quinta-feira, 31 de julho de 2008

São José

São José
(O Silencioso e Justo esposo da Virgem Maria)



19 de Março

“José filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria, por tua esposa, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo.”
Mt. 1, 20

Em hebraico, José significa: “Deus cumula de bens”, de fato São José foi agraciado por Deus, de infinitos privilégios e graças incontáveis.
Nas escrituras, pouco se fala do pai adotivo de Jesus. Algumas poucas referencias nos deixam claro que José é o elo de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento, e foi o ultimo dos patriarcas.

Um Pouco de História


O Evangelho Secreto da Virgem Maria nos apresenta algumas características até então desconhecidas e que muito servem para enriquecer sua biografia.
José era da estirpe do grande Rei Davi, assim como Maria, embora sendo apenas o pai adotivo de Jesus, era preciso que se cumprisse a profecia, de que o Messias nasceria da linhagem de Davi.
Maria, desde os três anos de idade, vivia no templo consagrando a sua vida ao Senhor, a assim, desejaria viver para sempre. Consagrar-se à Deus de corpo e alma.
Deus que já havia pensado, ou melhor, desde a criação, do ato de desobediência de Adão e Eva; o Senhor planejou a vinda de seu Filho para remir a humanidade e junto pensou e desejou que seu filho viesse ao mundo no seio de uma família. Ali Ele pensou em Maria e Jose.
Os pais de Maria, Joaquim e Ana, desejavam um casamento feliz para a sua filha, embora ela desejasse permanecer virgem e a serviço do Senhor.
Diz a tradição que em obediência aos pais, Maria aceitou se casar, e meditava em seu coração, as virtudes e qualidades que desejava do futuro esposo. Muitos pretendentes se apresentaram, e então como reconhecer o escolhido? Foi então que Joaquim, seu pai, por Inspiração Divina, chamou os pretendentes e pediu que eles deixassem os cajados diante do altar no templo, que o Senhor daria um sinal do escolhido.
Passados alguns dias, o cajado de um jovem carpinteiro brotou, e assim perceberam a Intervenção Divina na escolha do jovem José.
A jovem Maria tinha apenas 14 ou 15 anos e seu noivo, com certeza era um pouco mais velho, talvez 25 anos; era solteiro humilde trabalhador e um homem justo.
Quando se conheceram, um amor puro e belo os tocou, era O Amor de Deus que brota nas suas criaturas.
José e Maria mantinham um noivado muito respeitoso, faziam planos, porem Maria mesmo em se casando, nutria em seu jovem coração o desejo de guardar seu corpo e sua pureza para Deus, os noivos nem imaginavam o que o Senhor preparava para as suas vidas.
Num belo dia, a jovem Maria recebeu uma visita celeste: o Anjo Gabriel anuncia o plano de Deus, a vinda do Messias, e ela foi a escolhida para ser mãe do Filho de Deus, e tudo aconteceria por obra do Espírito Santo. Perplexa, a Virgem Maria, mesmo sem saber o que dizer pois o céu aguardava a sua resposta, não pensou nas conseqüências, simplesmente disse sim a Deus e Nele confiou sua vida e seu futuro.
Como explicar aos pais e ao noivo José, que estava grávida e seu filho era o Messias esperado?
José ficou muito triste e naturalmente duvidou e, em seu coração pensou em abandonar Maria, porém, o Senhor comunicou-lhe seu plano em sonho e assim, o jovem carpinteiro aceitou e também disse o seu sim!
O casamento aconteceu conforme o costume dos Judeus e o jovem casal aguardava o nascimento do Messias.
Viviam como trabalhadores, pobres e humildes na cidade de Nazaré, no oficio de carpinteiro José sustentava com dificuldade sua esposa.
Por determinação do Rei Herodes houve um recenseamento e cada família deveria ir até a cidade de seus antepassados para o recadastramento. José e Maria deveriam ir para Belém, Terra de Davi, pois eram descendentes do grande rei e assim partiram: José segurando as rédeas e Maria no lombo do burrico. Foi uma longa viagem!
Em Belém, já exaustos, não encontraram lugar para hospedagem, todas as pensões e pousadas estavam lotadas, José vendo o estado da jovem esposa, com certeza ficou angustiado em na conseguir oferecê-la um quarto limpo e digno, porem, Deus em seus desígnios preparou uma humilde estrebaria para o descanso do casal e o nascimento de seu Filho Jesus.
Exemplo de submissão e obediência de nosso bom José, quando ainda em Belém, e avisado em sonho, se vê obrigado a fugir para o Egito, um país estranho, levando Maria e o pequeno Jesus, pois Herodes queria matar o Rei dos Judeus que tinha nascido.
Por seis anos moraram no Egito, e lá, exerceu seu nobre oficio de carpinteiro e convivendo em plenitude o amor em família.
Retornaram para Nazaré, com a morte do Rei Herodes e continuavam levando suas vidas num cotidiano natural, ensinado o oficio ao pequeno Jesus, que em tudo era obediente aos pais. Nas Escrituras a ultima referencia ao bom José é na passagem em que o menino Jesus se perde no templo aos 12 anos.
Conforme uma antiga tradição, São José, adoeceu depois que consertar um cercado de um vizinho que ficava em um morro e lá foi vitima de uma nevasca. Jesus foi ao encontro de seu pai e o trouxe para casa já bastante debilitado.
Quando José faleceu, Jesus tinha 20 anos, e nosso bom José teve a mais bela morte, pois ao seu lado, segurando suas mãos estavam seu filho Jesus e sua esposa Maria.
São José é o exemplo de Pai, esposo trabalhador, honesto, modelo de humildade, obediência e resignação.
José sempre nutriu por sua virginal esposa um respeito admirável, vendo nela um sacrário vivo e inviolável. Abdicou de ter seus próprios filhos, para que seu filho adotivo Jesus lhe desse junto com sua esposa Maria, a humanidade inteira, como filhos. A Igreja honra São José com o titulo de Patrono da Igreja Universal e da boa morte.
Santos e Santas fundadores de ordens, congregações e institutos colocaram São José como patrono e com uma confiança inabalável em nosso Santo que não cessa de interceder por nos junto de Jesus.
Invoquemos São Jose em nossas dificuldades, como protetor de nossos lares e nossas famílias, nossas casas de comércio e empresas, e para que tenhamos uma boa morte.
Oremos

Ave ó Jose, homem justo
Esposo virginal de Maria,
e Pai Davídico do Messias.
Bendito és tu entre os homens,
E bendito é o filho de Deus que a Ti
Foi confiado, Jesus.
São José, Padroeiro da Igreja Universal
Guarda as nossas famílias
Na paz e na graça divinas
E socorre-nos agora e na hora de nossa
morte, amém!
São Jose rogai por nós!

Amém!
Paz e Bem

Nossa Senhora dos Anjos



Nossa Senhora dos Anjos

Perdão de Assis ou Indulgência da Porciúncula


A majestosa Basílica de Santa Maria dos Anjos abriga no seu interior a pequena Capela da Porciúncula, local onde Francisco confirmou a sua vocação, numa noite do ano 1216.
O nome de Santa Maria dos Anjos provém da tradição de que, naquela pequena Capela, que foi construída por quatro peregrinos que retornavam da Terra Santa, era venerado um fragmento do túmulo da Virgem Maria, e que sempre se ouvia no local o canto dos anjos. Foi também nesta pequena Capela, que recebeu o nome de Porciúncula, isto é, pequena porção, que São Francisco recebeu a indulgência do “Perdão de Assis”.
Estava certa noite em sua cela, rezando pela conversão dos pecadores, quando um anjo convidou a dirigir-se à Capela da Porciúncula. Lá chegando, encontrou-a toda iluminada e no meio de um coro de anjos estava a Virgem Maria ao lado de seu Divino Jesus.
Jesus, dirigindo-se a Francisco, disse-lhe: “Em recompensa ao teu zelo pela conversão dos pecadores, pede-me o que quiseres”.
O Seráfico Pai Francisco, pediu-lhe então a indulgência Plenária para todos aqueles que. tendo confessado e comungado, visitassem aquela pequena igrejinha.
São Francisco, meio que assustado com seu atrevimento, suplicou à Virgem Maria que intercedesse em seu favor.
Jesus, não resistindo ao apelo de sua mãe, concordou com o pedido, desde que fosse ratificado pelo Papa, Francisco com a face no chão. Adorou o seu Senhor.
No dia seguinte, Francisco foi ao encontro do Santo Padre; este, porém, lhe concedeu a graça apenas um dia no ano, ou seja a cada 02 de Agosto.
Nesta data, denominada “Perdão de Assis”, é enorme a afluência de fiéis à Basílica da Porciúncula e a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora dos Anjos.
Esta festa é uma das mais importantes, ainda hoje, da família franciscana, pois foi estendida, mais tarde, pelo Papa Sisto IV, a todas as igrejas.
Então, somos todos beneficiados pelo “Perdão de Assis” ou “Dia do Perdão”, para tanto, devemos fazer uma boa confissão, participar da Eucaristia, e, entrando em uma igreja franciscana, rezar pelo Santo Padre, o Papa.
Louvemos ao Senhor que fez nascer o pai São Francisco, que revolucionou, com sua ordem, a Igreja, sem precisar abandoná-la ou fundar outra.
No mês das vocações, vamos lembrar o despojamento, a coragem, a simplicidade, o amor e a pobreza do Santo de Assis.
Oração à Santa Maria dos Anjos

“Augusta Rinha dos céus e soberana Senhora dos Anjos,
Que recebeste de Deus o poder e a missão
De esmagar a cabeça de Satanás,
Nós vos pedimos humildemente:
Enviai as legiões celestes para que, sob
Vossas ordens persigam os demônio;
Combatam-nos em toda a parte, reprimam
A sua audácia e os precipitem no abismo.
Quem é com Deus?
Santos, anjos e arcanjos,
Protegei-nos, defendei-nos!
Ó boa e terna Mãe, vós sereis sempre
O nosso amor e a nossa esperança!
Ó divina mãe, enviai os vossos anjos,
Para que nos defendam e afastem de nós
O cruel inimigo!
Assim seja!”(Papa Leão XIII).


Paz e Bem!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

São Tarcísio


São Tarcísio

Mártir da eucaristia e patrono dos Coroinhas

15 de agosto

“Ó meu Jesus, ninguém Vos tirará do meu coração! (São Tarcísio)”.

O testemunho corajoso do jovem mártir Tarcísio foi, e continua sendo, para nós, como que uma profissão de fé em Jesus sacramentado.
O início do ano de 245 foi marcado por um acontecimento providencial para a bela Roma: o nascimento de Tarcísio, um dos mais ilustres filhos da cidade eterna. Seus pais eram pagãos, porém cidadãos virtuosos e de grandes princípios morais. Quando Tarcisio estava com 7 anos seus pais faleceram, e o nosso pequeno órfão foi adotado por um casal vizinho, que o tratava com carinho e com muito conforto.
Tarcísio, por toda a sua curta vida, lembrava-se dos ensinamentos de sua mãezinha e de seus pais adotivos recebeu uma formação Cristã exemplar.
Uma criança alegre, cheia de vitalidade, uma amigo para todas as horas, de uma fidelidade fraterna que impressionava a todos; assim era o pequeno Tarcísio.
Durante as brincadeiras, sempre nutriu repugnância pelas que levavam ao pecado; tinha um coração puro e uma palavra de estímulo para com todos.
Roma era por aquele tempo palco de perseguição aos cristãos. Seus pais adotivos lhe disseram que os pagãos desprezavam Deus dos cristãos e adoravam falsos deuses ao que seus colegas afirmavam que os cristãos eram criminosos... Seus pais também relatavam que os cristãos eram levados aos anfiteatros para serem devorados pelas feras e no caminho iam cantarolando serenos e felizes ao encontro da verdadeira felicidade.
Tarcísio chegou à seguinte conclusão: “Somente Cristo é capaz de dar forças aos cristãos, com paciência o martírio, perguntou a sua mãe, E eu posso ser cristão? É claro que sim! que santo desejo meu filho”.
Ó santo desejo, transformou sua vida; era como se a luz do céu tomasse conta de todo o seu ser. Tarcísio parecia um cordeirinho em busca de seu bom pastor. Desejava sempre mais conhecer as verdades da fé e os testemunhos heróicos dos mártires cristãos. Somente por Jesus desejava viver e dar à vida se fosse preciso.
O batismo, naquela época, era concedido geralmente aos adultos e depois de um longo período de preparação.
Quem desejasse o batismo, deveria primeiro ser apresentado ao bispo por um cristão fiel e que desse boas referências do aspirante. Depois de aprovado era admitido no catecumenato (período de conhecimento da doutrina cristã, assim como das exigências do ser cristão).
O santo desejo de tornar-se cristão, fez de Tarcísio um catecúmeno exemplar. Nosso jovem apresentou-se ao Papa para o grande escrutínio. O Santo Padre lhe perguntou: “Amas muito a Nosso Senhor?, respondeu ele, Sim, e não poderia viver sem amá-Lo. Foi Ele que me deu a vida e me chamou para o seio da Igreja”.
Era sábado de aleluia, durante a Vigília da Ressurreição. Tarcisio professa sua fé e é batizado, um grande o numero de Cristãos que participaram da cerimônia celebrada na catacumba de São Calisto, pelo Papa. Todos ficaram encantados com o testemunho de fé do jovem Tarcísio, seus olhos eram com que fachos de luz. Em seguida foi crismado e assim sendo, estava pronto para o testemunho.

