domingo, 7 de dezembro de 2008

Um gambá no Presépio?



Um gambá no Presépio?

Os anjos cantavam “Glória!”
Nasceu o Salvador, o Messias!
O Príncipe da Paz! O Filho de Deus
encarnado! Jesus Cristo, Nosso Senhor!

Belém, (Casa do Pão), Belém de Judá, berço do Rei Davi, lugar sem igual, pequena e insignificante aos olhos dos homens, grande e majestosa aos olhos de Deus!
Belém, berço do Menino Jesus, Terra Santa que contemplou a grandeza de um Deus na forma indefesa de uma criança.


José e Maria, apesar dos pesares, estavam radiantes de felicidade, afinal, foram eles os primeiros adoradores do Salvador, privilégio único concebido por Deus; o fruto bendito do ventre de Maria era “O Emmanuel = Deus conosco”.
Melodias harmoniosas cantavam os anjos de Deus. Um novo tempo era anunciado aos pastores que estavam nos campos vizinhos.
Nos céus, os astros davam sinal de que o Rei do Universo visitava o seu povo e já dava os primeiros sinais de sua humanidade: chorava de fome e era nutrido pelo leite virginal de Maria.
O Senhor convoca toda a criação!

Diz uma lenda muito antiga, que o Senhor Deus ordenou que todos os animais da Terra fossem adorar o Menino Jesus.
Em pouco tempo, uma multidão estava enfileirada na entrada da gruta.
Sórec, o burrinho privilegiado da Sagrada Família, monta guarda na entrada e organiza a fila.
Assim, todos, um a um, vão chegando e encantados e reverentes, adoram o Santo Menino.
Leão, tigre, urso, cobras e serpentes, aves e insetos, de cada espécie um ou dois representantes, e a fila era imensa.
Para facilitar e agilizar as homenagens, os animais maiores serviam de transporte aos menores.
O Menino olhava o brilho da cauda do pavão, o colorido das araras e dos tucanos, a beleza das asas das borboletas, a majestade do marfim dos elefantes, o miado dengoso da gatinha e até os espinhos do porco-espinho.
Tudo encantava, a fila parecia chegar ao fim, quando na entrada escondido, estava o gambá.
O pobre e desengonçado gambá, ficou em último lugar pois seu cheiro era muito forte.
Nossa Senhora percebe sua timidez e o convida a entrar; meio constrangido, ele reverencia o Menino Jesus e sem querer bate com sua cauda no rosto de Jesus!
O Menino sente cócegas no nariz, agarra a cauda do gambá e a coloca na boca. O gambá tenta puxar a cauda e o Menino cheio de alegria, solta uma gargalhada.
Todos se alegram, quando de repente a cauda do gambá muda de cor, e seguindo até as costas forma-se uma bela listra branca: fora justamente a ponta da cauda que o menino colocou na boca.
Nossa Senhora, com um lindo sorriso, olhou para o gambá e disse:
- Querido gambá, alegrastes o meu Menino e em ti Ele deixou um sinal. Teus filhotes permanecerão grudados em teu ventre até que sejam desmamados, pois foste tocado pela saliva do Filho de Deus!
Em tudo demos graças a Deus, o Senhor veio para todos, sem distinção, e para todos trouxe a salvação.
Que ninguém se sinta excluído do Amor de Jesus, pois para cada um Ele tem um olhar de ternura e um gesto de carinho.
Que cada casa se torne uma gruta de Belém e cada coração um berço para acolher o Príncipe da Paz! O Santo Menino Jesus!
Feliz Natal! Escolhe, pois, celebrar a Vida!
2009 de bênçãos

Paz e Bem!
Márcio Antônio Reiser O.F.S.

domingo, 23 de novembro de 2008

Sagrada Família


Sagrada Família:
José e Maria
Escolheram, pois, defender o autor da Vida!


28 de dezembro

“Ó Cristo, Luz do Pai, ó Mãe de Deus, Maria, José, que protegeis o lar com alegria”.

Família, Sagrada em sua essência, sinônimo de acolhimento, de aconchego, e, como no dizer de nosso saudoso Papa João Paulo II: “Família, Santuário da Vida!”.
José e Maria, escolhidos por Deus e preparados pela graça, protagonizaram a mais bela história que o Senhor escreveu, a história da salvação!
Deus, em sua infinita bondade, desejou que a vinda de seu Filho ao mundo fosse cercada de cuidados especiais. Nos seus planos, o Senhor pensou que, ao adquirir a natureza humana, Jesus necessitaria de afeto e proteção; Deus pensou em Maria e em José, e Ele desejou para o Seu Filho o crescimento pleno no seio de uma família.
Quando Maria tomava o Menino, tão frágil e indefeso, em seus braços, e com seu leite o nutria, certamente divagava em seus pensamentos e meditava em seu coração, as palavras do salmista: “Os filhos são a bênção do Senhor, o fruto das entranhas, Sua dádiva”.
A figura de José, a quem as escrituras chamam de Justo, sempre nos recorda a responsabilidade paterna, ou seja: a defesa e a manutenção da Vida, de todos os membros da família.
Na humilde morada de Nazaré, começou a se desenrolar, entre os membros da Sagrada Família, as primeiras páginas do Novo Testamento.
Um lar modesto, sereno e terno, onde o testemunho de Cristo e de Seus Pais demonstrava, também, o imenso resplendor que pode atingir uma vida familiar comum, vivenciada em Deus, na simplicidade e num grande amor compartilhado.
A Sagrada Família vivia uma realidade tão grandiosa que apenas o silêncio e a discrição poderiam assegurar, ao Lar de Nazaré, a serenidade necessária ao desenvolvimento do Plano de Deus; serenidade para zelar pela infância e adolescência de Jesus, até que Ele alcançasse a maturidade e pudesse iniciar sua Missão.
Lar de Nazaré, modelo de obediência e fidelidade, aprendizado recíproco, um pedaço do céu na Terra, onde Deus dá os primeiros passos segurando nas mãos de seus pais.
O Documento de Aparecida nos lembra que: “A Família é o ninho onde a vida é acolhida, amada e respeitada desde a concepção até o seu fim natural”.
Sagrada Família, ninho de amor e escola de virtudes, divina sem deixar de ser humana.
Amém
Paz e Bem!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Santa Isabel da Hungria


Santa Isabel da Hungria
Padroeira da Ordem Franciscana Secular

17 de novembro

“Evitai as vossas boas obras diante dos outros para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis nenhuma recompensa do Pai que está nos céus.”
“Quando, pois, deres esmola, não vás tocando trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos outros” (Mt. 6, 1 – 2).


A Vida


Isabel nasceu na Hungria em 1207, filha do Rei André II. Conforme o costume daquele tempo, quando acordos políticos entre as nações se consolidavam através de casamentos, Isabel fora prometida em casamento para o filho do Duque da Turíngia, Ludovico.
Aos 14 anos, a pequena Isabel, casa-se com Ludovico, que tinha 20 anos, tornando-se a Duquesa da Turíngia. Embora tivesse sido um casamento decidido pelos pais, foi um matrimônio de intenso amor e feliz união. O jovem casal soube entrosar, na vivência conjugal do dia a dia, a ascese cristã e a felicidade humana, o diadema real e a auréola da santidade. A simplicidade e o despojamento da jovem duquesa despertou a antipatia e o desprezo da sogra e da cunhada.
Ludovico, um marido muito apaixonado e influenciado pela esposa, decidiu colocar no Brasão e no Estandarte Real todo o programa de vida do casal: “Piedade, Pureza, Justiça”. Cresceram juntos no caminho da perfeição cristã. A jovem Duquesa costumava dizer: “Se eu amo de tal modo uma criatura mortal, como deveria amar ao meu Senhor Imortal, dono da minha alma?”.
Aos 15 anos teve seu primeiro filho e em seguida vieram mais duas filhas. Isabel passou à história como sendo nobre e, ao mesmo tempo, como alguém que viveu um completo desapego das coisas e de si mesma. A todos acolhia sem distinção, pobres, mendigos, leprosos, coxos, etc., encontravam na jovem duquesa o amparo e o consolo.
Na Semana Santa, exatamente na Quinta-Feira Santa, costumava reunir os leprosos e, como São Francisco, beijava-lhes os pés em sinal de humildade e carinho; dedicava-se com piedade, em atender aos pobres moribundos, largados nas ruas e vielas da miséria.
O episódio mais conhecido é, sem dúvida, o das rosas.
Acusada de esbanjamento dos bens da família com os pobres, num determinado dia, à saída do palácio, levava alimentos para os pobres, quando foi abordada pelo marido e pela sogra com a seguinte interrogação: “O que você está levando?”, perguntou-lhe o esposo. Isabel, sem hesitação, respondeu: “Rosas!”, sem lembrar-se de que era pleno inverno e, ao abrir a sacola... eis que apareceram efetivamente rosas coloridas e perfumadas!
Certamente, este episódio que se refere à vida de Santa Isabel da Hungria, que atravessou os séculos, nos faz entrever que qualquer gesto de atenção ao próximo, como aconteceu na vida da santa, é transformado em algo significativo e bonito aos olhos de Deus!
O Duque Ludovico, ao incorporar-se à Quinta Cruzada, promovida pelo Papa, acabou falecendo.
Isabel tinha 20 anos quando ficou viúva. Com a morte do marido, começou para Isabel um calvário de sofrimentos e, ao mesmo tempo, de heroísmo. Os parentes do marido, achando que ela estava esbanjando os bens da família com a ajuda que prestava aos necessitados, a expulsaram da corte. Com seus três filhinhos, e mais as ajudantes, ela se refugiou num convento de Marburgo: lá, tomou o hábito da Ordem Terceira de São Francisco.
Dedicava-se a uma intensa vida de oração e, ao mesmo tempo, com a indenização recebida pelos bens que lhe haviam injustamente retirado, servia, ela mesma, aos pobres e aos doentes.
Conseguiu construir até um hospital para os abandonados. Isabel, o Anjo Nobre da Caridade, veio a falecer com apenas 24 anos, no ano de 1231.
Santa Isabel certa vez falou: “Sempre temos os dois olhos para olhar os pobres com compaixão, dois ouvidos para escutá-los, uma língua para confortá-los, duas mãos para ajudá-los e um coração para amá-los”.
Santa Isabel da Hungria é Padroeira da Ordem Franciscana Secular.
Que nossa alma nos inspire sempre a praticar atos de caridade, e que sejamos sempre multiplicadores de rosas no caminho de nossos irmãos.

Oremos

Nós vos pedimos, Santa Isabel da Hungria, fiel seguidora do Ideal de São Francisco, que nos ensineis a ver o Rosto de Cristo em todos os nossos irmãos sofredores.
Desprezaste os bens deste mundo e buscaste os bens do alto, intercedei por nós junto a Jesus para que possamos contar com a graça divina em todos os momentos, e sejamos socorridos em nossas aflições.
Que possamos hoje e sempre escolher o caminho que nos leva aos céus. Amém.
Paz e Bem!

domingo, 26 de outubro de 2008

A Apresentação da Virgem Maria no Templo



A Apresentação da Virgem Maria no Templo

21 de novembro

“O puríssimo Templo do Salvador, a Virgem, o preciosíssimo Tálamo, o Sagrado Tesouro da Glória de Deus, é apresentada hoje a Casa do Senhor”.

