segunda-feira, 30 de junho de 2008

Escapulário de Nossa Senhora do Carmo


Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

16 de julho de 1251

Ternura de mãe na forma de seu manto



“Eu também levo no meu coração, há tanto tempo, o Escapulário do Carmo! Por isso, peço a Virgem do Carmo que nos ajude a todos os religiosos e religiosas do Carmelo e os piedosos fiéis que a veneram filialmente, para crescer em Seu amor e irradiar no mundo a presença desta mulher do silêncio e da oração, invocada como mãe da misericórdia, mãe da esperança e da graça”. (João Paulo II)


O Escapulário


O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo é sinal sacramental da maternidade divina de Maria na Igreja. Como tal, representa o compromisso de seguir Jesus assim como Maria o fez, tornando-se modelo perfeito de todos os discípulos de Cristo.
Para os que são revestidos do Santo Escapulário é importante destacar algumas atitudes que devem ser assumidas.
Em primeiro lugar, o Senhor Deus deve estar acima de tudo e procurar em tudo realizar a sua vontade. Assim como Deus está em primeiro lugar, devemos escutá-lo através da Bíblia Sagrada, praticar o que nos inspira e através da oração promover um íntimo diálogo com Aquele que nos ama.
Amar a Deus, ouvir o que ele tem para nos dizer e fazer como Maria, ir ao encontro dos que sofrem, solidarizando-se com suas necessidades.
Buscar nos sacramentos da Igreja, eucaristia e reconciliação a santidade de vida, poder aprofundar o mistério de Cristo e a dimensão do seu amor misericordioso.
Desde que Nossa Senhora entregou o Escapulário ao carmelita São Simão Stock, na aparição de 16 de julho de 1251, todos que carregam o escapulário com verdadeira piedade, com sincero desejo de perfeição cristã e de conversão, serão sempre protegidos na alma e no corpo contra os perigos que atormentam a vida espiritual e corporal.
O Escapulário não é sinal de proteção mágica, nem é um amuleto; não é garantia automática de salvação.
Nossa Senhora revelou a São Simão, no dia da aparição, o seguinte: “Filho querido, recebe este escapulário de tua ordem, sinal de minha amizade fraterna, privilégio para ti e todos os Carmelitas. Aqueles que morrerem revestidos com ele não padecerão o fogo do inferno”.
Ao Papa João XXII, Maria revelou, referindo-se aos que usarem o Escapulário durante sua vida, o seguinte: “Eu descerei no primeiro sábado após a sua morte, e a quantos achar no purgatório, livrarei e levarei ao céu!”.
É importante saber que o Primeiro Escapulário que usamos, deve ser abençoado e colocado por um sacerdote. A isto chamamos imposição. Uma vez colocado o escapulário nunca mais se deve ficar sem ele, e a noite antes de se deitar reze três Ave-Marias colocando-se nos braços maternais de Maria e adormecendo em seu regaço.
“Na vida protejo, na morte ajudo e depois da morte salvo”.


A Jesus por Maria!

Paz e Bem!

São Camilo de Lélis


São Camilo de Lélis

Patrono dos enfermos e dos hospitais

14 de julho

“...Porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; fui peregrino e me acolhestes; estive nu e me vestistes, enfermo e me visitastes, estava na cadeia e viestes ver-me” (Mt 25, 34 – 40).

“Dos doentes, dos que morrem, ouve o grito da aflição. Nos perigos que eles correm, de Ti esperam salvação. Anjo doce e carinhoso, dele sê consolador”.

