lugar mais seguro, pois a Turquia estava sendo invadida pelos mulçumanos. A expedição realizou-se com êxito, e o corpo de São Nicolau foi, de fato, depositado na Catedral de Bari, que o tem com Padroeiro.
São Nicolau tornou-se popular também na Rússia, onde foi declarado Padroeiro principal, motivo pelo qual muitos Czares adotaram este nome.
São Nicolau é invocado contra os perigos de incêndio e também é Padroeiro dos Marinheiros. Porém, de tudo que faz, e dos prodígios que realizou, devemos nos concentrar em suas virtudes e em sua bondade. Destacamos a caridade extremada, o zelo pelo anúncio do Evangelho, a defesa da Doutrina da Igreja, a coragem e a determinação em não ceder às ameaças dos poderosos e o olhar atento no exemplo de Jesus Cristo.
Que São Nicolau nos ensine a transformar o Natal Pagão de Papai Noel em Natal Cristão do aniversariante Jesus Cristo, Salvador dos homens. Amém.

Todos Os Santos


Todos os Santos

1º de novembro

“Alegrai-vos e exultai, porque grande será a vossa recompensa nos céus”

(Mt. 5, 12).

Com grande júbilo, a Igreja engloba, numa só festividade, todos os santos e nos faz meditar sobre a busca incessante de nossa santidade.
A Festa de Todos os Santos faz menção aos santos já venerados durante o ano litúrgico, incluindo também uma multidão de almas que já nos precederam na Casa do Pai.
O Apocalipse de São João nos apresenta a visão daqueles que estavam vestidos com roupas brancas, que vieram da grande tribulação e lavaram e alvejaram as suas roupas no Sangue do Cordeiro, e com palmas nas mãos clamavam: “Louvor, Glória, Sabedoria, Ação de Graças, Honra, Poder e Força pertencem ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém.”
O Céu deve ser sempre a nossa meta, ansiar, desejar e sonhar em contemplar a Glória de Deus. Nosso Pai do Céu nos preparou muitas moradas, belas moradas, e como desgostar o nosso Deus menosprezando tamanho gesto de amor?
Todos aqueles que nos precederam nesta vida com certeza tiveram derrotas e vitórias, sonhos e decepções, medos e frustrações, angustias e júbilo; porém só alcançaram a bem-aventurança, aqueles que em tudo colocaram o amor e por amor tudo suportaram até o último suspiro.
A pátria orgulha-se de seus heróis, dos grandes políticos, dos imortais, cientistas, poetas, artistas, etc.; com justo orgulho ergue-lhes monumentos, dedica-lhes praças, ruas, guarda-lhes ciosamente os nomes nos anais da história.
Com muito mais razão, a Igreja se alegra com seus filhos que, passando por este mundo conservaram a integridade da fé, labutaram varonilmente pela implantação do Reino de Deus entre os homens, dominaram as paixões, preservando-se puros da corrupção deste mundo, cultivaram com afinco as virtudes cristãs e gozam atualmente o prêmio da vida eterna.
A riqueza dos heróis da fé é tão extensa que abrange homens, mulheres, crianças, adolescentes, jovens de todas as épocas e nações; de todas as categorias de classes sociais, dos mais humildes até as classes mais elevadas, de todas as profissões, raças, Santos que vão desde Abraão, nosso pai da fé, até os nossas dias.
O grande Santo Agostinho, depois de muito buscar o sentido da vida, em sua crise de conversão, ao ler a vida dos Santos, comentava: “Se estes e estas venceram o mal, viveram santamente, por que não o posso também eu?”. Todos nós devemos através da Graça Divina, buscara o fortalecimento para alcançar a santidade, pois ela é para todos, sem exceção. Pelo Batismo, todos fomos marcados com vocação à santidade.
São Paulo disse: “Esta é a vontade do Pai: a vossa santificação.” Deus nos quer Santos, os Santos devem servir de inspiração, eles são com setas que nos mostram o Caminho, a Verdade e a Vida que é Jesus.
Jesus falou: “Sede perfeitos como vosso Pai do Céu é Perfeito!” Quando Deus criou o homem Ele disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. Naquele momento, Nosso Pai desejou imensamente a nossa perfeição, a nossa santificação. Porém, o homem pela primeira vez, rejeitou o amor com a desobediência.
Deus nunca desistiu! E para nos dar o Céu, permitiu que seu Filho Jesus viesse à terra para nos mostrar o caminho de volta e para Ele mesmo ser o Caminho.
A santidade está ao alcance de todos, nunca devemos desanimar, pois o desânimo é a arma que o Demônio usa para nos derrotar e desistir de lutar.
No caminho diário devemos carregar nossa cruz e, se ela nos parecer pesada demais, peçamos ao Senhor que nos ajude a carregá-la, pois Ele mesmo disse: “Quem quiser me seguir, tome a sua cruz e me siga”.
Não importa as quedas, o que importa é chegar. Levar a cruz com amor e não com rancor, eis o segredo da santidade.
Ao caminhar encontramos pedras. Pedras grandes e pequenas, ásperas e preciosas, algumas machucam, outras encantam, outras ainda nos fazem tropeçar, cair e machucar.
Não importa se chutarmos as pedras do caminho, com certeza ficaremos mais feridos, porém se recolhermos nossas pedras com resignação e boa vontade, com elas construiremos os degraus da escada que nos levará ao Céu, nossa pátria definitiva.
Devemos lembrar que todos os Santos, como diz o Apocalipse, passaram pela tribulação, ninguém nasceu Santo, todos conquistaram a duras penas, a coroa da vitória, a bem-aventurança.
Todos tiveram que dominar a natureza, os instintos, a personalidade, o humor, as fraquezas, as tentações, os vícios, as humilhações, os medos, os traumas, as paixões, a falta de fé, etc. Porém, nenhum deles alcançou a Santidade sem o Esforço Pessoal, a Graça Divina, a Oração, a Penitência, a Reconciliação e principalmente, sem a Eucaristia.
Com certeza, o exemplo das virtudes dos nossos cidadãos do céu nos servirão, para um dia, com eles podermos eternamente cantar: “Louvor, Glória, Sabedoria, Ação de Graças, Honra, Poder e Força pertencem ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém”.
Recorrer aos Santos nos dá a certeza de que as nossas preces e súplicas chegarão a Deus, pois eles não cessam de interceder por nós junto ao único mediador, Jesus Cristo.
Maria e os Santos, nossos advogados no Céu, roguem por nós!