A tradição


Embora a Sagrada Escritura silencie sobre o nascimento de Nossa Senhora, a tradição nos diz que seus pais eram Joaquim e Ana, cujos nomes significam respectivamente “preparação do Senhor e Graça.”
Poderíamos dizer que o nascimento da Santíssima Virgem Maria foi um dos acontecimentos mais belos da história.
Ana e Joaquim não tinham filhos e isso era motivo de desgosto para um casal tão religioso e tão cumpridor dos preceitos e das leis.
Oraram com tanta convicção e fé, que o Senhor os ouviu e os abençoou grandemente: Ana estava grávida e, para manifestar gratidão e reconhecimento, ofereceram o fruto de suas entranhas como consagrado a Deus.
Quando a menina nasceu, deram-lhe o nome de Maria=Soberana, seus pais acalentavam o sono da pequena-princesa, tão esperada e tão prometida: diz-se que os anjos de Deus montavam guarda junto ao seu berço.
Com o nascimento de Maria cumpria-se a profecia de Isaias que diz: “Da cepa dez vezes secular de Jessé, da raiz de Davi, brotará um novo ramo!...” e desse ramo, mais tarde, brotará o verbo encarnado, o Filho de Deus.
Quando a Virgem Maria atingiu a idade de três anos, seus pais decidiram levá-la a Jerusalém para cumprimento da promessa. Joaquim e Ana, com os corações apertados carregavam nos braços o tabernáculo do altíssimo.
A razão de suas alegrias seria consagrada ao dispensador das mesmas: Maria era a toda de Deus!
Ana, plenamente convicta de sua decisão, disse ao sacerdote Zacarias, no templo: “Recebei-a e conduz nos sacrais do Templo do Senhor, e guardai-a. Ela me foi dada em fruto e prometida conduzi-la com alegria, a Ele, com fé!”.
A pequena Maria beija com afeição e carinho as mãos de seus pais, implorando suas bênçãos, e, com um último aceno, sobe decidida, pelas mãos de Zacarias, os 15 degraus do templo. Zacarias sente em seu coração um transbordar de alegria e um pulsar de esperança.
No templo, Maria seria educada na fé e nos princípios e com as outras meninas zelariam pela Glória de Deus.
O próprio Deus celebrou aquele dia memorável em que a viu entrar no templo, pois nunca se havia apresentado uma criatura Imaculada.
A festa da apresentação da Virgem Maria é uma das festas litúrgicas bizantinas que coincide com o calendário Romano.
O oriente foi o primeiro a celebrar tal festa em 1143 no tempo do Imperador Manuel Commeno. No Ocidente, a comemoração foi oficializada no calendário litúrgico pelo Papa Gregório XI em 1373.
“Tu és o oráculo dos profetas, a glória dos apóstolos, o orgulho dos mártires e a renovação de todos os mortais, ó Virgem Mãe de Deus. Por isso honramos a tua entrada no templo do Senhor...”.

Amém!

domingo, 19 de outubro de 2008

São Nicolau de Bari


São Nicolau de Bari

“O Papai Noel Cristão”


06 de dezembro

“Feliz quem se lembra do necessitado e do pobre, porque no dia da desgraça o Senhor o salvará” Salmo 40, 2.


Quem foi São Nicolau?


Nasceu na Lícia, hoje Turquia, no ano de 275; filho de pais afortunados e cristãos praticantes, Nicolau cresceu num lar harmonioso e generoso, pois seus pais sempre souberam socorrer os necessitados, os peregrinos e os marginalizados da Sociedade do seu tempo.
Como se conhece a árvore pelo fruto que dela cai, com Nicolau não seria diferente, e ainda muito jovem decidiu dedicar-se ao Reino de Deus, tornando-se sacerdote.
Padre Nicolau trabalhou na Diocese e Mira, onde exerceu seu ministério com amor e dedicação pela causa da evangelização e conversão dos pagãos, num clima de perseguição religiosa.
Nicolau se preocupava com as causas sociais de seu tempo, e, como zeloso sacerdote, não hesitou em distribuir sua herança em favor dos menos favorecidos de sua Diocese.
A tradição relata o fato, bastante conhecido, das três jovens cujo pai era muito pobre, não podendo fornecer dotes para o casamento, aconselhara as filhas a se entregarem à prostituição. Padre Nicolau ao saber disso, jogou pela janela da casa das jovens três bolsas cheias com dinheiro suficiente para os dotes.
Nicolau foi sagrado Bispo de sua cidade depois de uma viagem a Terra Santa, no ano de 325 em Nicéia, subscreveu a fá na Divindade de Cristo consubstancial ao Pai (Homoousios).
Ainda segundo a tradição, muitos milagres são atribuídos ao Bispo Nicolau. Eis alguns: libertou três oficiais presos injustamente por Constantino, graças aos seus rogos e seus apelos convincentes; ressuscitou três meninos que tinham sido cozinhadas em salmoura, por um hospedeiro cruel; salvou um menino morto em chamas; libertou três marinheiros de um naufrágio.
Incontáveis seriam os milagres atribuídos ao Santo, porém, no século XII apareceu o costume de representar São Nicolau dando doces às crianças, na vigília de sua festa. Numa lembrança do milagre dos três meninos assassinados.
Mais tarde, esse costume se desenvolveu por influência dos mitos germânicos da natureza. E no século IX, no norte da Alemanha, o folclore pagão substituiu São Nicolau pelo “Homem do Natal”, mudando seu nome para “Santa Claus” ou para o velho “Papai Noel”.
Durante a perseguição de Diocleciano, Nicolau foi preso e suportou corajosamente às torturas; quando já estava para ser processado e condenado à morte, foi publicado o Edito de Milão, em 313, concedendo-lhe a liberdade religiosa.
Ainda sobre o Concílio de Nicéia, em 325, no início do Concílio, Nicolau presenciou uma cena de indescritível emoção. Constantino Magno, Imperador de Roma, que por muitos anos tinha perseguido os cristãos, ajoelhou-se para beijas as cicatrizes de Nicolau e de outros bispos torturados na última perseguição.
Ao que parece, Nicolau faleceu em Mira, no ano de 342, com grande fama de Santidade e de Poder Taumatúrgico.
Por volta de 847, foi organizada uma expedição, por iniciativa da cidade de Bari, na Itália, a fim de transportar as Sagradas Relíquias para um lugar mais seguro, pois a Turquia estava sendo invadida pelos mulçumanos. A expedição realizou-se com êxito, e o corpo de São Nicolau foi, de fato, depositado na Catedral de Bari, que o tem com Padroeiro.
São Nicolau tornou-se popular também na Rússia, onde foi declarado Padroeiro principal, motivo pelo qual muitos Czares adotaram este nome.
São Nicolau é invocado contra os perigos de incêndio e também é Padroeiro dos Marinheiros. Porém, de tudo que faz, e dos prodígios que realizou, devemos nos concentrar em suas virtudes e em sua bondade. Destacamos a caridade extremada, o zelo pelo anúncio do Evangelho, a defesa da Doutrina da Igreja, a coragem e a determinação em não ceder às ameaças dos poderosos e o olhar atento no exemplo de Jesus Cristo.
Que São Nicolau nos ensine a transformar o Natal Pagão de Papai Noel em Natal Cristão do aniversariante Jesus Cristo, Salvador dos homens. Amém.

Todos Os Santos


Todos os Santos

1º de novembro

“Alegrai-vos e exultai, porque grande será a vossa recompensa nos céus”

(Mt. 5, 12).

Com grande júbilo, a Igreja engloba, numa só festividade, todos os santos e nos faz meditar sobre a busca incessante de nossa santidade.
A Festa de Todos os Santos faz menção aos santos já venerados durante o ano litúrgico, incluindo também uma multidão de almas que já nos precederam na Casa do Pai.
O Apocalipse de São João nos apresenta a visão daqueles que estavam vestidos com roupas brancas, que vieram da grande tribulação e lavaram e alvejaram as suas roupas no Sangue do Cordeiro, e com palmas nas mãos clamavam: “Louvor, Glória, Sabedoria, Ação de Graças, Honra, Poder e Força pertencem ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém.”
O Céu deve ser sempre a nossa meta, ansiar, desejar e sonhar em contemplar a Glória de Deus. Nosso Pai do Céu nos preparou muitas moradas, belas moradas, e como desgostar o nosso Deus menosprezando tamanho gesto de amor?
Todos aqueles que nos precederam nesta vida com certeza tiveram derrotas e vitórias, sonhos e decepções, medos e frustrações, angustias e júbilo; porém só alcançaram a bem-aventurança, aqueles que em tudo colocaram o amor e por amor tudo suportaram até o último suspiro.
A pátria orgulha-se de seus heróis, dos grandes políticos, dos imortais, cientistas, poetas, artistas, etc.; com justo orgulho ergue-lhes monumentos, dedica-lhes praças, ruas, guarda-lhes ciosamente os nomes nos anais da história.
Com muito mais razão, a Igreja se alegra com seus filhos que, passando por este mundo conservaram a integridade da fé, labutaram varonilmente pela implantação do Reino de Deus entre os homens, dominaram as paixões, preservando-se puros da corrupção deste mundo, cultivaram com afinco as virtudes cristãs e gozam atualmente o prêmio da vida eterna.
A riqueza dos heróis da fé é tão extensa que abrange homens, mulheres, crianças, adolescentes, jovens de todas as épocas e nações; de todas as categorias de classes sociais, dos mais humildes até as classes mais elevadas, de todas as profissões, raças, Santos que vão desde Abraão, nosso pai da fé, até os nossas dias.
O grande Santo Agostinho, depois de muito buscar o sentido da vida, em sua crise de conversão, ao ler a vida dos Santos, comentava: “Se estes e estas venceram o mal, viveram santamente, por que não o posso também eu?”. Todos nós devemos através da Graça Divina, buscara o fortalecimento para alcançar a santidade, pois ela é para todos, sem exceção. Pelo Batismo, todos fomos marcados com vocação à santidade.
São Paulo disse: “Esta é a vontade do Pai: a vossa santificação.” Deus nos quer Santos, os Santos devem servir de inspiração, eles são com setas que nos mostram o Caminho, a Verdade e a Vida que é Jesus.
Jesus falou: “Sede perfeitos como vosso Pai do Céu é Perfeito!” Quando Deus criou o homem Ele disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. Naquele momento, Nosso Pai desejou imensamente a nossa perfeição, a nossa santificação. Porém, o homem pela primeira vez, rejeitou o amor com a desobediência.
Deus nunca desistiu! E para nos dar o Céu, permitiu que seu Filho Jesus viesse à terra para nos mostrar o caminho de volta e para Ele mesmo ser o Caminho.
A santidade está ao alcance de todos, nunca devemos desanimar, pois o desânimo é a arma que o Demônio usa para nos derrotar e desistir de lutar.
No caminho diário devemos carregar nossa cruz e, se ela nos parecer pesada demais, peçamos ao Senhor que nos ajude a carregá-la, pois Ele mesmo disse: “Quem quiser me seguir, tome a sua cruz e me siga”.
Não importa as quedas, o que importa é chegar. Levar a cruz com amor e não com rancor, eis o segredo da santidade.
Ao caminhar encontramos pedras. Pedras grandes e pequenas, ásperas e preciosas, algumas machucam, outras encantam, outras ainda nos fazem tropeçar, cair e machucar.
Não importa se chutarmos as pedras do caminho, com certeza ficaremos mais feridos, porém se recolhermos nossas pedras com resignação e boa vontade, com elas construiremos os degraus da escada que nos levará ao Céu, nossa pátria definitiva.
Devemos lembrar que todos os Santos, como diz o Apocalipse, passaram pela tribulação, ninguém nasceu Santo, todos conquistaram a duras penas, a coroa da vitória, a bem-aventurança.
Todos tiveram que dominar a natureza, os instintos, a personalidade, o humor, as fraquezas, as tentações, os vícios, as humilhações, os medos, os traumas, as paixões, a falta de fé, etc. Porém, nenhum deles alcançou a Santidade sem o Esforço Pessoal, a Graça Divina, a Oração, a Penitência, a Reconciliação e principalmente, sem a Eucaristia.
Com certeza, o exemplo das virtudes dos nossos cidadãos do céu nos servirão, para um dia, com eles podermos eternamente cantar: “Louvor, Glória, Sabedoria, Ação de Graças, Honra, Poder e Força pertencem ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém”.
Recorrer aos Santos nos dá a certeza de que as nossas preces e súplicas chegarão a Deus, pois eles não cessam de interceder por nós junto ao único mediador, Jesus Cristo.
Maria e os Santos, nossos advogados no Céu, roguem por nós!