Sua vida, sua história

Em Bucchianico, nos Abruzzos, em Nápolis, no ano de 1550, um tão esperado herdeiro nascera na casa do Marquês de Armas. Sua mãe, já com idade avançada, não resiste ao difícil trabalho de parto e morre, horas depois do nascimento do belo menino, que no batismo recebe o nome de Camilo, em homenagem à sua heróica mãe, D. Camila.
Com a idade de 6 anos perde seu pai, homem de temperamento forte e que vivia mais nos acampamentos e campos de batalha do que lar. Foi de seu pai que herdou o desejo de seguir a carreira militar.
Órfão de pai e mãe, com a idade de 12 anos, já se tornara exímio jogador de cartas, e nas mesas de jogo foi perdendo o que herdara.
Quando atingiu a idade de 19 anos, alistou-se no exército e com a espada, herdada de seu pai, lutou contra os Turcos. Gravemente doente foi para Roma. E lá foi internado no hospital dos incuráveis. Durante as batalhas ficou ferido na perna e este ferimento tornou-se uma chaga que marcaria sua vida para sempre.
Sua paixão pelo jogo fez com que o expulsassem do hospital. Na rua, doente e pobre, procurou serviço como servente de pedreiro e trabalhou, em seguida, na construção de uma casa dos freis Capuchinhos.
Deus nunca abandona os Seus escolhidos, pois Ele ama o pecador e abomina o pecado. Certo dia, em conversa com o frei guardião dos Capuchinhos, foi tocado pela Graça e de repente percebeu o quanto estava obstinado em seus vícios e erros. Arrependido, entrou para o noviciado dos capuchinhos e tornou-se um homem novo.
A chaga misteriosa de sua perna era sempre um empecilho para os trabalhos missionários dos Capuchinhos. Por não conseguir corresponder às exigências da ordem, decide deixá-la e passa a trabalhar como administrador do Hospital São Tiago, em Roma.
Com os doentes e enfermos era só dedicação e amor. Para todos dispensava um terno olhar e sempre palavras de estímulo e ânimo.
Percebendo que os enfermeiros, que eram mal remunerados, não dedicavam as devidas atenções aos enfermos; e em muitas ocasiões humilhavam e maltratavam os doentes, Camilo começou a ocupar-se com o problema e, além de melhorar os salários dos enfermeiros, pensou em chamar voluntários que, como ele, servissem os doentes e enfermos somente por amor a Deus!
Aconselhado por São Felipe Nery, organizou uma irmandade religiosa, cujos membros se obrigavam a tratar dos doentes sem buscar outra recompensa senão a Graça de Deus.
Os primeiros irmãos eram leigos, aos quais, mais tarde, se associaram alguns sacerdotes. Adquiriram uma casa onde moravam em comunidade.
Com o passar do tempo e com os novos desafios, Camilo teve necessidade de abrir outras casas por toda a Itália e em outros países da Europa.
Camilo de Lelis, por um tempo deixou os estudos, porém, seguindo o conselho de São Felipe de Nery, voltou a estudar e recebeu o sacramento da ordem com quase 40 anos de idade. Assim sendo, poderia cuidar da saúde corporal e espiritual de seus doentes.
Todo e qualquer serviço, por mais custoso e repugnante que parecesse, era realizado com grande amor pelo Pe. Camilo e seus fiéis seguidores.
A caridade chegou-lhe ao extremo por ocasião da peste em Roma. Pe. Camilo estava muito doente e sofria com terríveis dores nos pés. Incansavelmente percorria casa por casa levando consolo e socorrendo os pobres e doentes. Levava os doentes nas costas até os hospitais, passo a passo como um novo Cireneu, ajudando os irmãos a carregarem o fardo das enfermidades.
O bom Deus concebeu incontáveis dons ao nosso Santo, dons sobrenaturais utilizados para salvar muitas almas. Os doentes recuperavam a saúde ao ouvir as palavras e orações do Pe. Camilo, e aqueles, cuja doença era de ordem espiritual, sentiam o toque da Graça e experimentavam a Misericórdia de Deus através do Sacramento da Confissão.
Por sua grande humildade, Pe. Camilo era muito amado em toda a cidade de Roma, era caridoso com todos e severo consigo mesmo. Sofria muitas dores, porém nunca se ouviu de sua boca queixas ou gemidos. Sempre achava suas dores e sofrimentos insignificantes diante do Cristo crucificado e dos irmãos enfermos.
Nunca aceitou que o chamassem de fundador de uma ordem, e após 27 anos, no cargo de superior, pediu que lhe tirassem o fardo de mando e lhe dessem o da obediência.
Pe. Camilo era uma figura de presença imponente, seu porte era o de um gigante da caridade, com mais de 1,90 de altura.
Durante 40 anos, aquela chaga na perna o consumia, porém de nada se queixava. No final de sua vida andava de gatinho para visitar os doentes (Meu Deus! como nós somos comodistas).
Pe. Camilo sente suas forças esgotarem-se, e, desenganado pelos médicos, recebeu o Santo Viático das mãos do Cardeal Ginnásio, amigo e protetor da ordem.
Ao contemplar com os olhos cheios de lágrimas a hóstia santa, o Cristo vivo, disse: “Alegro-me por me terem dito que entraremos na casa do Senhor. Reconheço, Senhor , que sou dos pecadores o maior e indigno de receber Vossa graça; salvai-me segundo Vossa Misericórdia. Ponho a minha confiança nos merecimentos do Vosso Preciosíssimo Sangue. Amém”.
Ao terminar um tão belo e caloroso ato de amor ao Jesus eucarístico, comunga e todo transformando pela graça, vai entregando sua existência às mãos do Senhor da vida e da história.
Era o dia 14 de julho de 1614, conforme havia predito, estava com 64 anos de idade. Foi beatificado pelo Papa Bento XIV em 1742 e canonizado em 1746 pelo mesmo Papa.
Que o vosso exemplo nos inspire, ó São Camilo de Lelis, e que saibamos tratar com amor os nossos doentes e enfermos, amém!

