terça-feira, 29 de julho de 2008

São Luís Gonzaga


São Luís Gonzaga (1568 – 1591)

21 de junho

Padroeiro da juventude

“...Porém é um só e o mesmo espírito quem faz tudo isso. Ele dá um Dom diferente para cada pessoa, conforme ele quer”. (1 Cor. 12, 11)

A vida de nosso jovem

O dia 09 de março amanhece cheio de expectativa no Castelo de Castiglione, a nobre Laura Gonzaga esta para dar a luz ao primogênito de seus 8 filhos. Os trabalhados de parto estavam difíceis e todos lá temiam pela vida da mãe e da criança. Foi então que, por inspiração divina, Dona Laura fez uma promessa a Nossa Senhora de Loreto, de consagrar-lhe esse primeiro filho e de levá-lo em peregrinação ao seu santuário, tão logo ambos se recuperassem. Imediatamente o menino nasceu, e com grande alegria. Puseram-lhe o nome de Luís, Luís de Gonzaga.
O recém-nascido haveria de ser a maior glória da dinastia dos Gonzaga, uma das mais ilustres de toda a Itália. Seu pai, Fernando Gonzaga, era Marquês de Castiglione e príncipe do Sacro Império.
Desde muito pequeno, Luis gostava de ouvir falar de Deus; da mãe herdara a piedade e as virtudes cristãs e do pai o espírito determinado e corajoso dos militares.
Aos 5 anos, o pequeno nobre, recebe de presente de seu pai, uma pequena armadura, elmo espadinha e um pequeno arcabuz de verdade; assim fardado foi levado para o acampamento e para revista das tropas.
Luís gostava de estar junto das tropas, imitava seus gestos e muitas vezes até os palavrões, sem saber o que significavam. Foi então que seu tutor chamou sua atenção dizendo que aquela não era linguagem de lábios limpos e puros. Luis comoveu-se as lagrimas e por toda a sua vida dizia que aquele episódio marcou a sua conversão, tinha somente 5 anos.
A partir dos 7 anos, despertou de maneira mais intensa o interesse pela vida de oração e pela vida espiritual. Em seu coração nutria um grande amor pela Santíssima Virgem Maria e para ela dispensava longas e carinhosas manifestações de sua devoção.
Apesar dos fortes apelos da sociedade e das outras crianças da época, que sonhavam com as glórias das conquistas militares e das honras da nobreza, o pequeno Luis cada dia crescia nas virtudes cristãs.
Aos 9 anos de idade consagrou sua vida a Virgem Maria, fazendo voto de castidade perpétua, muito embora sem o conhecimento de seus pais.
Quando tinha 10 anos, durante uma das viagens de seus pais, recebeu, no castelo, o então cardeal-arcebispo de Milão, São Carlos Borromeu. Este ficou encantado com a pureza e santidade, tendo declarado: “Que jamais encontrara jovem que, em tal idade, atingisse tão elevada perfeição”. O próprio cardeal administrou-lhe a primeira comunhão, aconselhando-o a pratica da comunhão freqüente e a leitura do catecismo romano.
Luis crescia em idade e sabedoria diante de Deus e dos homens, a meditação continua tornou-se hábito constante a ponto de um de seus criados afirmar: “Todos seus pensamentos estavam fixos em Deus. Fugia dos jogos, dos espetáculos e das festas. Se dizíamos algum palavrão, logo chamava-nos e repreendia-nos com toda caridade”.
Viveu em plena época do renascimento, estudou as línguas clássicas, chegando a escrever latim em sua essência. Foi em latim que fez o discurso de saudação ao monarca espanhol Felipe II quando da sua vitória sobre Portugal.
No ano de 1581, com 13 anos, foi levado pelo pai para a Espanha, onde reinava Felipe II. Ele foi para lá para ser pajem dos infantes daquele país.
Aos 16 anos, sentindo no coração imenso desejo de viver totalmente sua vocação dedicada a Deus e ao próximo, apresenta ao marquês, seu pai, suas intenções, que com grande dificuldade deu o seu sim, pois Luis representava a garantia de sucessão!
No dia 1º de novembro de 1585, aos 17 anos, diante dos pais e parentes mais próximos, Luis renunciou aos direitos de primogênito, aos bens e aos títulos em favor de seu irmão Rodolfo.

A companhia de Jesus (Jesuítas)

O jovem Luís apresentou-se ao superior da companhia de Jesus, em Roma, tendo 18 anos incompletos. Foi aceito como noviço, e como tal, mostrou-se espiritualmente preparado para vida sacerdotal e religiosa.
Para ele era sempre uma alegria poder ajudar na cozinha e na limpeza da casa. Visitava doentes e encarcerados. Não tinha vergonha de percorrer as ruas de Roma para esmolar, com um saco as costas, o que era necessário para a comunidade.
Dedicava-se de corpo e alma à contemplação da vida de Cristo, principalmente a Paixão e Morte de Jesus.
Cultivava grande devoção a Virgem Maria, ao Santíssimo Sacramento e ao seu anjo da guarda, em todas as ocasiões, mantinha uma profunda intimidade com Deus, meditava por horas seguidas, a Paixão de Jesus e para todos dizia: “Aquele que não é homem de oração não chegara jamais a um ato grande de santidade nem jamais triunfará sobre si mesmo...”.