Amém!

Beato Bártolo Maria Longo


Beato Bártolo Maria Longo

26 de outubro

O homem da Madona e apóstolo do rosário

O bem aventurado Bártolo Maria Longo teve um carisma especial pelo verdadeiro apóstolo do rosário. O seu caminho de santidade assenta numa inspiração ouvida no fundo do coração.
Quem difunde o rosário, salva-se!” (João Paulo II).
Ó promessa tão cheia de consolo, ó ternura de amor de mãe! Somente nossa mãe santíssima para nos garantir tão grande privilégio junto do coração de seu filho Jesus.
Devemos confiar sem duvidar, pois tão promessa nos foi confirmada na carta apostólica para o ano do rosário, por João Paulo II – 2002 e 2003.

Quem foi Bártolo Longo

Bártolo Longo nasceu em 10 de fevereiro de 1841, em Latiano (Itália), e foi batizado três dias depois. Sua infância decorreu piedosa e feliz. Desde a tenra idade, manifestou-se muito inteligente, de caráter ardente e decidido. Ele mesmo se definiu como “um menino vivaz, impertinente, e quase travesso”.
O pequeno Bártolo sempre demonstrava ser piedoso e o era. Ao ouvir o sino que anunciava a hora de ângelus, interrompia imediatamente qualquer brincadeira,e corria para rezar em companhia de sua mãe. Quando uma hora e meia, agradecido por tão extraordinário encontro de amor.
Ao atingir a idade de 18 anos, decidiu estudar direito em Nápoles. Já naquela época, o ambiente acadêmico era totalmente contrário a qualquer manifestação de fé, e, principalmente percebia-se uma luta aberta contra a Igreja Católica, o que ainda hoje acontece.
O racionalismo e anticlericalismo faziam devastações no meio da juventude. Professores usavam as catedrais universitárias para difundir filosofias atéias.
Foi nessa conjuntura, que Bártolo passou a se dedicar com ardor aos estudos e a musica, em especial o piano. Elegante por natureza, inteligente e de boas maneiras, vivia cercado de muitos amigos.
Não lhe sobrava para a oração... Deus, a Virgem Maria, foram se apagando até desaparecer de sua memória. Quando terminou seu curso de direito, em 1864, estava inteiramente desorientado pelas teorias filosóficas do materialismo e do racionalismo.
A perda da fé na divindade de Jesus criou em sua alma um vazio que ele procurou preencher recorrendo ao espiritismo. Extremista por natureza, tornou-se inimigo acirrado da Santa Igreja. Chegou a ponto de proferir palestras contra a Igreja, e, em determinado momento de sua vida chegou a fazer sua consagração ao demônio numa determinada seita satânica.
Porém, um fato que parece estranho é que durante este período, Bártolo Longo continuou a rezar o rosário e conservou a virtude da castidade.
É bem verdade que se falsos amigos o arrastaram a perda da fé, amigos autênticos foram instrumentos da providência para reconduzi-lo à casa paterna.
“O amigo de minha alma, que o Senhor pôs a meu lado em todos os momentos críticos e decisivos de minha vida”, como Bártolo Longo se referia ao falar do prof. Vicenzo Pepe que não hesitou em, numa hora oportuna, admoestar severamente o jovem advogado por sua péssima vida.
Tocado pela graça, que já o preparava para uma grande missão, Bártolo Longo, no dia da festa do Sagrado Coração de Jesus do ano de 1865, estando com 24 anos, dirigi-se a igreja do Rosário, em Nápoles, e lá, é atendido pelo Pe. Alberto Radante, um santo religioso dominicano, que o ouve em confissão.
Profundamente arrependido e banhado em lágrimas pelo remorso, nosso jovem advogado se deixa transformar pela graça, porém seu confessor, apenas convencido do sincero arrependimento, o acompanha durante um mês, com encontros, orações e uma firme direção espiritual. Somente depois recebe a absolvição, e pôde então receber a sagrada eucaristia. Em seus escritos, relata: “Foi como fazer de novo a primeira comunhão, foi como se eu tivesse recebido um segundo batismo”.

A Grande Missão

Bártolo Longo – homem de decisões radicais – recusou vantajosas propostas de casamento, abandonou a carreira advocatícia e se dedicou às obras de caridade e ao estudo da religião; com isso tornou-se alvo das chacotas e deboches de seus “antigos amigos”.
Conheceu a condessa Mariana de Fusco, viúva do Conde de Fusco e proprietária de terras no Vale de Pompéia; e foi por esse meio que a Santíssima Virgem o foi conduzindo para a grande missão.
No ano de 1872, tornou-se o administrador das propriedades da condessa da Pompéia, ficou profundamente chocado ante a miséria humana religiosa dos pobres camponeses da região.
Sem demora dedicou-se à tarefa de catequizar crianças, adolescentes e jovens, inclusive com a divulgação do santo rosário. Era a reconquista espiritual do Vale de Pompéia que se iniciava.
Certo dia no ano de 1872, caminhando sobra às ruínas da antiga Pompéia, teve uma profunda experiência mística: “enquanto refletia em minha condição, experimentei o profundo sentimento de desespero e quase cometi suicídio. Então ouvi um eco em meu ouvido e a voz de Frei Alberto repetindo as palavras da Santíssima Virgem Maria: ‘Se você procura a salvação, difunda o rosário. Essa é a promessa de Maria’. Essas palavras iluminaram a minha alma, caí de joelhos: se isso é verdade... não deixarei este vale até ter propagado Vosso Rosário”.
No ano de 1876 foi colocada a pedra fundamental no novo santuário, por sugestão do bispo de Nola. Uma grande campanha de doações teve inicio e de toda a Itália, e de diversas partes do mundo vinham doações para o santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia.
Bártolo Longo, que após a conversão adotou o nome Maria, passando a se chamar Bártolo Maria Longo, casou-se com a condessa de Fusco.
Além do santuário em construção, Bártolo e sua esposa fundaram orfanatos para meninas, albergues para rapazes, um instituto das filhas do Sagrado Rosário de Pompéia e a ordem terceira do Rosário.
No ano de 1894, o templo foi consagrado, e cada vez aumentava mais o número de fiéis que acorriam ao santuário.
Bártolo Longo faleceu em 5 de outubro de 1926, aos 85 anos de idade, e sua obra já tinha atingido proporções grandiosas. O santíssimo tornara-se um centro internacional de propagação do rosário e fora elevado a categoria da Basílica Pontifica.
No ano de 2002, ano do rosário, o Papa João Paulo II fez referência ao beato Bártolo Maria Longo como o “Apóstolo do Rosário”, beatificando-o no dia 21 de outubro de 1979.
Louvemos ao Senhor pelas maravilhas operadas na alma de nosso beato Bártolo Longo “o homem da Madona” e “apóstolo do rosário”.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O Santo Rosário

O Santo Rosário

“O Rosário é como uma corrente de ouro, cujos elos nos prendem ao coração de Maria”.

Origem: Rosário quer dizer “Coroa de Rosas”.


No tempo das perseguições romanas, as virgens cristãs, ricamente vestidas e coroadas de rosas, caminhavam felizes sobre as areias do Coliseu ao encontro do Rei dos Reis, por quem morriam martirizadas.
Após o martírio, os seus irmãos na fé recolhiam essas coroas e diante delas oravam, recitando a cada rosa uma prece, sendo que os cristãos primitivos substituíram as rosas pela oração.
Os anacoretas e eremitas contavam também suas orações sob a forma de pequenos grãos reunidos numa coroa.
Na Idade Média, os ascetas recitavam integralmente os 150 Salmos da Bíblia sendo que para os irmãos leigos a recitação era de 150 Pai-Nossos, que logo em seguida foram substituídos pela saudação Angélica, ou seja, 150 Ave-Marias, sendo chamado de Saltério Angélico ou Saltério de Maria.
No ano de 1214, a própria Virgem Maria apareceu a São Domingos de Gusmão e inspirou-o a rezar e a propagar o Saltério Angélico para a conversão dos hereges Albingenses que assolavam o sul da França.
São Domingos, rezando o Saltério, pregava os principais mistérios da nossa salvação, ou seja a anunciação do anjo e nascimento de Jesus; a Paixão, e a morte, a ressurreição, e a Ascensão de Nosso Senhor, etc., compondo assim o Rosário que hoje nós rezamos e meditamos.
A Virgem Maria inúmeras vezes nos tem pedido que rezemos o Santo Rosário, porém os insistentes pedidos da Rainha do Céu não têm sido atendidos.
Em Lourdes, Fátima Medjugorie, Nossa Senhora anuncia perigos eminentes para a humanidade e que somente com a meditação e recitação do Santo Rosário, a paz reinaria absoluta no mundo.

Grandes homens rezavam o terço:

Miguel Ângelo rezava o terço com grande fervor muitas vezes diante de seu quadro “Descida da Cruz”.
Finlay (Carlos Juan) chegando em sua casa altas horas da noite, esgotado, adormeceu; quando se deu conta de que não havia rezado o terço diário, começou então a rezá-lo devotadamente. Um mosquito esvoaçava o tempo todo em volta de sua cabeça, obrigando-o por vezes a desviar-lhe sua atenção. De repente, como que iluminado por Nossa Senhora, Finlay teve a intuição da teoria que haveria de imortalizá-lo: o mosquito era o agente transmissor da febre amarela; terminando assim uma série de pesquisas e trabalhos que pareciam sem fim.
Ozanan, ainda incrédulo, entrou por acaso numa igreja em Paris. Diante de a um altar um ancião rezava o terço. Ozanan aproximou-se e qual não foi o seu espanta quando reconheceu seu professor Ampére (André) – o inventor do telégrafo. O terço de Ampére dizia mais tarde , já convertido fez-me um bem maior do que todos os livros e todos os discursos.
“O Rosário é minha oração predileta, a todos peço que rezem” (João Paulo II).

Os novos Mistérios

De outubro de 2002 a outubro de 2003, o Santo Padre Papa João Paulo II, decretou ano do rosário, e o fez no santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia.
Na mesma ocasião, João Paulo II oferece à Igreja a Carta Apostólica: “Rosarium Virginis Mariae”. A referida carta além de ser um magnífico documento, trouxe uma inserção muito oportuna: “Os Mistérios Luminosos”.
“É nos anos da vida pública que o mistério de Cristo se mostra de forma especial como Mistério da Luz”: “Enquanto estou no mundo, sou a luz”. (Jô 9,5)
Os novos Mistérios acrescentados ao Santo Rosário foram:
1- O Batismo de Jesus
2- A Revelação em Caná da Galiléia
3- O anúncio do Reino de Deus
4- A transfiguração no Monte Tabor
5- A Instituição da Eucaristia


Com o novo acréscimo, o Santo Rosário passa a ter 200 contas divididas
em 4 mistérios:
-Gozozos
-Luminosos
-Dolorosos
-Gloriosos

Em cada mistério contemplamos a mensagem da salvação em Jesus Cristo.
Ao final de sua carta João Paulo II exorta as famílias dizendo: “Famílias Cristãs... retomai confiadamente nas mãos o Santo Rosário; fazendo a sua descoberta à luz da escritura, de harmonia com a liturgia e no contexto da vida quotidiana.”
O Rosário é uma escada que nos leva ao céu! “Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende ao Senhor!” (Beato Bartolo Longo)
“Rezai o Terço todos os dias”. (Nossa Senhora de Fátima)

Paz e Bem!
Amém

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Senhora da Conceição, Aparecida do Brasil!