sábado, 21 de junho de 2008

São Cristovão


Nosso Padroeiro
São Cristóvão!


“Os primeiros porém, foram homens de misericórdia; nunca foram esquecidas as obras de sua caridade... seus corpos foram sepultados em paz, seu nome vive de século em século. Proclamem os povos sua sabedoria, e cante a assembléia os seus louvores”. (Eclo. 44,10; 14-15)

Mensagem

Invocado com padroeiro dos viajantes e também contra os perigos representados pelas águas, tempestades e pragas; nosso santo é mais conhecido como padroeiro dos motoristas, tendo em vista que usou o seu próprio corpo como meio de transporte para as pessoas. Daí a palavra “Cristovão”, vinda do grego, que quer dizer “condutor de Cristo”. É contudo um forte convite para que todos nós, não só os motoristas, levemos Cristo em nossa vida, principalmente no serviço aos nossos irmãos mais necessitados.

Sua bela história

Pouco ou quase nada se sabe sobre sua infância, seus pais, sua origens. Sabe-se porém, que era um homem de linhagem Cananéia, era muito alto e forte, talvez mais de dois metros e meio e de aparência nada atraente: seu nome era “Réprobo”!
Quando muito jovem trabalhou com o Rei de Canaã, por sua aparência forte era requisitado para os serviços pesados e de segurança. Enquanto prestava serviços ao rei, veio-lhe à mente procurar o maior príncipe existente no mundo e a ele servir.
Foi muito longe a sua procura e quando o encontrou, acreditou ser o mais poderoso . O rei quando o viu tomou-o para o seu serviço particular e o fez habitar em sua corte.
Durante uma festa na corte, um famoso menestrel cantou para sua majestade, cantigas diversas, e uma certa cantiga citava constantemente o demônio. O rei, que era um homem cristão, ao ouvi-lo mencionar o demônio, traçava o sinal da cruz em sua fronte. Ao ver o rei traçar o sinal da cruz, ficou curioso e perguntou que sinal era aquele e porque fazê-lo. Como o rei não queria responder, ele disse: “Se não me disserdes, não mais trabalharei para ti!” Então o rei lhe explicou dizendo: “Sempre que ouço mencionar o nome do demônio, faço o sinal da cruz para me prevenir de suas ciladas, a fim de que não me faça mal”.
- Temeis que o demônio vos possa fazer mal? perguntou Cristóvão! Então o demônio é mais poderoso e maior do que vós. Por isso fui enganado em minha esperança, pois acreditei ter encontrado o maior e o mais poderoso senhor do mundo. Vou continuar minha busca, e sei que encontrarei o rei mais poderoso do mundo. Despediu-se e partiu.
Cristóvão apressou-se a ir ao encontro do demônio. Quando passava por um grande deserto avistou um exército no meio do qual destacava-se um soldado de aparência horrível e cruel que, aproximando-se dele, lhe perguntou qual era o seu destino, e Cristóvão respondendo, disse-lhe: “Estou à procura do demônio, para que seja meu senhor!". E o feioso respondeu: “Eu sou quem procuras”. Então Cristóvão ficou contente e pediu-lhe para ser seu servo. Foi prontamente aceito e seguiu seu caminho como seu novo senhor!
Caminhavam juntos quando, de repente, ao avistar a Santa Cruz, o demônio ficou apavorado e fugiu, deixando o caminho, e fazendo um grande desvio cansativo e longo, retornou a viagem à longa distância da Cruz.