Amém!

Beato Bártolo Maria Longo


Beato Bártolo Maria Longo

26 de outubro

O homem da Madona e apóstolo do rosário

O bem aventurado Bártolo Maria Longo teve um carisma especial pelo verdadeiro apóstolo do rosário. O seu caminho de santidade assenta numa inspiração ouvida no fundo do coração.
Quem difunde o rosário, salva-se!” (João Paulo II).
Ó promessa tão cheia de consolo, ó ternura de amor de mãe! Somente nossa mãe santíssima para nos garantir tão grande privilégio junto do coração de seu filho Jesus.
Devemos confiar sem duvidar, pois tão promessa nos foi confirmada na carta apostólica para o ano do rosário, por João Paulo II – 2002 e 2003.

Quem foi Bártolo Longo

Bártolo Longo nasceu em 10 de fevereiro de 1841, em Latiano (Itália), e foi batizado três dias depois. Sua infância decorreu piedosa e feliz. Desde a tenra idade, manifestou-se muito inteligente, de caráter ardente e decidido. Ele mesmo se definiu como “um menino vivaz, impertinente, e quase travesso”.
O pequeno Bártolo sempre demonstrava ser piedoso e o era. Ao ouvir o sino que anunciava a hora de ângelus, interrompia imediatamente qualquer brincadeira,e corria para rezar em companhia de sua mãe. Quando uma hora e meia, agradecido por tão extraordinário encontro de amor.
Ao atingir a idade de 18 anos, decidiu estudar direito em Nápoles. Já naquela época, o ambiente acadêmico era totalmente contrário a qualquer manifestação de fé, e, principalmente percebia-se uma luta aberta contra a Igreja Católica, o que ainda hoje acontece.
O racionalismo e anticlericalismo faziam devastações no meio da juventude. Professores usavam as catedrais universitárias para difundir filosofias atéias.
Foi nessa conjuntura, que Bártolo passou a se dedicar com ardor aos estudos e a musica, em especial o piano. Elegante por natureza, inteligente e de boas maneiras, vivia cercado de muitos amigos.
Não lhe sobrava para a oração... Deus, a Virgem Maria, foram se apagando até desaparecer de sua memória. Quando terminou seu curso de direito, em 1864, estava inteiramente desorientado pelas teorias filosóficas do materialismo e do racionalismo.
A perda da fé na divindade de Jesus criou em sua alma um vazio que ele procurou preencher recorrendo ao espiritismo. Extremista por natureza, tornou-se inimigo acirrado da Santa Igreja. Chegou a ponto de proferir palestras contra a Igreja, e, em determinado momento de sua vida chegou a fazer sua consagração ao demônio numa determinada seita satânica.
Porém, um fato que parece estranho é que durante este período, Bártolo Longo continuou a rezar o rosário e conservou a virtude da castidade.
É bem verdade que se falsos amigos o arrastaram a perda da fé, amigos autênticos foram instrumentos da providência para reconduzi-lo à casa paterna.
“O amigo de minha alma, que o Senhor pôs a meu lado em todos os momentos críticos e decisivos de minha vida”, como Bártolo Longo se referia ao falar do prof. Vicenzo Pepe que não hesitou em, numa hora oportuna, admoestar severamente o jovem advogado por sua péssima vida.
Tocado pela graça, que já o preparava para uma grande missão, Bártolo Longo, no dia da festa do Sagrado Coração de Jesus do ano de 1865, estando com 24 anos, dirigi-se a igreja do Rosário, em Nápoles, e lá, é atendido pelo Pe. Alberto Radante, um santo religioso dominicano, que o ouve em confissão.
Profundamente arrependido e banhado em lágrimas pelo remorso, nosso jovem advogado se deixa transformar pela graça, porém seu confessor, apenas convencido do sincero arrependimento, o acompanha durante um mês, com encontros, orações e uma firme direção espiritual. Somente depois recebe a absolvição, e pôde então receber a sagrada eucaristia. Em seus escritos, relata: “Foi como fazer de novo a primeira comunhão, foi como se eu tivesse recebido um segundo batismo”.