Senhora da Conceição,
Aparecida do Brasil!


12 de outubro

“...O Santuário Nacional de Aparecida é o Coração Mariano do Brasil: Maria nos acolhe neste cenáculo e, como Mãe e Mestra, nos ajuda a elevar a Deus uma prece unânime e confiante” (Bento XVI).

O que nos diz a história


Corria o ano de 1717, mais precisamente a segunda quinzena do mês de outubro, conforme descreve o então vigário de Guaratinguetá, Pe. José Alves de Villela, quando da chegada na Vila de Guaratinguetá, do Conde de Assumar, que estava de passagem em direção às Minas Gerais.
Foram convocados todos os pescadores da Vila, e de Dom Pedro de Almeida, governador da Capitania de São Paulo, receberam a incumbência de trazer o maior número de peixes possível para a comitiva do Conde.
Dentre os melhores escolhidos destacavam-se os pescadores Domingos Garcia, João Alves, e Felipe Pedroso; homens honestos e piedosos, que saíram pelas águas do rio do porto de Itaguaçu, cheios de entusiasmo.
Horas exaustivas de trabalho e nenhum peixe conseguiram apanhar, as águas do rio Paraíba eram cobertas de vegetações, próprias a proliferação de peixes.
João Alves invoca a Senhora da Conceição e lança sua rede de arrasto e ao puxá-la de volta encontra, entre a vegetação um corpo de uma imagem. Novamente lança a rede e recolhe a cabeça. Era a imagem da Senhora da Conceição. Os três, estupefatos, rendem homenagens à Aparecida das águas.
Como que por inspiração, ou, talvez, por lembrarem da pesca milagrosa do evangelho, decidem lançar novamente as redes, e para espanto de todos, elas quase se rompiam com a quantidade de peixes; o milagre da multiplicação dos peixes aconteceu assim como em Cana: “Eles não têm mais vinho, mais peixe...”.
Felipe Pedroso levou a imagem para sua casa; depois de 15 anos, deu a imagem ao seu filho Atanásio Pedroso e este fez, o primeiro oratório e sobre um altar de rudes troncos, entronizou aquela que seria a Rainha e Padroeira do Brasil.
Incontáveis milagres foram sendo registrados pelo povo simples, a santinha Aparecida, como a chamavam, não deixava ninguém ao desamparo. Era para todos o bom conselho, a consoladora, o poderoso auxílio, etc...
A primitiva igreja foi inaugurada no dia 26 de Julho de 1745, pelo Pe. Villela, e a basílica velha começou a ser construída em 1844, sendo concluída em 1888.
No ano de 1893, Dom Lino Rodrigues de Carvalho denominou o novo templo de: “Episcopal Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, tendo Pe. Claro Monteiro como 1º vigário.
Em 1894, chegam em Aparecida, os missionários redentoristas. Dez anos depois, ou seja, em 8 de dezembro de 1904, a imagem foi coroada por Dom José Camargo Barros e a coroa foi oferecida pela Princesa Isabel.
O santuário foi elevado à basílica em 1908. No ano de 1929, em 8 de setembro foi declarada Rainha do Brasil e no dia 16 de Julho de 1930 o Papa Pio XI confirmou a autenticidade dessa proclamação e declarou Nossa Senhora Aparecida padroeira, diante de Deus e da nação brasileira.
A nova basílica começou a ser construída em 1959 e foi sagrada oficialmente pelo Papa João Paulo II em 04 de Julho de 1980, passando a chamar-se catedral-basílica.
Em 1980, o dia 12 de outubro passou a ser feriado nacional por um decreto do presidente João Batista Figueredo.
A Senhora Aparecida, a humilde Serva do Senhor, é solidária com os negros escravizados nas terras do Brasil. A imagem de terracota mede 39 cm, com um pequeno sorriso nos lábios, quer nos confortar; as mãos postas nos lembram a sua valiosa intercessão. Ela é a Imaculada encontrada nas águas para nos lembrar a fonte batismal e o novo nascimento para a vida de fá e em comunidade.
Quando entramos no santuário de Aparecida temos a certeza de estarmos na casa da mãe, tão acolhedora e tão solícita, o que nos comprova é a sala dos milagres.
A Virgem Mãe de cor morena é tão parecida com o povo brasileiro, que desejou ser conhecida como Senhora Aparecida.
O coração do povo brasileiro bate mais forte no altar da Aparecida. Ela é Nossa Mãe e Senhora e está sempre a nos exortar: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo. 2, 5).
“Neste lugar a Virgem, há mais de dois séculos, marcou um encontro singular com a gente brasileira” (João Paulo II, 1980 – Aparecida).

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Celebração da Paz!


Celebração da Paz!

“Gloria a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens de Boa Vontade” (Lc 2.14). Anunciaram os anjos no nascimento de Jesus.
E o próprio Senhor Jesus, após a ressurreição, pôs-se no meio dos seus. Disse-lhes ele: “A paz esteja convosco”.(Jô. 20.19)
Nosso seráfico pai São Francisco de Assis, o santo da paz, e o homem do milênio, sintetizou o evangelho rezando assim:

Senhor,
Fazei de mim um
instrumento de vossa paz!

Onde houver ódio,
Que eu leve o amor;
Onde houver discórdia,
Que eu leve a união;
Onde houver duvida,
Que eu leve a fé;
Onde houver erro,
Que eu leve a verdade;
Onde houver desespero,
Que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza,
Que eu leve a alegria;
Onde houver trevas,
Que eu leve a luz;

Ó mestre!
Fazei que eu procure mais,
Consolar que ser consolado;
Compreender que ser compreendido,
Amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
Perdoando que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a
Vida eterna.


João Paulo II, em Assis no ano de 2002, ao lado de dos maiores lideres religiosos do mundo afirmou que:
-A humanidade tem necessidade da paz!

-A justiça, em primeiro lugar, porque não pode haver paz verdadeira, senão no respeito da dignidade das pessoas e dos povos, dos direitos e dos deveres de cada um, na distribuição eqüitativa dos benefícios, das responsabilidades entre os indivíduos e a coletividade.

Escutemos as palavras, escutemos o vento. O vento recorda-nos o Espírito e o Espírito sopra onde quer.
-Que o Senhor nos abençoe e nos guarde. O Senhor nos mostre a sua face e nos conceda sua graça. O Senhor volva o seu rosto para nós e nos de a paz.

Amém!

Paz e Bem!

Nossa Senhora da Salete



Nossa Senhora da Salete

19 de setembro 1846

“Olhai como crescem os lírios nos campos.
Não trabalham nem fiam. No entanto, eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles” (Lc. 12, 27).


Vivemos com tantas preocupações que não percebemos os dons e as maravilhas que o nosso Deus coloca à nossa disposição.
Estamos nos tornando insensíveis à simplicidade e à beleza do colorido das flores, do canto insistente dos pássaros, do cheiro do mato, das ervas,d o barulho da chuva.
Deus, em sua infinita sabedoria, nos proporciona a cada instante, o espetáculo indescritível e harmonioso que é a vida.
A vida é Dom de Deus e não cabe ao homem qualquer insinuação de destruição e impedimento da mesma.
Em todas as suas manifestações divinas, Deus sempre escolheu os simples e puros de coração.
Crianças, camponeses, pastores, pescadores, agricultores, mães de família, enfim, pessoas sensíveis e disponíveis a ouvir o chamado e a se colocar a serviço do Senhor, sem preocupações com a opinião dos outros.
E assim, Deus mais uma vez, envia Nossa Mãe do Céu para alertar e pedir a conversão de seus filhos, quando esses permanecem insensíveis às manifestações divinas.

A história

Corria o ano de 1846, era o mês de setembro, inicio de outono na Europa, mais precisamente o dia 19, na pequena cidade de La Salete, na França, Diocese de Grenoble.
A vida seguia seu rumo sem grandes acontecimentos para aquele povoado de camponeses simples e humildes.
Os campos de La Salete, próximo aos Alpes, estavam revestidos divinamente de flores diversas, miosótis, margaridas e lírios dos Alpes, formando um espetáculo de rara beleza.
Foi neste cenário que os pastorinhos Maximino Giraud (11 anos) e Melânia Calvat (15 anos), enquanto pastoreavam o rebanho, foram visitados pela Virgem Maria, nossos pastorinhos eram apenas amigos.
Após o almoço, daquele Sábado ensolarado, os pastores, mais precisamente Melânia, avistou no fundo do vale, uma estranha luz que brilhava como o sol.
A pequena pastora chamou a atenção de seu companheiro para o fenômeno.
Ao se aproximarem da luz, esta se abriu ao meio e os pastores puderam contemplar a figura de uma linda mulher sentada sobre uma pedra, com os cotovelos apoiados sobre os joelhos e o rosto escondido entre as mãos, demonstrando uma profunda tristeza.
“A Bela Senhora”, como os pastores definiram a aparição, ao perceber que os mesmos estavam assustados, chamou-os para perto dela, a fim de acalmá-los.
“Vinde, meus filhos, não temais, aqui estou para vos comunicar uma grande noticia. Se meu povo não quiser aceitar, vejo-me forçada a deixar cair o braço de meu Filho. É tão forte e tão pesado que não posso mais segurar. A tanto tempo que sofro por vós...”.
E continuou:
“Os que conduzem os carros (de boi), não o fazem sem abusar do nome de meu Filho. Se a colheita se estraga, não é senão por vossa causa. Bem vo-lo mostrei no ano passado com a colheita das batatas e não fizestes caso. Ao contrário, quando encontráveis estragada, era então que em tom de revolta, pronunciáveis o nome de meu Filho”.
“Se tiverdes trigo, não o semeeis, pois os animais comerão tudo. O que semeardes e o que vingar, reduzir-se-á a pó quando for malhado. Sobrevirá uma grande fome”.
“...os outros farão penitências pela fome. As nozes estragar-se-ão; as uvas hão de apodrecer. Se vocês se converterem, até as pedras e as rochas se transformarão em montões de trigo e as batatas aparecerão semeadas por sobre a terra”.
E ainda continuou:
“...e vocês, meus filhos, fazem bem suas orações?
- Não muito bem, responderam os pastorinhos!
- Ah! Meus filhos, é preciso fazê-la bem, à noite e de manhã. Quando não puderdes rezar mais, recitai ao menos o Pai-Nosso e uma Ave-Maria, devotamente. Quando tiverdes tempo, é preciso rezar mais”.

E ainda falou:
“Somente algumas mulheres idosas vão à missa, os outros trabalham aos domingos, durante o verão. E no inverno, quando não sabem o que fazer, vão a missa para somente zombar da religião. Durante a quaresma vão ao açougue como cães, atrás de carnes”.
E a Virgem concluiu depois, dizendo:
“Pois bem, meus filhos, transmitam tudo o que lhes revelei a todo o meu povo”.
Após ficar alguns instantes suspensa entre o céu e a terra, ela ergueu os olhos para o alto e foi desaparecendo lentamente.
Maximino apressou-se então para juntar algumas flores, que a bela senhora tinha sob os pés, mas elas sumiram repentinamente.
Os pastorinhos voltaram para a vila ao escurecer e contaram a seus patrões tudo o que tinha visto e ouvido da bela senhora.
Após o dia 21 de setembro, começaram as romarias ao local da aparição, cuja veracidade foi comprovada por inúmeros milagres.
No ano de 1852, o Bispo de Grenoble, fundou a Congregação dos Missionários, para propagar a mensagem da Virgem de la Salete e também iniciou a construção do Santuário que ficou pronto em 1879.
Maximino morreu muito jovem e Melânia tornou-se religiosa, sendo uma das fundadoras das “Filhas do Zelo do Divino Coração de Jesus”, e faleceu em 1904, em odor de santidade.