O Martírio


Quando os primeiros cristãos eram levados às arenas para serem entregues às feras, eram-lhes permitidas algumas visitas no dia anterior, ao que a Igreja encarregava alguns escolhidos a levar-lhes a Sagrada Eucaristia, alimento para a vida eterna. Tudo era realizado às escondidas.
Os prisioneiros aguardavam, com alegria, o pão dos céus, o Cristo vivo, e para tanto eram escolhidas pessoas que não levantavam suspeitas.
O jovem acólito Tarcísio, com apenas 12 anos, ofereceu-se para levar o Ssmo. aos presos, apesar da opinião contrária do bispo, Tarcísio tomou Jesus em seus braços e dignamente embrulhado em finos panos, colocou-o sobre o peito e partiu em direção às prisões.
O Bispo disse-lhe: “Lembra-te Tarcisio, este tesouro é confiado aos teus cuidados... Cuidarás fielmente dos Sagrados Dons de Deus?, respondeu Tarcísio, Morrerei antes que não cumpra meu dever!”.
Pelo caminho, Tarcísio encontrou um grupo de rapazes que brincavam na rua e, ao vê-lo, o chamaram para brincar, pois faltava um elemento para o jogo, avistaram: “Aonde vais com tanta pressa? Vem jogar conosco! Só falta você!”. Tarcísio apressou o passo e seguindo em outra direção dizia ele: “Não posso agora. Tenho uma grande e importante tarefa a cumprir”. “Pois virás à força”, e todos caíram em cima de nosso jovem, que de forma nenhuma abria os braços. “Vos suplico, deixem-me continuar meu caminho”, disse Tarcísio. A curiosidade dos rapazes era grande, sobre o que ele guardava com tanta diligência, e cada vez mais forte batiam e espancavam o nosso santo coroinha.
O grupo aumentava, até que descobriram que ele era cristão e o chamavam de “burro cristão”; exigiam que entregasse o Sagrado Tesouro, ao que ele replicou: “Nunca, até que esteja vivo!”; foi cruelmente espancado, seu sangue corria, porém suas mãos não desgrudavam de Jesus eucarístico.
O soldado Quadrato, que também era cristão, espantou os rapazes e juntou Tarcisio que estava lavado em sangue: “O que fizeram contigo Tarcisio?”.
- Não pense em mim, eu estou com o meu Senhor nos braços, tome aos teus cuidados!.
O soldado, com os olhos cheios de lágrimas, tomou o jovem nos braços, seu aspecto era o de um anjo, seus olhos pareciam ver o céu aberto.
O jovem Tarcísio entrega sua santa alma a Deus e seu corpo martirizado é colocado na catacumba de São Calisto.
“Enquanto um criminoso grupo de fanáticos se atirava sobre Tarcísio, que levava a eucaristia, o jovem preferiu perder a vida antes de deixar aos raivosos o corpo de Cristo” (Papa Damaso).
Que o amor de Tarcísio pela eucaristia nos inspire e nos revigore a fé.

Amém!

Paz e bem!

São José de Copertino

São José de Copertino

Padroeiro dos estudantes em dificuldades

18 de Setembro


“Deus não os instrui, mas instrui os chamados”.

Quem Foi?

Na pequena Copertino, cidade pertencente a Diocese de Nardo, em Nápoles, na Itália, nascia em 17 de junho de 1603, José Desa, filho de Felix Maria Desa e Francisca Panara.
Seu pai, um humilde carpinteiro, tinha contraído dívidas, por ajudar alguns amigos em dificuldades, que além de não o pagarem, ainda o deixaram em serias dificuldades com a justiça. E foi exatamente no dia do nascimento de José, que seu pai e sua mãe, em trabalho de parto, tiveram que fugir da policia e se esconder num estábulo e, justamente ali, a semelhança de Jesus Menino, que o pequeno José veio ao mundo.
Na Matriz de Copertino, dedicada a Nossa Senhora das Neves, o pequeno José Desa foi batizado e lá também, mais tarde, foi crismado.
José crescia em idade, e desde muito cedo aprendeu de sua mãe os princípios básicos da Santa Religião. Quando ouvia os nomes de Jesus e Maria, sentia uma grande alegra.
Crescendo, viu-se que o menino estava sempre distraído e era incapaz de manter um dialogo. E logo se via pensando em outras coisas, numa atitude que lhe valeu o apelido de Boca Aberta.
O menino José ia com freqüência às igrejas de Copertino, onde rezava fervorosamente, ornamentando os altares com as flores que encontrava nos campos. Em casa, construiu num canto meio escondido, um altar onde rezava o Santo Rosário, contemplando e meditando os mistérios da fé, alem das ladainhas, etc.
Aos sete anos de idade ficou gravemente doente, um tumor maligno foi diagnosticado e as chances de sobreviver eram muito pequenas. Dizia-se um caso perdido. Porém, como grande devoto da Santíssima Virgem Maria, rogava em sua inocência com gemidos de dor e fé. E assim o milagre aconteceu. Devido à doença, José ficou alguns anos longe dos estudos e assim com mais dificuldades.
Ainda muito jovem José já sentia os impulsos da graça que elevavam sua alma para as coisas celestes. Quando ouvia os sons dos órgãos ou dos cantos sacros, ficava imóvel, olhos fixos no céu, e totalmente arrebatado em Deus.
Na adolescência, jejuava às vezes por três dias seguidos na mesma semana, e para ganhar a vida e fugir do ócio, começou a aprender o oficio de sapateiro, porem, também não tinha a concentração suficiente que o oficio exigia.
Aos 19 anos decidiu ingressar na vida religiosa. Queria entrar no convento da Grotella, perto de Copertino, pois lá havia uma belíssima imagem de Nossa Senhora, da qual era muito devoto e que afetuosamente chamava de “Mamma Mia”. Porem, ficou com receio de pedir admissão, pois naquele convento estavam dois tios seus, que eram muito cultos e inteligentes e ele quase analfabeto.
O jovem José foi então procurar os capuchinhos e lá permaneceu tão somente por oito meses, motivo da saída: distração, falta de concentração, etc.
José se sentia envergonhado, não tinha coragem de voltar para Copertino. Foi então pedir ajuda no convento de Grotella, dos Franciscanos Conventuais, e como o sacristão o conhecia, deu-lhe hospedagem durante algum tempo. Para retribuir a hospitalidade, José se dedicava aos trabalhos mais humildes e passava muitas horas em oração.
Com o tempo os Frades descobriram assim a bondade e a fé daquele jovem. Foi aceito como irmão franciscano, na ordem terceira.
No convento, José tornou-se um exemplo extraordinário entre todos os religiosos. Quando rezava, entreva logo em êxtase, despertando surpresa e admiração entre os religiosos e as pessoas que o viam.
Com o apoio de seus tios, José foi encaminhado para o sacerdócio. Porem, como já sabemos, ele não era alfabetizado completamente e assim sendo, estudava dia e noite com grandes dificuldades e parecia-lhe que sua mente estava sempre vazia. Na hora de prestar exames via-se desesperado, recorria a Deus, a virgem Maria e aos Santos e conseguia a aprovação.
Com muitas dificuldades foi ordenado sacerdote, mais por sua bondade, piedade e elevada vida espiritual, do que pelos conhecimentos teológicos e filosóficos.
Sua fama de santidade espalhou-se e rapidamente. O povo sempre acorria ao seu encontro e para todos tinha palavras ânimo e um grande ardor o movia. Por uma decisão do provincial, foi enviado para os outros conventos e comunidades, como missionário, para reanimar a fé dos irmãos.
Em todos os lugares acontecia o mesmo fenômeno dos êxtases, e grandes multidões o seguiam para ouvir seus sermões, para serem instruídas e absolvidas na confissão, alem das curas inexplicáveis. Por esses e outros motivos, chegou as mãos do Santo Oficio uma denuncia contra Frei José dizendo: “há nas apúlias um frade de 33 anos que se faz passar pelo messias e arrastar multidões”.
Foi chamado em Nápoles, pelo Santo Oficio para justificar da denuncia, e assim, diante de todos os juizes e representantes do Santo Oficio, começou a falar de Deus e de suas maravilhas. E quanto mas falava, maior a empolgação. Aconteceu mais um êxtase e todos ficaram sem saber o que definir.
O Santo Oficio encaminhou Frei José ao vaticano e lá, diante do Papa Urbano VIII, começou a elevar-se, tão somente pela alegria de ver o Santo Padre. Não era possível de ser explicado.
Frei José foi transferido para Assis e lá permaneceu por 14 anos, e sempre por onde passava era recebido e seguido por grandes multidões.
No ano de 1656 foi enviado pra o Convento de Ósimo, e lá viveu seus últimos seis anos de vida. Morava em três pequenas celas e vivia uma vida totalmente retirada e contemplativa.
Apesar da enfermidade e das dores que sentia, suportava tudo com amor e por amor de a Deus. Vivia em êxtases de intenso amor ao Cristo.
Frei José, depois de viver uma vida simples, porem extraordinária, entrega sua santa alma ao Senhor no dia 18 de setembro de 1663. Com 60 anos de idade é considerado o padroeiro dos estudantes que enfrentam dificuldades em passar de ano.
É o santo seguidos fiel de Cristo e São Francisco de Assis. Em sua vida de oração e humildade, de maneira intensa, resplandeceram fenômenos místicos que assim o tornaram “O Santo do Vôos”.
Foi beatificado no ano de 1753 e canonizado em 1767.
Quem nunca desanimemos com nossas limitações e tenhamos a clara convicção de que somos vasos de barro nas mãos do oleiro; ele nos molda conforme sua vontade.
“Enquanto sai fumaça da madeira, o fogo não pode ali entrar. Portanto, quem deseja em si o fogo do amor de Deus, arranque de si a fumaça das coisas do mundo”. (São José de Copertino)

São Josemaria Escrivá


São Josemaria Escrivá

O Santo Fundador da Opus Dei

9 de janeiro

“Sonho – e o sonho já se tornou realidade – com multidões de filhos de Deus santificando-se na sua vida de cidadãos correntes, compartilhando ideais, anseios e esforços com as outras pessoas. Preciso lhes gritar esta verdade divina: se permaneceis no meio do mundo, não é porque Deus se tinha esquecido de vos; não é porque o Senhor não vos tinha chamado; convidou-vos a permanecer nas atividades e nas ansiedades da terra, porque vos fez saber que a vossa vocação humana, a vossa profissão, as vossas qualidades não só não são alheias aos seus desígnios divinos, mas ele as santificou como oferenda gratíssima ao Pai”. (Monsenhor Escrivá)
Nas poucas linhas acima, podemos sintetizar o sonho do Monsenhor Escrivá sobre a Opus Dei (Obra de Deus), tendo pessoas no mundo, vivendo no mundo um novo ideal evangélico, como fermento na massa, vamos conhecer um pouco da vida de nosso santo fundador.