Cristóvão ficou intrigado com o longo desvio e perguntou ao demônio, em tom de ameaça, qual o seu motivo; ao que o demônio, a contra gosto, explicando, respondeu-lhe: “Houve um homem chamado Jesus Cristo que, por meio de Sua morte na Cruz, trouxe a salvação para a humanidade, e quando vejo Seu sinal, fico apavorado e fujo dele”. Cristóvão disse-lhe: “Então Ele é maior e mais poderoso que tu, já que tens medo de Seu sinal, e eu agora compreendo que te servi em vão. Vou agora encontrar o meu senhor e rei”.
Procurou por longo tempo e sempre perguntando por Jesus Cristo. Certo dia encontrou um eremita que lhe disse: “Este rei a quem procuras pede de ti uma vida de jejum e oração!”. Cristóvão respondeu-lhe: “Jejuar não posso e não consigo e de orar nada entendo. Pede-me qualquer coisa!”. O eremita lhe disse: “Conheces aquele rio de difícil travessia, onde muitos se perderam? Então pela tua estatura física poderás ajudar muitas pessoas a atravessá-lo”. Cristóvão respondeu-lhe: “Sem dúvida, este serviço posso fazê-lo com muita alegria e por amor ao Rei Jesus”. Construiu sua choupana ali perto e passou a executar sua missão.
Certa vez, quando dormia, ouviu uma voz de criança a chamá-lo: “Bom homem, sai de dentro e vem carregar-me até a outra margem”.
Cristóvão pôs aquela criança nos ombros, apanhou seu cajado e entrou no rio. A água do rio começou a subir, seu volume parecia aumentar, e a criança pesava como chumbo. Cristóvão ficou angustiado e temia afogar-se. Conseguiu escapar daquela situação com muito esforço e com segurança colocou a criança em terra firme dizendo a ela: “Menino, pesas tanto como seu tivesse o mundo sobre os meus ombros”. “Bom homem, respondeu-lhe o menino, não te espantes, pois não só carregaste o mundo inteiro como também o dono do mundo. Eu sou Jesus Cristo, o Rei que estás a servir neste mundo, e, para que saibas que digo a verdade, põe teu cajado no chão junto à tua casa e amanhã verás que ele estará coberto de flores e de frutos”. O menino desapareceu e, na manhã seguinte, seu cajado havia se transformado numa bela folhagem florida.
Cristóvão partiu para Lícia, lá foi ao encontro dos cristãos que estavam presos, para confortá-los, e, quando foi descoberto, apanhou o desafiou seus perseguidores. Jogou seu cajado no chão e pediu ao Senhor que repetisse o prodígio, e seu cajado floriu diante de uma grande multidão e mais de oito mil pessoas foram convertidas.
Os soldados levaram Cristóvão, nome dado depois do batismo, diante do rei.
De todas as formas e com mil propostas o rei tentou dissuadi-lo de sua fé: tudo em vão. Sua fé era uma rocha firme.
Cristóvão foi preso, o rei mandou levar a prisão duas jovens belíssimas, eram Nicéia e Aquilina, foram contratadas para fazê-lo pecar. Depois de muita oração, Cristóvão conseguiu convertê-las ao cristianismo, e em nome de Cristo foram martirizadas.
Tormentos cruéis o rei ordenou que executassem a Cristóvão: nada atingia nosso santo. Uma flecha disparada contra ele atingiu o tirano deixando-o cego. Cristóvão lhe disse: “Tirano, vou morrer amanhã. Fazei um pouco de lama misturada ao meu sangue, ungi com ela o vosso olho e sereis curado”.
No dia seguinte depois de suas orações, foi decapitado. O rei meio incrédulo fez o que Cristóvão dissera e no mesmo instante ficou curado.
O rei, sua corte e seus súditos creram em Cristóvão, e assim o nosso santo conduzira a Cristo uma multidão de convertidos, e sua fama se espalhou sem muita dificuldade!

O maior milagre que os motoristas podem pedir a Deus, pela intercessão de São Cristóvão, é o da defesa da vida, e de não fazer de seus veículos armas mortais.
Escolhe, pois, a vida!