A mensagem das lágrimas

Mélania descreveu pranto de Nossa Senhora: “A Santíssima Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os seus joelhos e desapareciam com as faíscas de luz. Eram brilhantes e cheias de amor”.
“...as lágrimas de Nossa Mãe, longe de diminuir seu ar de majestade, Rainha e Senhora, pareciam embelezá-la e torná-la mais bela e a mais amorosa das mães”.

A cruz e a corrente

Melânia descreve: “Nossa Senhora tinha uma belíssima cruz pendurada no pescoço. Essa cruz era dourada e sobre ela o crucificado [...] Quase nas duas extremidades da cruz, de um lado havia um martelo e do outro uma torquês”. Geralmente interpreta-se o martelo como símbolo daqueles que pela sua má vida e pelo menosprezo a lei divina, pregam ainda mais nosso Senhor Jesus Cristo na cruz. Nesta mesma concepção a torquês representa aqueles que por suas boas ações aliviam as dores do Nosso Senhor, tentando despregá-lo da cruz.

Os olhos


Sobre os olhos da Virgem Mélania descreveu “os olhos da virgem Maria, pareciam mil vezes mais belos que os brilhantes, os diamantes e todas as pedras preciosas mais procuradas. Eles brilhavam como sóis, eram doces, luminosos como um espelho. Em seus olhos via-se o Paraíso, eles atraiam a ela”.

A Mensagem

A Virgem aparece com trajes de camponesa, sentada sobre uma pedra, traz na cabeça um rico diadema dourado, com flores, trajava um avental e seus pés cobertos de flores.
A Virgem falava com simplicidade, do jeito simples dos pastores simples, falava da terra, das plantações e colheitas, do gado e da fome, da oração e da missa. A linguagem era de fácil entendimento para os pastorinhos analfabetos e humildes.
O que a Virgem anunciou aconteceu um ano depois. Um grande flagelo sobre as parreiras (era então desconhecido o oídio), ou mal branco. O escritor e poeta Paul Cloudel afirmou: “as uvas apodreceram”.
Leon Bloy disse: “Os maiores devotos de Maria são ou os grandes pecadores arrependidos ou os inocentes e simples, aqueles que amam com um amor mais intenso se encontra ou entre aqueles que conheceram bem o pecado ou entre aqueles que o pecado não os conheceu”.
Peçamos a Virgem da Salete que interceda por nós, junto ao seu filho Jesus, pois, apesar de se passarem anos, a sua mensagem continua atual, para os nossos dias, apenas com a diferença de simbolismos.
Amém
Paz E Bem!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

São Miguel Arcanjo


São Miguel Arcanjo

Príncipe da Milícia Celeste
29 de setembro


“Houve uma grande batalha: Miguel e seus anjos lutaram contra o Dragão. O Dragão também lutou, junto com seus anjos, mas foram derrotados, e não houve mais lugar para eles no céu (Apocalipse, 12, 7-8)”.

Quem como Deus = Miguel

“Deus criou as coisas materiais e espirituais. O diabo e os outros espíritos malignos foram criados bons por Deus, porém tornaram-se maus por si mesmos (IV Concílio Ecumênico de Latrão – 1.215)”.

Antes de ter criado o homem, Deus criou os Santos Espíritos, os Espíritos Puros, isto é, não compostos de matéria, embora por vontade divina, possam às vezes apresentar-se aos homens sob formas corporais: “Deus, desde o princípio do tempo, criou do nada duas espécies de seres: os Espirituais e os Corporais, isto é, os Anjos e o Mundo; e, depois, criou o Homem, sendo constituído de corpo e espírito, que é comum a ambos os seres (IV – Concílio Latrão – 1215)”.
As Sagradas Escrituras falam-nos de anjos agrupados em 9 coros, a saber: Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e os Anjos, que por sua vez, constituem três hierarquias. A primeira hierarquia, os Serafins, Querubins e Tronos, têm por missão o serviço principal perante o Trono de Deus; a segunda hierarquia: Dominações, Potestades e Virtudes que têm por missão o serviço no espaço da Criação; e a terceira hierarquia: Principados, Arcanjos e Anjos, que têm por missão o serviço junto à humanidade na terra.

Deus exalta os humildes e resiste aos soberbos


Quando Lúcifer, arrogante e presunçoso se levanta contra Deus, Deus cria o inferno e nele são precipitados por Miguel, Lúcifer e todos os Anjos rebeldes.
Dizem as Santas Escrituras, quer no Antigo Testamento, quer no Novo Testamento, que o Arcanjo São Miguel foi sempre muito amado e venerado pelo povo de Deus. O Senhor o constituiu guarda e protetor da nação israelita, como se lê no Profeta Daniel: “Surgirá Miguel, o Grande Príncipe, que guardará o teu povo (Daniel 12, 1)”.
São Miguel Arcanjo é honrado e invocado como guarda e protetor da Igreja e como guardião dos agonizantes pois é ele quem leva as almas dos que deixam este mundo, junto do Trono de Deus para o julgamento. A Igreja invoca-o como advogado de defesa na vida e na hora da morte.



As Aparições de São Miguel Arcanjo

São João Evangelista, quando chegou à região de Colossos, fui muito bem recebido em sua pregação e vários abraçaram a fé. Nas suas exortações. São João falou sobre os anjos e anunciou-lhes que o Príncipe das Milícias Angélicas, o grande São Miguel, os tomaria debaixo de sua proteção e que, às portas da cidade. brotaria uma fonte, onde os doentes, com o sinal da cruz e a invocação do Arcanjo São Miguel, encontrariam a cura de todos os males do corpo e da alma. A fonte apareceu e espalhou-se esse acontecimento por toda a região.
São Miguel apareceu a um rico cidadão da região da Frigia, que tinha uma única filha, que era muda, e disse-lhe em sonho: “Conduze a tua filha à fonte dos cristãos e crê na onipotência do seu Deus, que tua fé será recompensada”. Cheio de esperança, pai e filha foram à fonte e lá perguntaram aos cristãos o que deveriam fazer. Eles disseram: “É em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e pela intercessão de São Miguel que nós usamos desta água”. Assim fizeram e, no mesmo instante a menina começou a falar, despertando em ambos um crescer da fé. Pediram o Batismo e em gratidão o homem mandou construir junto à fonte uma igreja.
Os sacerdotes dos ídolos, obstinados nos seus erros, resolveram destruir o santuário. Junto deste, passavam dois rios que eram contidos por diques. Numa noite ouviu-se um forte barulho das águas. Os pagãos tinham destruído os diques e brevemente o santuário ficaria submerso. O eremita, guardião do santuário, ao ver o que se passava, gritou: “Senhor, a Vossa Onipotência clamamos”. Enquanto ele rezava, ouviu-se uma voz vinda do céu. Era São Miguel que descia para desarmar o furor de satanás. Disse ele ao guardião do santuário: “Não temais, o inferno não pode nada contra nós”.
Assim, as águas foram controladas, a terra tremeu e engoliu o grande turbilhão das águas.
As liturgias da Igreja Oriental comemoraram este acontecimento com missões e ofícios próprios no dia 6 de setembro.

O Monte Gargano

Um pastor de gado apascentava uma manada de vacas no alto do monte Gargano, na Itália, um novilho entrou em uma caverna e este desferiu lá dentro uma flecha, a qual retrocedeu com a mesma velocidade vindo ferir quem a lançara.
O fato espalhou-se rapidamente e chegou aos ouvidos do bispo de Siponto, cidade que ficava aos pés do monte Gargano.
O Sr. Bispo convocou a diocese a rezar e jejuar por três dias, pedindo a Deus um sinal. Assim sendo, Deus, ouvindo as preces de seus filhos, envia Miguel ao Prelado pedindo que naquele local da caverna fosse construída uma Igreja em sua honra, para reavivar a fé e a devoção dos fiéis no seu amor e proteção, como Anjo custódio da Igreja Católica.
O Bispo comunica a visão ao povo, e dentro da caverna coloca um altar-mor para as celebrações eucarísticas. O Monte Gargano fica perto do convento de Nossa Senhora das Graça, onde viveu e morreu o Santo Padre Pio de Pietreleina, e este lá esteve inúmeras vezes.
Desde o último dia 15 de Agosto, Festa da Assunção da Virgem Maria, estamos rezando a Quaresma de São Miguel Arcanjo que termina na véspera de sua festa.
Os judeus invocam São Miguel como seu protetor e defensor das Sinagogas. Nas festas da Expiação concluem suas orações dizendo: “Miguel, Príncipe da Misericórdia, ora por Israel”. Daniel – “Contra esses adversários não há ninguém que me defenda a não ser São Miguel, vosso chefe (Dn 10, 22)”.
Diante de tão surpreendentes testemunhos, não devemos esmorecer e sim confiarmos também na valorosa intercessão do Grande Príncipe da Milícia Celeste São Miguel Arcanjo.

Amém!
Paz e Bem!

domingo, 24 de agosto de 2008

O Crucifixo de São Damião


O Crucifixo de São Damião


1 – Alguns dados históricos sobre o Crucifixo

O Crucifixo de São Damião foi pintado no século XII por um desconhecido artista da Úmbria, região da Itália. A pintura é de estilo românico, sob clara influência oriental: o pedestal sobre o qual estão os pés de Cristo pregados separadamente; e de influência siríaca: a barba de Cristo; a face circundada pelo emoldurado dos cabelos; a presença dos anjos e a cruz com a longa haste segurada na mão, por Cristo, (só visível na pintura original), no alto, encimando a cruz.

Outros dados:

Sem o pedestal, o Crucifixo original mede dois metros e dez centímetros de largura.
A pintura foi feita em tela tosca, colada sobre madeira de nogueira.
Naquele tempo, nas pequenas igrejas, o Santíssimo não era conservado, isto é, a Eucaristia não era guardada mas, consumida no dia. Por isso, supõe-se que o Crucifixo foi pendurado na abside sobre o altar da capela, no centro da Igreja.
Provavelmente o Crucifixo permaneceu na Igreja de São Damião até que as Irmãs Pobres, em 1275, o levaram consigo à nova Basílica de Santa Clara. Guardaram-no no interior do coro monástico por diversos séculos. No ano de 1938, a artista Rosária Alliano restaurou o Crucifixo com grande perícia, protegendo-o inclusive contra qualquer deterioração.
Desde 1958 ele está sobre o altar, ao lado da capela do Santíssimo, na Basílica de Santa Clara, protegido por vidro.