A Grande Missão

Bártolo Longo – homem de decisões radicais – recusou vantajosas propostas de casamento, abandonou a carreira advocatícia e se dedicou às obras de caridade e ao estudo da religião; com isso tornou-se alvo das chacotas e deboches de seus “antigos amigos”.
Conheceu a condessa Mariana de Fusco, viúva do Conde de Fusco e proprietária de terras no Vale de Pompéia; e foi por esse meio que a Santíssima Virgem o foi conduzindo para a grande missão.
No ano de 1872, tornou-se o administrador das propriedades da condessa da Pompéia, ficou profundamente chocado ante a miséria humana religiosa dos pobres camponeses da região.
Sem demora dedicou-se à tarefa de catequizar crianças, adolescentes e jovens, inclusive com a divulgação do santo rosário. Era a reconquista espiritual do Vale de Pompéia que se iniciava.
Certo dia no ano de 1872, caminhando sobra às ruínas da antiga Pompéia, teve uma profunda experiência mística: “enquanto refletia em minha condição, experimentei o profundo sentimento de desespero e quase cometi suicídio. Então ouvi um eco em meu ouvido e a voz de Frei Alberto repetindo as palavras da Santíssima Virgem Maria: ‘Se você procura a salvação, difunda o rosário. Essa é a promessa de Maria’. Essas palavras iluminaram a minha alma, caí de joelhos: se isso é verdade... não deixarei este vale até ter propagado Vosso Rosário”.
No ano de 1876 foi colocada a pedra fundamental no novo santuário, por sugestão do bispo de Nola. Uma grande campanha de doações teve inicio e de toda a Itália, e de diversas partes do mundo vinham doações para o santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia.
Bártolo Longo, que após a conversão adotou o nome Maria, passando a se chamar Bártolo Maria Longo, casou-se com a condessa de Fusco.
Além do santuário em construção, Bártolo e sua esposa fundaram orfanatos para meninas, albergues para rapazes, um instituto das filhas do Sagrado Rosário de Pompéia e a ordem terceira do Rosário.
No ano de 1894, o templo foi consagrado, e cada vez aumentava mais o número de fiéis que acorriam ao santuário.
Bártolo Longo faleceu em 5 de outubro de 1926, aos 85 anos de idade, e sua obra já tinha atingido proporções grandiosas. O santíssimo tornara-se um centro internacional de propagação do rosário e fora elevado a categoria da Basílica Pontifica.
No ano de 2002, ano do rosário, o Papa João Paulo II fez referência ao beato Bártolo Maria Longo como o “Apóstolo do Rosário”, beatificando-o no dia 21 de outubro de 1979.
Louvemos ao Senhor pelas maravilhas operadas na alma de nosso beato Bártolo Longo “o homem da Madona” e “apóstolo do rosário”.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O Santo Rosário

O Santo Rosário

“O Rosário é como uma corrente de ouro, cujos elos nos prendem ao coração de Maria”.

Origem: Rosário quer dizer “Coroa de Rosas”.