Sua Vida

No lar do prospero comerciante José Escrivã e sua esposa Dolores Albás, reinava um clima de piedade, amor a Deus e ao próximo. Momentos felizes e de paz, que somente dos casais tementes a Deus podem oferecer aos seus filhos.
A pequena cidade do Alto Aragão, chamada Barbastro, via nascer a 9 de janeiro de 1902, seu mais ilustre cidadão – Josémaria Escrivá. Seus pais, José e Dolores não podiam conter a emoção com o nascimento do primeiro filho homem, pois a primogênita era Carmem. Depois vieram Assunciom, Lolita, Rosário e Santiago.
Sempre eram muito unidos, em todos os momentos: a partilha das tarefas, das conversas, dos momentos de oração em família, das massas aos domingos e também dos momentos festivos. Tudo eram graças e bênçãos.
A partir do ano de 1910 a família Escrivá passou por seguidas provações. Neste mesmo ano morreu a pequena Rosário, com apenas nove anos. Dois anos depois morreu Lolita, com cinco anos. No ano seguinte morria Assuncíon, com oito anos. Quanta dor e quanto sofrimento para aquela piedosa e santa família.
José Escrivá, já não bastando o sofrimento com a morte das três filhas, vê, também, seus negócios arruinarem por causa das trapaças de um sócio.
Apesar de tudo, senhor José, sempre procurou sustentar sua família com dignidade, não se importando em realizar tarefas mais humildes. Porem, dignas e decentes.
Ao lembrar de sua família, Monsenhor Escrivá ensinava o espírito da Opus Dei, animando os pais cristãos a fazerem das suas casas um lar luminoso e alegre. O matrimonio, dizia, é “um caminho divino, uma vocação, e isso acarreta muitas conseqüências que dizem respeito a santificação e ao apostolado. Os esposos cristãos tem de ter consciência de que são chamados a santificar-se, santificando, e que o seu primeiro apostolado esta no lar”.
O jovem Josemaria Escrivá sente em seu coração o chamado para o sacerdócio. Uma espécie de inquietação divina o domina e, em 1920, ingressa no Seminário e São Carlos de Saragoça.
Aos pés da Virgem do Pilar, o jovem Josemaria se confiava todos os dias e, em seu coração, sentia um palpitar: “Meio cego, estava sempre à espera do porque. Porque me faço sacerdote? O Senhor quer alguma coisa, mas o que será? E repetia: Que seja o que tu queres e eu ignoro?”.
No mês de novembro de 1924, seu pai, José Escrivá, veio a falecer. Com apenas 57 anos, cansado e esgotado, porem sorrindo e cheio de ternura.
Josemaria Escrivá é ordenado sacerdote a 28 de março de 1925 e celebra a 1º missa na Basílica de Nosso Senhora do Pilar. A missa foi também em sufrágio da alma do pai. Desde aquele momento a Santa Missa tornou-se centro de sua vida.
O recém ordenado sacerdote é designado para assumir a igreja do Povoado de Perdi Guera, com apenas 800 fieis, e sua primeira função foi limpar a igreja e, em seguida, reorganizar a vida pastoral, transformando significativamente aquela comunidade.
Mudou-se para Madrid e, deparando-se com a miséria humana da periferia, alojou-se na modesta residência sacerdotal da rua Larra e, com as damas apostólicas do Sagrado Coração de Jesus, assume o Patronato dos Doentes, como capelão, de 1927 a 1931. Depois de passou a morar com a mãe e os irmãos, em pequeno apartamento em Madrid.

A Opus Dei

A 2 de outubro, após a Santa Missa, o Padre Josemaria, em seus aposentos, em profundo recolhimento e oração, vê-se diante da vontade de Deus: uma visão intelectual da Opus Dei, tal como Deus o queria e como deveria ser ao longo dos séculos. À luz de Deus viu pessoas de todas as idades e culturas que procuram e encontram Deus no meio da vida corrente, no trabalho, na família, no circulo das amizades, nas diversões. E procuram Jesus para amar e viver a sua vida divina até se deixarem transformar completamente e tornarem-se santos. Santos no mundo. Um santo padeiro, ou alfaiate, sapateiro ou banqueiro. Um santo simples, tal como todos os outros que vivem ao seu lado, mas transformada em Cristo que passa e ilumina.
Homens que dirigem para Deus suas atividades. Que santificam o trabalho e se santificam no trabalho, e santificam outros com o trabalho.
Os cristãos comuns, os leigos que se tornam apóstolos, que falam de Deus e vivem os seus batismos, na graça santificante.
Josemaria caiu de joelhos e, com 26 anos e somente contando com a graça de Deus, tinha que fazer a Opus Dei.
Em 1930, à 14 de fevereiro durante a Santa Missa, sente em seu coração que a obra desenvolvesse o seu apostolado e também com as mulheres.
Em 1933 já contava com um grupo de universitários. Sempre estava no meio dos jovens. Muitos o seguiam. Era preciso uma formação para os seguidores da Opus Dei.
E assim a obra foi tomando corpo e se desenvolvendo, pois era dirigida pelo Espírito Santo e, muitos sacerdotes e bispos, pediam para viver o carisma da Opus Dei.
Em 1946, Monsenhor Escrivá passa a residir em Roma e, a 24 de fevereiro de 1947, recebe a primeira aprovação do Papa para a Opus Dei. Em 1950, Pio XII concede aprovação definitiva da Opus Dei, permitindo aos sacerdotes seculares fazerem parte da Sociendade Sacerdotal da Santa Cruz – Opus Dei.
No ano de 1975, à 26 de junho, vem a falecer em Roma e, nessa altura, mais de 60 mil pessoas pertencem a Opus Dei.
Em 1982 o Papa João Paulo II erige a Opus Dei como prelatura pessoal, figura jurídica desejada pelo fundador, e nomeia como prelado Monsenhor Álvaro Del Portilo.
Também o Papa João Paulo II inscreve o Monsenhor Josemaria Escrivá no Livro dos Santos, declarando-o São Josemaria Escrivá, à 6 de outubro.
A Opus Dei é um dom para a Igreja e para todo o povo de Deus!.

Amém

terça-feira, 29 de julho de 2008

São Luís Gonzaga


São Luís Gonzaga (1568 – 1591)

21 de junho

Padroeiro da juventude

“...Porém é um só e o mesmo espírito quem faz tudo isso. Ele dá um Dom diferente para cada pessoa, conforme ele quer”. (1 Cor. 12, 11)

A vida de nosso jovem

O dia 09 de março amanhece cheio de expectativa no Castelo de Castiglione, a nobre Laura Gonzaga esta para dar a luz ao primogênito de seus 8 filhos. Os trabalhados de parto estavam difíceis e todos lá temiam pela vida da mãe e da criança. Foi então que, por inspiração divina, Dona Laura fez uma promessa a Nossa Senhora de Loreto, de consagrar-lhe esse primeiro filho e de levá-lo em peregrinação ao seu santuário, tão logo ambos se recuperassem. Imediatamente o menino nasceu, e com grande alegria. Puseram-lhe o nome de Luís, Luís de Gonzaga.
O recém-nascido haveria de ser a maior glória da dinastia dos Gonzaga, uma das mais ilustres de toda a Itália. Seu pai, Fernando Gonzaga, era Marquês de Castiglione e príncipe do Sacro Império.
Desde muito pequeno, Luis gostava de ouvir falar de Deus; da mãe herdara a piedade e as virtudes cristãs e do pai o espírito determinado e corajoso dos militares.
Aos 5 anos, o pequeno nobre, recebe de presente de seu pai, uma pequena armadura, elmo espadinha e um pequeno arcabuz de verdade; assim fardado foi levado para o acampamento e para revista das tropas.
Luís gostava de estar junto das tropas, imitava seus gestos e muitas vezes até os palavrões, sem saber o que significavam. Foi então que seu tutor chamou sua atenção dizendo que aquela não era linguagem de lábios limpos e puros. Luis comoveu-se as lagrimas e por toda a sua vida dizia que aquele episódio marcou a sua conversão, tinha somente 5 anos.
A partir dos 7 anos, despertou de maneira mais intensa o interesse pela vida de oração e pela vida espiritual. Em seu coração nutria um grande amor pela Santíssima Virgem Maria e para ela dispensava longas e carinhosas manifestações de sua devoção.
Apesar dos fortes apelos da sociedade e das outras crianças da época, que sonhavam com as glórias das conquistas militares e das honras da nobreza, o pequeno Luis cada dia crescia nas virtudes cristãs.
Aos 9 anos de idade consagrou sua vida a Virgem Maria, fazendo voto de castidade perpétua, muito embora sem o conhecimento de seus pais.
Quando tinha 10 anos, durante uma das viagens de seus pais, recebeu, no castelo, o então cardeal-arcebispo de Milão, São Carlos Borromeu. Este ficou encantado com a pureza e santidade, tendo declarado: “Que jamais encontrara jovem que, em tal idade, atingisse tão elevada perfeição”. O próprio cardeal administrou-lhe a primeira comunhão, aconselhando-o a pratica da comunhão freqüente e a leitura do catecismo romano.
Luis crescia em idade e sabedoria diante de Deus e dos homens, a meditação continua tornou-se hábito constante a ponto de um de seus criados afirmar: “Todos seus pensamentos estavam fixos em Deus. Fugia dos jogos, dos espetáculos e das festas. Se dizíamos algum palavrão, logo chamava-nos e repreendia-nos com toda caridade”.
Viveu em plena época do renascimento, estudou as línguas clássicas, chegando a escrever latim em sua essência. Foi em latim que fez o discurso de saudação ao monarca espanhol Felipe II quando da sua vitória sobre Portugal.
No ano de 1581, com 13 anos, foi levado pelo pai para a Espanha, onde reinava Felipe II. Ele foi para lá para ser pajem dos infantes daquele país.
Aos 16 anos, sentindo no coração imenso desejo de viver totalmente sua vocação dedicada a Deus e ao próximo, apresenta ao marquês, seu pai, suas intenções, que com grande dificuldade deu o seu sim, pois Luis representava a garantia de sucessão!
No dia 1º de novembro de 1585, aos 17 anos, diante dos pais e parentes mais próximos, Luis renunciou aos direitos de primogênito, aos bens e aos títulos em favor de seu irmão Rodolfo.

A companhia de Jesus (Jesuítas)

O jovem Luís apresentou-se ao superior da companhia de Jesus, em Roma, tendo 18 anos incompletos. Foi aceito como noviço, e como tal, mostrou-se espiritualmente preparado para vida sacerdotal e religiosa.
Para ele era sempre uma alegria poder ajudar na cozinha e na limpeza da casa. Visitava doentes e encarcerados. Não tinha vergonha de percorrer as ruas de Roma para esmolar, com um saco as costas, o que era necessário para a comunidade.
Dedicava-se de corpo e alma à contemplação da vida de Cristo, principalmente a Paixão e Morte de Jesus.
Cultivava grande devoção a Virgem Maria, ao Santíssimo Sacramento e ao seu anjo da guarda, em todas as ocasiões, mantinha uma profunda intimidade com Deus, meditava por horas seguidas, a Paixão de Jesus e para todos dizia: “Aquele que não é homem de oração não chegara jamais a um ato grande de santidade nem jamais triunfará sobre si mesmo...”.

A Morte

Tendo recebido a noticia do falecimento de seu pai, Luis teve que ir a Castiglione para resolver a discórdia surgida entre seu irmão Rodolfo e o tio por causa da herança e de terras. Graças a sua intervenção as duas partes entraram em acordo e fizeram as pazes.
Ao voltar a Roma, no entanto, teve que enfrentar a situação difícil que a população estava vivendo. Era o ano de 1591, e uma terrível epidemia espalhou-se pela cidade vitimando centenas de pessoas. Luís empregava seu tempo para tratar os doentes, visitando-os nas casas e ajudando-os a chegarem aos hospitais.
Seu zelo era incomparável e incansável era em querer salvar a todos, tanto das enfermidades do corpo como da alma. Luis Gonzaga era um exemplo edificante para todos, superiores, colegas, parentes, amigos e principalmente para o povo sofrido e marginalizado da época.
Carregava os doentes nas costas, apesar de seu corpo magro e frágil. Acabou sendo vitimado do contágio da epidemia e ao adoecer teve o carinho e o cuidado dos irmãos Jesuítas, que se revezavam em atendê-lo, pois para todos o jovem Luis era um santo já em vida.
Luis Gonzaga faleceu santamente no dia 21 de junho de 1591, com apenas 23 anos de idade. Seu exemplo e testemunho marcaram gerações de jovens; e no ano de 1926, o Papa Pio XI o proclamou “Celeste Patrono da Juventude”.