2 – Descrição detalhada da pintura

Descobre-se, à primeira vista, a figura central de Cristo, que domina o quadro pela sua imponente dimensão e pela luz que sua esplêndida e branca figura difunde sobre todas as pessoas que o circundam e que estão todas vivamente voltadas para Ele. Esta luz vivificante que brota do interior de sua Pessoa (Jo 8, 12) fica ainda mais destacada pelas fortes cores, especialmente o vermelho e o preto.
Também impressiona este Cristo ereto sobre a cruz e não pendurado nela, com os olhos abertos, olhando o mundo.
Apresenta ainda uma auréola da glória com a cruz triunfante oriental em vez de uma coroa de espinhos, porque tornou-se vitorioso na paixão e na morte.
Aparecem os sinais de crucificação e as feridas sangrentas mas o sangue redentor se derrama sobre os anjos e santos (sangue das mãos e dos pés) e sobre São João (sangue ao lado direito).
Cristo se apresenta vivo, ressuscitado (Jo 12, 32), de pé sobre o sepulcro vazio e aberto (indicado pela cor preta), visível por trás. Com as mãos estendidas, Cristo está para subir ao céu (Jô 12, 32).
A inscrição acima da cabeça de Cristo, “Jesus Nazarenus Rex Judaerom” Jesus Nazareno Rei dos Judeus, é também própria do Evangelho de João.
Sobre a inscrição, esta a ascensão em forma dinâmica, na figura do Cristo ascendente, com o troféu da cruz gloriosa na mão esquerda (só visível na pintura original) e com a mão direita pela mão do Pai, no céu.
Do alto, a mão direita do Pai acolhe o seu Filho, circundado dos anjos (e santos) na glória celeste.
As cores vermelha e púrpura são símbolos do divino; o verde e o azul, do terrestre. Para “ver” bem o conjunto da pintura, deve-se realmente parar diante do Crucifixo, pois, ordinariamente, olha-se à imagem somente, de longe, como “turistas”.
À direita do corpo de Cristo, aparecem as figuras de Maria e João, intimamente unidas, enquanto Maria indica o discípulo predileto com a mão direita (Jo 19, 26). À esquerda, estão as duas mulheres, Maria Madalena e Maria de Cléofas, primeiras testemunhas da ressurreição (Jo 19, 25).
E, embora, Maria, à direita e Maria Madalena, à esquerda, ergam a mão direita no rosto em sinal de dor, nenhuma das outras pessoas próximas, manifesta expressão de sofrimento profundo mas uma adesão cheia da fé ao Cristo vitorioso, Salvador.
À direita das duas mulheres vê-se o centurião com a mão erguida, olhando para o Crucifixo. Com esse gesto está a dizer: “Verdadeiramente este é o Filho de Deus”.
Sobre os ombros do centurião aparece a cabeça de uma pessoa em miniatura, cuja identidade se discute: poderia ser o filho do centurião, curado por Jesus (Jo 4, 50) ou um representante da multidão ou ainda, o autor desconhecido da pintura.
Aos pés de Maria e do centurião, vê-se o soldado chamado Longino que, pela tradição, com a lança traspassa o lado de Jesus e, o portador da esponja, chamado de Estepatão, segundo a tradição (Jô 19, 29). Ambos estão voltados para o Crucifixo.
Debaixo das mãos de Jesus, à direita e à esquerda, encontram-se dois anjos com as mãos erguidas, em intenso colóquio. Parecem anunciar a ressurreição e a ascensão do Senhor.
As duas pessoas, à extrema direita e esquerda, parecem anjos ou talvez mulheres que acorrem ao sepulcro vazio.
Aos pés de Jesus a pintura original encontra-se muito deteriorada. É provável que seja: São Damião, São Rufino, São Miguel, São João Batista, São Pedro e São Paulo. Acima da cabeça de São Pedro, está a figura do galo (só visível na pintura original) a lembrar a negação de Pedro à Cristo (Jô 13, 38; 18, 15 – 27).
As pessoas aos pés de Jesus têm a cabeça erguida para o alto, expressando a espera do retorno gloriosos do Senhor, no juízo.
Deste Crucifixo descrito em detalhes, Francisco teve uma inspiração “decisiva” para a sua vida, diz Caetano Esser. Passamos a descrvê-la porque e dessa fato que se originou a admiração que hoje temos ao Crucifixo de São Damião.

3 – O Crucifixo fala a Frâncico

O jovem Francisco encontrava-se numa crise espiritual, cheio de duvidas e trevas. “Conduzido pelo Espírito”, entra na igrejinha de São Damião, onde se prostra, súplice, diante do Crucifixo. Tocado de modo extraordinário pela graça divina, encontra-se totalmente transformado. É então que a imagem de Cristo Crucificado lhe fala: “Francisco, vai e repara minha casa que está em ruína”.
Francisco fica cheio de admiração e “quase perde os sentidos diante destas palavras”. Mas logo se dispõe a cumprir esse “mandato” e se entrega todo à obra, reconstruindo a igrejinha. Depois pede a um sacerdote, dando-lhe dinheiro, que providencie óleo e lamparina para que a imagem do Crucifixo não fique privada de luz, mas em destaque naquele santuário.
A parir de então, nunca se esqueceu de cuidar daquela igrejinha e daquela imagem.
Francisco parecia intimamente ferido de amor para o Cristo Crucificado, participando da paixão do Senhor, de quem já trazia os estigmas no coração e mais tarde, em 1224, receberia as chagas do Cristo em seu próprio Corpo.
Segundo Santa Clara, esta visão do Crucifixo foi um êxtase de amor radiante e impulso decisivo para a conversão de Francisco.
Entre os estudiosos ainda existe uma dúvida a ser esclarecida: ao ouvir o Cristo do Crucifixo, Francisco pensa na igrejinha material de São Damião. Mas nada impede de se pensar que se trata do “templo de Cristo no coração de Francisco e nos corações dos homens”.
Enfim, a própria oração de Francisco diante do Crucifixo da São Damião sugere antes a reparação “espiritual” da casa do Senhor, crucificado no coração.
Tanto que ele pede especialmente pelas três virtudes teologais (fé, esperança e amor) para poder cumprir esse “mandato” de Cristo.

Mãe e Senhora das Dores


Mãe e Senhora das Dores

15 de setembro


“Teu filho será causa de queda e reerguimento para muitos. Ele será sinal de contradição e o teu coração será transpassado por uma espada! (Lc. 2, 34-35)”.
Eis o tesouro onde eram guardadas todas as coisas, todas as lembranças; o Coração de Maria, um coração tão humano, tão cheio de lembranças de momentos de alegrias e de dores. Um coração tão semelhante ao de Jesus, um coração tão cheio de amor.
Simeão predisse os combates, as dores e os sacrifícios que estariam diretamente ligados ao Messias no mistério da redenção.
Foi somente na apresentação do Menino Jesus e pelas palavras de Simeão que Maria viu claramente que o Mistério da Redenção lhe reservava uma boa parte de sofrimentos.
Maria conhecia, como todo o seu povo, as profecias das Sagradas Escrituras referentes ao seu Filhinho, o Messias, o Esperado.
O grande São Bernardo no deixou escrito que: “O Martírio da Virgem comemora-se tanto na Profecia de Simeão, como na própria Paixão do Senhor”.
Martírio de Maria? Na ladainha a invocamos como Rainha dos Mártires, e lemos no Profeta Isaias que: “Ele te coroará com uma coroa de tribulação... (Is. 22, 18)”, podemos concluir que o maior martírio, ou seja, a maior prova de sofrer inocentemente pela verdade e pela justiça no amor de Deus, foi suportado por Jesus e compartilhado por sua Mãe.
O peregrinar de Maria foi um misto de alegrias e dores, assim, logo após as alegrias da anunciação, do nascimento, do reconhecimento e da adoração dos Magos. Temos a dor da profecia de Simeão; a dor da fuga da fúria de Herodes; a dor da perda do Menino Jesus no templo e, em contrapartida, a alegria do reencontro; a dor do encontro a caminho do Calvário; a dor aos pés da cruz; a dor ao receber o corpo inerte e gélido do seu Filho em seus braços e a de ver fechar o túmulo, aliado à alegria de ver o Filho ressuscitado e a de sua Assunção aos céus.
A Grandeza de Maria consiste não só no fato de ser ela a Mãe do Cordeiro Divino, de lhe ter oferecido a carne e o sangue humano, mas também no fato de ter ela mesma nutrido e amparado este cordeirinho e tê-lo conduzido e acompanhado até o altar da cruz.
Foi aos pés da cruz que a Mãe das dores tornou-se a Rainha dos Mártires, e, no dizer de Santo Ambrósio: “Estava ao pé da cruz a Mãe... Olhava com piedade as chagas de Seu Filho sabendo que por elas se ia salvando o mundo”.
A partir do século XIII houve uma explosão de devoções que enalteceram a humanidade de Jesus, ex.: nascimento, a Paixão, etc., e assim também de Sua Mãe Santíssima, atribui-se à belíssima seqüência – Stabat Mater, - Lamentações de Maria (Planctus=Pranto), ao franciscano Jacoponi de Todi.
A liturgia lembra as dores de Maria na Sexta-Feira Santa e no dia 15 de setembro. Foi o Papa Pio VI que introduziu na liturgia a festa de Nossa Senhora das Dores.
Na Igreja os maiores propagadores da Coroa das Dores de Maria são os Servitas – Ordem dos Servos de Maria.
Concluímos com o Beato José de Anchieta em seu poema à Virgem Maria: “Uns açoites e uns cravos, um carvalho nodoso, uma lança e uma coroa ensangüentada, eis toda a minha herança; de tudo isto hei de me apossar como espólio meu legal”.


Bendita sejais, Senhora das Dores!

Amém,

Paz e Bem!

sábado, 23 de agosto de 2008

São Domingos de Gusmão

São Domingos de Gusmão

08 de agosto

O 1º Apóstolo do Rosário da Virgem Maria


“...antes que no seio fosses formado, eu já te conheci; antes de teu nascimento eu já te havia consagrado, e te havia designado Profeta das Nações (Jer. 1, 5)”.

Sua vida!


Na noite de 24 de junho do ano de 1170, na pequena cidade de Caleruega, em Castela, Província de Burgos na Espanha, nascia Domingos, o filho caçula do Conde, Dom Félix de Gusmão e Dona Joana D’Aza. Antes de nascer, sua mãe, profundamente religiosa, teve um sonho misterioso: viu um cão que trazia na boca uma tocha acesa que irradiava uma grande luz sobre o mundo (assim como o cão é fiel ao dono, São Domingos seria fiel a Deus, e com a tocha acesa, incendiou o mundo no amor de Deus).
Na Pia Batismal recebe o nome de Domingos, em homenagem ao Santo Abade Domingos de Silos. Ainda pequeno, porém, já em idade escolar, foi confiado aos cuidados de um tio padre que lhe ensinou as matérias elementares, além das funções litúrgicas e pastorais.
Quando completa 15 anos, aluga um quarto de pensão na cidade de Valência, e lá, dedica-se integralmente aos estudos na célebre Universidade de Valência. Destaca-se nas ciências liberais, cujo programa era a gramática, dialética, lógica, retórica, aritmética, música, geometria e astronomia. Cursou também filosofia, teologia e assim, obedecendo às aspirações de seu coração e ao chamado de Deus, tornou-se sacerdote.
Como sacerdote acompanhou o Bispo de Osma e, na viagem, pôde sentir de perto o problema religioso do sul da França e de outras regiões européias, infestadas por grupos religiosos, fanáticos e subversivos. Domingos decidiu permanecer no sul da França, dedicando-se junto com alguns sacerdotes, na simplicidade e na pobreza, ao ensinamento da Doutrina Cristã.
Deste grupo de pregadores surgiu a Ordem dos Pregadores ou Dominicanos, cujas características fundamentais eram: a espiritualidade sacerdotal com profunda formação teológica; o devotamento a Igreja, as almas, ao culto da verdade; a vida comunitária como meio ascético de santificação para maior desempenho da vida e ação sacerdotal; a espiritualidade apostólica, sobretudo na pregação.
Domingos era apaixonado pela música, e disto fez uso muitas vezes durante sua vida. No entanto, a grande alegria do jovem Pe. Domingos era caminhar por estradas, bosques e montes, cantando a “Salva Rainha”, meio pelo qual não cessava de louvar e enaltecer a Mãe do Filho de Deus, cantando-lhe as maravilhas dentro de uma poesia rica de lirismo e sentimento, muito próprio de sua época.
Nossa Santo reconhecia o valor dos que se enclausuravam, mas sabia que era também preciso agir, falar, fazer algo para que o Evangelho fosse anunciado. Assim, ele compreendeu a contemplação como meio principal pelo qual se formaria o missionário, o apostolo, através da oração, do estudo e da reflexão. É como se o dominicano fosse um vasilhame que colheu água da fonte para que os outros pudessem depois bebê-la. Por isso é que a Ordem tem por lema: “Dar aos outros o fruto da nossa contemplação”.