A Virgem
do Monte Carmelo


16 de julho

“Ó Virgem do Carmelo, escuta a oração do povo que te invoca de todo o coração. Teu santo escapulário meu peito cobrirá...”.

O Carmelo é o jardim da Maria, o próprio nome já nos diz, e, realmente, o Monte Carmelo é admirado pela sua beleza e por sua vegetação vastíssima. Antigamente era repleto de grutas devido à constituição calcária de sua rocha.
Conhecido como o primeiro oratório em louvor à Virgem Maria, o Monte Carmelo é lugar sagrado do antigo e do novo testamento. A tradição nos diz que: havendo uma grande fome na Samaría, o Profeta Elias subiu o Monte Carmelo e prostrando-se por terra, pôs seu rosto entre os joelhos em oração... De repente nos céus apareceu uma pequena nuvem do tamanho de uma pegada humana, que subia no mar. Pouco a pouco o céu se escureceu, e se seguiu uma grande chuva.
Naquela pequena nuvem temos o primeiro sinal da Ssma. Virgem, pois assim como a nuvem cobre com sua sombra o que está embaixo, Nossa Senhora cobre com sua proteção os seus filhos.
Pela montanha bíblica do Carmelo passaram muitas raças e civilizações orientais e ocidentais.
“Os primeiros carmelitas estabeleceram-se no Monte Carmelo porque acreditavam no amor de Deus...” Bento XVI.

Pentecostes

Uma antiga tradição nos diz que no dia de Pentecostes - dia que marca o nascimento da Igreja – os descendentes espirituais do profeta Elias desceram do Monte Carmelo e forma eles os primeiros a aceitar o cristianismo e a serem batizados pelos apóstolos.
Neste mesmo dia, foram apresentados à Mãe do Senhor, e ao ouvirem suas palavras tão doces e suaves, foram tomados de um encantamento que jamais puderam esquecer, retornaram ao Monte, e lá erigiram a primeira capela em honra da Virgem Maria.


O santo escapulário

Sob a influência direta do profeta Elias, a Ordem dos Carmelitas se constituiu e cresceu levando uma vida de oração, jejum e penitência, pobreza e castidade, obediência e silêncio.
No ano de 1251, a ordem atravessava sua maior crise, com perseguições, violências de todo tipo, muitos irmãos sendo martirizados, e neste ano assume como superior Simão Stock.
O superior, devotíssimo à Virgem Maria, implora sua proteção e amparo, e assim sendo, no dia 16 de julho do mesmo ano, Nossa Senhora dignou-se a aparecer-lhe, rodeada de anjos, e entregando-lhe o escapulário disse: “Meu filho dileto, eis o escapulário, que será o distintivo da minha ordem do Monte Carmelo. Aceita-o como penhor de privilégio para ti e para todos os membros da ordem; privilégio que foi depois estendido a todos que o trouxerem com devoção.”
“É este o sinal... todos aqueles que morrerem revestidos com o santo escapulário não sofrerão o fogo eterno”.
Eu também levo o meu escapulário do Carmo” João Paulo II.
O escapulário é proteção, é o manto de Maria que cobre os seus servos fiéis, é proteção na vida e na hora da morte.
O Carmelo é o jardim de Maria e nele floresceram as mais belas flores como: Teresa d’Ávila, João da Cruz, Simão Stock, Terezinha do Menino Jesus, Beatriz de Santa Teresa e tantos incontáveis nomes da Ordem da bem aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo:
“Flor do Carmelo, vinha florífera, esplendor do céu, virgem fecunda, singular, ó mãe benigna... aos carmelitas do privilégio, estrela do mar!” (São Simão Stock).

Paz e Bem!
Marcio Antonio Reiser O.F.S.


domingo, 8 de junho de 2008

O Senhora do Santíssimo Sacramento


“Ó Senhora do Santíssimo Sacramento”.