Oremos:

São Luis Gonzaga, que vivestes um amor tão intenso a Deus e um amor tão dedicado ao próximo, que não vos importastes de carregar os doentes encontrados pelo caminho, ajudai-nos a viver nossa vocação!
Vossa pureza seja estímulo para que os jovens, mergulhados num mundo de violência e de malícia, possam se manter afastados dos vícios e saibam valorizar a juventude como tempo privilegiado da vida.
Animai-nos sempre com vosso exemplo e com vossa intercessão!

Amém!

Paz e Bem!

São Maximiliano Maria Kolbe


São Maximiliano Maria Kolbe

14 de agosto de 1941


“Ninguém tem maior amor do que aquele que da vida por seus amigos”. Jô 15,13

Ao morrer de fome e de sede, no lugar de um pai de família, num campo de concentração nazista, São Maximiliano Maria Kolbe fez brotar um manancial de vida cristã que vem crescendo com o passar dos anos.

Quem foi o mártir de Auschwitz?


Nosso Santo nasceu no dia sete de janeiro de 1894, em Zduska-Wola, na Polônia, e no batismo, recebeu o nome de Raimundo. Seus pais, Julio Kolbe e Maria Dabrowska, eram aprenas pessoas humildes e muito católicos. Tinham um pequeno tear, no qual trabalhava um empregado assalariado.
Raimundo e seus irmãos Francisco e José receberam uma educação sadia e profundamente arraigada nos princípios cristãos.
Um fato extraordinário marcou a infância do pequeno Raimundo. Após uma de suas travessuras, sua mãe lhe perguntou: “Raimundo, que será de você?”.
Impressionado com a pergunta, procurou em sua oração a resposta e diante do pequeno oratório da família, diariamente procurava a resposta.
Certo dia na igreja, diante da imagem de Nossa Senhora, ele perguntou: “O que será de mim?”. Maria apareceu com duas coroas de rosas, uma branca e uma vermelha, e perguntou-lhe: “Qual delas tu escolhes? A branca é a pureza de vida e a vermelha do martírio.” “Quero as duas”, respondeu Raimundo.
Ingressou na ordem Franciscana (Frades Menores Conventuais), ainda muito jovem, com apenas 16 anos e oito meses. Raimundo, no dia quatro de setembro de 1910, vestiu o habito franciscano aos pés do altar da Imaculada, adotando o nome de Maximiliano Maria Kolbe.
Após os primeiros estudos em Leópolis, foi para Roma, onde concluiu os estudos de filosofia e teologia, sendo ordenado padre no ano de 1918.
Levado por uma piedade filial a Nossa Senhora e, sobretudo, pelo ideal franciscano de “Paz e Bem” de levar a mensagem do evangelho a todo mundo, fundou a “Milícia da Imaculada”, numa cerimônia simples no dia 17 de outubro de 1917, cuja principal finalidade, segundo suas palavras, e de “procurar a conversão dos pecadores, dos hereges, dos cismáticos, dos infiéis, etc..., e a própria santificação e de todos sob o patrocínio da Virgem Maria Imaculada.”
Este projeto ele propagou amplamente, tanto na Itália, como em sua pátria, a Polônia, e outros paises como o Japão, onde foi como missionário, procurando dilatar a fé cristã, sempre sob os auspícios e a proteção da Virgem Imaculada.
Até os dias de hoje temos os freis conventuais que continuam sua obra. Finalmente, tendo voltado à Polônia, foi feito prisioneiro durante a Segunda Guerra Mundial. Conduzido ao campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, sofreu atrozmente com o frio, fome, trabalhos forçados e humilhações de todos os tipos. Viveu um verdadeiro inferno de ódio. Morreu de fome e de sede juntamente com outros 10 prisioneiro, em um porão do campo de concentração. Seus crimes: Ser cristão, sacerdote Franciscano, e dar sua vida em lugar da vida de um pai de família. Ali consumou sua dinâmica existência, em um holocausto de amor no dia 14 de agosto de 1941. Seu corpo como de milhares de outras vitimas do nazismo, foi cremado e suas cinzas espalhadas pela terra.
No ano de 1971, Maximiliano Maria Kolbe foi beatificado, e no dia 10 de outubro de 1982 foi canonizado pelo seu conterrâneo Papa João Paulo II, e assistindo a celebração estava presente o pai de família que teve a sua vida preservada pelo amor incondicional do Pe. Kolbe.
Lembramos que a crueldade da Segunda Guerra Mundial, foi alem do imaginável. Porem o sangue dos mártires derramado nos campos de concentração, só fizeram brotar com mais intensidade os ideais de liberdade e a solidificação da fé de judeus e cristãos.

“Somente o amor abre horizontes novos.
Somente o amor constrói pontos de dialogo e solidariedade.
Somente o amor vai ao encontro do oprimido, do fraco, do ultimo.”

Paz e Bem!

São Maximiliano Kolbe rogai por nós.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

São Gonçalo do Amarantes



São Gonçalo do Amarantes

10 de janeiro


A História

Na freguesia do divino salvador de Tagilde, situada no coração do Minho que é um povoado muito antigo, as margens das caldas de Vizela, em Portugal. Nasceu em 1200, Gonçalo Pereira, o nosso São Gonçalo de Amarantes.
Seus pais, pelo que se sabe, eram nobres. Gonçalo Pereira era também o nome de seu pai. Conta-se também, que ao ser batizado, no exato momento do derramamento da água, o pequeno Gonçalo fixou os olhos na imagem de Jesus Crucificado, levantou os bracinhos e fez um gesto como querendo abraçá-lo, o que causou admiração a todos.
Desde a mais tenra idade, recebe de seus pais as primeiras noções básicas da religião, e um intenso amor a Jesus e sua mãe Maria Santíssima.
No mosteiro beneditino de Tagilde concluiu o 1º ciclo de estudos, destacando-se como aluno brilhante, sendo em seguida admitido para estudos no Paço de Braga, sob direção dos monges beneditinos.
Com o passar dos anos, o jovem Gonçalo sente-se chamado a viver a plenitude do amor de Deus, na entrega total de sua vida ao senhor, como sacerdote.
Foi ordenado sacerdote pelo arcebispo de Braga, Dom Estevão Soares, e pouco depois foi nomeado pároco da abadia de São Paio de Riba-Vizela. Como pároco foi incansável, teve uma vida intensa no ministério paroquial. Conquistar almas para Jesus, suprir as necessidades espirituais e materiais de seu rebanho eram prioridade do jovem padre Gonçalo.
Depois de alguns anos como pároco, decidiu, como peregrino andante, visitar Santiago de Compostela, Roma e a Terra Santa. Assim viveu 14 anos e após este período resolveu voltar para Portugal.
Ao voltar, ficou desolado com o estado de sua paróquia, mal dirigida pelo seu sobrinho e que, além de tudo, o maltratou quando foi por ele repreendido. Decidiu tornar-se ermitão e cnstruiu uma capela dedicada a Nossa Senhora, num lugar ermo, junto ao rio Tâmega, local onde hoje se encontra a cidade de Amarente, não deixando porem, de exercer suas funções sacerdotais junto a população da redondeza.
Desejando cada vez mais se aperfeiçoar nas virtudes cristãs, suplicou a Virgem Maria que lhe mostrasse o caminho da perfeição. Nossa Senhora lhe apareceu e o aconselhou a tomar o habito de São Domingos. Imediatamente dirigiu-se para Guimarães, ali fez o noviciado, e, após solene profissão, pediu ao prior para voltar ao eremitério de Amarante, onde com o auxilio de um companheiro dominicano, prosseguiu sua vida evangélica caritativa.
O rio Tamega era muito perigoso, principalmente durante as cheias do inverno, o que dificultava a vida dos moradores e paroquianos de Amrante. Frei Gonçalo resolveu edificar uma ponte, conforme local indicado por um anjo, sempre contando com a graça de Deus e com o trabalho dos moradores da região. Esta obra foi considerada, em sua época, algo impossível. Frei Gonçalo foi o arquiteto desta obra, na qual empregou o melhor de seus esforços. Por este feito, foi eleito o padroeiro dos engenheiros.
Num determinado momento de penúria da região, elevou seus olhos a Deus e traçando o sinal da cruz sobre as águas do rio o milagre aconteceu, e uma enorme quantidade de peixes apareceu para saciar a fome de todos por muitos dias.
Segundo a tradição, Frei Gonçalo era muito alegre, tocava viola e sua alegria era contagiante. Promovia festas familiares com danças e modas de viola. Vestia-se com roupas dos camponeses e operários da época: calção preso pouco baixo do joelho, meia preta, bota braguesa, chapéu na cabeça e capa nas costas; era essa a roupa de trabalho na construção da ponte.
Através de seus bailes familiares, impediu que as jovens fossem trabalhar nos prostíbulos da região para sobreviver, e assim todas conseguiam bons casamentos.
Frei Gonçalo tocava e dançava, porem em seus sapatos colocou pregos como penitencia, daí o surgimento da dança de São Gonçalo. Ninguém sabia o porque dele dançar todo torto.
Frei Gonçalo sempre promoveu o encontro de jovens, preparando-os para o matrimonio e mostrando a riqueza da santificação na vida conjugal.
Frei Gonçalo, o notável santo Português, morreu a 10 de janeiro de 1259, no seu humilde leito de palha do eremitério, confortado pelo companheiro de habito. Foi beatificado pelo Papa Julio III em 1561 e canonizado por Clemente XI. É invocado em Portugal e também aqui no Brasil, como padroeiro das mulheres, de todas as idades, que desejam um bom casamento.
Diz uma lenda, que a mulher que tocar o tumulo de São Gonçalo do Amarante, em Portugal, terá casamento garantido, dentro de no máximo, um ano.

“São Gonçalo do Amarente,
Casamenteiro que sois,
Primeiro casais a mim;
As outras casais depois.

São Gonçalo ajudai-me,
De joelhos lhe imploro,
Fazei com que eu case logo,
Com aquele que adoro.”
(Religiosidade popular)


O que devemos sempre buscar nos santos, são suas virtudes e seus exemplos. Somos convidados a viver em santidade independentemente do nosso estado de vida. “Sede Santos”.
Que o notável homem da santa alegria, São Gonçalo do Amarante, nos ensine que a alegria é um dom de Deus.

Amém!
Paz e Bem!

domingo, 27 de julho de 2008

São Francisco de Assis


São Francisco de Assis
O santo da paz e do bem

04 de outubro

“Os que estão constituídos sobre outros não se vangloriam dessa superioridade mais do que se estivessem encarregados de lavar os pés dos irmãos”.
(São Francisco de Assis)

“Francisco, o mundo saudades de Ti”.
(João Paulo II)

Sua Vida:

A bela medieval Assis, situada no vale da Úmbria, é sem duvida, a capital mundial da paz. Naquelas ladeiras e ruelas respira-se uma paz indescritível e o cantar incessante dos pássaros impressiona pelo aspecto harmonioso e poético.
Justamente nesse lugar encantador e privilegiado que, no ano de 1182, veio mundo João Pedro Bernardone, o filho único de Pedro Bernardone. Apesar de batizar seu filho com o nome de João, passou a chamá-lo de Francisco, em homenagem à França.
Francisco recebera de sua mãe uma sólida educação religiosa, além de uma influencia refinada pela musica, poesia e um intenso amor pela vida. Seu pai, um bruto milionário, sonhava, para o filho, glorias, armas, conquistas, vitórias e muito poder e dinheiro. Ele experimentou, com os jovens de seu tempo, as festas e as alegrias do mundo. Viviam historias militares e as aventuras do Rei Arthur.
No ano de 1202, Francisco, com 20 anos, sente o entusiasmo de ir para os campos de batalha, afinal defenderia sua cidade, Assis, que declarava guerra contra a Perusa. Assis foi derrotada, Francisco foi feito prisioneiro e passou 1 ano preso em Perusa. Na prisão adoeceu gravemente e foi libertado graças ao pagamento urgente feito por seu pai.
Ainda, mais uma vez, parte para Apúlia e para os campos de batalha. Porém, não completa sua aventura, e, novamente adoece em Espoleto, lá ouve uma voz lhe pedindo que retornasse, pois sua missão era “servir o mestre e não o homem.”
Retornando ao lar, torna-se mais recolhido, e busca, no silencio e na meditação, o sentido da vida. Sente em seu coração uma dor profunda das ofensas passadas, dos pecados cometidos, e sente também o toque do arrependimento, ao mesmo tempo que experimenta a misericórdia de Deus.
Quando Francisco experimenta o amor de Deus, não consegue mais controlar sua imensa alegria, e assim sendo, sai feliz a cantar e dançar pelas ruas. Apaixona-se por Cristo, e sente-se chamado, pelo Senhor dos Exércitos, a lutar em outros campos e com outras armas: conquistar corações pelo amor.
No ano de 1205, enquanto rezava na igreja de São Damião, ouviu uma voz vinda de um crucifixo pendurado atrás do altar que lhe repetiu por três vezes seguidas: “Francisco, vai e reconstrói a minha casa, como você vê, esta ruindo”. Pensando tratar-se da pequena capela que estava em estado lastimável, põe-se a restaurá-la, e lá, passou a morar; vivia pobremente pelas ruas e das esmolas, todos achavam que estava louco. Pedro Bernardone, enfurecia com as loucuras de seu filho, inclusive a de distribuir seus bens para os pobres.
Ao caminhar pelas planícies de Assis, Francisco encontra um leproso de aspecto repugnante e fica horrorizado, tinha horror pelos leprosos. Foi ao encontro do doente, e, ao lhe entregar a esmola, beijou-lhe as mãos desfiguradas pela doença. Foi exatamente ali que ficou livre de todo o preconceito.
Pedro Bernardone leva Francisco diante do bispo de Assis e em praça publica, relata que seu filho tem causado estragos nos seus bens e envergonhado seu nome. Francisco tira as roupas e as devolve a seu pai, ficando nu em plena praça, diz a ele: “Pai, até agora o tenho chamado e meu pai aqui na terra, mas doravante direi: Pai Nosso que estás no céu. Renuncio a ser seu filho.” Recebe uma túnica do empregado do bispo e sai pelas ruas como o Peregrino de Assis. Francisco anuncia o evangelho cantando o amor de Deus, falando com os animais e a todos chamando de irmãos, seus sermões são repassados de poesia, porem embalados nas verdades evangélicas. Francisco, desposando a sra. pobreza, de pés descaços, hábito remendado, vai conquistando seguidores, seus antigos amigos de festas vão juntando-se a ele e com ele formando uma só família.
Clara de Assis encanta-se como estilo de vida de Francisco e seus amigos e, fugindo de casa, decide seguir Jesus, nos passos de Francisco. Nasce assim, a segunda ordem, ou seja, das damas pobres ou Clarissas, o ramo feminino Franciscano do inicio.
Francisco vive um paixão ardente pela encarnação do verbo de Deus, e no natal do ano de 1223 , recria a cena do nascimento de Jesus. Numa gruta, com manjedoura, vaca, burro, ovelhas, etc. Na noite de natal é fortemente tocado pela graça e comove-se em lagrimas. Surge, assim, o primeiro presépio da historia da igreja. O presépio de Greccio.
Francisco, a imitação de Cristo, recebe em seu corpo os sinais visíveis do crucificado. Suas mãos, seus pés e coração são marcados com os estigmas.
Francisco escreve o Cântico das Criaturas e nele põe toda a obra criada pelo altíssimo. O Cântico é uma declaração universal de amor.
Francisco chama de irmãos, desde as feras das florestas, como o lobo de Gubio, até uma simples centopéia que cruzava o seu caminho. Recuava-se a pisar nas flores dos campos ou até mesmo cortar um galho de arvore.
Francisco fazia jejuns intensos e vivia uma vida de constante oração. Era homem adorador, e se comovia diante de Jesus eucarístico, seu amor o levava as lagrimas.
Francisco tinha um respeito tão grande pela palavra de Deus, que até mesmo um papel com uma citação bíblica, deveria ser guardado com devido respeito.
Francisco nutria um grande amor pelo sacerdócio. Dizia que o sacerdote é mais digno de reverencia do que um anjo do céu, pois somente pelas mãos do sacerdote é que Cristo vem até nos em forma de pão.
Francisco foi ordenado diácono, e assim permaneceu até o fim de sua vida. Com seu jeito austero de viver o evangelho, atraiu milhares de seguidores, homens e mulheres, jovens casados na 3º Ordem e um mundo de admiradores.
Francisco, quando estava pra morrer, desejou ser colocado sobre a terra pura a quem chamava de irmã Terra, e com todos os seus, cantando as maravilhas de Deus, deixava o seu testamento enquanto aguardava a irmã morte. O santo pediu que lhe trouxessem um pão, partiu e deu um pedaço e deu a cada um dos presentes, em sinal de amor mútuo e de paz dizendo: “Eu fiz a minha parte. Que Cristo vos ensine a fazer a vossa”.Fez ler o evangelho da ultima ceia e abençoou os frades, seus filhos, presentes e futuros.
Francisco estava com 44 anos, e na tarde de outono de 03 de outubro de 1226, entrega, cantando, sua santa alma ao senhor da vida.
Francisco compôs a oração da paz, e ainda hoje encanta, não somente os católicos, mas cristãos de outras denominações.
Na pequana igreja da Porciúncula, local onde Francisco faleceu, é impossível não se comover até as lagrimas. É algo de indescritível e divino entrar naquela capela.
Francisco, nosso seráfico pai, nos deixou o testamento da paz e do bem, e da vivencia autentica do evangelho. Nem sempre é fácil viver, nos tempos de hoje, o ideal de Francisco de Assis, porém o importante é tentar e não desistir.
Francisco, falar Paz e Bem!de ti é dizer: Paz, Shalom, Pax

Amém


Marcio Antonio Reiser, OFS
Ministro local da Fraternidade
São Luchesio e Buonadona
( Bal. Camboriú)

Louvado Seja Meu Senhor!(São Francisco de Assis)

Maria – Rainha da Família


Maria – Rainha da Família
“A família que reza unida, permanece unida”.


“Eis ai tua Mãe!” – Na dimensão familiar, a Mãe é o centro, o coração da família; é a vida a luz, a alegria, a consolação dos filhos; é a interprete, a medianeira, a ponte entre o pai e os filhos.
É por causa desta vitalidade e atividade benéfica da Mãe na família, que Cristo em sua agonia na cruz incumbiu sua Mãe dilétissima da missão maternal na sua instituição – Á igreja (fonte dos sacramentos nascia da chaga aberta do coração de Jesus).
Todos os predestinados (os filhos) estão, neste mundo, os ocultos no seio da Ssma.Virgem Maria, onde estão guardados, alimentados, conservados e engrandecidos por esta Mãe, até que gere para a glória depois da morte. (Sto. Agostinho).

“A Mãe é a Rainha da família”

O povo cristão aclama Nossa Senhora como Rainha da Família. Esse título é atualmente muito oportuno, pois valoriza uma das dimensões mais importantes da vida humana: “A Família”.
A Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos comunicam aos bispos do mundo inteiro, que por concessão do Papa João Paulo II, foi inserida na ladainha de Nossa Senhora a Invocação – “Rainha da Família”. (31-12-1995)
“A Família, fundada e vivificada pelo amor é uma comunidade de pessoas: dos esposos, Homem e Mulher dos Pais e dos Filhos, dos parentes. Sua primeira tarefa é a de viver fielmente a realidade da comunhão num constante empenho por fazer crescer uma autêntica comunidade de pessoas”. (João Paulo II).
Estar a serviço da vida e promovendo a continuidade da obra criadora Deus, é tarefa fundamental da família. “Os filhos são o dom mais excelente do matrimônio e constituem um beneficio máximo para os próprios pais”.(Vaticano II)
Ainda define o concilio Vaticano II: “A família é a primeira escola de virtudes sociais de que precisam todas as sociedades; e a família recebeu de Deus a missão de constituir a célula primaria e vital da sociedade”.
Nossa Senhora e a Rainha da Família porque ela, como Mãe solicita, também auxilia protege e inspira as famílias. Já, em 1981, o Papa João Paulo II afirmava: “Que a Virgem Maria, Mãe da igreja, seja também a Mãe da igreja doméstica e, graças a seu auxilio fraterno, cada família cristã possa tornar-se verdadeiramente uma pequena igreja, na qual se manifesta e reviva o mistério da igreja de Cristo. Seja ela a escrava do Senhor, o exemplo de acolhimento humilde e generoso da vontade de Deus; seja ela Mãe das Dores aos pés da cruz, a confortar e a enxugar as lágrimas dos que sofrem pelas difilcudades das suas Famílias”.
A Mãe de Deus é Rainha da Família porque também a Sagrada Família de Nazaré, composta por Ela, José e Jesus, se torna exemplo e fundamento das famílias.
“Que Nazaré nos ensine o que é a família, sua comunhão de amor, sua beleza austera e simples, seu caráter sagrado e inviolável”. (Papa Paulo VI)

Maria Rainha da Família, Rogai por nós que recorremos a vós!


Márcio Antonio Reiser O.F.S.

Jacinta Marto



Beata!
Jacinta Marto

20 de Fevereiro

“Aonde vais, ó pastorinha, pela manhã ainda tão cedo?
Te esperam as ovelhas e as pastagens por todo o dia.
Vais com Francisco, teu irmão, vais com Lúcia, tua prima,
vais com Deus e Nossa Senhora, a jornada será longa”.


“Se não fizerdes como um destes pequeninos não entrareis no Reino dos Céus” (Mt. 18, 3).

A pequena Jacinta Marto correspondendo sem reservas à Graça Divina realizou rapidamente uma grande perfeição na imitação de Cristo e voluntariamente consumiu sua breve existência pela Glória de Deus, cooperando na salvação das almas mediante fervorosa oração e assídua penitência.

A infância:

Aljustrel, o encantador lugarejo da freguesia de Fátima, é o cenário de uma linda história de amor. A história dos três pastorzinhos que viram e transmitiram as mensagens da Ssma. Virgem Maria; são eles: Lúcia e seus primos, Francisco e Jacinta!
Era inverno e no pequeno lugarejo de Aljustrel, um suave perfume de relva molhada exalava nos ares com a chegada do sol da manhã.
Tudo corria tranqüilo em mais um dia de trabalho normal. Na pequena casa do Sr. Manuel Pedro Marto, a situação estava um pouco tumultuada, afinal, Dona Olimpia de Jesus, estava em trabalho de parto, todos aguardavam a chegada do 11º filho, seria o último.
Era dia 11 de março de 1910, e perto do meio-dia veio ao mundo à encantadora Jacinta Marto, seus olhos eram vivos e negros como duas jabuticabas. Era mimada por todos. Foi levada a pia batismal no dia de São José, 19 de março de 1910.
Francisco era dois anos mais velho que Jacinta, porém o dois eram inseparáveis, trocavam confidências e faziam a alegria dos Marto. Jacinta era viva e alegre, ficava logo amuada com alguma contrariedade. Seu pai contava com emoção que: desde que Jacinta aprendeu a rezar a Ave-Maria, dizia em vez de “Cheia de Graça”, “Cheia de Graças”, e não houve ninguém que a convencesse a dizer o correto.
Num determinado momento, os Marto, vão morar ao lado da família de Lucia, a mãe de Lucia era irmã da mãe de Jacinta e Francisco (D. Olimpia).
Casa muito pobre, poucos cômodos, móveis quase nenhum, uma humilde lareira e uma cozinha pequena, porém alegre, com a presença de D. Olimpia sempre cantarolando entre os afazeres domésticos.
Lúcia ajudava a olhar seus primos, para eles contava histórias e fazia inocentes brincadeiras. Jacinta ficava encantada com a narrativa da Paixão de Cristo e Francisco gostava de jogos de soldados.
Tudo corria tranqüilo, até o dia 13 de maio de 1917. Era primavera, era o mês das flores e de Maria. O mundo era lavado pelo sangue de milhares de inocentes, a 1º guerra mundial já se arrastava por mais de 3 anos.
Era uma luminosa manhã de domingo, depois de participarem da Santa Missa na Igreja de Aljustrel, Lúcia, Francisco e Jacinta saíram em direção a serra, onde juntaram o seu pequeno rebanho de ovelhas, ao que Lúcia determinou: “Vamos para as terras de meu pai, na cova da Iria”.
O Tempo passara calmo e entretido. Os pastorinhos já tinham comido a merenda (pão de centeio, queijo e azeitona) e rezado o Santo Terço. Perto do meio-dia, subiram a um terreno mais elevado e começaram a brincar.
De repente as crianças viram como que um clarão de um relâmpago e com um pouco de medo reuniram o rebanho e desceram, logo em seguida um novo clarão. Pararam confusos e maravilhados: ali, à curta distância, sobre uma carrasqueira de um metro, aparecia-lhes a Mãe de Deus!
Disse Irmã Lúcia: “Era uma senhora vestida toda de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz... estávamos a um metro de distância, e então Nossa Senhora disse-nos”:
- Não tenhais medo, eu não vos faço mal
- Donde é vossmecê?, perguntei-lhe
- Sou do Céu.
- E que é que vossmecê deseja?
- Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, todo dia 13, nesta mesma hora... Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que ele vos quiser enviar, em atos de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?
- Sim, queremos!
- Ides, pois, terereis muito o que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto...
- Rezem o terço todos os dias...
A Virgem elevou-se no firmamento. Somente Lúcia ouvia a Virgem Maria.