No tempo das perseguições romanas, as virgens cristãs, ricamente vestidas e coroadas de rosas, caminhavam felizes sobre as areias do Coliseu ao encontro do Rei dos Reis, por quem morriam martirizadas.
Após o martírio, os seus irmãos na fé recolhiam essas coroas e diante delas oravam, recitando a cada rosa uma prece, sendo que os cristãos primitivos substituíram as rosas pela oração.
Os anacoretas e eremitas contavam também suas orações sob a forma de pequenos grãos reunidos numa coroa.
Na Idade Média, os ascetas recitavam integralmente os 150 Salmos da Bíblia sendo que para os irmãos leigos a recitação era de 150 Pai-Nossos, que logo em seguida foram substituídos pela saudação Angélica, ou seja, 150 Ave-Marias, sendo chamado de Saltério Angélico ou Saltério de Maria.
No ano de 1214, a própria Virgem Maria apareceu a São Domingos de Gusmão e inspirou-o a rezar e a propagar o Saltério Angélico para a conversão dos hereges Albingenses que assolavam o sul da França.
São Domingos, rezando o Saltério, pregava os principais mistérios da nossa salvação, ou seja a anunciação do anjo e nascimento de Jesus; a Paixão, e a morte, a ressurreição, e a Ascensão de Nosso Senhor, etc., compondo assim o Rosário que hoje nós rezamos e meditamos.
A Virgem Maria inúmeras vezes nos tem pedido que rezemos o Santo Rosário, porém os insistentes pedidos da Rainha do Céu não têm sido atendidos.
Em Lourdes, Fátima Medjugorie, Nossa Senhora anuncia perigos eminentes para a humanidade e que somente com a meditação e recitação do Santo Rosário, a paz reinaria absoluta no mundo.

Grandes homens rezavam o terço:

Miguel Ângelo rezava o terço com grande fervor muitas vezes diante de seu quadro “Descida da Cruz”.
Finlay (Carlos Juan) chegando em sua casa altas horas da noite, esgotado, adormeceu; quando se deu conta de que não havia rezado o terço diário, começou então a rezá-lo devotadamente. Um mosquito esvoaçava o tempo todo em volta de sua cabeça, obrigando-o por vezes a desviar-lhe sua atenção. De repente, como que iluminado por Nossa Senhora, Finlay teve a intuição da teoria que haveria de imortalizá-lo: o mosquito era o agente transmissor da febre amarela; terminando assim uma série de pesquisas e trabalhos que pareciam sem fim.
Ozanan, ainda incrédulo, entrou por acaso numa igreja em Paris. Diante de a um altar um ancião rezava o terço. Ozanan aproximou-se e qual não foi o seu espanta quando reconheceu seu professor Ampére (André) – o inventor do telégrafo. O terço de Ampére dizia mais tarde , já convertido fez-me um bem maior do que todos os livros e todos os discursos.
“O Rosário é minha oração predileta, a todos peço que rezem” (João Paulo II).

Os novos Mistérios

De outubro de 2002 a outubro de 2003, o Santo Padre Papa João Paulo II, decretou ano do rosário, e o fez no santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia.
Na mesma ocasião, João Paulo II oferece à Igreja a Carta Apostólica: “Rosarium Virginis Mariae”. A referida carta além de ser um magnífico documento, trouxe uma inserção muito oportuna: “Os Mistérios Luminosos”.
“É nos anos da vida pública que o mistério de Cristo se mostra de forma especial como Mistério da Luz”: “Enquanto estou no mundo, sou a luz”. (Jô 9,5)
Os novos Mistérios acrescentados ao Santo Rosário foram:
1- O Batismo de Jesus
2- A Revelação em Caná da Galiléia
3- O anúncio do Reino de Deus
4- A transfiguração no Monte Tabor
5- A Instituição da Eucaristia


Com o novo acréscimo, o Santo Rosário passa a ter 200 contas divididas
em 4 mistérios:
-Gozozos
-Luminosos
-Dolorosos
-Gloriosos

Em cada mistério contemplamos a mensagem da salvação em Jesus Cristo.
Ao final de sua carta João Paulo II exorta as famílias dizendo: “Famílias Cristãs... retomai confiadamente nas mãos o Santo Rosário; fazendo a sua descoberta à luz da escritura, de harmonia com a liturgia e no contexto da vida quotidiana.”
O Rosário é uma escada que nos leva ao céu! “Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende ao Senhor!” (Beato Bartolo Longo)
“Rezai o Terço todos os dias”. (Nossa Senhora de Fátima)

Paz e Bem!
Amém