Falar-te ao coração, é falar com o coração de filho ao coração de sua mãe!
Ouso chamar-te de Mãe, pois o faço com a autorização, ou mais, cumprindo uma determinação de teu filho Jesus, quando do alto da cruz te entregou á João Evangelista dizendo: “Eis aí tua Mãe”; e a ti disse ele: “Eis aí teu filho”!
Sabemos Mãe que tal recomendação é para todos, em todo o tempo, e que grande alegria podermos chamar de Mãe a Mãe de nosso Senhor, aquela que o próprio Deus constituiu medianeira e dispensadora de Suas graças.
Ó Mãe Maria, sou todo teu pois sou todo de teu filho Jesus, e se Ele quis se dar a nós por teu intermédio, como não nos daremos inteiramente a Ele por vosso intermédio. –É claro que sim, Mãe Maria!
Fostes vós que destes a Jesus a forma humana; destes a tua carne e o teu sangue, aquela mesma carne e aquele mesmo sangue que ele próprio nos deixou na santa eucaristia És, então, ó Maria! -A Senhora do Santíssimo Sacramento!
Fostes vós, também, ó Santíssima Virgem, o primeiro Sacrário de Jesus na Terra. O teu ventre virginal se tornou o paraíso do novo Adão, Jesus. Em ti estava encerrada a plenitude da Santíssima Trindade. –O Senhor Deus era o vosso Pai, o Senhor Jesus, vosso Filho, e o Espírito Santo, o vosso divino esposo.
Ao partir para a casa de tua prima Isabel, ó Santíssima Virgem; sem saber realizavas a primeira procissão de Corpus Christi; eras um ostensório de rara beleza, pois as pedras preciosas de todas as virtudes te cobriam, e a corte celeste com reverência te acompanhava com cânticos e louvores.
Ó Maria a Santíssima, minha Mãe, como devemos nos encantar! A tua gravidez foi a comunhão mais longa e mais perfeita da história, Adoravas o teu Senhor, que se formava, se nutria e se humanizava em ti; o divino se tornava humano para que o humano voltasse a ser Divino.
Ó Maria minha Mãe, em Belém, que significa “Casa do Pão”, destes à Luz o Filho de Deus e destes ao mundo à salvação tão esperada, tinhas diante de teus olhos o teu santo Menino, envolto em humildes panos, adormecido entre as palhas da manjedoura. Ao teu lado José, e como modelo de adoradores, adoravam o Senhor em silêncio e com infinito amor.
Mãe Maria, o teu sim foi um sim definitivo e participativo desde a anunciação até calvário, e lá entregastes entre dores, o teu Filho Jesus ao Pai, pela remissão do gênero humano.
Estavas no cenáculo, em oração com os apóstolos, implorando a vinda do Santo Espírito. Era nascimento da Santa Igreja, o corpo místico de Cristo, e Dela és Mãe orante e atuante; estavas no princípio e permanecerás, eternamente como Mãe!
Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, Mãe e modelo dos adoradores, rogai por nós.
Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, Mãe e modelo dos adoradores, rogai por nós.
Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, Mãe e modelo dos adoradores, rogai por nós.

Beata Ana Maria Taigi

10 de junho

Padroeira das mães de família


Todos somos chamados a viver com intensidade a Graça do Santo Batismo. Sabemos também que o Batismo é a fonte de todas as vocações, e que ao descobrirmos nossa vocação devemos trabalhar pela nossa santificação no estado de vida a que fomos chamados.

A vida!