“Ó mãe, vi hoje Nossa Senhora na cova da Iria!” (Jacinta).

Ao fim da primeira aparição os videntes voltam para casa maravilhados... Lúcia propõe aos primos não dizer nada a ninguém. O contrato fica estabelecido.
Na idade da inocência e ainda encantada com a aparição, Jacinta não se contém e diz: “Ó mãe, vi hoje Nossa Senhora na cova de Iria!”.
Impossível conter um segredo celeste, em poucas horas toda a região já tinha conhecimento da aparição.
Muitos interrogatórios, audiências com sacerdotes e sempre repetindo com muita lucidez e verdade os fatos.
Antes da última aparição, os três pastorinhos foram presos, na cela e junto com os demais presos eles entreolhavam-se assustados.
- Vamos rezar o terço, disse Jacinta tirando do pescoço uma medalha de Nossa Senhora e pediu ao preso mais alto para pendurá-la num prego; e todos, de joelhos, começaram a rezar o terço. Os presos, um a um foram de joelhos. Tudo ofereciam a Deus, sacrifícios e orações.
Depois da última aparição, em 13 de outubro de 1917, quando mais de 70 mil pessoas assistiram o milagre do sol, os dois, irmão Francisco e Jacinta preparam-se para um curto calvário, que os levaria o quanto antes, para junto de Nossa Senhora conforme Ela havia prometido.
Francisco morreu santamente em 04 de abril de 1919.
Jacinta teve a vida caracterizada pelo espírito de sacrifício, pelo amor ao coração de Maria, ao Santo Padre e aos pecadores. Depois de uma longa e dolorosa doença, oferecendo todos os sofrimentos pela conversão, pela paz, a pequenina Jacinta entrega santamente sua alma a Deus; era a tarde de 20 de fevereiro de 1920, em Lisboa.
“Eu iria com muito gosto para o convento, mais gosto mais ainda de ir para o Céu” (Jacinta).
No dia 13 de maio de 2000, o Santo Padre, Papa João Paulo II, beatificou os irmãos Francisco e Jacinta Marto; a irmã Lúcia foi levada aos Céus no dia 13 de fevereiro de 2005, aos 97 anos.
Beata Jacinta Marto
Rogai por nós!

Paz e Bem!

sábado, 26 de julho de 2008

Nossa Senhora de Loreto



Nossa Senhora de Loreto

A Santa Casa de Nazaré é levada para a Itália

10 de Dezembro


“Pois minha casa chamar-se-á Casa de Orações para todos os povos” (Is 56,7)

Loreto, bela cidade italiana situada à 300 Km de Roma, artisticamente ornada de flores campestres, pelas mãos do Altíssimo, impõe-se sobre uma colina, nas costas do mar Adriático, na região das marcas de Ancona.
O nome Loreto foi dado, pelo povo, tendo em vista que nas imediações da colina havia um belo bosque de louros.
Nosso Pai, São Francisco de Assis, ao passar por aquelas regiões, profetizou, sete décadas antes de sua morte, que Loreto seria um lugar dos mais sagrados do mundo, assim como Nazaré da Galiléia. Por isso, ali devia ser construída uma Igreja.

A História

No ano 313, a imperatriz Santa Helena, mãe do imperador Constantino, construiu um magnífico templo em Nazaré, na Galiléia, para abrigar a humilde casa da Sagrada Família.
Segundo uma antiga tradição, no dia 10 de dezembro de 1291, os cruzados foram derrotados pelos mulçumanos e expulsos da Terra Santa.
Muitos lugares, considerados sagrados para os cristãos católicos, foram destruídos. Era a intensão dos mulçumanos não deixar pedra sobre pedra do Cristianismo.
A casa da Virgem Maria, em Nazaré da Galileia, era uma humilde construção composta de duas partes: uma gruta escavada na rocha, e a parte da frente, composta de três paredes, de pedras.
Bem sabemos do valor daquela singela habitação, pois foi ali que a Virgem Maria nasceu e passou sua infância; foi ali, também, que ela ficou noiva; foi ali que ela recebeu a visita do embaixador do céu, o Arcanjo Gabriel; foi ali o cenário divino da anunciação e da encarnação do filho de Deus; foi ali que Jesus passou a morar desde a volta do exílio no Egito até o inicio da sua vida pública.
Aquela casa era por demais querida e amada por Jesus, e sendo assim, deveria ser preservada da destruição e da profanação.
Segundo uma antiga tradição, neste mesmo dia 10 de dezembro de 1291, os anjos teriam transportado a parte da frente da casa, ou seja, as três paredes de pedras. Primeiro para a Iliria, hoje Tersatto, na Croácia; e depois para a Itália, em 10 de dezembro de 1294.
Talvez a historia da transladação por obra dos anjos tenha nascido de um erro de tradução da expressão latina “de Angelis”, pelos anjos. Hoje se tem conhecimento que de Angelis era o sobrenome de uma família bizantina, sendo assim, em português seria “Dos Anjos”.
Provavelmente, então, as pedras da Santa Casa de Nazaré, teriam sido levadas de navio pela família De Angelis. Talvez com um presente ao papa Celestino V.
Se a casa foi transportada pelos anjos ou pela família, de navio, não importa; o que realmente importa é que Loreto guarda a maior relíquia do Cristianismo fora da Terra Santa.
A capela tem 4,5m de largura, por 9,5m de comprimento, tamanho que corresponde exatamente aos dois alicerces da casa que existia em Nazaré. As pedras que se vêem nas paredes são as mesmas, tanto em Nazaré como em Loreto. Até a coloração e as marcas das pedras se encaixam.
O resto da casa é de tijolos da região de Loreto. A capela tem apenas as três partes vistas, pois a do fundo, revestida de mármore, não havia na casa de Nossa Senhora, que terminava numa gruta escavada na pedra. A gruta é venerada, atualmente, na Basílica da Anunciação, em Nazaré.
A imagem de Nossa Senhora da Loreto é negra, esculpida artisticamente em cedro do Líbano.
A Basílica de Loreto, onde se encontra o precioso tesouro , que é a casa de Nazaré, foi construída em 1468.
O Papa João XXIII chamou a Basílica de Loreto de “Santuário da Encarnação”, em 1962. Na casa de Nazaré, o Santuário Espírito-Santo estava presente em Maria: a nova Arca da Aliança, sendo assim a Santa Casa é o santuário do Espírito-Santo por excelência.
Nossa Senhora de Loreto é a padroeira da aviação, declarada oficialmente em 1920, pelo Papa Bento XV.


A Ladainha Lauretana, ou de Loreto

A ladainha da Santíssima Virgem Maria, é conhecida como Lauretana em lembrança e homenagem a Igreja de Loreto. A causa esta em que a igreja, ou a Santa Casa de Loreto, a basílica mais importante, em honra da Virgem Maria, fora da Terra Santa.
A palavra Ladainha é grega em sua origem, e significa uma súplica, um louvor.
Os frutos e a utilidade das ladainhas na igreja são inumeráveis. Servem para afastar os males do corpo e alma. Para fazer cessar as chuvas demasiado abundantes, as tormentas, os terremotos; para livrar da fome e da seca, da guerra, dos assédios; para obter a abundancia dos frutos da terra; para afastar outros males e para alcançar numerosos benefícios...
Olhando para a casa de Loreto, o Papa João II, fazia votos para que todos os filhos da Família Humana, vindos ao mundo, tivessem um teto, uma casa para morar. A Sagrada Família de Nazaré é o modelo e a padroeira de todas as Famílias Cristã, por isso, os fieis invocam Nossa Senhora de Loreto como padroeira de suas famílias e de suas casas.
Tudo é comum, tudo é divino no cotidiano convívio da Sagrada Família, nada chama a atenção dos vizinhos e amigos. A casa de Nazaré é a mais perfeita escola de sabedoria, de virtudes, onde o silencio era mestre da perfeição. Tudo era guardado nos três corações unidos de amor.
Amém!
Paz e Bem!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Santa Ágatha ou Agueda



Santa Ágatha ou Agueda

5 de Fevereiro

Protetora das enfermidades dos seios!

“Não te envergonhas de mutilar na mulher o que tua mãe te ofereceu para amamentar?”
Sta. Agatha


“Com o maior cuidado, a igreja recolheu as lembranças daqueles(as) que foram até o fim para testemunhar a fé. São as ‘atas dos mártires’. Constituem os arquivos da verdade escritos em letras de sangue. O martírio é o supremo testemunho prestado a verdade da fé; designa um testemunho que vai até a morte.”
(Catecismo da Igreja Católica)

A Nossa Santa

A prospera cidade de Catânia, bela por um privilegio da natureza, talvez a mais bela da Sicília, e a mais rica; serviu de berço natal para Agatha, que ao nascer despertou a atenção de todos por sua beleza e pela luminosidade de seus olhos.
Filha de nobres comerciantes que em tudo se empenhavam para a formação de seus filhos. Eram cristãos devotados, educaram e instruíram seus filhos no cristianismo, apesar de às escondidas por causa da perseguição do imperador Décio, pelos anos 250.
Agatha era dotada de uma inteligência invejável, além de uma beleza que encantava a todos. Nossa jovem era muito religiosa, nutria um amor por Jesus e a Ele consagrou sua vida de todo o coração, desejando por Ele renunciar os amores terrenos.
Como não deixaria de ser, uma jovem bela, rica e inteligente; cortejada por muitos jovens da sociedade Siciliana e a todos dispensava com delicadeza, pois seus planos eram outros. Porem, as coisas não são sempre fáceis quando se trata de sentimentos humanos.
Um senador romano ilustre e poderoso apaixonou-se pela jovem Agatha, e por ela era capaz de mover meio mundo. Quando recebeu dela a recusa de seu cortejo, tornou-se intratável e odioso. Seu nome era Quintianus, e, descobrindo que Agatha era cristã e que havia sido trocado por Cristo, deu inicio a uma violenta perseguição contra a jovem, inclusive entregando-a ao imperador Décio.
Pelo imperador, homem cruel e inimigo dos cristãos; foi submetida a um humilhante processo condenatório.
No momento do julgamento, o governador da cidade, vendo-a em sua presença, interrogou-a asperamente: “Tu a que casta pertences?” ao que Agatha respondeu: “Embora de família nobre e rica, tenho a honra e a alegria de ser serva de Jesus Cristo, meu Senhor e meu Deus.”
Condenada! Foi despida, amarrada e arrastada sobre cacos de vasos e brasas acesas e depois lhe arrancaram os seios com ferros cortantes.
Agatha, referindo-se aquela brutalidade, olhou para o juiz e disse: “Não te envergonhas de mutilar na mulher o que tua mãe te ofereceu para amamentar?”.
Nenhum remédio ou ataduras foram permitidas que se colocassem nas suas feridas e depois das cruéis torturas foi jogada num calabouço escuro, sujo, sem água e sem comida, para ali morrer.
Segundo a tradição, durante aquela noite Agatha teve uma visão de que São Pedro, acompanhado de um jovem que trazia uma tocha, foram visitá-la. O jovem aplicou óleos e ungüentos sobre os ferimentos e São Pedro impôs as mãos; e na manhã seguinte ela estava milagrosamente curada das feridas e restabelecida de suas forças físicas e espirituais.
O cruel senador Quintianus, ao tomar conhecimento do milagre, solicitou ao imperador que fossem intensificadas as torturas. Novamente a jovem Agatha, permanecendo fiel a Cristo, foi despojada de suas vestes e arrastada sobre brasas, cacos de vasos, marcada com ferro e lançada ao calabouço, onde em lagrimas exclamava: “Meu Senhor Jesus Cristo, vós sois o meu coração e minha vida. Leve-me e faça-me eternamente sua!” Nesse exato momento um terremoto sacudiu a prisão e ela então veio a falecer.
O funeral da virgem mártir Agatha foi bastante movimentado e todos os presentes testemunharam a presença de um jovem com uma tocha na mão.
No primeiro aniversario de sua morte o vulcão Etna entrou em erupção. Os cristãos devotos de Santa Agatha colocaram o véu que cobria o seu tumulo sobre as lavas do vulcão que imediatamente o estancaram, salvando a cidade de Catânia. Era o dia cinco de fevereiro; dia em que foi estabelecida a sua festa e também o seu patronato sobre a cidade.
Segundo também, a tradição, Santa Luzia esteve com sua mãe enferma no tumulo de Santa Agatha e ela foi milagrosamente curada.
Agatha é uma das poucas santas citadas no cânon da missa. Na arte litúrgica da igreja, ela é mostrada como uma mártir, com a palma do martírio e os dois seios em um prato.
Louvemos a Deus em nossos santos e santas, beatos e beatas, e em tantos mártires que regaram com seu sangue, a igreja de Jesus Cristo.
Parece impossível imaginar tantas crueldades contra cristãos nos dias de hoje, porém, em muitos lugares, cristãos são martirizados por defender a fé em Jesus Cristo, o mártir por excelência.
Que possamos, sempre, testemunhar com o exemplo e com a vivencia a nossa fé. Que nossa santa do mês, Agatha, nos ensine que o amor sempre vence!