São Domingos e o Santo Rosário

Domingos de Gusmão, por meio de suas ardorosas pregações, tentou durante longos anos trazer de volta a Igreja todos aqueles que tinham se desviado da verdade do Evangelho. Porém, os eloqüentes sermões de São Domingos não conseguiam penetrar naqueles corações endurecidos e entregues a muitos vícios.
Domingos intensificou suas orações, aumentou suas penitências, porém pouco ou nada adiantaram seus esforços. As conversões eram raras e de efêmera duração. Vários, por pressão do ambiente, voltavam às práticas de seus erros.
Certo dia, São Domingos saiu de seu convento em Toulouse, no sul da França, decidido a obter de Deus as respostas para tantos fracassos. Entrou na floresta e entregou-se a oração e a penitência, disposto a não sair dali sem as devidas respostas.
Era ele muito devoto de Maria Santíssima e suas preces subiram até o trono do Altíssimo pelas mãos virginais da Mãe de Deus. Após três dias e três noites de incessante oração, quando as forças físicas já quase o abandonavam, apareceu-lhe a Virgem Maria, manifestando seu afeto maternal e sua grande predileção.
- Meu querido Domingos – disse-lhe Nossa Senhora com inefável suavidade – sabes de que meio se serviu a Santíssima Trindade para transformar o mundo?
- Senhora – respondeu São Domingos – vós sabeis melhor do que eu, porque depois de Vosso Filho Jesus Cristo, fostes vós o principal instrumento de nossa salvação.
- Eu te digo, então – continuou Maria Santíssima – que o instrumento mais importante foi à saudação angélica, ou a Ave Maria, que é o fundamento do Novo Testamento e portanto, se queres ganhar para Deus esses corações endurecidos, reza e propaga o meu Saltério (Minha Coroa de Rosas) .

São Domingos saiu dali com novo ânimo e imediatamente se dirigiu a Catedral de Toulouse para fazer uma pregação. Assim que Domingos começou a falar, nuvens espessas cobriram o céu e uma terrível tempestade abateu-se sobre a cidade.
São Domingos implorou a misericórdia de Deus e a proteção de Maria Santíssima, e por fim a tempestade acalmou, permitindo-lhe que falasse com toda a alma e todo o coração sobre as maravilhas do Rosário.
Os habitantes de Toulouse arrependeram-se de seus pecados, abandonaram seus erros e começaram a rezar o Rosário. Grande foi a mudança dos costumes na cidade.
Domingos tornou-se o Grande Apóstolo do rosário, e por meio do Rosário, Maria foi a verdadeira vencedora, pois ela reconduziu à fé católica todo aquele povo, salvando a França.
Foi São Domingos que compôs o cordão com as continhas, nas quais se rezavam Pais-Nossos e Ave-Marias, que são as orações evangélicas.
Encontrou-se com Francisco de Assis em Roma, quando ambos foram ao Papa pedir aprovação de suas ordens recém fundadas.
Domingos caminhou incansavelmente por toda a Europa, a pé, pregando a Evangelho, anunciando o Reino e propagando o Rosário.
São Domingos entregou sua Santa Vida ao Senhor no dia 06 de agosto de 1221, com a idade de 51 anos. No ano de 1234 foi canonizado pelo Papa Gragório IX.

Oremos

Ó São Domingos, zeloso pregador do Evangelho, que sempre foste sensível diante das misérias alheias, estende até nós as promessas que fizeste aos que choravam a tua derradeira partida, de ajudar-nos lá dos céus com tuas preces.
Ó Deus, que fizestes resplandecer a Vossa Igreja com a obra da pregação de vosso servo São Domingos, concedeis a todos os homens os bens necessários para viveram dignamente, mas sobretudo, abundância de bens espirituais.

Amém
Paz e Bem!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O Presépio de Gréccio

O Presépio de Gréccio -1223

Poucas pessoas conhecem a origem do presépio e como a Igreja adotou tão singela devoção para homenagear o nascimento do Menino Jesus. São Francisco de Assis foi o inspirador e criador do primeiro presépio. Vejamos como isto aconteceu:
Três anos antes de sua morte, ou seja, em 1223, Francisco resolveu celebrar com a maior solenidade possível à memória da natividade do Menino Jesus, a fim de aumentar a devoção dos habitantes de Grécio, na Itália. Mas para que ninguém pudesse tachar esta festa de ridícula novidade, pediu e obteve do Papa licença para celebrá-la. Francisco mandou pois, preparar um presépio e trazer muito feno, juntamente com um burrinho e um boi, dispondo tudo ordenadamente.
Reuniram-se os irmãos chamados dos diversos lugares; acorreu o povo ressoaram vozes de júbilo por toda à parte e uma multidão de luzes e archotes resplandecentes juntamente com os cânticos sonoros que brotavam dos peitos simples e piedosos, transformaram aquele noite num dia claro, esplêndido e festivo.
Francisco estava lá, diante do rústico presépio em êxtase, banhado de lágrimas e emoção. Principiou a missa solene, na qual, Francisco, que oficializava como diácono, cantou o evangelho, pregou em seguida ao povo e falou do nascimento do Rei Pobre a quem ele chamava com ternura e amor de Menino de Belém.
Havia entre os assistentes um soldado muito piedoso e leal que movido por seu amor a Cristo, renunciou à milícia secular e se uniu estreitamente ao servo de Deus. Chamava-se João de Gréccio, que afirmou ter visto no presépio reclinado e dormindo um menino extremamente lindo ao qual Francisco tomou em seus braços como se quisesse despertá-lo suavemente do sono.
Que esta visão do piedoso soldado é totalmente certa garante-o não só a santidade de quem a teve, como também sua veracidade e a evidenciam os milagres que a seguir se realizaram. Pois o exemplo de Francisco, mesmo considerando do ponto de vista humano, tem poder para excitar a fé de Cristo nos corações mais frios e aquele feno do presépio cuidadosamente conservado foi remédio eficaz para curar milagrosamente os animais enfermos e como antídoto contra muitas classes de peste.
Deus glorificava em tudo o seu servo e, pelos milagres evidentes, o poder de suas preces e de sua santidade.

Paz e Bem!

Marcio Antônio Reiser

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Natal é do Menino Jesus!

Natal é do Menino Jesus!

“Santo Menino Jesus de Praga”


25 de Dezembro

O anjo disse-lhes: “Não temas, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um salvador, que é o Cristo Senhor.” (Lc. 2, 10-11)

Quanto esperaram ouvir, o anuncio acima, os justos profetas do antigo testamento. Ansiavam pela vinda do Messias, o Prometido da Nações, aquele que viria endireitar os caminhos tortuosos, aplainar os montes, encher os vales, abrir os céu para a humanidade. Isaias, sete séculos antes da vinda de Jesus, anunciou que ele nasceria de uma virgem.
No inicio do Cristianismo, muitos foram os santos que enalteceram a grandeza de um Deus menino e seu humilde nascimento.
Grandes santos, tocados pela graça divina, manifestaram especial devoção a infância de Nosso Senhor Jesus Cristo, Nosso Pai São Francisco de Assis, ao meditar enternecido o Deus que se tornou menino numa manjedoura, reviveu aquele momento na montagem do primeiro presépio, em Greccio na Itália.
Santo Antonio de Pádua, seguindo o exemplo de seu mestre e fundador, encantava-se com o menino Jesus, e mereceu recebê-lo, varias vezes, milagrosamente em seus braços.
Porem as imagens em que o menino Jesus aparece de pé, passaram a ser difundidas e veneradas durante o chamado “Século de Ouro”, na contra-reforma espanhola.
A grande doutora da Igreja, Santa Teresa de Ávila, reformadora da Ordem Carmelita, introduziu essa devoção em seus conventos, e , a partir deles, por toda a Espanha e depois para o mundo todo. Seu discípulo e co-fundador do ramo carmelita masculino reformado, São João da Cruz, durante o natal, levava o menino Jesus em procissão, e o acalentava em seu colo, chegando a entrar em êxtase; compôs também, tocantes poesias sobra à natividade.
Dois séculos mais tarde, outra Carmelita, Santa Teresinha do Menino Jesus, honrou de modo especial o Deus Menino, não só ao escolhê-lo para seu nome religioso, mas iniciando a via da Infância Espiritual .
Uma das maiores propagadoras da devoção ao Santo Menino Jesus, foi a irmã carmelita Margarida do Ssmo. Sacramento, que faleceu com apenas 29 anos de idade no convento de Beaune, na França.
Irmã Margarida foi escolhida pelo próprio Senhor Jesus, para propagar e difundir a devoção a sua divina infância, fundando a Família do Menino Jesus, convidando todos os que dela quisessem participar a celebrar com fervor os dias 25 de cada mês, em lembrança da Santa natividade, e a rezarem a coroinha do Menino Jesus: 3 pai-nossos e 12 ave-marias, em honra dos 12 primeiros anos de sua vida.


O Menino Jesus de Praga
Praga, capital da atual Republica Checa, é considerada uma das mais belas capitais da Europa. Dentre os memoráveis prédios existentes na cidade, destaca-se a imponente igreja de Nossa Senhora das Vitórias, primeiro santuário barroco local, erigido de 1613 a 1644. Pertencente aos carmelitas descalços, nela esta a grande maravilha de Praga: a encantadora imagem do pequeno Rei, como é conhecido o Menino Jesus de Praga.


A Devoção

Pelos anos de 1628, em Praga, tendo ficado viúva, a princesa Polyxena de Lobkowicz, sentiu em seu coração a necessidade de doar aos padres carmelitas descalços, uma belíssima imagem do menino Jesus que possuía. Ele era representado de pé, portando trajes reais, com o globo na mão esquerda e a direita em atitude de abençoar. Tal imagem era por demais querida, pois era uma recordação da família. Sua mãe, D. Maria Manrique DeLara, a recebera como presente de casamento e dera também a filha como presente de casamento.
A princesa Polyxena disse ao prior ao entregar-lhe a imagem: “Eu vos ofereço, querido padre, o que mais valoroso possuo. Honrai este menino Jesus e assegurai-vos de que, enquanto venerado, nada vos faltara”.
A pequena imagem foi colocada no oratório do noviciado, ali os carmelitas se reuniam para louvar o Menino Jesus, e colocar aos seus pés todas as necessidades e recomendações. Sempre que a situação parecia impossível, o Deus do impossível, vinha em socorro dos seus servos fieis.
No ano de 1631, sob o comando do príncipe eleito na Saxônia, os protestantes se reagruparam e assediaram a cidade de Praga. Por prudência, frei João Maria, mandou seus frades para Munique.
Os soldados invadiram igrejas e conventos, profanando e destruindo objetos do culto católico. Puseram na prisão os dois frades carmelitas e começaram a destruir o convento. Vendo a imagem do Menino Jesus, começaram a zombar a rir e zombar dela. Um dos soldados decepou a mãozinha da imagem, com a espada, depois, empurrou-a para o meio dos escombros.



Ali o Menino ficou esquecido.




Frei Cirilo da Mãe de Deus, no ano de 1634, quando os carmelitas retornaram ao convento, reencontrou a imagem sem as mãos e colocou-a novamente no oratório. Certo dia, Frei Cirilo, em oração diante do menino Jesus, pedindo pela comunidade, quando este lhe disse tristemente: “Tende piedade de mim, e eu terei piedade de vos. Restitui-me as mãos que me cortaram os hereges. Quanto mais me honrardes mais vos favorecerei”.
A imagem foi restaurada e colocada dentro de uma urna de cristal próxima a sacristia. Cumpri-se o desejo expresso por Nossa Senhora a Frei Cirilo, de que o menino fosse exposto a veneração publica.
A devoção expande-se pelo mundo e ganha um novo santuário em Arenzano-Milão (Itália) no ano de 1895.
Impossível seria descrever os incontáveis favores do Santo Menino por este mundo afora. A devoção do Menino Jesus é antes de tudo, um sinal de maturidade da fé. Devemos honrar a Santa Infância de Jesus em todas as necessidades, em especial, quando pedimos pelas crianças; pois o próprio Senhor nos disse: “Deixai vir a mim as criancinhas, por que é delas o reino dos céus”.
O Coração do Santo Menino Jesus esta aguardando pelas suas manifestações de amor, no dia do seu aniversario: 25 de dezembro!