O dia 29 de maio de 1769 foi marcado por uma grande alegria para o grande farmacêutico da bela cidade de Sena na Itália: nascia Ana Maria Antonia Gesualda, sua única filha e que se tornara um facho de luz divina para o mundo.
Quando Ana Maria era muito pequena, seus pais perderam todos os bens, e em situação de extrema pobreza partiram para Roma em busca de dias melhores.
Os seus pais conseguiram trabalho numa casa de família, onde exerciam os serviços domésticos, tinham moradia, alimentos e algum dinheiro para as poucas despesas.
A pequena Ana Maria passava o dia em uma instituição que atendia crianças, filhos de famílias sem recursos.
Com a idade de treze anos, Ana começou a trabalhar e ganhar seu próprio dinheiro, primeiro trabalhou em uma fábrica de tecidos de seda e depois empregou-se na casa de uma nobre dama.
Quando atingiu a idade adulta, passou a desejar belas roupas e freqüentar muitas festas com danças e diversões. Adorava ser cortejada e admirada por todos.
Aos 18 anos apaixonou-se pelo jovem Domingos Taigi, homem de bons costumes, gênio vivo, trabalhava na casa da família Chigi. Viviam felizes, o matrimônio, estavam apaixonados e juntos, sonhavam muitas coisas.
A jovem Ana Maria converteu-se de uma forma inesperada, o Senhor a tocou profundamente e para um bom começo, nada melhor que uma boa confissão e um passar a vida a limpo. Seus sonhos agora eram outros: desejava servir a Deus em cada oportunidade, nos deveres de esposa, mãe de 7 filhos e filha, pois seus pais moravam com eles.
Seu lar transformou-se numa verdadeira igreja doméstica, com orações pela manhã, os que podiam iam à Santa Missa diariamente, e a noite estava reservada para as orações, leituras e reflexões com revisão do dia.
Como mãe zelosa, cuidava dos filhos e os vigiava para não se perderem, sabia que da vida dos filhos o Senhor lhe pediria contas.
Ana Maria era tudo para todos, tanto em casa com para os pobres do Senhor, que não cessavam de bater-lhe à porta. Para todos além do necessário para suprir o corpo, dispensava palavras de consolação para suprir a alma.
Com o passar do tempo o Senhor a escolheu de maneira especial e para ela manifestou alguns dons sobrenaturais. Deus a gratificou com maravilhosa intuição sobre os seus desígnios no que diz respeito aos perigos que ameaçavam a igreja, sobre acontecimentos futuros e sobre os mistérios da fé. Todas estas coisas foram manifestadas em um sol místico que se descortinava diante de seus olhos, no qual viu também as iniqüidades que os homens cometiam continuamente contra Deus.
Durante estas manifestações, oferecia sacrifícios e orações em desagravo às ofensas cometidas contra Deus.
Era com freqüência que lia os pensamentos dos que a procuravam, revelando-lhes o que traziam no coração e os ajudava.
Sua casa era visitada por uma imensidão de pessoas que diariamente a ela recorriam em suas angústias. Entre eles, São Vicente Strambi, a quem ela revelou a data exata de sua morte.
Ana Maria Taigi, em suas visões proféticas, foi amada por muitos e incompreendida por outros tantos, porém sempre procurou revelar a verdade, e às vezes, a verdade dói demais.
Três pontífices nutriam por ela grande estima, muitos chefes de estado a visitavam.
Aos 68 anos de idade, 48 de matrimônio, seu corpo extasiado pelas contínuas penitências e sacrifícios oferecidos ao Senhor, assistida pelo marido, filhos, netos e por sacerdotes amigos, entregava sua alma ao Senhor. Era 09 de junho de 1837.
Foi beatificada em 1920, e seu sepulcro se encontra em Roma, na Igreja de São Crisóstemo, dos padres trinitários em cuja ordem a Beata Ana Maria era terceira. Seu corpo se conservou milagrosamente incorrupto e está até hoje em exposição na referida igreja.
Que todas as mães possam, a exemplo de Maria Taigi, zelar pela santificação de seus filhos.

Amém!

Paz e Bem!

Beato José de Anchieta


Beato José de Anchieta

9 de junho

“Discípulo e missionário de Jesus Cristo nas terras brasileiras”.