Oração:

Oh! Santíssima Trindade, nós vos agradecemos pelas graças que concedestes a vossa fiel serva Santa Agatha; e que pela sua intersecessão à vossa infinita misericórdia, apesar de nossas misérias, vos digneis conceder a graça que humildemente imploramos...
Dignai-vos atender o nosso pedido, se assim for da vossa vontade.
Meu Senhor e meu Deus, eu vos ofereço o meu pedido em união com a paixão de Jesus Cristo, e com os méritos e virtudes de Sua Mãe Maria Santíssima.
Amém



Pai Nosso, Ave Maria, Gloria...Salve Rainha!
Paz e Bem!
Marcio Antonio Reiser O.F.S.

Fuga para o Egito


A Fuga para o Egito


30 de Dezembro

“Levanta-te, pega o Menino e Sua mãe e foge para o Egito!” (Mt 2, 13).

Um véu cintilante de estrelas cobria o céu azul-escuro da encantadora Belém. “Belém de Judá... de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo” (Mig 5, 2).
Os Magos partiram, por outro caminho, conforme o aviso que tiveram em sonho! Herodes, furioso, persegue o Menino em Belém e arredores, e determina a execução de todos os meninos de dois anos para baixo.

“É o massacre dos inocentes”. Os primeiros a derramarem o sangue em nome de Jesus!
José, Maria e o Pequeno Jesus estão a caminho! Imaginemos o susto que o aviso do anjo lhes causou. Estavam longe de casa, por certo, o que traziam na bagagem, nada mais era do que lhes permitia a pobreza, e os bens, que a Providência Divina lhes proporcionou pelas mãos dos Magos.
José transforma o lombo do fiel burrinho num trono confortável e aquecido!
Ó feliz burrinho! A passos lentos transportavas, orgulhoso, a Rainha escolhida com o Pequeno Rei em seus braços.
O caminhar era silencioso, Maria pensava nas palavras do Anjo Gabriel. Lembrava das profecias do velho Simeão no Templo. “Uma espada de dor transpassará a tua alma”. Tudo era guardado em sua coração! A dor transformava-se em alegria quando contemplava o rosto sereno do seu menino, nascido da suas entranhas e que também era seu Deus!
Passo a passo, o jovem e justo carpinteiro José, pensava no futuro; pensava na nova vida no Egito e em seu coração refletia sobre um outro José, o filho de Jacó, que foi para o Egito como escravo, tornou-se o conselheiro real e aquele que salvou a descendência do povo de Israel, da miséria. E lembrou-se do grande libertador do povo de Israel, Moisés do Egito!
Uma viagem penosa e perigosa, a escuridão da noite através de desertos e florestas, animais bravios e salteadores! Os sobressaltos que padeceu a Sagrada Família, durante o trajeto, dariam subsídios suficientes para uma comovente novela de aventuras.
São Pedro Crisólogo escreveu, tão belamente, sobre a necessidade da fuga e justificou assim: “Que Cristo fugisse, foi mistério, não temor; foi virtude divina, não fraqueza humana; não fugiu por causa da morte do Autor da Vida, mas por causa da Vida do Mundo. Pois tendo vindo para morrer, fugiria a morte?...”.
Uma antiga lenda nos diz que, à passagem da Sagrada Família rumo ao Egito, as palmeiras inclinavam-se, as fontes brotavam e os corações eram transformados por uma presença desconhecida!
A tradição nos mostra a cidade de Heliópolis, centro do culto ao Sol, como lugar escolhido pela Sagrada Família para residirem. Lá já viviam muitos Hebreus, e lá também existia um templo ao Deus verdadeiro!
Lá permaneceu a Sagrada Família até a morte de Herodes! Era o quarto ou quinto ano da era Cristã. Mais uma vez a palavra do Senhor se cumpria! “Eu chamei do Egito o Meu Filho” (Os 11, 1).
O Verbo de Deus encarnado, a Palavra de Deus, ou o Próprio Evangelho vivo é apresentado aos pagãos. O Egito mais uma vez é lugar de exílio e testemunha do plano Salvador de Deus!
“A Sagrada Família nos ensina e aconselha a praticar o apostolado sempre e em todos os lugares, e até em circunstâncias desfavoráveis da vida, às vezes contra o nosso próprio gosto, somos obrigados a partir!”.
O homem põe e Deus dispõe.
Herodes persegue e Deus prossegue!

Paz e Bem!
Marcio Antônio Reiser O.F.S.

A Bíblia e a Família


“A Biblia e a Familia”.

“Senhor Meu Deus,
Tu, a Luz dos Cegos,
Tu, a força dos fracos,
Não nos escondas o mistério de tua lei,
quando batemos à porta.
Revela-nos os teus segredos!"

Sto. Agostinho.
“Tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não voltam, sem ter regado a terra, sem tê-la fecundado e feito germinar as plantas, assim acontece à palavra que minha boca profere : Não volta sem ter produzido seu efeito.”(Is 55. 10-11). Assim concluímos que; Os campos floridos e verdejantes são, portanto, o resultado do encontro da chuva com a terra e suas sementes. São as conseqüências da união entre o céu e a terra.
Portanto, a Bíblia é fruto da iniciativa amorosa e gratuita de Deus, vindo ao encontro da humanidade, e da experiência de pessoas que procuraram viver a aliança a elas oferecida por Deus..
Deus na sua infinita bondade., vem ao encontro da humanidade manifestando o seu amor de diversas formas e de diferentes modos, porém sempre sendo o Senhor da Vida e da Historia, pois seu amor e sua mensagem são imutáveis..
A palavra de Deus, na família, na pode ser resumida a uma Bíblia na estante ou até aberta e empoeirada sobre um móvel. Devemos entender que a palavra de Deus é viva e sempre atual. Na Bíblia encontramos respostas para os problemas do cotidiano e para o nosso crescimento espiritual. A palavra edifica e fortifica o nosso ser.
Conforme o catecismo da Igreja – pág – 453, Diz:
“O lar é assim a primeira escola de vida cristã e uma escola de enriquecimento humano. É ai que se aprende a fadiga e a alegria do trabalho, o amor fraterno, o perdão generoso e mesmo reiterado, e sobretudo o culto divino pela oração e oferenda de sua vida”.
É sempre bom lembrar que: “A família que reza unida, permanece unida”.
É na oração diária de cada um, ou nos momentos em comum como,
na oração do Santo Terço e na Santa Missa, onde nos alimentamos do pão da palavra e do pão eucarístico, que encontramos o sentido de nossas vidas e descobrimos o quão divina é a família aos olhos de Deus.
Que possamos sempre buscar nas sagradas escrituras as respostas para os nossos questionamentos existenciais, e lá encontraremos verdadeiramente “Páginas da Vida”, que promovem a vida.

“Rogamos-te, Senhor Jesus, que nos faças terras boas, capazes de receber a semente da tua palavra e produzir fruto digno de penitência, para que possamos viver eternamente na tua glória”. (Santo Antonio de Pádua)

Amém!
Paz e Bem!

Catequista: Semeador do Reino e Apóstolo da esperança


Catequista: semeador do reino e apóstolo da esperança!

“É acreditando com o coração que se obtém a justiça e é confessando com a boca que se chega a salvação... Todo aquele que invoca o nome do Senhor será salvo. Ora, como poderão acreditar se não ouviram falar dele? E como poderão ouvir se não houver quem o anuncie? Como poderão anunciar se ninguém for enviado?” São Paulo completa: “A fé depende, portanto, da pregação e a pregação é o anuncio da Palavra de Cristo”.
(Rom 10, 10 – 15.17)


No meu entender, catequese é missão do coração. Na própria palavra “catequese” em sua origem do grego Kata e Echekéo reflete o mesmo sentido. “Kata” significa algo que vem do alto com força e intensidade, bate num obstáculo e volta. “Echekéo” é eco, som que batendo no obstáculo retorna, repercute, ressoa.
Conclusão: a palavra de Deus, que vem do alto, entra pelo ouvido, vai ao coração e ali ecoa. Fazer ecoar a palavra de Deus é missão do catequista.
Conforme o “DNC” (261), o perfil do catequista é um ideal a ser conquistado, olhando para Jesus, modelo de mestre, de servidor e de catequista+ E ainda diz que: “O catequista deve ser pessoa que ama e se sente realizada”.
Eu, particularmente, considero a catequese prioridade da Igreja. Investir na catequese e na formação de catequistas é de suma importância. Fazei da catequese uma prioridade”. (João Paulo II, em Fortaleza – 10/07/1980)
Cada catequista é um pouco de tudo, pai, mãe, irmão (a), amigo, confidente... e com seus catequizandos, vai criando laços, muitas vezes tão fortes que nem o tempo desfaz.
Eu lembro, com carinho e gratidão, de meu catequista e amigo Pe. Décio Bona S. D. B. e louvo a Deus por tudo de bom que ele nos transmitiu. Nele eu ouvi o eco de Deus!
Do pouco que já fiz e faço na Igreja, o que mais me encanta e me entusiasma é o ser catequista. A catequese é como o ar que eu respiro e digo como São Paulo: “Anunciar o evangelho não é título de glória para mim; pelo contrário: é uma obrigação que se impõe. Ai de mim se eu não evangelizar”. (1 Cor 9, 16)
O modelo ideal de catequista é sem duvida Maria santíssima. Ela ouve a palavra de Deus, guarda e medita em seu coração; aceita a proposta do Senhor; diz um sim generoso e definitivo e a palavra se faz carne em seu ventre.
Maria não se acomoda, mas sente o eco do chamado de Deus e sai pelas montanhas para levar a Boa Nova aos que o Senhor indicou. O seu sim foi eterno!
Obrigado Senhor pelo chamado que me fizestes: ser catequista! Obrigado pelas centenas de jovens que me confiastes nestes quase 18 anos de serviço.
Obrigado pelo imenso exército de catequistas de batismo, eucaristia, crisma, matrimônio espalhados por este mundo afora.
Senhor! Encoraja e fortalece os teus catequistas para que sempre e cada vez mais redescubram a grandeza que é fazer da vida doação!

Parabéns catequista!


quarta-feira, 23 de julho de 2008


São Sebastião

20 de janeiro


“Todos os atletas se impõem a si muitas privações; e o fazem para alcançarem uma coroa corruptível. Nos o fazemos por uma coroa incorruptível. Assim eu corro, mas não sem rumo certo”. (1 Cor 9, 25-26)

O exemplo e o testemunho dos primeiros cristãos deveriam nos entusiasmar e nos servir de estimulo quanto ao anuncio do Evangelho de Jesus Cristo.
Com coragem e determinação, nossos primeiros Santos nos ensinaram que as horas do mundo são passageiras e que devemos, sim, aspirar a gloria dos Céus.