A Morte

Tendo recebido a noticia do falecimento de seu pai, Luis teve que ir a Castiglione para resolver a discórdia surgida entre seu irmão Rodolfo e o tio por causa da herança e de terras. Graças a sua intervenção as duas partes entraram em acordo e fizeram as pazes.
Ao voltar a Roma, no entanto, teve que enfrentar a situação difícil que a população estava vivendo. Era o ano de 1591, e uma terrível epidemia espalhou-se pela cidade vitimando centenas de pessoas. Luís empregava seu tempo para tratar os doentes, visitando-os nas casas e ajudando-os a chegarem aos hospitais.
Seu zelo era incomparável e incansável era em querer salvar a todos, tanto das enfermidades do corpo como da alma. Luis Gonzaga era um exemplo edificante para todos, superiores, colegas, parentes, amigos e principalmente para o povo sofrido e marginalizado da época.
Carregava os doentes nas costas, apesar de seu corpo magro e frágil. Acabou sendo vitimado do contágio da epidemia e ao adoecer teve o carinho e o cuidado dos irmãos Jesuítas, que se revezavam em atendê-lo, pois para todos o jovem Luis era um santo já em vida.
Luis Gonzaga faleceu santamente no dia 21 de junho de 1591, com apenas 23 anos de idade. Seu exemplo e testemunho marcaram gerações de jovens; e no ano de 1926, o Papa Pio XI o proclamou “Celeste Patrono da Juventude”.

Oremos:

São Luis Gonzaga, que vivestes um amor tão intenso a Deus e um amor tão dedicado ao próximo, que não vos importastes de carregar os doentes encontrados pelo caminho, ajudai-nos a viver nossa vocação!
Vossa pureza seja estímulo para que os jovens, mergulhados num mundo de violência e de malícia, possam se manter afastados dos vícios e saibam valorizar a juventude como tempo privilegiado da vida.
Animai-nos sempre com vosso exemplo e com vossa intercessão!

Amém!

Paz e Bem!

10 comentários:

Luis Gonzaga de Paulo disse...

Muito legal, Márcio.

Como meu nome é Luis Gonzaga, achei interessante a história do santo, embora meu nome deva-se a uma homenagem ao Luiz Gonzaga, Rei do Baião.

Porém conservo comigo um quadro de São Luis Gonzaga que ganhei de uma vizinha aos 5 anos de idade, em 1970.

Um abraço,

Luis Gonzaga
Curitiba/PR
luis_gonzagabr@hotmail.com

diamantino disse...

Grande admiracao deste jovem que tao cedo partiu mostarndo o seu grande dom de amor e humildade.

diamantino disse...

Grande admiracao deste jovem que tao cedo partiu mostarndo o seu grande dom de amor e humildade.

axixa morros ma disse...

Luiz Fernandes Rocha, olha sempre fui devoto de São Luiz Gonzaga desde da minha junventude, quando eu estuva na Escola Paroquial, a minha escola fazia sempre uma
homenagem para o grande santo, ´considerado patrono da juventude e bem como dos estudantes. Um abraços
São Paulo 22 de Fevereiro de 2016

carioca disse...

NILZA, SOU DA PAROQUIA SÃO LUIZ GONZAGA - MADUREIRA RJ - SALVE NOSSO PATRONO DA JUVENTUDE - 21 DE JUNHO. SÃO LUIZ GONZAGA PROTEJA A NOSSA JUVENTUDE.
Rio, 18 de junho de 2016.

Celina Queiroz Almeida disse...

Que belo exemplo para a nossa juventude, infelizmente tão afastada das "coisas do alto". Que São Luis Gonzaga interceda por eles e que muitos internautas possam esbarrar aqui com esta e outras belíssimas histórias daqueles que foram considerados Santos pelo seu testemunho de vida cristã! Que Deus abençoe a nossa juventude!!!
(Sete Lagoas, 21/06/16)

Rômulo de Jesus Dieguez de Freitas disse...

Amém, nosso Santo Luiz Gonzaga.

RENAN NOVAES disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
RENAN NOVAES disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
RENAN NOVAES disse...

Há dias ouvi de uma padre na televisão o seguinte relato:
São Luiz Gonzaga teve tanto desejo de receber a Santa Eucaristia e não podia. A hóstia saiu do altar e foi em sua direção. Ele então comungou piedosamente.
Alguém conhece esta passagem?