A bela Tenerife, das Ilhas Canárias na Espanha, é testemunha do grande acontecimento que marcou o dia 19 de março de 1534: o nascimento do pequeno José de Anchieta, seu filho mais ilustre.
Depois de horas difíceis de parto, o pequeno José (nome escolhido em homenagem a São José), vem ao mundo, trazendo alegria ao lar do Sr. João Lopes de Anchieta e de Dona Mência Dias de Clavijo y Larena.
D. Mência, filha de judeus convertidos ao catolicismo, era mulher forte e decidida; depois de José teve mais onze filhos, sendo três sacerdotes.
Anchieta viveu com os pais até os 14 anos, depois se mudou para Coimbra em Portugal, onde foi estudar no Colégio das Artes, anexo à Universidade de Coimbra.
Em Coimbra estudou latim, dialética e filosofia, estudos estes que facilitaram seu ingresso na Companhia de Jesus, ordem recém fundada, por um parente distante Inácio de Loyola; Anchieta estava com 17 anos.
Anchieta foi noviço exemplar, distinguia-se pela sua humildade, obediência e extremada devoção a Ssma. Virgem Maria.
Dedicado e prestativo a todo e qualquer serviço, o jovem José não media esforços em tudo realizar para a maior glória de Deus. Seu corpo frágil sentiu por demais os esforços e trabalhos pesados. As dores na juntas e na coluna eram insuportáveis a tal ponto que pensou em deixar a ordem.
Aconselhado por seus superiores, que muito o estimavam, a partir para as Missões no Brasil, tendo em vista o clima tropical, Anchieta com 19 anos, embarcou para o Brasil em 1553, na expedição do Pe. Luis da Grã. Depois de 6 meses de viagem, chegou a São Vicente no natal daquele ano, e de lá foi para o planalto da Piratininga.
O jovem Anchieta dedicou-se a catequizar os índios brasileiros e para isso foi trabalhar com o Pe. Auspicueta e com ele aprender as primeiras palavras do Abanheega, língua geral dos índios Tupis e Guaranis, aprendendo seus idiomas, seus costumes e lendas. Foi o primeiro a perceber que existia uma raiz comum nos diversos idiomas indígenas falados em nossa terra. Anchieta foi quem consagrou o termo “Tupi” para designar essa raiz comum entre os idiomas indígenas e foi a partir desse entendimento que ele elaborou a gramática da língua.
Suas incontáveis cartas serviram e servem de estudos para a história do Brasil; seus relatos contribuíram grandemente para a elaboração do perfil histórico do povo brasileiro.
Anchieta, ao contrário do que muitos historiadores dizem, evangelizou os índios conforme os seus costumes e deles conquistou plena confiança. Ensinava-lhes o latim e compôs poesias em tupi; além de peças teatrais e autos. Ainda hoje Padre Anchieta é considerado patrono do teatro brasileiro.
Como poeta, sua obra prima é sem dúvida, o poema em latim à Bem-Aventurada Virgem Maria, escrito primeiramente nas areias da praia de Iperiog, no litoral santista, quando ficou prisioneiro dos Tamoyos por 5 meses. Quando foi libertado, transcreveu o poema de mais de 5000 versos para o papel.
No dia 25 de janeiro de 1554, o Pe. Manuel de Nóbrega celebra a missa festiva da conversão de São Paulo, no pátio do colégio, e com Anchieta é lançada a pedra fundamental da cidade de São Paulo.
José de Anchieta segue em companhia do Capitão-Mor-Estácio de Sá em direção a baía da Guanabara e em 1º março de 1565, lançam os primeiros fundamentos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
José de Anchieta foi ordenado sacerdote em São Salvador da Bahia. Pe. Anchieta sempre se mostrou como homem zeloso e sacerdote piedoso. Tinha grande devoção aos santos anjos.
Foi num determinado momento da história que uma estranha epidemia atingiu os índios. A situação era catastrófica e José de Anchieta, além de socorrer as vitimas e cuidar dos ferimentos, organizou uma novena em honra aos nove coros angélicos e com orações e procissões a epidemia foi cessando até o fim da novena.
Pe. José de Anchieta é escolhido Provincial da Ordem no ano de 1567, tendo em vista a morte do Pe. Manuel da Nóbrega. Foi com ele, Pe. Manuel da Nóbraga, que Anchieta conseguiu reatar a paz entre os portugueses e os índios Tamoyos.
Seus últimos anos de vida passou no estado do Espírito Santo, cidade de Reretiba, hoje Anchieta em sua homenagem.
No dia 09 de junho de 1597, com 63 anos e uma grandiosa história, já sem forças, e com seu corpo marcado pelas deformações dos ossos e juntas, que lhe causavam muitas dores, é assistido por 5 colegas e, depois de receber o Santo Viático, entrega sua alma ao Senhor. Seu corpo foi levado pelos índios até Vitória do Espírito Santo, e, nos 80 Km do percurso, os índios cantavam e rezavam em seu idioma, tomados pelas lágrimas e pela comoção.
Anchieta, o apóstolo do Brasil foi beatificado por João Paulo II em 1980. Seu processo ficou por muito tempo perdido por causa da perseguição do Marquês de Pombal aos jesuítas.
Que o Beato José de Anchieta nos inspire sempre o desejo de anunciarmos Jesus Cristo. Esperamos que em breve o nosso beato possa ser reconhecido como o Santo Apóstolo do Brasil – Pe. José de Anchieta – o catequista por excelência.

Amém!
Paz e Bem