Histórico

Filho de pais ilustres e cristãos, da pequena cidade de Narbona, nasceu São Sebastião por volta do ano 260. Desde a mais tenra infância, sentia-se desejoso de dar testemunho de sua fé, em Jesus Cristo, ainda que fosse derramado o seu sangue em martírio.
Sebastião segue a carreira militar por força das circunstancias, e não por desejo seu. Alias, Sebastião tinha aversão pela carreira militar.
Corria o ano de 284, época em que dois imperadores, Carino e Diocleciano, dividiam entre si o Império Romano, o primeiro reinando na Gália e o segundo em Roma. O imperador Carino tinha colocado Sebastião no numero de seus oficiais, e após sua morte, Diocleciano conservou Sebastião no mesmo posto. Logo, Diocleciano reconheceu as belas qualidades de coração e de espírito de que seu súdito dava provas continuas, pelo que lhe aumentou as honras, dando-lhe o comando da primeira corte das guardas pretorianas, encarregadas de vigiar ao redor do palácio. Gozava, pois, Sebastião de grande favor junto a Diocleciano e as portas do palácio lhe estavam sempre abertas dia e noite.
Durante todo o tempo, que Sebastião desempenhou seu oficio de comandante de guardas imperiais, cuidava atentamente em ocultar a Diocleciano a religião que praticava, porém, somente ocultava para proteger os cristãos e alertar a coragem dos que por sua causa da fé cristã, eram presos, maltratados e trucidados. Andava, pois, de casa em casa, sustentando os fieis na luta pela fé, defendendo a causa de Cristo e a pregação do Evangelho.
Trabalhou incessantemente em converter os pagãos conquistando discípulos para Jesus.
Os irmãos Marcos e Marcelino, quando foram conduzidos à casa do notário Nicostrato, a cuja guarda tinham sido entregues. Ora aconteceu que no momento em que Sebastião animava os irmãos mártires à fidelidade, a casa de Nicostrato ficou iluminada duma luz brilhante e todos os presentes ficaram pasmados. No meio dessa luz apareceu Jesus Cristo acompanhado de sete anjos, e aproximando-se de São Sebastião, deu-lhe o osculo da paz, assegurando-lhe que estaria sempre com ele.
No mesmo instante, Zoé, a esposa de Nicostrato, que havia três anos perdera a fala, ficou tão impressionada com a luz de Cristo, que desejou aceitar Jesus, ao que Sebastião traçou sobre seus lábios o sinal da Cruz e no mesmo instante recobrou a fala e, juntamente com seu esposo, pediu batismo.
Sebastião que sempre encoraja os cristãos à não abandonar a fé, sente chegar também sua hora de derramar seu sangue em martírio.
Denunciado a Diocleciano, pelo apostata Fabiano, é cruelmente amarrado a um poste e atravessado com flechas pelos próprios soldados da guarda. Seu corpo é coberto de flechas e seu sangue escorre por todo o corpo, as forças vitais desaparecem, os olhos se fecham e a cabeça se inclina para o peito. Os soldados, julgando-o morto, se retiram deixando o corpo do mártir em pleno campo. À noite, uma piedosa senhora vai procurar o corpo para dar-lhe uma sepultura honrosa; porem logo percebe que o Santo esta vivo, tira-lhe as setas, o leva para casa, lá unge suas feridas e, em pouco tempo, Sebastião recupera a saúde e as forças.
Deus, em seus desígnios, preserva São Sebastião da morte, porem, tão logo, se vê recuperado, retorna ao palácio de Diocleciano para exortar o imperador do perigo de adorar os falsos deuses. O imperador atônito, pois julgava que Sebastião estivesse morto, e sem saber o que pensar, ao que Sebastião respondeu: “Nosso Senhor, dignou-se a me chamar de novo a vida, para que eu viesse, na presença de todo o povo, protestar contra a iniqüidade e barbaridade da perseguição que ateastes contra os servos de Jesus Cristo."
Em sua fúria, o imperador ordenou que conduzissem Sebastião ao hipódromo do palácio, onde, com golpes de bastão, o torturaram e o açoitaram até lhe arrancar as carnes.
Sebastião permanecia fiel e silencioso até a morte, ou, o feliz encontro com Jesus Cristo.
Durante a noite, os algozes levaram o corpo e o lançaram numa cloaca, onde ficou suspenso por um gancho: estavam com receio que os cristãos lhes deferissem as honras do martírio. Deus, porem, não permitiu que os despojos mortais de seu servo fossem sepultados em lugar ignominioso; e São Sebastião apareceu durante o sono de uma senhora chamada Luciana, a quem pediu que retirasse seu corpo e o enterrasse no cemitério de São Calixto, aos pés dos apóstolos São Pedro e São Paulo.
Atravessar as catacumbas de São Sebastião e chegar a sua igreja, em Roma, é percorrer um caminho de fé e testemunho. Uma fé corajosa que nos leva a questionar a importância de anunciar o evangelho até as ultimas conseqüências.
Que nosso soldado e mártir da fé, São Sebastião, nos ensine a perseverança, a coragem, e o amor incondicional a Jesus Cristo.

Amém!
Paz e Bem!
Marcio Antônio Reiser

A Assunção Gloriosa da Virgem Maria ao Céu

“Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma mulher revestida de sol, a lua debaixo de seus pés, e na cabeça uma coroa de doze estrelas”.(Ap 12,1)

Aos pés da cruz estava Maria, de pé, testemunhando a maior prova de amor que a humanidade teria: o Senhor Jesus morre na cruz para nos dar a vida eterna.
Ao ser descido da cruz, o Senhor é colocado sobre os braços de sua mãe, e ali, ele é novamente o filho de Maria. Aquela mãe dolorosa acaricia seus cabelos ressequidos de sangue, beija seu rosto desfigurado e toca suavemente as chagas de suas mãos. Quantas lembranças! Tudo quanto ela guardava no seu coração começava a ser desvendado.
Jesus é lavado e colocado no túmulo, e sua mãe assiste a cena com o coração silencioso, confiante na promessa da ressurreição.
Diz o evangelho secreto da santíssima Virgem, relatado a São João pela própria Virgem Maria: “Na madrugada de sábado para domingo... Rezando e chorando, de joelhos junto à cama, voltei a adormecer. A cabeça e os braços sobre o leito, não sei quantas horas estive assim, só me lembro que, igual a trinta e quatro anos antes, senti, de repente, que havia alguém no quarto em que despertei sobressaltada... Tinha a sensação de que uma luz extraordinária brilhava ao meu redor ainda que tudo continuasse as escuras.
Então vi... Ali estava e era Ele, esperando e velando o meu sono. “Filho”, gritei e me lancei em seus braços. “Mãe”, disse-me enquanto passava a mão por meus cabelos em desordem, “tranqüiliza-te”.
Já aconteceu tudo. Estou de novo aqui contigo! Então me beijou... “Vencemos Mãe, vencemos. Enfim derrotamos o maligno. Finalmente a morte esta proscrita. A batalha dura e angustiante, mas a vitória é nossa e é definitiva. Também tu tiveste parte nela... Quanto me ajudou tua fortaleza e como me consolou ver-te ali junto à cruz, cheia de fé e de esperança”.
“O ultimo inimigo a ser destruído é a morte”.
Lemos na primeira carta aos Coríntios. A morte, fruto do pecado, já não tem mais poder sobre quem não tem pecado. “Ave, cheia de garça”, disse o anjo a Maria, por que nela não há espaço para o que não é a vida de Deus.
Após 40 dias, gloriosamente ressuscitado, Jesus subiu ao monte das oliveiras... Abençoou os seus e se elevou ao céu por seu próprio poder... Dois anjos vestidos de branco vieram lembrá-los das realidades da vida. A Virgem e os discípulos retornaram juntos ao cenáculo.
Juntos estavam no cenáculo, 50 dias após a ressurreição, Maria e os apóstolos quando o Espírito Santo prometido veio sobre eles e todos ficaram cheios do poder de Deus, ali em Pentecostes nasceu a Igreja de Jesus Cristo com Maria e as doze colunas (os apóstolos) que a sustentariam e sob o comando de Pedro, hoje Bento XVI.
Maria devia passar ainda muitos anos sobre a terra (dizem alguns que foram 30 anos), onde saboreara alegrias na intimidade de seu filho presente na Santa Eucaristia. Privada doravante de sua presença visível, ela devia exercer junto à Igreja nascente o papel de mãe, que lhe havia confiado o próprio Jesus.
Segundo a tradição, Maria recebeu Jesus eucarístico, pela primeira vez das mãos do Apóstolo Pedro, e depois que foi com João evangelista para Éfaso, recebia diariamente das mãos do Apóstolo que Jesus amara, e que confiou sua mãe, por não ter irmãos.
Quanto mais se prolongava o exílio, mais aumentava o desejo de partir e ir ao encontro de seu filho, e quando chega o momento, por ela tão esperado, e pressentindo que era chegada a hora de ir ao encontro de seu filho, Maria volta para Jerusalém, os Apóstolos são avisados e todos se dirigem para Jerusalém para as ultimas recomendações e despedidas.
Quando a Imaculada exalou o ultimo suspiro, os apóstolos lhe prepararam piedosamente os funerais, a Santíssima adormeceu no Senhor, e foi sepultada conforme os costumes judaicos, num tumulo que se encontra na vizinhança do Gethesêmani. Segundo uma piedosa tradição, o anjo Gabriel, que a havia saudado cheia de graça, visitou-a novamente e lhe anunciou a noticia de sua próxima partida.
Três dias depois do sepultamento, conforme a tradição, chegou o apostolo Tomé. Pesaroso por não ter podido assistir a despedida da Mãe, (conforme era chamada por todos os Apóstolos), insistiu com os apóstolos para que lhe abrissem o sepulcro para que pudesse contemplar pela ultima vez o rosto virginal de Maria.
Os apóstolos cederam, mas quando abriram o tumulo, encontraram-no vazio. Só acharam os lençóis de linho, alvíssimos, e que exalavam um perfume celestial, belas rosas cobriam a pedra e a piedosa correia, que a Santíssima Virgem usava na cintura.
Era costume na Judéia, andarem as mulheres cingidas com uma correia, desde pequenas como símbolo de pureza. A santíssima Virgem Maria, como toda a judia, também usou, durante toda a sua vida, uma correia, sendo com ela sepultada.
Diz ainda, a tradição, que o apostolo Tomé venerou, com muito respeito, a correia de Maria e, daquele dia em diante, usou uma correia semelhante em homenagem a Mãe. A correia original ficou no sepulcro e mais tarde Santa Pulquéria, a fez transportar para Constantinopla e colocá-la numa magnífica igreja em honra a Nossa Senhora,e assim, começou a difusão da Sagrada Correia entre o povo fiel.
A Santíssima Virgem Maria é levada aos céus pelos anjos de Deus. Aquele corpo imaculado, que gerou o Salvador da humanidade, não poderia conhecer a corrupção.
“Quem é esta que sobe?” Assim teriam perguntado uns aos outros, os espíritos celestes que aguardavam a subida da Imaculada, pasmados de sua inefável beleza. “Quem é esta que sobe como a aurora, quando se levanta, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha? Quem é esta que sobe do deserto, inebriada de delicias, apoiada sobre seu amado?”. (Cant, 6,9;8,5).
Seu amado filho Jesus indo ao encontro de sua mãe dulcíssima, tê-la-ia convidado e chamado com carinhosas frases repassadas de amorosas saudades, e conduzida por Jesus até o trono do Pai celeste, este coroa a sua dileta filha com a coroa do poder, para que se torne a rainha do céu e da terra.
O Verbo Encarnado coroa sua Mãe Imaculada com a coroa da sabedoria, para que se torne nossa “Mestra e a sede da sabedoria”.
O Espírito Santo coroa sua castíssima esposa com a coroa do amor e da graça, para que se torne a “Medianeira e dispensadora das graças divinas”.


O Dogma


Atendendo a expectativa e a pedidos do povo católico do mundo inteiro, o Papa Pio XII definiu, em 1950, na Assunção de Nossa Senhora, como dogma de fé, pela constituição apostólica munificentissimus Deus, e afirmou: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma a gloria celestial”. 1º de novembro de 1950

Bendita seja sua glória e Assunção Gloriosa.