Parabéns Jesus!
Amém!
Paz e Bem!

sábado, 9 de agosto de 2008

Dia dos Pais!


Pai!

Acredito que o maior ensinamento que Jesus nos deixou, foi o de chamar Deus de pai, e para nós é quase impossível não relacionar Deus com a figura humana do pai.
Pai, palavra universal para designar um mesmo ser; um mesmo modo de ser com características tão distintas e tão iguais.
Pai, o jeito de Deus ser humano, de transmitir a vida, de prover o pão a qualquer custo, de ser o braço forte a defender e guiar o rebanho familiar.
Pai, ternura das lagrimas contidas das preocupações e noites mal dormidas, com o cuidado do lar.
Pai, presença que é segurança e proteção, é o leme firme no meio das tempestades o guardião do santuário da vida.
Pai, que entre os cansaços e cochilos permite um afago e concede um tempo para gargalhar, guerrear almofadas e ter de ser o herói das histórias contadas centenas de vezes e dos contos perdidos no tempo.
Pai, que muitas vezes ama de um jeito meio rude, com gestos e formas quase sempre sem jeito, mas que ama daquele jeito e deseja ser amado de qualquer jeito.
Pai, iniciante; Pai atuante, Pai ausente, Pai que já partiu, Pai energético, Pai bondoso, Pai amigo, Pai; meu pai meu herói, eu te vejo sempre maior, quando te permites ser frágil e precisas de colo.
Pai também gosta de colo filho!


Feliz dia dos Pais!
Agosto/2008

Anunciação do Senhor!


Anunciação do Senhor!

25 de Março!


“...Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará a luz a um filho, e lhe porá o nome de Emanuel, porque Deus está conosco” (Is 7, 14).

No início da primavera, os campos, da singela Nazaré da Galiléia, estavam florindo representando um cenário de cores diversas. A brisa da manhã trazia em si, um soprar divino. O verde das folhas, dos mais diversos tons, refletiam a luminosidade do sol primaveril. Os pássaros cantavam e encantavam melodias harmoniosas e alegres, preparando seus ninhos.
E é exatamente neste cenário rústico e comum que uma preciosa flor, tal qual o lírio do vale, iria desabrochar sobre o tronco de Jessé, da raiz de Davi.
A casa da jovem Maria de Nazaré era simples, suas paredes caiadas formavam um ambiente de paz, de uma paz que nasce do silêncio, da meditação e da entrega total aos desígnios de Deus! Uma paz que vem da intimidade com Deus!
Maria conhecia as escrituras, seus pais eram conhecedores das leis e dos profetas, a Virgem Maria fora educada no templo e como tal conhecia os fatos e circunstâncias em que deveria vir o messias.
Desde todo o sempre, foi a jovem Maria escolhida por Deus para ser a mãe de seu filho, o Emanuel, o Deus conosco que Isaías falou e que Maria aguardava com todo o povo de Israel.
Sem conhecer os planos de Deus, Maria vivia, no seu cotidiano, um contínuo servir, estando noiva do carpinteiro José. Era toda dedicação aos afazeres domésticos, ao serviço no templo e sempre tendo o olhar voltado para os mais necessitados.
E justamente num desses dias do início da primavera, nossa jovem Maria, provavelmente envolvida nos afazeres domésticos, não estava, esperando por visitas, e, muito menos, do embaixador celeste!
Gabriel quer dizer “Força de Deus”, é um dos sete arcanjos que estão sempre presentes e têm acesso junto a Glória de Deus (Tob.12, 15). Foi ele que trouxe a Maria a teofania (manifestação de Deus). Nela se realizaram as profecias e a plenitude dos tempos.
“Entrando onde ela estava, disse: Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Ela é a cheia de graça, a plena, da benevolência de Deus para com a humanidade. Anunciação, é com certeza uma das páginas mais emocionantes da bíblia. É a promessa do antigo testamento realizada no novo.
Diz às escrituras que Maria experimentou um sentimento fascinante e tremendo. Maria não cai por terra como Daniel, mas dialoga serenamente, Maria controla suas emoções. O encontro com Deus inebria a alma.
Meditando cada palavra de Gabriel e com o coração transbordando da Graça, a jovem questiona, argumenta e confia. Deus faz uma proposta e de Maria aguarda a resposta. A resposta de Maria era aguardada por Deus com tanta ansiedade, diz-se que o céu parou para ouvir o pronunciamento da sentença mais importante da história – o “Sim” de Maria – faça-se em mim segundo a tua palavra. “E o verbo se fez carne, e habitou entre nós”.
O “Sim” de Maria foi a comunhão mais longa da história. A palavra de Deus toma a forma humana em Maria. O primeiro e mais perfeito sacrário da terra. E no dizer de Santo Agostinho: “Ele escolheu a mãe que havia criado; criou a mãe que escolhera”.
Maria tinha consciência do seu “Sim” e soube vivê-lo da anunciação ao calvário.
Maria entendeu plenamente a sua missão de discípula e missionária, pois levou Jesus em seu ventre, como uma primeira procissão de Corpus Christi, a família de Isabel. Era o primeiro anúncio da Boa Nova – O evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Maria aceitou Jesus! O seu “sim” trouxe a salvação. Hoje ela nos convida a dizer um “sim” sem reservas ao seu filho Jesus!
Faça-se em mim segundo a tua palavra!
Paz e Bem

Beatos – Luiz Beltrami Quattrocchi e Maria Corsini Beltrami Quattrocchi


Beatos – Luiz Beltrami Quattrocchi e Maria Corsini Beltrami Quattrocchi

“A Santidade do Matrimonio”


“Vós gerais os vossos filhos para a pátria terrena, não esqueçais que, ao mesmo tempo, os gerais para Deus”. (João Paulo II)

“Maridos, amem suas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Os maridos devem amar suas mulheres como seus próprios corpos. Quem ama sua mulher esta amando a si mesmo. Por isso, o homem deixara seu pai e sua mãe e se unira a sua mulher, e os dois serão uma só carne, portanto cada um de vocês ame sua mulher como a si mesmo, e sua mulher respeite o seu marido”. (Ef 5, 25-28,31-33)
O ideal de santidade é para todos, sem distinção, somos todos chamados a ser santos em todo o estado de vida, em todas as profissões, em todas as idades e, enfim, cada qual como o Senhor predestinou.
Vejamos o exemplo de nossos beatos Luis e Maria, o primeiro casal beatificado pelo Papa João Paulo II, em 21 de outubro de 2001.
A vida desse casal é um sinal vivo do que afirma o concilio do Vaticano II sobre a vocação de todos os fieis leigos à santidade, especificando que os cônjugues devem procurar esse objetivo seguindo seu próprio caminho.

Quem foram?

Luís nasceu na Catânia, Itália, no dia 12 de janeiro de 1880, ela em Florença, no dia 24 de junho de 1884. Luís estudou Direito e teve uma brilhante carreira como advogado, chegou a ser vice-advogado-geral do governo italiano, além de se destacar como consultor de grandes empresas e bancos. Maria formou-se em contabilidade e, depois, tornou-se professora. Muito religiosa desde menina, recebeu boa formação humanista, o que a tornou uma escritora famosa e notável personalidade na Itália. Escreveu 12 obras sobre família, formação dos filhos e espiritualidade.

O encontro

Durante os estudos universitários em Roma, conheceram-se e apaixonaram-se a primeira vista. Casaram-se em 1905 e viveram juntos por 50 anos na primeira metade do século XX, no qual a fé em Cristo foi posta à dura prova, por causa das duas Grandes Guerras. Maria e Luis amavam-se de verdade, mas reconheciam que seu amor era fruto de um amor maior: o amor de Deus! Por isso, em sua vida, sempre à luz do Evangelho, alimentaram com grande intensidade humana o amor matrimonial e dedicaram-se à vida familiar e comunitária.
Maria Corsini, nascida de família nobre de Florença, também era apaixonada pela musica. Trabalhou com voluntária da Cruz Vermelha durante a Guerra da Etiópia e na Segunda Guerra Mundial. Foi Catequista, era também comprometida com varias associações de caridade, como a Ação Católica Feminina. No lar dos Quattrocchi, não eram raras às vezes em que seus filhos os viram acolhendo em casa refugiados da guerra e organizando grupos de “Scouts” com jovens dos bairros pobres de Roma durante o pós-guerra.
Luis e Maria tiveram quatro filhos: o primeiro tornou-se sacerdote (Filipe, padre Tarcisio), a segunda entrou num mosteiro Beneditino (Stefania, como religiosa-irmã Maria Cecília) falecida em 1993. O terceiro fez-se monge trapista (César, hoje Pe. Paolino), e a quarta filha (Enriqueta) nasceu em 1914.
Enriqueta nasceu com fruto de uma decisão heróica do casal. Maria, quando ficou grávida, teve muitas complicações de saúde, o que levou o medico a sugerir um aborto para preservar a vida da mãe. O casal optou por levar a gravidez em frente, contrariando a proposta do ginecologista. Maria sabia de todos os riscos, mas confiante em Deus, preferiu enfrentar a morte, se preciso, para salvar sua filhinha. Enriqueta foi um presente de Deus, pois foi ela quem ficou em casa e acompanhou os pais, sobretudo a mãe, até o ultimo instante.
A decisão do casal de não aceitar o aborto, nada mais foi que uma decisão coerente de Cristãos Católicos, comprometidos com o evangelho e com a vida. Quando se vive o batismo, todas as decisões da vida são tomadas baseadas na fé e na esperança e cujo fim é o amor.
Maria, Luis e seus filhos, viveram uma vida normal, sem nada de extraordinário, cultivaram uma profunda espiritualidade centrada na eucaristia e na devoção filial à Santíssima Virgem, com a reza diária do Santo Terço. Na casa dos Quattrocchi, “Nenhum problema era resolvido sem que se pedisse ajuda do céu”, diziam sempre os esposos.
Luis Quattrocchi, assim como sua esposa, colocou sua vida e sua profissão à disposição de muitas pessoas que a ele recorriam como advogado, e que não tinham como pagar os honorários, eram atendidos com carinho e dedicação. D. Maria, além das atividades citadas anteriormente, devemos ressaltar sua atuação na Fundação da Universidade Católica da Itália.
Viveram para o amor conjugal, viveram para os filhos, viveram para os outros e viveram para Deus e com Deus.
Luis faleceu em 1951, com 71 anos de idade e Maria em 1965, com 81 anos, sendo o 1º casal, na historia da Igreja, elevado as honras dos altares. Seus filhos, Padre Tarcisio e Padre Paolino, ambos com 90 anos, e Enriqueta, participaram da missa de beatificação de seus pais.
João Paulo II falou na cerimônia:
“Queridas famílias, temos hoje uma particular confirmação de que o caminho de santidade percorrido em conjunto, como casal, é possível, é belo, é extraordinário e fecundo, e é fundamentalmente para o bem da família e da Igreja e da sociedade”.
Que o casal, Luis e Maria, intercedam por todos os casais do mundo e principalmente por aqueles que estão se preparando para o matrimonio, para que descubram a grandeza e a santidade a dois, e depois nos filhos que vierem”.